Haikai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008)
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Haikai (俳句 Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas, e sete letras na segunda linha[1]. Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo[2].

O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.

Índice

[editar] Haikai no Brasil

O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, sua própria interpretação da rígida estrutura de métrica, rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo verso possui uma rima interna (A 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma de haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.

Outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista, promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda. Esta corrente define haikai como um poema escrito em linguagem simples, sem rima, estruturado em três versos que somem dezessete sílabas poéticas; aonde cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro. Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma kigo. Estas são palavras ou frases, utilizadas na poesia japonesa, que têm uma associação com uma estação do ano. (Ex.: "sakura", "flor de cerejeira", é associada à Primavera).

[editar] Exemplos

no despenhadeiro
a sombra da pedra
cai primeiro
Carlos Seabra


outro outono
no chão entre as folhas
sonhos do verão
Ricardo Silvestrin


primeira folha de outono
no chão começa
o meio do ano.


fim do dia
porta aberta
o sapo espia
Alice Ruiz


Ah, mosca de inverno
- questão de dia ou de hora
seu último instante?
Masuda Goga


Florada de ipês!
Meu pai também se alegrava
Em tarde como esta...
Teruko Oda


Dia de Finados
Formigas carregam
Pétalas que caem.
Jorge Lescano


início de outono --
no caminho vão sumindo
as vozes dos amigos.


vento de inverno:
o gato de olho vazado
procura seu dono
Edson Kenji Iura

Para quem viaja ao encontro do sol,
é sempre madrugada
Helena Kolody

Pintou estrelas no muro
e teve o céu ao
alcance das mãos
Helena Kolody

Referências

  1. Lanoue, David G. Issa, Cup-of-tea Poems: Selected Haiku of Kobayashi Issa, Asian Humanities Press, 1991, ISBN 0895818744 p.8
  2. van den Heuvel, Cor. The Haiku Anthology, 2nd edition, Simon & Schuster, 1986, ISBN 0671628372 p.11

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
Criar um livro