Cacofonia

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Cacofonia, cacófato ou cacófaton, é o nome que se dá a sons desagradáveis ao ouvido formados muitas vezes pela combinação do final de uma palavra com o início da seguinte, que ao ser pronunciadas podem dar um sentido ridículo, ou apenas serem indístinguiveis entre si.

A cacofonia pode constituir-se em um dos chamados vícios de linguagem.

Na literatura[editar | editar código-fonte]

Exemplos vários podem ser coletados na Literatura de cacófatos que, entretanto, podem ser justificáveis.

Em Camões, no soneto "Alma Minha...", a própria expressão-título é criticada por formar o cacófaton "maminha".

O historiador José Marques da Cruz[1] , porém, justifica a expressão como:

"própria do século XVI, em que vários clássicos empregaram frases assim: amigo meu, amiga minha. alma minha (...) É que toda gente estudava o latim puro, onde se diz amicus meus (e não meus amicus), anima mea ( e não mea anima), mostrando sempre os escritores da época, nos seus escritos, a profunda influência da sintaxe latina."

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • "Ela tinha figuras por cada albúm". (latinha, porcada).
  • "Ele tem fé demais para um futuro promissor". (fede).
  • "Eu vi ela próximo ao bar". (viela).
  • "O nosso hino é belo e culto". (sohino, fonética=suíno).
  • "Ela te tinha contado sobre isso ontem (tetinha).
  • "Eu beijei a boca dela (cadela).
  • "Eu quero amá-la (a mala).

Fontes e referências[editar | editar código-fonte]

  1. in: História da Literatura, Melhoramentos, São Paulo, 8ª ed., s/d, p. 207

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Veja também[editar | editar código-fonte]

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