Francesco Barberini (1597-1679)

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Francesco Barberini, Sênior
Cardeal da Santa Igreja Romana
Deão do Sagrado Colégio dos Cardeais
Vice-Chanceler Apostólico
Pintura de Ottavio Leoni, 1624

Título

Cardeal-bispo de Ostia-Velletri
Cardeal-presbítero de São Lourenço em Dâmaso
Ordenação e Nomeação
Ordenação Episcopal 5 de novembro de 1645
Cardinalato
Criação 2 de outubro de 1623, pelo Papa Urbano VIII
Brasão
CoA Francesco Barberini Sr.svg
Dados Pessoais
Nascimento Flag of the Grand Duchy of Tuscany (1840).svg Florença
23 de setembro de 1597
Falecimento Estados Pontifícios Roma
10 de dezembro de 1679 (82 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Francesco Barberini, dito o Sênior[1] (Florença, 23 de setembro de 1597 - Roma, 10 de dezembro de 1679) foi um cardeal italiano, Deão do Sagrado Colégio dos Cardeais. Era membro da tradicional família Barberini.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido da tradicional família Barberini, era filho de Carlo Barberini e Costanza Magalotti, assim, era irmão de Taddeo Barberini, que foi comandante do exército pontifício e príncipe de Palestrina e do cardeal Antonio Barberini. Era sobrinho do Papa Urbano VIII e dos cardeais Antonio Marcello Barberini e Lorenzo Magalotti, primo do cardeal Francesco Maria Macchiavelli, tio do cardeal Carlo Barberini e tio-avô do cardeal seu homônimo Francesco Barberini, iuniore.

Estudou na Universidade de Pisa, onde recebe o título de Doutor utroque iure em Direito Canônico e Civil, em 1623. Em seguida, foi chamado a Roma por seu tio Papa, quando é feito Governador de Fermo.

Cardinalato[editar | editar código-fonte]

Foi criado cardeal no consistório de 2 de outubro de 1623 pelo Papa Urbano VIII, recebendo o barrete cardinalício e o título de Cardeal-diácono pro illa vice de Santo Onofre em 20 de novembro, sendo o único cardeal criado naquele consistório. Foi então legado em Avinhão, até 1633, para negociar com o cardeal Armand-Jean du Plessis de Richelieu a questão da Valtellina e alcançar um acordo na disputa secular entre França e Espanha, sem contudo conseguir êxito. Legado também na Espanha, para negociar com o conde-duque de Olivares, um pacto entre a França e a Espanha foi conseguido, mas com a consideração mínima para o esforço diplomático do papa.

Também foi nomeado bibliotecário da Santa Sé, cargo exercido de 1626 até 1633. Em 1624, passou a ser titular da diaconia de Santa Ágata do Subúrbio. Em 1623, é nomeado arcipreste da Basílica de São Pedro, onde ficaria até 1627, quando foi nomeado arcipreste da Arquibasílica de São João de Latrão, onde ficaria até 1628. No ano seguinte, assume a Basílica de Santa Maria Maior.

Em 1632, opta pelo título da diaconia pro illa vice de São Lourenço em Dâmaso e é feito vice-chanceler da Chancelaria Apostólica. Apoiou a Guerra de Castro, realizado de fato pelos seus irmãos, que terminou em um fracasso desastroso. Em 1644, passa a ordem dos cardeais-presbíteros e participa do Conclave de 1644, que elegeu o Papa Inocêncio X.

Episcopado[editar | editar código-fonte]

Passa a ordem dos cardeais-bispos, recebendo a Sé Suburbicária de Sabina, mantendo in commendam o título de São Lourenço em Dâmaso. Assim, foi consagrado bispo pelo cardeal Girolamo Colonna em 5 de novembro de 1645.

Envolvido nas investigações promovidas pelo novo Papa Inocêncio X sobre os descaminhos perpetrados pelo Barberinis, em 1646 ele foi forçado a fugir para a França com seu irmão Taddeo em 15 de janeiro, depois de um consistório violento, o sua irmão, o cardeal Antonio havia deixado Roma em 28 de setembro de 1645, todos eles estavam sob a proteção do cardeal Jules Mazarin. Em 1648, a família Barberini obtém o perdão papal e pode retornar a Roma e ter restituída a sua fortuna.

Ele também foi um forte apoiador das atividades do teatro de Palazzo Barberini que estabeleceu as normas para o melodrama romano e influenciou o veneziano.

Em 23 de dezembro de 1652, passa a Sé Suburbicária de Porto e Santa Rufina, tornando-se também vice-decano do Sacro Colégio dos Cardeais. Dessa forma, participa do Conclave de 1655, que elegeu o Papa Alexandre VII.

Em 11 de outubro de 1666, passa a ser o deão do Sacro Colégio dos Cardeais, passando a ser o titular da Sé Suburbicária de Ostia-Velletri. Dessa forma, preside o Conclave de 1667, que elegeu o Papa Clemente IX, o Conclave de 1669-1670, que elegeu o Papa Clemente X e o Conclave de 1676, que elegeu o Papa Inocêncio XI.

Faleceu em 10 de dezembro de 1679. Em 13 de dezembro, seu corpo foi levado para a basílica patriarcal do Vaticano e enterrado no dia seguinte no sepulcro de seus cânones.

Referências

  1. Dito o Sênior em contraposição a Francesco Barberini, seu homônimo sobrinho-neto, chamado de O Menor, também cardeal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Francesco Barberini
Precedido por
Maffeo Barberini
Cardeal
Cardeal-diácono de Santo Onofre

16231624
Sucedido por
Antonio Marcello Barberini
Precedido por
Ottavio Ridolfi
Cardeal
Cardeal-diácono de Santa Ágata do Subúrbio

16241632
Sucedido por
Antonio Barberini
Precedido por
Ludovico Ludovisi
Cardeal
Cardeal-padre de São Lourenço em Dâmaso

16321679
cardeal-diácono pro illa vice de 1632 a 1644
título in commendam de 1645 a 1679
Sucedido por
Lorenzo Raggi
Precedido por
Carlos Fernando de Médici
Cardeal
Cardeal-bispo de Sabina

16451652
Sucedido por
Bernardino Spada
Precedido por
Carlos Fernando de Médici
Cardeal
Cardeal-bispo de Porto e Santa Rufina

16521666
Sucedido por
Marzio Ginetti
Precedido por:
Carlos Fernando de Médici
Brasão arquiepiscopal
Cardeal-bispo de Óstia-Velletri

Sucedido por:
Cesare Facchinetti
Deão do Sacro Colégio dos Cardeais
16661679