Oximoro

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Oximoro, oxímoro, oximóron ou paradoxismo[1] [2] (do grego ὀξύμωρον, composto de ὀξύς "agudo, aguçado" e μωρός "estúpido"[3] ) é uma figura de linguagem que consiste em relacionar numa mesma expressão ou locução palavras que exprimem conceitos contrários, tais como festina lente ("apressa-te lentamente"), "lúcida loucura", "silêncio eloquente" etc. Trata-se duma figura da retórica clássica[4] . Dependendo do contexto, um oximoro pode ser considerado um vício de linguagem.

Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se o leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso, um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • inocente culpa
  • gelo fervente
  • declaração tácita
  • ilustre desconhecido
  • guerra pacífica



Este soneto de Luís de Camões é construído com oxímoros:

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Referências

  1. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: verbetes oximoro e oximóron
  2. Dicionário Priberam: verbete "oxímoro"
  3. Voccacolario Treccani: voce "ossimoro" (em italiano)
  4. Claudio Moreno. Sua Língua. Página visitada em 13 de dezembro de 2009.
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