Jango (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jango
 Brasil
1984 • cor • 117 min 
Direção Sílvio Tendler
Roteiro Maurício Dias / Sílvio Tendler
Elenco José Wilker (narrador)
João Goulart(imagens de arquivo)
Juscelino Kubitschek(imagens de arquivo)
Leonel Brizola
Frei Betto
Magalhães Pinto
Género documentário
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Jango é um documentário brasileiro dirigido por Sílvio Tendler, que narra o governo de João Goulart enquanto presidente do Brasil (1961-1964). Lançado em março de 1984, o filme teve seu roteiro escrito por Maurício Dias e Sílvio Tendler, enquanto a trilha-sonora foi desenvolvida por Milton Nascimento e Wagner Tiso. A edição foi conduzida por Francisco Sérgio Moreira e os produtores associados foram Denise Goulart (filha do ex-presidente) e Hélio Paulo Ferraz.

Jango levou mais de meio milhão de espectadores às salas de cinema, tornando-se o sexto documentário de maior bilheteria da história do cinema brasileiro. O primeiro e o quarto filmes da lista também foram dirigidos por Tendler: O Mundo Mágico dos Trapalhões, com um milhão e 800 mil espectadores, e Anos JK, com 800 mil espectadores [1] .

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. Goulart era popularmente chamado de "Jango", daí o título do filme, lançado exatos vinte anos após o golpe. A reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. O sugestivo slogan do filme foi "Como, quando e por que se derruba um presidente"[2] .

O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]