Aliteração

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Aliteração é uma figura de linguagem que consiste em repetir sons consonantais idênticos ou semelhantes no início de palavras de uma frase ou de versos de uma poesia[1] para criar sonoridade. É comum para fins onomatopeicos onde a repetição tenta representar sons dos objetos relatados.[2] A aliteração vem sendo considerada recurso fônico de intensificação.[3]

A aliteração é usada como recurso de estilo em poesia que possibilita em certas poesias antigas reconstituir uma pronúncia que desapareceu na transcrição.[4]

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • “Que a brisa do Brasil beija e balança”,Castro Alves, O Navio Negreiro, [5]
  • “Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”, Cruz e Souza,Violões que choram[6]
  • “Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.” Fernando Pessoa, Saudade dada[7]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Marcelo Rsenthal. Gramática para concursos. 3a ed. [S.l.]: Campus. p. 421. ISBN 978-85-352-2489-4
  2. Renato Aquino. Gramatica Objetiva Da Lingua Portuguesa. [S.l.]: Elsevier, 2007. p. 417. ISBN 978-85-352-2341-5
  3. Enéas Martins de Barros. Estudos de gramática e literatura. [S.l.]: Editora Atlas, 1988. ISBN 978-85-224-0328-8
  4. Dicionário de Lingüística. [S.l.]: Editora Cultrix, 2007. p. 40. ISBN 978-85-316-0123-1
  5. Castro Alves, O Navio Negreiro, VI
  6. Cruz e Souza, Violões que choram, VII
  7. Fernando Pessoa, Saudade dada, I