Silvio Tendler
Silvio Tendler (nascido em 1950) é um documentarista brasileiro. Conhecido como "o cineasta dos vencidos" ou "o cineasta dos sonhos interrompidos" por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros, Silvio já produziu cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Em 1981 fundou a Caliban Produções Cinematograficas Ltda., produtora direcionada para biografias históricas de cunho social.
Seus filmes são resgates da memória brasileira e inspiram seus espectadores a reflexão: sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento.
É dono de um jeito peculiar de fazer cinema. Entre a gestação de uma idéia, sua execução e finalização, muitas vezes contam-se décadas. Tem sempre vários projetos e vai tocando todos ao mesmo tempo.
Tendler é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores), "Jango" (1 milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores).
Seus filmes "Jango" e "Anos JK", apesar de falarem sobre o golpe militar de 1964 e a democracia, foram lançados ainda em plena ditadura militar, em 1984 e 1980 (já o período da Abertura política e após a Anistia Ampla Geral e Irrestrita [1]) respectivamente. A partir de então, continuou produzindo uma série de documentários que conquistaram diversos prêmios de público e crítica, divulgando a cultura e a história brasileira para o resto do mundo.
Seu filme mais recente, "Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá", ganhou o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular na última edição do Festival de Brasília.
Em 2005 recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, Itália, pelo conjunto da obra. Em 2008, foi homenageado no X Festival de Cinema Brasileiro em Paris, com uma retrospectiva de seus filmes. Ainda neste ano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, por relevantes serviços prestados à causa pública do Estado.
Em 2009 lançou "Utopia e Barbárie", filme que levou 19 anos construindo, filmado em mais de 13 países, e considerado pelo jornalista Mauro Santayanna uma obra-prima.
Só em 2011 estreou quatro produções: - "O Veneno Está Na Mesa" (40 min), documentário que alerta sobre os riscos dos agrotóxicos na alimentação, disponível no Youtube. - "Matzeiva Juliano Mer-Khamis", uma lápide eletrônica em homenagem ao ator anticonformista e pacifista libertário, que pagou com a vida por sua luta por direitos iguais para palestinos e judeus. Também pode ser conferido gratuitamente no Youtube. - "Tancredo, a Travessia", longa que mostra a trajetória de Tancredo Neves (1910-1985) e compõe trilogia com os já lançados "Jango" e "Anos JK". - "Giap, Memórias Centenárias da Resistência", uma homenagem ao centenário do general Vo Nguyan Giap.
Índice |
[editar] Filmografia
[editar] Longa-metragens
- Os Anos JK – Uma trajetória política (1980)
- Prêmio Especial do JÚRI – Festival de Gramado (1980)
- Melhor Montagem – Festival de Gramado (1980)
- Melhor Montagem – Associação Paulista dos Críticos de Arte (1981)
- Troféu Margarida de Prata – C.N.B.B. (1980)
- Prêmio São Saruê – F.C.C.R.J. (1981)
- Prêmio de Qualidade – Concine (1980)
- Bilheteria: 800 mil espectadores
- Jango (1984)
- Troféu Margarida de Prata – C.N.B.B. (1994)
- Prêmio Especial do Júri, melhor filme do Júri Popular e melhor trilha sonora do Festival de Gramado (1984)
- Prêmio Especial do Júri, Havana (1984)
- Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de Cuba (1984). Prêmio especial do júri.
- Bilheteria: 1 milhão de espectadores
- Castro Alves – Retrato Falado do Poeta (1998)
- Troféu Margarida de Prata – C.N.B.B. (1999)
- Glauber o Filme – Labirinto do Brasil (2002)
- Seleção Oficial do Festival de Cannes (2004). "Hor concours"
- Festival de Cinema de Brasília (2003): melhor filme pelo júri popular, prêmio da crítica e dos pesquisadores.
- Festival de cinema e Vídeo de Cuiabá (2004): melhor produção, melhor roteiro.
- Exibição na Mostra do Cinema Brasileiro na América Latina, Festival de Trieste na Itália e Mostra do Amanhã em Roma e Padova, na Itália.
- Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (2007)
- Festival de Cinema de Brasília (2006). Melhor filme pelo júri popular
- FestCine Goiânia 2007: Melhor roteiro e melhor montagem
- Cine'Eco 2007 - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente: Melhor filme
- Festival Internacional de Documentários Santiago Álvarez in Memoriam (Cuba, 2008): Melhor filme
[editar] Média-metragens
- Rondônia – Viagem à Terra Prometida (1986)
- Memória do Aço (1987)
- Aprender, Ensinar e Transformar (1988)
- Caçadores de Alma (1988)
- Chega de Saudades (1988)
- Josué de Castro – Cidadão do Mundo (1994)
- Troféu Margarida de Prata – C.N.B.B. (1994)
- Menção Especial do Riocine Festival (1994)
- Quilombo (1996)
- Envira (institucional - 1997)
- Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro (2001)
- JK – O Menino que Sonhou um País (2002)
- Oswaldo Cruz o Médico do Brasil (2003)
- Paulo Carneiro – Espelho da Memória (2003)
- Milton Santos – Por Uma Outra Globalização (2004)
- Jornada Internacional de Cinema da Bahia (2003). Troféu especial Mário Cravo Neto
- Festival de Cinema, vídeo e Dcine de Curitiba (2006). Melhor vídeo média metragem
- Memória e História em Utopia e Barbárie (2005)
- Margarida de Prata – CNBB (2005)
- Jornada Internacional de Cinema da Bahia (2005)
- Prêmio especial do júri
- Público: 300 mil
- Pílulas Históricas (????)
[editar] Curta-metragens
- Cidade Cidadã (1998)
- Bósnia (2000)
- Dr. Getúlio – Últimos Momentos (2000)
- Rio Republicano (Didático - 2000)
- As Redes que a Unesco Tece (2004)
- Abrindo Espaços (Institucional) (????)
- Correndo Atrás dos Sonhos (Institucional) (????)
- O Olhar de Castro Maya (2004)
[editar] Seriados
[editar] Outras realizações
Criou a Fundação Novo Cine Latino-Americano e o Comitê de Cineastas da América Latina. Foi presidente da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Cineastas.
Dirigiu a Fundação Rio (RIO ARTE) (1988) e o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo) (1993). Foi diretor da TV Brasília, do Grupo Correio Brasiliense, em 1995, e no ano seguinte, Secretário de Cultura e Esporte do governo Cristóvão Buarque, em Brasilia. Em 1997 assumiu a Coordenação de Audiovisual para o Brasil e o Mercosul da Unesco, onde permanece como consultor nesta área.
Desde 1978 leciona no Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.