GIMP

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GIMP
Wilber, o mascote do GIMPGimp
Captura de tela
Captura de tela do GIMP 2.8
Desenvolvedor The GIMP Development Team
Plataforma Alpha, x86, x86_64, arm, hppa, ppc, ppc64, sparc
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançamento janeiro de 1996 (18 anos) (versão 0.54)
Versão estável 2.8.14 (26 de agosto de 2014; há 9 semanas e 3 dias)
Versão em teste 2.8.0 (3 de maio de 2012; há 130 semanas e 1 dia)
Idioma(s) Multilingue
Escrito em C (GTK+)
Sistema operacional Linux, Mac OS X, Microsoft Windows, FreeBSD, Solaris, AmigaOS 4
Gênero(s) Editores gráficos
Licença GNU (L)GPLv3+ v2.7+[1]
Estado do desenvolvimento Corrente
Tamanho 16,1 MB (Fonte)
Página oficial www.gimp.org

GIMP (GNU Image Manipulation Program) é um programa de código aberto voltado principalmente para criação e edição de imagens raster, e em menor escala também para desenho vetorial.

História[editar | editar código-fonte]

O projeto foi criado em 1995 por Spencer Kimball e Peter Mattis, quando desenvolveram o mesmo como um projeto para a faculdade. Atualmente, ele é mantido por um grupo de voluntários e licenciado sob a GNU General Public License.

O GIMP foi criado pelos estudantes como uma alternativa livre ao Adobe Photoshop. Foi um projeto universitário que amadureceu bastante e hoje alcança expressiva popularidade, sendo utilizado por hobbistas e profissionais. No entanto, a participação no mercado de ferramentas de edição profissional ainda é tímida (em contraste ao Adobe Photoshop). Os principais fatores que contribuem para isso são:

  • O GIMP ainda não possui suporte nativo ao modo CMYK, usado como formato para impressão. Isso limita a área de atuação do programa no setor gráfico profissional, tornando-o indicado apenas para trabalhos digitais que utilizam apenas o modo RGB
  • Pelo fato de ser distribuído gratuitamente, ele não inclui licenças para as cores Pantone, usadas largamente pelos profissionais gráficos como referência para garantir precisão de cor em materiais impressos
  • Até o início de 2004, a plataforma GTK usada pelo GIMP não se apresentava bem no Microsoft Windows. O melhor suporte ao GTK aumentou a adoção por usuários do ambiente Windows, bem como outros programas que também utilizam GTK, como o Inkscape
  • Apenas recentemente a plataforma GTK para Mac OS X ganhou suporte nativo. Versões anteriores do GIMP faziam uso do X11, tornando o programa pouco integrado ao restante do sistema

Nome[editar | editar código-fonte]

A sigla GIMP originalmente significava General Image Manipulation Program; em 1997, foi mudado para GNU Image Manipulation Program. Ele é integrante oficial do Projeto GNU.

Mascote[editar | editar código-fonte]

Wilber é o mascote oficial do projeto GIMP. Wilber foi criado em 25 de setembro de 1997 por Tuomas Kuosmanen, conhecido como "Bodinho" ou "Mascote dom GIMP". Ele recebeu ajuda de outros desenvolvedores do GIMP, que podem ser vistos em Bodinho Construction Kit, incluso no código fonte do GIMP em /docs/Wilber_Construction_Kit.xcf.gz. O mascote Wilber foi desenhado utilizando-se o próprio GIMP Bodinho já foi editado várias vezes, aparecendo com pincel na boca,em formato de balão, com chapéu, etc

Inovação[editar | editar código-fonte]

O GIMP foi um dos pioneiros em relação a projetos de código aberto voltados a usuários finais. Outros projetos famosos, como o GCC, ou o Linux, foram voltados principalmente a desenvolvedores. O GIMP foi a prova de que projetos de código aberto poderiam gerar produtos voltados a usuários finais, abrindo um precedente ao que levaria ao desenvolvimento de outros projetos voltados ao usuário desktop mercado como GNOME, KDE, Mozilla entre outros.

GIMP utilizava o que hoje é conhecido como GTK como base para construção de sua interface. Na verdade, a biblioteca GTK foi originalmente extraída do trabalho efetuado na interface gráfica durante o desenvolvimento do GIMP. Apesar de GIMP e GTK terem sido originalmente desenvolvidos para o X Window System, foram posteriormente portados para Microsoft Windows, OS/2 e Mac OS X.

A partir da versão 2.6, o GIMP passou a adotar uma nova biblioteca chamada Generic Graphical Library (GEGL), com o objetivo de trazer suporte a formatos de arquivo com maior profundidade de bits e edição não-destrutiva.

A partir da versão 2.8, o GIMP passou a ter a opção de single-window mode, que pode ser habilitada no menu "Janelas -> Mode de janela única", tornando o GIMP mais fácil de usar.

Film Gimp/CinePaint[editar | editar código-fonte]

Film Gimp, agora conhecido como CinePaint, é uma ferramenta desenvolvida para pintura e retoque de quadros de filmes cinematográficos, usando um gerenciador de cenas onion skinning. Ele também oferece uma profundidade de 16 bits por cor, enquanto a versão atual do GIMP é limitada a apenas 8 bits. Ele foi um fork da versão 1.0.8 do GIMP.

Características[editar | editar código-fonte]

Utilização[editar | editar código-fonte]

O GIMP possui os recursos para ser utilizado na criação ou manipulação de imagens e fotografias. Seus usos incluem criar gráficos, logotipos, redimensionar fotos, alterar cores, combinar imagens utilizando camadas, remover partes indesejadas e converter arquivos entre diferentes formatos de imagem digital.

Assim como o uso interativo, o GIMP pode ser manipulado através de scripts. Existe suporte a Scheme (ScriptFu), Perl, Python, Tcl, Ruby, e programas capazes de executar comandos UNIX. Isso permite, por exemplo, produzir imagens para uma página web utilizando scripts CGI, ou realizar edições (como correção de cor ou redimensionamento) de imagens em lote.

Formatos[editar | editar código-fonte]

O formato de arquivo nativo do GIMP é o XCF, que conta com suporte a camadas. Também é possível editar imagens nos formatos SVG, Ico, BMP, PSD, GIF, JPG, PNG, TIF e diversos outros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. GIMP 2.7 RELEASE NOTES (em inglês) GIMP (15 de abril de 2011). Visitado em 3 de maio de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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