Elomar Figueira Mello

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Elomar em 2010, durante reunião no Ministério da Cultura

Elomar Figueira Mello (Vitória da Conquista, 21 de dezembro de 1937) é um cantor e compositor brasileiro.

Seu nome aparece com variações nos primeiros discos, o que contribuiu para difundir dúvidas e confusões sobre a grafia.[1] [2] [3] [4] A forma adotada na publicação de suas obras desde o álbum Na quadrada das águas perdidas, de 1978, fixou-se como Elomar Figueira Mello, que é seu nome civil.[5] [6] [7]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Elomar nasceu na Fazenda Boa Vista pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Figueira e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.

A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".

Seus pais eram Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé (Bahia), e Eurides Gusmão Figueira Mello.[8] Tem dois irmãos: Dima e Neide.

Dos três aos sete anos de idade Elomar viveu na cidade de Vitória da Conquista, passando depois a morar nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim que tanto lhe inspirou músicas, a as Fazendas Brejo, Coatis e Palmeira.

Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, no final da década de 1960, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia. Teve também uma passagem rápida pela Escola de Música dessa mesma Universidade.

Casado com Adalmária de Carvalho Mello é o pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.

Elomar prefere viver a maior parte do seu tempo nas suas fazendas. A Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na música Cantiga do Amigo, está a 22 Km de Vitória da Conquista, na Fazenda Duas Passagens que se localiza na bacia do Rio Gavião e na Fazenda Lagoa dos Patos, na Chapada Diamantina.

Elomar, assim como Glauber Rocha e Xangai, é descendente direto do Bandeirante e Sertanista João Gonçalves da Costa, fundador em 1783 do Arraial da Conquista, hoje a cidade de Vitória da Conquista.

Orlando Celino, pintor conquistense, o único que Elomar permitiu retratá-lo, recebeu em 2003 a encomenda para pintar um quadro de João Gonçalves da Costa que iria integrar ao monumento de Jacy Flores, em Vitória da Conquista. Não existindo gravura deste personagem histórico Elomar, como descendente, permitiu que as suas feições fossem usadas para a representação deste seu ancestral. Este quadro denominado Capitão-Mor João Gonçalves da Costa, está hoje na Casa Régis Pacheco, em Vitória da Conquista, um museu político e casa de eventos inaugurado em 05 de abril de 2007.

De 2000 a 2004 viveu na pequena cidade de Lagoa Real, contratado pela Prefeitura local, para formar um coral e criar um projeto de ópera sertaneja.

Estilo próprio[editar | editar código-fonte]

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Depois que gravou seu primeiro disco …Das Barrancas do Rio Gavião, passou a investir mais na sua carreira musical, bastante influenciada pela tradição ibérica e árabe que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro, mas foi só no final dos anos 1970 e início dos 80 que deu menos ênfase à arquitetura para dedicar-se à peregrinação pelos teatros do país, de palco em palco, tocando e interpretando o seu cancioneiro e trechos do que viriam a ser suas composições de formato erudito, como autos.

Boa parte dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza (sic); título de linguagem atribuída por ele.

Com seu estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro. Gravou em 1990 o festejado disco "Elomar em Concerto", acompanhado pelo Quarteto Bessler-Reis. Avesso à exposição na mídia para divulgação do seu próprio trabalho, prefere a vida reclusa da fazenda, longe das grandes metrópoles, criando bodes como o que inspirou ao cartunista Henfil o personagem Francisco Orellana. Mesmo assim, algumas de suas composições ficaram relativamente famosas, como "Clariô", "O Violeiro", "Arrumação" e "O Peão na Amarração".

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Parcelada Malunga
Elomar, Arthur Moreira Lima, Xangai, Heraldo do Monte, José Gomes
Gravado ao Vivo no Teatro Pixinguinha (SP).
  • Na Quadrada das Águas Perdidas
Elomar, Elena Rodrigues, Dércio Marques, Xangai e Carlos Pita
Gravado no Seminário de Música da UFBA.
  • Fantasia Leiga para um Rio Sêco
Elomar e Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia
Gravado no Auditório do Centro de Convenções da Bahia.
Elomar.
  • Auto da Catingueira
Elomar, Jacques Morelembaum, Marcelo Bernardes, Andrea Daltro, Sônia Penido, Xangai e Dércio Marques
Gravado na Sala de Visitas da Casa dos Carneiros em Gameleira (Vitória da Conquista, BA).
  • Elomar em Concerto
Elomar, Jacques Morelembaum, Quarteto Bessler-Reis, Paulo Sérgio Santos, Marcelo Bernardes, Antônio Augusto e Octeto Coral de Muri Costa
Gravado ao Vivo na Sala Cecília Meireles (RJ).
  • ConSertão
Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte
Gravado na Sala Cecília Meireles (RJ).
Xangai, Elomar, João Omar, Jacques Morelembaum, Eduardo Morelembaum, Eduardo Pereira.
  • Cantoria 1
Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Xangai
Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA).
  • Cantoria 2
Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Xangai
Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA).
  • Cantoria 3 Canto e Solo
Elomar
Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA).
  • Árias Sertânicas
Elomar e João Omar
Gravado no Estúdio Cacalieri — BA.
  • Cartas Catingueiras
Elomar
Gravado no "Nosso Estúdio" — SP.
  • Concerto Sertanez
Elomar, Turíbio Santos, Xangai e João Omar (part. especial)
Gravado ao vivo no Teatro Castro Alves dias 7, 8, 9 e 10 de janeiro de 1.988 em Salvador, BA.

Outras obras[editar | editar código-fonte]

  • Sertanílias: romance de cavalaria.
Originalmente concebido como roteiro de cinema, foi publicado em 2008 na forma de romance.

Referências

  1. Página sobre o 1º disco compacto de Elomar. Visitado em 21 de março de 2012.
  2. Governo de Pernambuco. Biografia de Sevy Nascimento Música de Pernambuco. Visitado em fevereiro de 2012.
  3. Edigar Mão Branca (2007). Requerimento Sileg da Câmara dos Deputados do Brasil. Visitado em fevereiro de 2012.
  4. Luiz Antonio Batista da Rocha (2010). Tributo a Paulo Moura. Visitado em fevereiro de 2012.
  5. MELLO, Elomar Figueira; CUNHA, João Paulo. Elomar: Cancioneiro. Belo Horizonte: Duo Editorial, 2008. Publicação contendo 1 livro ilustrado, 14 cadernos com partituras de 49 canções, e 1 caderno com letras das canções e notas editoriais.
  6. Porteira Oficial de Elomar. Discografia. Disponível em: http://www.elomar.net/discografia/index.html . Acesso em: 16 mar. 2012.
  7. Biblio1: ferramenta de pesquisa bibliográfica. Disponível em: http://www.biblio1.com.br/resultado.php?buscar=1&editora=ELOMAR . Acesso em 16 mar. 2012. ISBN: 9788590826200
  8. Biografia na "Porteira Oficial de Elomar".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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