Arcaísmo

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Em linguística, arcaísmo (do grego archaismós)[1] é o uso lexical ou gramatical de uma palavra ou expressão antiga, que já caiu em desuso.[2] [3] O arcaísmo pode ser linguístico ou literário.

Arcaísmo linguístico[editar | editar código-fonte]

O arcaísmo linguístico é encontrado na fala que contém traços fonéticos, morfológicos, sintáticos e léxicos que são conservadores e antigos na língua.[3] Exemplos de palavras dicionarizadas e expressões que são consideradas como arcaísmos:[4]

  • "Quiçá" (formado por alteração do antigo "qui sabe?"), substituído por "talvez".

Existem palavras que se tornaram arcaísmos em Portugal, mas que continuam a ser usados na vida quotidiana no Brasil. Por exemplo: "xícara", usado comumente no Brasil, mas arcaísmo em Portugal (surge apenas nos romances do século XIX), o mesmo sucedendo com "ônibus". Há também casos de tempos verbais e formas de colocação pronominal que podem vir a se tornar arcaísmos em breve:[3]

Arcaísmo literário[editar | editar código-fonte]

Em literatura, arcaísmo é o estilo modelado segundo os usos de uma época anterior, de modo a revivê-la ou obter algum efeito desejado. Em alguns períodos, o uso de arcaísmos torna-se moda literária. Isso aconteceu na literatura latina da época dos Antoninos e no decadentismo. Frequentemente, o arcaísmo é uma consequência do purismo linguístico.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 158.
  2. Ver definição do Littré
  3. a b c Arcaísmo Info Escola. Visitado em 29 de setembro de 2012.
  4. Zumthor Paul. Introduction aux problèmes de l'archaïsme Cahiers de l'Association internationale des études françaises, 1967, N°19. pp. 11-26, doi : 10.3406/caief.1967.2328
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