Polissíndeto
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Polissíndeto é o emprego repetitivo da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos de oração e geralmente é a conjunção "e" e/ou "nem".
Um exemplo pode encontrar-se neste excerto de Lucas :
- "Tudo é seco e mudo e de mistura
- Também mudando eu fiz outras cores".
Outro exemplo de Euclides da Cunha
- "E sob as ondas ritmadas
- e sob as nuvens e os ventos
- e sob as pontes e sob o sarcasmo
- e sob a gosma e sob o vômito"
Outro exemplo de Euclides da Cunha: "seis mil mannlichers e seis mil sabres; e o golpear de doze mil braços, e o acalcanhar de doze mil coturnos; e seis mil revólveres; e vinte canhões, e milhares de granadas [...] e os degolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de canhoneio contínuo; e o esmagamento das ruínas..." (em Os Sertões).
Outro exemplo de Olavo Bilac:
- "Longe do estéril turbilhão da rua,
- Beneditino, escreve! No aconchego
- Do claustro, na paciência e no sossego,
- Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!"
- com calma sem sofrer
outro exemplo:
- "E eu morrendo! E eu morrendo!
- Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
- Tão bela palpitar nos teus olhos, querida,
- A delícia da vida! A delícia da vida!"