Haikai
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Haikai (俳句 Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas, e sete letras na segunda linha[1]. Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo[2].
O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.
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[editar] Haikai no Brasil
O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, sua própria interpretação da rígida estrutura de métrica, rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo verso possui uma rima interna (A 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma de haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.
Outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista, promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda. Esta corrente define haikai como um poema escrito em linguagem simples, sem rima, estruturado em três versos que somem dezessete sílabas poéticas; aonde cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro. Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma kigo. Estas são palavras ou frases, utilizadas na poesia japonesa, que têm uma associação com uma estação do ano. (Ex.: "sakura", "flor de cerejeira", é associada à Primavera).
[editar] Exemplos
- no despenhadeiro
- a sombra da pedra
- cai primeiro
- outro outono
- no chão entre as folhas
- sonhos do verão
- primeira folha de outono
- no chão começa
- o meio do ano.
- fim do dia
- porta aberta
- o sapo espia
- Ah, mosca de inverno
- - questão de dia ou de hora
- seu último instante?
- Florada de ipês!
- Meu pai também se alegrava
- Em tarde como esta...
- Dia de Finados
- Formigas carregam
- Pétalas que caem.
- início de outono --
- no caminho vão sumindo
- as vozes dos amigos.
- vento de inverno:
- o gato de olho vazado
- procura seu dono
- Para quem viaja ao encontro do sol,
- é sempre madrugada
- Pintou estrelas no muro
- e teve o céu ao
- alcance das mãos
Referências
- ↑ Lanoue, David G. Issa, Cup-of-tea Poems: Selected Haiku of Kobayashi Issa, Asian Humanities Press, 1991, ISBN 0895818744 p.8
- ↑ van den Heuvel, Cor. The Haiku Anthology, 2nd edition, Simon & Schuster, 1986, ISBN 0671628372 p.11
[editar] Ligações externas
- Caqui(em português)
- Caixa de Hai-Kai(em português)
- Jornal Nippo-Brasil História do Haicai(em português)

