Flávio Cavalcanti

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Flávio Cavalcanti
Nome completo Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti
Nascimento 15 de janeiro de 1923
Rio de Janeiro, RJ
Morte 26 de maio de 1986 (63 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Apresentador, jornalista, compositor

Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1923São Paulo, 26 de maio de 1986) foi um jornalista, apresentador de rádio e televisão e compositor brasileiro. Trabalhou no Banco do Brasil aos 22 anos, e no mesmo tempo como repórter do jornal carioca "A Manhã".[1]

Flávio esteve nos Estados Unidos e entrevistou o presidente Kennedy, na casa Branca. Entrou para a televisão e tinha estilo tão marcante que registrou época, pois entre outras coisas criou o primeiro júri da televisão brasileira, já foram jurados do programa de Flávio o hoje jornalista Jorge Kajuru e Conrado (marido da ex-paquita Andréia Sorvetão). Começou também a compor e influenciou muito nas tendências musicais. Artistas, que se tornaram consagrados, começaram com Flávio Cavalcanti.

Na década de 70, todos os domingos, às 20:00, uma voz em off anunciava: "Entra no ar via Embratel para todo o Brasil, pela Rede Tupi de Televisão o programa Flávio Cavalcanti". A chamada marcava o início de um dos programas mais polêmicos da televisão brasileira e líder de audiência, comandado pelo jornalista e apresentador. Foi o primeiro programa a ser exibido para todo país, utilizando o canal da Embratel.

Seu estilo era contundente. Letras medíocres e músicas fracas iam para o lixo. Literalmente, quebrava os discos e jogava fora. Ele criou gestos marcantes, como a mão direita estendida para o alto e a frase: "Nossos comerciais, por favor!", ao pedir o intervalo. O “tira bota” dos óculos também foi marcante.

Em 1982 foi para a Bandeirantes apresentar o programa “Boa Noite, Brasil”. Em 1983, no SBT fez o “Programa Flávio Cavalcanti”. Por seus programas passaram nomes consagrados, como: Oswaldo Sargentelli, Marisa Urban, Erlon Chaves, Márcia de Windsor, entre outros. Inteligente, brilhante, inquieto, como bem mostra sua biografia, o carioca Flávio Cavalcanti, porém, teve uma vida familiar tranquila. Casou se com dona Belinha e teve três filhos, sendo o filho que levava seu nome, um executivo de telecomunicações.

No dia 22 de maio de 1986, o apresentador fez uma rápida entrevista em seu programa e jogou o dedo indicador para o alto: "Nossos comerciais, por favor!" O intervalo acabou e ele não estava mais lá. Tinha sofrido uma isquemia miocárdica aguda durante a apresentação do programa. Levado para o hospital, ele morreria quatro dias depois. No dia da sua morte, o SBT ficou fora do ar o dia inteiro em sinal de luto, apenas rodando um slide com os dizeres: "Estamos tristes com a morte do nosso colega Flávio Cavalcanti que será sepultado hoje em Petrópolis às 16 horas, quando então voltaremos com a programação normal." A emissora voltou ao ar depois das 16:00 quando o corpo do apresentador foi sepultado.

Referências

  1. Biografia no Cravo Albin dicionariompb.com.br. Visitado em 2 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.