Itabaiana (Sergipe)

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Município de Itabaiana
"Cidade Serrana
Capital do Agreste
Princesa da Serra"
Vista da cidade de Itabaiana a partir do Conjunto Euclides Paes Mendonça (Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Parto)

Vista da cidade de Itabaiana a partir do Conjunto Euclides Paes Mendonça (Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Parto)
Bandeira de Itabaiana
Brasão de Itabaiana
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1675
Gentílico itabaianense
Padroeiro(a) Santo Antônio
Prefeito(a) Valmir dos Santos Costa (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itabaiana
Localização de Itabaiana em Sergipe
Itabaiana está localizado em: Brasil
Itabaiana
Localização de Itabaiana no Brasil
10° 41' 06" S 37° 25' 30" O10° 41' 06" S 37° 25' 30" O
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Agreste Sergipano IBGE/2008[1]
Microrregião Agreste de Itabaiana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Moita Bonita e Ribeirópolis (N); Campo do Brito e Itaporanga d'Ajuda (S); Areia Branca e Malhador(E); e Campo do Brito, Macambira e Frei Paulo (W)
Distância até a capital 54 km
Características geográficas
Área 336,685 km² [2]
População 91 873 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 272,88 hab./km²
Altitude 188 m
Clima Semiárido B'sh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,642 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 824 457,070 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 9 478,59 IBGE/2010[5]
Página oficial

Itabaiana é um município brasileiro do estado de Sergipe. localizado na Mesorregião do Agreste Sergipano e na Microrregião do Agreste de Itabaiana. É a quarta maior cidade de Sergipe, ficando a 54km da capital.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 10º41'06" Sul e a uma longitude 37º25'31" Oeste, estando a uma altitude de 188 metros. Sua população atual segundo o IBGE é de cerca de 92.000 habitantes.

Itabaiana localiza-se na região central do Estado de Sergipe e ocupa uma área de 364 quilômetros quadrados. É o mais importante município da microrregião do Agreste de Itabaiana.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O principal acidente geográfico do município é a Serra de Itabaiana. Consiste no segundo ponto mais alto do relevo do estado de Sergipe, com 659 metros de altitude. Está localizada entre os municípios de Itabaiana e Areia Branca. Nela encontra-se cachoeiras e poços de águas cristalinas como o Poço das Moças. Alem disso recentemente a serra foi nomeada como Parque Nacional da Serra de Itabaiana, além do parque dos Falcões.

Embora seja chamada de Serra, a região não pode ser considerada uma serra, pois não tem altitude, a altitude média na "Serra" de Itabaiana é de 250m bem inferior ao necessário para ser classificado como serra.

A Serra de Itabaiana[editar | editar código-fonte]

No interior da Serra de Itabaiana atualmente funciona a sede do IBAMA, cuja infra-estrutura permite assessorar os estudantes e pesquisadores que se dirigem ao local, com o objetivo de aprofundar seus conhecimentos sobre as potencialidades da Serra. Os funcionários estão preparados para monitorar as visitas pedagógicas exibindo vídeos, slides e mapas, além de levar os interessados a se aventurar nas trilhas naturais que permanecem inalteradas pelo homem.

A serra tem convivido ao longo dos anos com diversos problemas decorrentes do desmatamento, queimadas e depredação. A criação da Estação Ecológica da Serra de Itabaiana, em 1978, pelo Governo do Estado, e a criação do Parque Nacional da Serra de Itabaiana, em 2006, pelo Governo Federal, fez com que mais recursos financeiros pudessem ser obtidos para a constante preservação desse ecossistema.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade de Itabaiana é composto de um período de quatro a cinco meses de seca, sendo um clima semi-árido, com temperaturas entre 34,5°C e 35°C, mais quente que a capital Aracaju.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação é formada por plantas características do litoral e do sertão, por ser uma região de transição, ou seja, agreste. A devastação dessa formação florestal foi significativa, mas ainda existente em Frei Paulo, Riachão do Dantas, Areia Branca e Itabaiana. Encontram-se nela o cedro, a aroeira, a sucupira, a jaqueira, o mulungu, o Pau d’arco, a peroba, etc.

Fragmentação de Itabaiana[editar | editar código-fonte]

Território Itabaianense antes da fragmentação.

Itabaiana no século XIX possuía um território bastante amplo.

Campo do Brito[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, Campo do Brito desmembra-se de Itabaiana com um território equivalente hoje às cidades de Pedra Mole, Pinhão, Macambira e São Domingos.

São Domingos[editar | editar código-fonte]

A formação do povoado teve início em 1924, após muitas lutas para transformar as primeiras casas de taipa em casas de alvenaria. Em 21 de outubro de 1963, São Domingos desmembra-se de Campo do Brito, antigo território de Itabaiana.

Ribeirópolis[editar | editar código-fonte]

Segundo informações obtidas das cartas de sesmarias da capitania de Sergipe Del Rey, a colonização dessa região verificou-se entre 1602 e 1675, ainda como povoado era conhecida como “Saco do Ribeiro”, que pertencia a Itabaiana até o local onde se encontrava a residência de Simão Dias (fazendeiro que residiu por volta de 1637). A partir de 1927 é que começou a evolução política, por meio da Lei Estadual 997, de 21 de outubro, que criava o Distrito de Paz do Saco do Ribeiro, que pertencia a Itabaiana. Em 18 de dezembro de 1933, por força do Decreto Estadual 188, Ribeirópolis foi desmembrada de Itabaiana.

Moita Bonita[editar | editar código-fonte]

Moita Bonita, localizada na porção central de Itabaiana, surgiu do desmembramento de um povoado de Itabaiana. Foi elevada à categoria de vila em 1957 e emancipada em 12 de março de 1963, graças ao Sr. Pedro Paes Mendonça, residente e político da Serra do Machado, em Ribeirópolis. Recebeu esse nome graças à junção do nome de um povoado Moita de Cima e as grandes e belas árvores da região, ficando então “Moita Bonita”.

Frei Paulo[editar | editar código-fonte]

As terras de Frei Paulo foram descobertas por volta de 1868 por missionários capuchinhos, entre eles frades Davi, Umbértide e Paulo Antonio Casanova. Este último é quem dará o nome ao município. O lugar era conhecido como as “matas de Itabaiana”. Em 23 de outubro de 1920, por forte influência de um dos filhos mais ilustres de São Paulo, o engenheiro Gentil Tavares da Mota, a vila muda para a categoria de cidade. Em março de 1938, por conta de uma lei que proibia dois ou três municípios com o mesmo nome, São Paulo do sertão sergipano ganha o nome de Frei Paulo, homenageando o seu fundador.

História[editar | editar código-fonte]

Com a descoberta do Brasil, a Coroa Portuguesa, visando à colonização do novo continente, em 1534 dividiu-o em capitanias hereditárias, tendo o território sergipano sido dado a Francisco Pereira Coutinho. Com a morte deste, seu filho, Manoel Pereira Coutinho, fracassando na exploração das terras, vendeu sua capitania à Coroa Portuguesa, em 1549, permanecendo as terras sergipanas, ocupadas pelo elemento indígena. Em 1590 a expedição de Cristóvão de Barros liquida os indígenas e se inicia o processo de colonização de Sergipe.

Datam dessa época, as primeiras notícias de terras doadas a sete lavradores para colonizarem as cidades circunvizinhas do rio Sergipe. Através de sesmarias (terrenos que eram concedidos pelos reis de Portugal e pelas autoridades coloniais portuguesas às sesmeiros – colonos ou cultivadores), as terras não repartidas entre os colonos, oriundos de Portugal e da Bahia.

Por essa época é que se dá início propriamente dito, ao povoado e colonização de Itabaiana em grande escala, com a distribuição de imenso número de sesmarias de suas terras, notadamente aquelas situadas à margem do rio Jacarecica, os colonos contemplados com tais sesmarias, se espalhando em sítios pelas margens do rio, vão fundar o Arraial de Santo Antonio, a primeira povoação de Itabaiana, na região hoje conhecida por Igreja Velha, a uma légua do atual centro da cidade de Itabaiana, erguendo-se uma capela, fundando a Irmandade das Santas Almas. Esta capela é registrada no mapa de Caspar Barlaeus, durante a invasão holandesa, datado provavelmente de 1641, data em que os holandeses pesquisaram ouro na Serra de Itabaiana.

O local onde se encontra hoje a sede do município, conhecida no século XVI como Caatinga de Ayres da Rocha, era primitivamente um sítio de propriedade do pároco de São Cristóvão, Padre Sebastião Pedroso de Góes, que vendeu em 9 de julho de 1675, por Rs. 60$000(sessenta contos de réis), à Irmandade das almas de Itabaiana, sob a condição de nele ser reedificado um templo sob a invocação de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Segundo Sebrão Sobrinho, a intenção do Padre Sebastião era ver concretizada a criação da Freguesia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana e para tanto, mister que se fazia que a igreja fosse edificada em terreno próprio. Como a capela de Santo Antonio estava edificada numa fazenda de propriedade particular, jamais a freguesia pôde ser criada.

Com a venda da caatinga de Ayres da Rocha à Irmandade, foi edificada a Igreja de Santo Antonio e Almas de Itabaiana, passando para este lugar, a sede da vila, que até então funcionava na Igreja Velha.

A povoação foi crescendo e já pelo ano de 1678, Itabaiana era distrito, possuindo paróquia desde outubro de 1675, permanecendo a invocação de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. A paróquia de Itabaiana foi criada pelos governadores do Arcebispado, na ausência do Arcebispo D. Gaspar Barata de Mendonça.

A vila foi levantada pelo Ouvidor D. Diego Pacheco de Carvalho, em 1698, sob a denominação de vila do Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Em 1727, aparecia como já possuindo sua Câmara representando o município.

Sem embargo das lendas que ainda são correntes entre seus habitantes, necessário se torna uma referência às incursões de Belchior Dias Moreyra, que em seus ensaios, depois de um demorado rodeio, fazia menção À prata, ao salitre e ao ouro da Serra de Itabaiana Assu.

Do roteiro da minas do Belchior Dias Moreyra, que andou por Itabaiana no início da colonização da capitania, depreende-se que, naquela serra se encontram jazidas de grandes riquezas minerais, sobretudo dos metais preciosos.

Do seu tempo nada se pôde colher, tendo como Clodomir Silva, no Álbum de Sergipe, de 1920, se valido nas referências que fez a estas minas, e documentos que datam de 1725 e 1753, que o próprio autor considera bordados dos adornos da fantasia. Assegura, porém que os informes a respeito se baseiam, contudo, na visão do povo e nas informações e parênteses e afeiçoados a família do explorador.

Os acontecimentos no fim do século XVIII, com pequenas lutas entre capitães-mores e ouvidores, um ou outro levante de índio, não forneceram subsídios que se pudessem considerar de valor histórico, para indicar o desenvolvimento do município que já se estabilizava aparecendo como o terceiro dos mais populosos do estado de Sergipe no início do século XIX.

Simão Dias Francês, dentro do que se fala e do que se escreve, é a primeira pessoa civilizadora a nascer em Itabaiana, vaqueiro e figura essencialmente atrativa, foi o tema de muitos trabalhos, todos posteriores as “Histórias Perdidas”, de Joaquim de Oliveira, fonte principal onde muitos foram se inspirar.

Contam os que escreveram a história de Sergipe, é que o pai de Simão Dias Francês era guerreiro. No Brasil estava ele como membro das tropas francesas, saqueadoras do Pau-brasil.

Em Sergipe, seus superiores, depois de conquistar a amizade e confiança dos indígenas, tentavam convencê-los da necessidade de invadir a capitania baiana, lado a lado com os franceses, o que seria uma possibilidade a mais para a vitória. Enquanto isso soldados franceses, inclusive o futuro pai de Simão Dias, tinham relacionamentos amorosos com índias.

Quando, em 1586, Luiz de Brito, com forte expedição, surpreende os índios e os franceses, vencendo-os em inúmeras batalhas, uma das quais tratava no Bojo da Serra da Cajaíba. O soldado francês e sua índia fogem mata adentro e se alojam no local onde hoje é Itabaiana.

Em 1594 sob a sombra da secular quixabeira situada onde hoje está a matriz, nasceu das entranhas da índia sergipana um menino. Ela morre vítima de parto, Simão Dias Francês é alimentado por uma cabra. Com um ano do nascimento, o menino perdeu o pai. Sozinho, a cabra, conta a lenda, continua a lhe alimentar, até que os colonos descobrem, no início do século XVI, o garoto e lhe conduzem para o Arraial de Santo Antonio onde mais tarde se torna vaqueiro de Luiz Rabelo. Em 1637, receosos das ameaças do conde de Bagnolo à época da invasão holandesa em Sergipe, Simão Dias com 47 anos, já casado, invade as matas de caiçara preludiando a colonização e o povoamento das terras que mais tarde recebiam seu nome.

É certo que acerca de Simão Dias Francês se misturam lendas e história. É difícil precisar onde começa a lenda e onde termina a história. Não foi delimitada ainda a questão.

A vila de Santo Antonio e Almas de Itabaiana, por força da resolução Provincial de número 301, de 28 de agosto de 1888, elevado à categoria de cidade, na Presidência de Francisco Paula Preste Pimentel.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os primeiros documentos que tratam da região, apresentam denominações diferentes para o lugar. Os nomes mais frequentes são "Itanhama" ou "Tabaiana". A forma Itabaiana parece ter se definida no século XVII. Os holandeses, de quem não poderia-se esperar uma grafia muito correta, registraram a forma "Itapuna". A tradição tem uma versão popular demais para ser aceita por eruditos:

"Havia uma índia chamada Ita, vinda da província da Bahia. Quando ela dançava o povo explodia de entusiasmo: Ita, a baiana! Ita, a baiana!"

Para o historiador itabaianense Vladimir Souza Carvalho, o nome Itabaiana está historicamente ligado à sua serra, que tem o mesmo nome.

O termo Itabaiana, nome indígena, é o resultado da união dos sufixos "Ita" que significa pedra (a pedra é serra), "Taba" que significa aldeia (taba indígena), e "Oane" que significa alguém. Da junção dos três vocábulos, surgiu o nome Itabaiana, pela assimilação dos mesmos. Sendo assim, Itabaiana significa: Naquela serra tem uma aldeia, onde mora gente, naquela aldeia mora alguém. Porém, segundo o poeta da época, Manoel Passos de Oliveira Teles não acreditava na tradição. Por isso, fez um poema referindo-se à lenda do surgimento da serra de Itabaiana. Numa lenda indígena, havia um cacique castigado por Tupã que transformou seu corpo na Serra que posteriormente recebeu o nome de Itabaiana. Do sangue que jorrava do seu corpo, nasceu o rio Cotinguiba.

Abaixo, uma parte do longo poema:

Das pedras do caminho, foi à taba,
Do orgulhoso cacique, enfurecido,
Arrogante, quebrando a Lei antiga,
A santa Lei da hospitalidade,
Nunca farto de guerra, avesso à paz,
O velho injuriou com requintada,
Com alvar e feroz descarteza,
Negou-lhe água da fonte cristalina;
Negou-lhe caça morta, havia pouco;
Negou-lhe amiga rede de repouso.
Então do velho a forma vai mudando
Pouco a pouco. Relutam novas cores
E traços novos. Foge-lhe a figura
.

Economia[editar | editar código-fonte]

Itabaiana é dona de um dos maiores comércios de Sergipe. É considerada a capital do caminhão, por ter o maior percentual de caminhão por pessoa do país.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Suas atividades diversificadas e a rota comercial fazem de Itabaiana a intermediaria do fluxo de sua produção entre Aracaju (capital do estado) e o sertão, atraindo migrantes da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e no estado.

A agricultura em Itabaiana intensificou-se a partir da década de 1980, através da implantação de perímetros irrigados como Jacarecica e Ribeira. Estes perímetros são cultivados por pequenos agricultores e neles são produzidos cereais, frutas e verduras que abastecem todo o Estado.

O município é grande produtor de mandioca, batata-doce e tomate. Também possui um centro distribuidor de produtos agrícolas que funciona no mercado hortifrutigranjeiro, criado em 1991 e exerce uma grande atuação na microrregião. Esse mercado foi criado com o objetivo de melhor organizar a feira, já que é dela que muitas pessoas tiram o sustento.

A feira[editar | editar código-fonte]

Por muito tempo, mesmo quando Itabaiana elevou-se a categoria de vila, houve no comércio um predomínio de agricultores e comerciantes de secos e molhados (comércio de gênero alimentício).

Os tecidos se destacaram. Não havia confecções industrializadas e sim um número muito grande de alfaiates. Não existiam supermercados, só dois armazéns de secos e molhados, sendo que o principal fica onde é hoje o G.Barbosa e pertencia ao Sr. Euclides Paes Mendonça.

A feira de sábado existe desde 1888 e sua colonização dependia da política dominante. Quando o líder político era José Sebrão Carvalho, a feira era na Praça Fausto Cardoso, pois ele tinha casa comercial ao lado da igreja. E quando seu rival dominava, a feira passava para o largo Santo Antonio.

A feira continuou por muito tempo sem um local fixo. Apenas em 1928 foi definitivamente mudada para o Largo Santo Antonio, onde continua até hoje, e com o crescimento da feira fez-se necessário à criação do Largo José do Prado Franco. O Talho de Carne continuou por muito tempo na Praça Fausto Cardoso. Só em 1947 é que o prefeito Jason Correia construiu o mercado no Largo Santo Antonio. A feira se concentrava dentro do primeiro mercado. Somente em 1939 (aproximadamente) é que foi feito calçamento de pedra da feira e ela ultrapassou o mercado.

Como a feira atraía muita gente de áreas circunvizinhas, no dia 22 de setembro de 1954 foi inaugurada também nos dias de quarta-feira. Em 1956, já existia um grande número de caminhões fazendo viagens para os grandes centros do Estado e para o sul do país, especialmente para o estado de São Paulo. Foi aproximadamente nesta época que se deu o início da expansão do comércio. Isso porque essas viagens proporcionavam acesso a uma variedade de mercadorias.

Comparando diretamente a mercadoria do sul do país, os produtos puderam ser vendidos a preço mais acessíveis. Além dos caminhões de feira, que transportam passageiros e mercadorias para outras cidades, também é comum na feira carroças de burro e carroças de mão, muito utilizados no transporte de mercadorias dentro da própria cidade.

Na feira, adquirem-se e comercializam-se produtos dos mais variados: agrícolas, manufaturados e industrializados. O próprio comércio local é beneficiado com as vendas, pois a disposição física da feira, em meio ao centro comercial, contribui para tal.

O maior deslocamento de pessoas se dá aos sábados. Nesse dia, a feira recebe desde comprador da capital, ate os compradores de outros municípios como os já destacados anteriormente no mapa das cidades sob influência comercial de Itabaiana.

Nas quartas-feiras, o movimento é bem menor, porem, tem se registrado um aumento no número de usuários neste dia, devido à variedade de produtos disponíveis no comércio.

Comércio[editar | editar código-fonte]

O comércio de Itabaiana é seguramente o maior do interior do estado de Sergipe, o município ostenta tal condição há mais de meio século quando foi cognominado Celeiro de Sergipe, por ser, à época o que mais se destacava na produção de alimentos e no abastecimento à capital.

O comércio itabaianense é secularmente vigoroso o que comprova incessantes ofícios do Presidente da Província de Sergipe (na era monárquica brasileira), em 1835, para que os feirantes de Itabaiana fossem a São Cristóvão, então Capital de Sergipe, para fazer funcionar a feira livre ali criada em julho daquele ano. Por volta de 1870, Itabaiana era o maior mercado de Sergipe e um dos maiores no abate de gado.

O núcleo do comércio ainda é a feira livre realizada aos dias de sábado e quarta-feira num espaço de mais de vinte mil metros quadrados. Em volta da mesma se concentra metade do comércio lojista e, somente depois da década de 70 é que com abertura de largas avenidas e o vigoroso crescimento do sitio urbano, passou a haver uma maior difusão dos estabelecimentos.

Itabaiana dispõe ainda de um grande número de estabelecimentos comerciais com destaque para o comércio do ouro que é vendido em grande escala e muita variedade a preços acessíveis. Por força desta presença do metal nobre, Itabaiana é considerada a terra do ouro.

Itabaiana se destaca entre uma das principais cidades do estado com maior concentração de atividades comerciais com a presença de estabelecimentos atacadistas, além de varejistas. Os comerciantes itabaianenses compram produtos de fora e revendem, inclusive enviando produtos locais para outras áreas do país. Além disso, Itabaiana é um grande centro de mercadorias comerciais como alimentícios, têxteis, materiais de construção, etc., para os municípios vizinhos e as populações dos povoados do interior do estado.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

No que diz respeita a pecuária, Itabaiana não tem na criação de gado sua principal atividade, nos últimos anos ela tem tido grande expressão na criação de aves destinadas ao abate e a produção de ovos, por estar situada próxima a capital.

Indústria[editar | editar código-fonte]

Em Itabaiana há indústrias de pequeno porte (bens de consumo): calçados, bebidas, cerâmica, móveis, algodão, alumínio, de carrocerias de caminhões e implementos rodoviários.

Embora a maior renda esteja concentrada em fretes de caminhão, dando origem a uma grandiosa festa em torno desses profissionais, a "Festa do Caminhoneiro", que contribui para o progresso do município, festa essa culminando com shows artísticos, brincadeiras, café da manha e desfiles de caminhões pelas ruas da cidade.

Política[editar | editar código-fonte]

1800-1950[editar | editar código-fonte]

Durante 1800 e 1950, nada foi alterdo, e uma Câmara Municipal continuou administrando a cidade até 1890. Durante o restante do período, assim como ocorria na cena política nacional, o cenário político itabaianense foi conturbado devido a varias sucessões no poder.

O período que data de 1930 a 1950, coincidente com os quinze anos do governo Getulista, assim como na República Velha foi grande a sucessão no poder.

Era Euclidiana[editar | editar código-fonte]

Eleito em 1950 para prefeito, Euclides Paes Mendonça inicia sua participação efetiva na vida política direta ou indiretamente. Em 1964, Euclides e seu domínio é dado fim, quando juntamente com o seu filho, o deputado estadual Antonio de Oliveira Mendonça, foram assassinados na porta da prefeitura em confusão durante uma passeata requerendo água. Inicialmente acusaram o seu adversário político de maior oposição, o Sr. Francisco Teles de Mendonça (o Chico de Miguel), qual foi processado e levado para o Tribunal do Júri e inocentado. Desde então, cogita-se ter sido um crime político, mas até hoje não se sabe de onde partiram os tiros que acabou com a vida de Euclides e seu filho. Atualmente cogita-se que tal crime político foi cometido a mando do seu rival Mané Teles.

Fim da era Euclidiana e contemporaneidade[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Euclides, começou a se destacar o Sr. Francisco Teles de Mendonça conhecido como Chico de Miguel que mandou na cena política direta ou indiretamente até 1987.

Em 1987, o candidato a prefeito apoiado por Chico de Miguel perdeu o pleito para o Sr. Luciano Bispo de Lima, lançou, em 1992, o Sr. João Alves dos Santos (João de Zé de Dona) como seu sucessor na prefeitura, João de Zé de Dona sagrou-se vitorioso e meses depois rompeu com Luciano. Candidatou-se a deputado estadual em 1994 e elegeu-se, mas em 1996, Luciano abandonou a câmara estadual para candidatar-se mais uma vez ao cargo de prefeito, elegeu-se e em 2000 foi reeleito, completando assim seu terceiro mandato enquanto prefeito. Em 2004 seu candidato à eleição perde para a ex prefeita: Srtª Maria Vieira de Mendonça, filha do então Chico de Miguel. Em 2008, Luciano Bispo de Lima vence a prefeita Maria Mendonça, que tentava a reeleição e parte para seu quarto mandato.

Durante os anos, a história política de Itabaiana é regida por uma situação de "richa" entre as vertentes seguidoras de Luciano e de Maria Mendonça. Nas eleições municipais para a gestão 2012-2016 o grupo da deputada estadual Maria Mendonça e do Senador Eduardo Amorim lançaram o nome do vereador Valmir dos Santos Costa " Valmir de Francisquinho" para disputar o cargo com o atual prefeito Luciano Bispo. Valmir ganhou as eleições e assume a pasta municipal depois de 5 mandatos como vereador de Itabaiana. Sua vice-prefeita é Lourdes Machado, que era vice de Luciano Bispo enquanto prefeito.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Vida musical de Itabaiana[editar | editar código-fonte]

Foi na música que o itabaianense mais se destacou, principalmente pela escassez de diversões numa cidade pequena, a sua mocidade, desde os doze anos, praticamente, se entregava de corpo e alma aos estudos musicais.

A vida musical começou desde o século XVIII, e vem, portanto, alicerçada em dois séculos sob o rótulo de varias filarmônicos e de nomes célebres de maestros, em termos regionais.

A música começou em Itabaiana quando ela ainda era uma vila, foi com o padre Francisco da Silva Lobo (1745-1768), fundador da vida musical com a criação de uma orquestra sacra para acompanhar os ritos religiosos. Foi com essa orquestra, que o padre conseguiu despertar na vida do povo itabaianense o gosto pela música, essa raiz construída por ele pode haver uma continuação do seu trabalho e Itabaiana pode permanecer nesta vida musical.

Em 1879, Samuel Pereira de Almeida Filho da Terra, trouxe de Salvador, instrumentos, transformando a orquestra em filarmônica e dando-lhe o nome de Eufrosina, sendo que esse período foi curto apenas de 1879 a 1897, quando se extingue. Sua criação se deu de fato em 31 de outubro de 1897, mudando apenas de nome passou a se chamar Filarmônica Nossa Senhora da Conceição aproveitando-se os instrumentos da Filarmônica Eufrosina.

A sua presença está nos eventos festivos da cidade tais como procissões, inaugurações entre outros eventos não só municipais como também fora do município. Hoje a Filarmônica recebe também o nome de Orquestra Sinfônica de Itabaiana. Em sua sede há um museu de música, inaugurado em 28 de agosto de 1998, onde estão expostos instrumentos musicais do século XX como também o acervo da filarmônica constituído de várias partituras de compositores e mestres itabaianenses (como os chama Sebrão Sobrinho).

Manifestações folclóricas de Itabaiana[editar | editar código-fonte]

A festa de Santo Antônio, uma festa mesclada do tradicional sagrado e profano, ao mercado terapêutico de raízes e plantas, os resquícios do carnaval, a micareta, os paus de sebo, as festas do mastro, e o reisado fazem parte do acervo tradicional e oral da cultura do povo na cidade.

No antigo Cruzeiro, atual Bairro São Cristóvão, tem o artesanato de barro com a fabricação de potes e utensílios de cozinha como panelas, pratos, etc. Estes produtos são comercializados na feira.

O forró é uma dança tradicional nos festejos juninos desde a época do Império e até hoje é conservado essa tradição com grande euforia, principalmente no Nordeste.

A quadrilha é aplaudida desde o palácio imperial aos sertões. A grande dança palaciana do século XIX abria os bailes da corte em qualquer país europeu ou americano, era a preferida pela sociedade inteira popular sem ter perdido o prestigio aristocrático. Foi transformada pelo povo, que lhe deu novas figuras e comandos inesperados constituindo o verdadeiro baile em sua longa execução de cinco partes gritadas pelo “marcante” ou “marcador”. A quadrilha não só se popularizou como dela apareceram várias divisões no interior. Assim a “quadrilha caipira” no interior paulista, o baile sifilítico, na Bahia e Goiás, a “Saruê” (deturpação de Soirée), no centro do Brasil e a “Massa Chico” e suas variantes campos. Em Itabaiana, desde 1930, possui organizadores e marcadores de quadrilha na Praça da Matriz.

A chegança é uma dança que representa a luta travada pelos cristãos para o batismo dos mouros (árabes). É uma tradição que retrata a vida dos marinheiros no dia-a-dia em suas viagens dentro de um navio com todos os perigos, com todas as aventuras, incluindo invasões e piratarias que ocorrem no alto mar. Tais relatos ocorrem através de contos que são comandados pelo capitão piloto, e os marinheiros que repetem as cantigas que soam da boca do comando.

A festa do mastro que existia nessa cidade remonta o fim do século XIX. A brincadeira começava com a busca do mastro no “mato” e era transportado nos ombros dos brincadores ao som da caceteira (conjunto de zabumba, caixa, pife).

O reisado é uma tradição portuguesa, vinda para o Brasil com os colonizadores. Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo e a festa do dia de Reis. Constitui sempre as mesmas cenas, os mesmos personagens com ligeiras variações. O caboclo ou vaqueiro, o boi janeiro, a onça, o cavalo marinho, a besta-fera, as figuras, a dona-do-baile e os tocadores. Seus personagens variam de acordo com a região e reisados. O caboclo é a figura principal da função que centraliza as atenções e as simpatias da assistência. Concluídos os bailados e os sapateados, entra em cena o boi janeiro que é feito com um cobertor de chitão estampado preso a uma caveira de boi enfeitado de papel-de-seda. Dois chifres, barulhentas guisas, um homem forte, servindo-se dessa cobertura, dança, é apoiado numa forquilha que sustenta a caveira. Depois das investidas do boi na assistência e no caboclo, acontece o primeiro assalto dos bichos no boi janeiro, a onça dá o primeiro salto, o caboclo consegue enxotar a onça, outros bichos tentam e falham e são vaiados pelo público. Até que a besta-fera consegue abater o boi. O caboclo reza, chora, lamenta, para reanimá-lo e já desengonçado passa a fazer a esperada partilha.

Em 1995, surgiu a Micarana, que é um carnaval fora de época, onde surgiram vários blocos, tendo como organizadores os comerciantes deste município e com uma parceria com a prefeitura municipal. A Micarana arrasta à avenida principal inúmeros foliões e além da comunidade, turistas vêm apreciar esta bela festa.

Aspectos sociais[editar | editar código-fonte]

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

Quando os colonos fixaram as margens da Lomba e Jacarecica dando origem ao arraial de Santo Antonio, cuidaram logo em erguer uma capela para cultuar a Deus.

Essa capela foi erguida em terras particulares, por isso os donos da terra era quem mandava. Mas o Pároco de São Cristóvão, padre Sebastião Pedroso de Góis queria vender o sitio Caatinga Ayres da Rocha e armou seu plano a fim de convencer a Irmandade das Almas. Por isso, mandava retirar a imagem de Santo Antonio da Igreja velha no período da noite, deixando-o num galho da quixabeira. Para os colonos era fácil descobrir o paradeiro do santo, já que propositadamente se deixavam pistas.

A Fuga verifica-se com frequência. Depois de cada ‘Fuga’ a imagem era levada em procissão para a capelinha. Não se tem data exata do início da construção da nova Igreja. Sabe-se que a Igreja Velha funcionou até 1637, mas já sem grande frequência, porque a transferência do padroeiro significou também a mudança da sede do arraial para outro sitio. Ficou porem, a lenda de ‘Santo Antonio Fujão’.

O ano de 1675 foi de grande importância para a vida religiosa dos primeiros habitantes de Itabaiana. Além de a Irmandade ter sido convencida a comprar o sítio para erguer o novo templo, Itabaiana ganha a 30 de outubro, a condição de freguesia de Nossa Senhora da Vitória de Sergipe, em São Cristóvão. A nova igreja, construída em bases mais sólidas, entretanto, não resistiu por muito tempo. Em 1760 já estava praticamente em ruínas obrigando o Vigário Francisco da Silva Lobo a derrubá-la para construir outra.

Igreja Nossa senhora do Bom Parto.

Diante da falta de recursos, em que se defrontou, o padre reuniu os moradores para a busca de uma nova solução. “Vendo que não havia mais para onde recorrer, senão para as paternais mãos de Sua Majestade tão cheias de piedade…”, dirige-se ao Rei de Portugal, D. José, o pedido foi atendido em 1764.

Santo Antonio é homenageado, tendo o início das trezenas no dia 31 de maio para seu término ser realizado no dia 12 de junho perfazendo assim treze noites. Celebrando a festa no dia 13 de junho, consagrando ao glorioso Santo Antonio.

A instituição da Irmandade das Almas é a mais antiga e subsistente no Brasil, foi criada há 30 de outubro de 1665, devido ao desenvolvimento da cidade houve a necessidade de construir novas paróquias.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Em Itabaiana na década de vinte, surgem dois clubes esportivos: Santa Cruz e o Brasil. Em 10 de julho de 1938, foi fundado o Botafogo, com sede provisória na Rua Barão do Rio Branco. No dia 6 de novembro do mesmo ano, o senhor Irineu Pereira de Andrade muda o nome do referido time para Itabaiana Sport Club.

Na década de cinquenta houve modificação definitiva do nome para Associação Olímpica de Itabaiana. E a escolha das cores azul, vermelha e branca, e a partir deste momento passou a ter grande expressão a nível nacional.

Possui o maior título do Futebol Sergipano: A Copa Nordeste de 1971, a qual conquistou eliminando clubes tradicionais em seus estados como Náutico, Campinense, ABC, CRB, Ferroviário-CE, etc.

Um dos seus grandes feitos aconteceu no dia 23 de Fevereiro de 1980, quando, pela primeira fase da Taça de Ouro, foi ao Estádio Beira-Rio e venceu o Internacional de Porto Alegre pelo placar de 2x1, quebrando uma invencibilidade de 23 jogos do Colorado. Se o Internacional vencesse, deteria um recorde até hoje não alcançado por nenhum clube brasileiro: O de ficar invicto por 3 edições do Campeonato Brasileiro, já que havia empatado a última partida em 78 e venceu a competição de 79 invicto.

Coleciona também várias vitórias sobre grandes clubes brasileiros como Botafogo, Sport, Fortaleza, Avaí, Atlético-PR, Bahia.

O Campeonato Sergipano de Futebol de 2005 aconteceu entre 13 de fevereiro e 29 de maio de 2005 e reuniu dez equipes. O campeão foi o Itabaiana que quebrou um jejum de 7 anos sem conquistar o campeonato estadual. A equipe garantiu vaga na Copa do Brasil de 2006 e na Série C do Campeonato Brasileiro de 2005, além da participação na Copa Governo do Estado de Sergipe de 2005.

Meios de transporte, segurança, educação e saúde[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Itabaiana, cidade que possui meio de transporte restrito em número de veículos e horários, tem sua vida economica facilitada pelo grande fluxo de caminhões de carga, e por isso Itabaiana á chamada “Capital dos Caminhões”.

Segurança[editar | editar código-fonte]

Devido ao grande crescimento populacional e ao desordenado crescimento urbano, a questão da segurança em Itabaiana é precária. Existe uma delegacia das mulheres que atende a queixas feitas pelas mulheres a respeito dos seus cônjuges; e existe um batalhão

A delegacia regional de Itabaiana não possui veículos suficientes para prestar serviços à comunidade urbana e rural, fazendo de maneira que deixa muito a desejar.

Em virtude disso a marginalidade se prolifera na cidade. Dentre as cidades sergipanas é sempre uma das primeiras em número de homicídios, em média, 40 por ano.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Na cidade estão localizados o hospital Dr. Pedro Garcia Moreno, que atualmente foi reformado e ampliado, atendendo as cidades circunvizinhas em casos de urgência média; a Maternidade São José, que presta um relevante papel, principalmente as parturientes de toda região; alem de inúmeras clinicas e consultórios particulares.

Educação[editar | editar código-fonte]

Desde 1925 a instrução em Itabaiana passou a ter uma importância maior no que se refere à educação sistemática no padrão instituição, porque a muito que a aprendizagem existia fora desses padrões. Mesmo com a ampliação da instrução pública, ano se atinge todos os graus de ensino, somente o primário. Só em 1949 é que foi surgido Ginásio e em seguida o 2º grau (equivalente ao Ensino Médio).

Possui 62 escolas de ensino infantil, 80 de ensino fundamental (16.474 alunos), 6 de ensino médio (2.581 alunos) e duas Universidades, sendo uma particular (UNIT) e outra Federal (UFS), além do Projeto de Qualificação Docente (PQD). A cidade também conta com um campus do Instituto Federal de Sergipe, atualmente em caráter provisório.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SANTOS, Jadson de Jesus; SANTOS, Ivana Silva e RODRIGUES, Jamile Oliveira. Relatório de Campo: “ITABAIANA E TODOS OS SEUS ASPECTOS”. Supervisionado pelos professores do Núcleo de Geografia da Universidade Federal de Segipe: Itabaiana - SE, 2006.
  • CARVALHO, Vladimir Souza. Santas Almas de Itabaiana Grande. Edições Serrano: Itabaiana – SE, 1973.
  • CARVALHO, Vladimir Souza. A república velha em Itabaiana. Fundação Oviêdo Teixeira: Aracaju, 2000.
  • DANTAS, Ibarê. Coronelismo e Dominação. Universidade Federal de Sergipe, PROEX/CECAC/programa Editorial: Aracaju, 1987.
  • COSTA, José Eloízo da. O Capesinato em Itabaiana (SE): uma abordagem Chaynoviana. Dissertação de mestrado, UFS: 1992.
  • MOTENEGRO, Antonio Torre

. Historia oral e memória: Cultura popular revistada, 3ª ed. Contexto: São Paulo, 2001.

  • SANTOS, Adelci Figueiredo. Geografia de Sergipe, por Aldeci de Figueiredo Santos e José augusto Andrade. Aracaju, Secretaria de ed. E Cultura; Universidade Federal de Sergipe, 1986.
  • BOM MEIHY, José Carlos Sebem. Manual de história oral. São Paulo: Loyola, 1996.
  • SANTOS, Lenalda Andrade e OLIVA, Terezinha Alves de. Para conhecer a história de Sergipe. Opção: Aracaju, 1998.
  • MARQUES, Núbia. Do campo à metrópole: G.Barbosa na macro economia brasileira. J. Andrade: Aracaju, 1999.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2013 Estimativa Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (4 de outubro de 2013). Visitado em 4 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 26 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 01 mar. 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]