Estância (Sergipe)

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Município de Estância
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"Jardim de Sergipe"
Brasão de Estância
Bandeira de Estância
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário {{{aniversário}}}
Fundação 1831
Gentílico estanciano
Lema Cultura e Trabalho
Prefeito(a) Ivan dos Santos Leite (PSDB)
(2005 – 2008)
Localização
Localização de Estância
Unidade federativa Sergipe
Mesorregião Leste Sergipano IBGE/2008 [1]
Microrregião Estância IBGE/2008 [1]
Região metropolitana {{{região_metropolitana}}}
Municípios limítrofes Norte (Itaporanga d'Ajuda), sul (Santa Luzia do Itanhi e Indiaroba), leste (Oceano Atlântico) e oeste (Salgado, Boquim e Arauá)
Distância até a capital 70 quilômetros
Características geográficas
Área 649,6 km²
População 63.206 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 96,7 hab./km²
Altitude 53 metros
Clima tropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,672 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 554.549 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 8.913,00 IBGE/2005 [4]

Estância é um município brasileiro do estado de Sergipe.

Índice

[editar] História

Pedro Homem da Costa e seu concunhado foram agraciados com as terras onde se encontra hoje o território de Estância. A doação foi feita pelo capitão-mor da Capitania de Sergipe, João Mendes, em 16 de setembro de 1621, porém, as ditas terras haviam sido adquiridas anteriormente por Diogo de Quadros e Antônio Guedes, os quais não a povoaram nem a colonizaram, razão pela qual perderam o direito da concessão. Tanto Pedro Homem da Costa, como Pedro Alves e João Dias Cardoso, este último sogro dos dois, já ocupava a gleba antes da concessão, com roças e criação de gados.

Quem primeiro desbravou as terras foi Pedro Homem da Costa e nelas edificou uma capela, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, santa que nos consta, é, também, a Padroeira do México. Entre os mexicanos, Estância é uma propriedade de criação de gado e os seus ocupantes são chamados de estancieiros, daí o nome adotado por Pedro Homem da Costa: Estância.

Durante muito tempo, Estância foi subordinada à Vila de Santa Luzia do Real, atualmente Santa Luzia do Itanhy. Só em abril de 1757, o rei autorizou que realizassem na povoação de Estância "vereações, audiências, arrematações e outros atos judiciais na alternativa dos juízes ordinários", acontecendo assim, a separação jurídica da Vila de Santa Luzia, então em franca decadência. Em 25 de outubro de 1831, a sede da Vila de Santa Luzia é transferida para Estância. Em 5 de março de 1835, é criada a sua Comarca, e, finalmente, a 4 de maio de 1848, foi elevada a categoria de cidade.

A cidade de Estância, denominada por S.M. Dom Pedro II como o jardim de Sergipe, a cidade dos sobrados azulejados, das festas juninas e do barco de fogo, ainda possui um belo acervo arquitetônico, apesar das constantes perdas provocadas por destruições e mutilações de prédios históricos.

[editar] Patrimônio Cultural

O IPHAN em 27 de julho de 1962 tombou a Casa à Praça Rio Branco nº. 35. Sobrado colonial que possui telhado em quatro águas com beirais e cimalha de madeira. No térreo possui quatro portas e três janelas alternadas de vergas curvas e ombreiras de madeira. O segundo pavimento possui sete janelas com balcões em balautradas em madeira. As fachadas laterais do pavimento superior possuem janelas semelhantes às da fachada principal. A fachada posterior apresenta o prolongamento do piso superior sobre pilastras de alvenaria. O prolongamento tem pé direito baixo e oito janelas geminadas de construção mais recente. O único exemplar acautelado em nível federal, incluído no livro de tombo histórico, na verdade, uma homenagem à rica história de Estância. E também mostra a predileção do órgão federal por bens coloniais em detrimentos dos ecléticos, fato que só foi superado a partir dos anos oitenta.

Entretanto, são os sobrados e casas azulejados, muitos tombados pela Secretária de Cultura do Governo do Estado de Sergipe, que se destacam na paisagem urbana. Citamos os imóveis:

- Rua Capitão Salomão nº.67; Rua Pedro Soares nº. 442 (ou Cap. Salomão nº 84) - (imóvel que sofreu recentemente uma séria descaracterização com mutilação do portico com gradil metálico e destruição do interior do pavimento térreo); Rua Capitão Salomão nº. 122; Rua Capitão Salomão nº. 136; Rua Capitão Salomão nº. 227; Rua Capitão Salomão nº. 228; Rua Capitão Salomão nº. 256; Rua Duque de Caxias nº. 339; Rua Capitão Salomão nº. 162;

Também são tombados pelo Governo Estadual a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a pintura em óleo sobre tela Misericórdia e Caridade de autoria de Horácio Hora do Hospital Amparo de Maria.

Alguns desses imóveis citados estão em estado inadequado de conservação. E vários outros sobrados ou trechos urbanos mereceriam ter sido incluídos na lista do Patrimônio Estadual, e talvez nacional, porém foram destruídos ou deformados. Muitas vezes reação de aversão da própria população contra a figura do tombamento e seus efeitos sobre a propriedade do imóvel.

Infelizmente, a Prefeitura Municipal nunca tomou atitudes a fim de preservar o rico acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico da cidade de Estância, compostos por sobrados azulejados, coloniais, casas ecléticas, art-déco, e até alguns bons exemplares de arquitetura modernista. Igrejas e acervos sacros. Fábricas e vilas operárias. E o próprio espaço urbanos com suas ruas, praças, texturas e cores. Pior, muitas vezes os prefeitos incentivaram a destruição ou a desinformação quando pregam que o tombamento engessa a cidade.

Por fim, o município ainda possui exemplares remanescentes de antigos engenhos de cana-de-açúcar. O ciclo da cana-de-açúcar e o engenho tiveram papel significativo na formação econômica e social do povo sergipano e o sul do estado também participou ativamente da economia açucareira.

[editar] Geografia

[editar] Relevo

  • Planície Litorânea – localizada ao longo da Costa, formada por dunas e praias.
  • Tabuleiros Costeiros – localizados após a planície litorânea, constituído de baixo planalto pré-litorânea, com temperatura média de 25ْ C e um período de seca de até três meses.
  • Vegetação Litorânea – é muito variada, nas praias predominam coqueirais e uma vegetação rasteira, com campos de matas de restingas e manguezais.
  • Mata Atlântica – floresta fechada, com árvore alta encontrada no topo de algumas colinas e sopé das serras.
  • Cerrado – vegetação espaçada com arbusto e árvore baixa, retorcidas, de casca grossa, pouco encontrada no nosso município.

[editar] Clima

Clima tropical, com os meses de maior calor, janeiro, fevereiro e dezembro e os meses mais chuvosos, maio, junho, julho, agosto e setembro.
  • Temperatura Máxima – 31°C
  • Temperatura Mínima – 23°C
  • Temperatura média anual - 30 C

[editar] Hidrografia

[editar] Demografia

(Fonte: IBGE e Rádio Povão)

  • Total – 61.085 habitantes dados mais recentes no IBGE 2004
  • Densidade Demográfica – 82,69 hab∕ km²

[editar] Economia

Setor primário
  • Agricultura – policultura, destaca-se a cultura de coco, mangaba e da mandioca.

Pecuárias – bovinos, ovinos, caprinos e suínos.

Setor secundário
  • Indústrias – indústria alimentícias, têxteis.
Setor terciário
  • Comércio, bancos, turismo e setor público.

[editar] Acesso

Rodovias
  • Rodovias federais
  1. BR 101 – sentido Sul/Norte
  2. Linha Verde – estrada ecológica litorânea protegida pelo IBAMA, que liga Salvador à Aracaju.
Hidrovias
Transporte de passageiros do Porto do Saco do Rio Real (Porto do Mato) até Mangue Seco na Bahia passeio de Escuna pelas margens ribeirinhas.
Porto – O porto de Sergipe, Terminal Marítimo Inácio Barbosa - TMIB, localizado na Barra dos Coqueiros, a 15 km de Aracaju, ocupa uma área de 200ha e abriga as instalações de apoio e sistemas de infra-estrutura. Conta ainda com terminal de passageiros, servindo de entrada marítima no Estado, isto a 80 km da cidade de Estancia.
Aéreo
Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, a 90 km de distância.

[editar] Comunicação

[editar] Rádios

  • Ilha FM 101.5 MHz
  • Rádio Abaís AM 1450
  • Rádio Esperança AM 1250
  • Rádio Marazul FM 104.9 MHz

[editar] Televisão

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

[editar] Ligações externas


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