Anexo:Lista de armas de O Senhor dos Anéis

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Esta é uma lista de armas utilizadas na franquia dos livros O Senhor dos Anéis e obras relacionadas, tais como O Hobbit, O Silmarillion, entre outras, escritas por J. R. R. Tolkien, ambientadas no universo ficcional da Terra Média.

Aeglos[editar | editar código-fonte]

Anglachel[editar | editar código-fonte]

Anglachel é uma espada do mundo imaginário de J. R. R. Tolkien.

Seu nome, em Sindarin, a língua artística dos elfos de Beleriand, é formado por ang-, ferro, e o verbo lacho, pegar fogo, alterado para -lachel, a forma no particípio ativo.[1]

Era uma das duas espadas que Eöl forjou com metal que caiu dos céus; esta espada foi dada a Thingol, em agradecimento (ou como uma forma de tributo) por permanecer em Nan Elmoth sem ser perturbado.[P 1] [P 2]

Beleg escolheu esta espada para usar no resgate de Túrin, que havia sido capturado por orcs, mas após Beleg cortar suas algemas com a espada, Túrin, tomando-o por um inimigo, tomou posse da espada, e usou-a para matar Beleg. Túrin ficou com ela chamando-a de Gurthang (Ferro da Morte em Sindarin), e usou-a para matar o dragão Glaurung e, posteriormente, acabar com a sua própria vida. A espada se partiu em pedaços quando Túrin morreu, assim tudo o que ele possuía desapareceu.[P 1]

De acordo com Arnulf Krause, a inspiração para Anglachel/Gurthang pode ter sido a espada amaldiçoada Tyrfing, da mitologia nórdica.[2]

Glamdring[editar | editar código-fonte]

Uma impressão artistica de Glamdring, A espada de Gandalf

Glamdring é uma espada no mundo imaginário de J. R. R. Tolkien, a Terra Média. Foi forjada para o Elfo Turgon na Primeira Era. Durante vários milhares de anos esteve desaparecida, até que Gandalf (e companhia) a encontraram (juntamente com o Ferrão e Orcrist) na caverna dos Trolls em O Hobbit e reclamou-a para si mesmo. Gandalf continuou a usá-la durante toda a obra de O Senhor dos Anéis.[3]

Glamdring significa o "Martelo dos Inimigos", mas os orcs em "O Hobbit" chamavam-lhe simplesmente a "Batedora".

Glamdring, juntamente com Orcrist,[3] sua "companheira", são descritas em "O Hobbit" como tendo "...bainhas bonitas e dos punhos cravejados de pedras preciosas", e Elrond refere-se a Glamdring como "Martelo dos Inimigos, que o rei de Gondolin outrora usou".

Como todas as espadas dos Elfos Superiores, Glamdring devia brilhar com uma chama azul ou branca quando inimigos se aproximam,[3] como a espada de Frodo, Ferrão, e Orcrist, a espada de Thorin Escudo-de-Carvalho, que também foram feitas em Gondolin. Contudo este facto foi mantido fora do filme O Senhor dos Anéis da New Line Cinema pois pensaram que seria muito confuso, embora uma cena no terceiro filme mostre Glamdring a brilhar uma cor azul, no cerco a Minas Tirith (quando Gandalf fala com Peregrin Tûk).

Está escrito nela: Em elfíco: "Turgon aran Gondolin tortha, Gar a matha I vegil Glamdring Gud Daedheloth, Dam an Glamhoth."

Em inglês: "Turgon king of Gondolin wields, has and holds the sword Glamdring, Foe and Morgoth's realm, hammer to the Orcs."

Em português: "Turgon, rei de Gondolin, detém, possui e empunha a espada Glamdring, Inimiga do reino de Morgoth, martelo dos Orcs."

Andúril[editar | editar código-fonte]

Narsil Andúril

No mundo inventado por J. R. R. Tolkien, Narsil foi a espada do Rei Elendil dos Dúnedain, embora, em tempos posteriores foi reforjada como Andúril.[4]

A espada foi forjada na Primeira Era pelo Anão Telchar de Nogrod,[4] um famoso forjador de armas e artífice que também fez Angrist, que cortou um Silmaril da coroa de Morgoth e o Elmo de Hador mais tarde usado por Túrin Turambar.

O nome da espada contém os elementos nar e thil, "fogo" e "luz branca" respectivamente em Quenya, referindo-se a Sol e Lua.

Não se sabe para quem Telchar originalmente fez Narsil. Uma possibilidade é que, como Angrist e o Elmo de Dragão foram primeiramente oferecidos a um príncipe dos Noldor, tendo provavelmente passado por Elros, um dos últimos das três Casas Reais dos Noldor: talvez através de Maglor.

A única certeza acerca da história da espada começa dois mil anos depois de Silmariën, quando o seu descendente distante, Amandil, Senhor perdido de Andúnië, enviou o seu filho Elendil de volta à Terra Média com Narsil, quase no final da Segunda Era, quando adivinhou correctamente a destruição iminente de Númenor.

Elendil tornou-se um grande rei, usando Narsil no cerco a Barad-dûr, mas quando a vitória parecia próxima Sauron em pessoa apareceu, juntando-se as suas forças prestes a ser derrotadas. Ao derrotar Sauron, Elendil e Gil-Galad perderam as vidas e Narsil partiu-se em seis fragmentos. O filho e herdeiro de Elendil, Isildur pegou na espada quebrada do pai e cortou o Um Anel da mão de Sauron, banindo-o. Apesar do seu corpo estar destruído e do seu poder removido, o espírito de Sauron sobreviveu quando Isildur reclamou o Um Anel para si mesmo.

Isildur levou os restos de Narsil com ele. Mas enquanto regressava da guerra sofreu um ataque e morreu, caindo ao rio. Ohtar, um pajem de Isildur, resgatou os restos de Narsil mas o Um Anel ficou perdido, e assim permaneceu durante dois mil e quinhentos anos.

Os restos de Narsil tornaram-se uma das heranças dos Reis de Arnor, e depois da destruição do Reino do Norte, permaneceram a ser heranças dos Caminhantes do Norte. A espada foi reforjada[4] em valfenda (inladris em elfico) no ano 3019 da Terceira Era, durante a Guerra do Anel, em celebração à descoberta e captura do Anel. Aí foi renomeada como Andúril (Chama do Ocidente), por Aragorn, herdeiro de Isildur. Este transportou a espada enquanto pertenceu à sociedade do Anel.

Narsil era também conhecida como a Espada que de novo será Forjada; a Espada que foi Quebrada; a Espada Reforjada.

Orcrist[editar | editar código-fonte]

Orcrist era uma espada das obras literárias de J. R. R. Tolkien, a Terra Média. Era a espada do Anão Thorin Escudo-de-Carvalho, e parte da sua história era relatada em O Hobbit, um livro de Tolkien.[5]

Em Sindarin Orcrist significa "Cortadora de Orcs" ("Orc" vem do Sindarin "Orch" que significa "orc" e "rist" vem do verbo em Sindarin "rista-" que significa "cortar") mas chamavam-lhe simplesmente "Mordedora". Muitas das espadas mais famosas nas histórias de Tolkien tinham nomes como Glamdring, Narsil e Ferrão. Orcrist foi forjada por Elfos, que a fizeram valiosa e temida, particularmente entre os inimigos dos Elfos: Orcs e outras criaturas terríveis da Terra Média. A lâmina de Orcrist detectava a presença de Orcs e avisava o seu portador deste facto, ganhando um brilho azul; Glamdring e Ferrão também possuiam esta habilidade.

Sendo a "companheira" de Glamdring, a espada do Rei Turgon, Orcrist era provavelmente empunhada por alguém tido em alta estima pelo Rei. Existem quatro possíveis portadores desta espada: Maeglin, Tuor, Ecthelion da Fonte, e Glorfindel. Como Maeglin, presumidamente, ainda tinha a espada de seu pai, Anguirel, Orcrist não era sua. Tuor usava um machado como arma de eleição, e não uma espada. Glorfindel, morreu fora da cidade; apenas Ecthelion pereceu em Gondolin derrotando Gothmog, senhor dos Balrogs. Deste modo, podemos assumir que Orcrist pertenceu a Ecthelion, mas este facto nunca foi provado explicitamente em nenhuma das várias obras de Tolkien.

Em O Hobbit, Orcrist, juntamente com Glamdring e Ferrão, são encontradas na caverna dos Trolls e posteriormente identificadas por Elrond.

Mais tarde, Thorin é mortalmente ferido na Batalha dos Cinco Exércitos. Depois da sua morte, o rei élfico depositou Orcrist na sepultura de Thorin e diz-se em canções que "passou a brilhar sempre, no escuro, se inimigos se aproximavam" (O Hobbit Capítulo 18, "A viagem de regresso").[5]

Sting (Tolkien)[editar | editar código-fonte]

Ferroada (Ferrão na edição portuguesa) na obra de J.R.R.Tolkien, é o nome de uma espada élfica fabricada na cidade de Gondolin na Primeira Era. Esse nome foi dado por Bilbo Bolseiro, um Hobbit, que a encontrou numa caverna de trolls junto com as espadas Glamdring e Orcrist. Embora em mãos de Humanos e Elfos fosse mais uma adaga, para um Hobbit equivalia a uma pequena espada. Bilbo a nomeou após usá-la para enfrentar as aranhas gigantes na Floresta das Trevas. À presença de Orcs, a lâmina brilha com uma luz azul, e isso era uma propriedade comum das lâminas élficas da Primeira Era, especialmente as de Gondolin. Glamdring, a espada de Gandalf, o fazia com uma luz branca.

Bilbo deu Ferroada a Frodo pouco antes da partida da Sociedade do Anel de Valfenda. Quando Frodo foi capturado perto de Cirith Ungol, Samwise Gamgee a recuperou e devolveu-a depois. Gollum tinha medo de Ferroada, já que era Élfica, e esse medo ajudou Bilbo quando foi necessário confrontar-se com a criatura sob as Montanhas Nebulosas, em O Hobbit, e Frodo, para amansar Gollum em O Senhor dos Anéis.

Ferroada era muito afiada. Bilbo conseguiu enterrá-la sem esforço numa viga de madeira. Frodo, por sua vez, conseguiu ferir um troll em Moria, algo que Boromir tentou sem sucesso com a própria espada, e também cortar as teias de Laracna (Shelob) facilmente, ao passo que Samwise Gamgee acha quase impossível fazê-lo com sua própria espada.

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

  1. a b J. R. R. Tolkien, O Silmarillion, editado por Christopher Tolkien com ajuda de Guy Gavriel Kay, Capítulo 21, Turin
  2. J.R.R. Tolkien, Narn i hîn Húrin, texto editado por Christopher Tolkien, Túrin em Doriath

Referências

  1. Ryszard Derdzinski, Summary of the Sindarin Grammar, 3. Morphosyntax [em linha]
  2. Arnulf Krause, Bibliotheka Phantastika, Die wirkliche Mittelerde [em linha] (em alemão)
  3. a b c The Encyclopedia of Arda - Glamdring
  4. a b c The Encyclopedia of Arda - Narsil
  5. a b The Encyclopedia of Arda - Orcrist