Lúcio Cecílio Metelo (cônsul 251 a.C.)

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Lúcio Cecílio Metelo (em latim, Lucius Caecilius Metellus) foi Cônsul romano em duas ocasiões. Ocupou também os cargos de pontífice máximo (pontifex maximus) e de ditador.

Metelo foi nomeado cônsul a primeira vez em 251 a.C., com C. Fúrio Pacilo, na Primeira Guerra Púnica. Ambos foram enviados à Sicília para combater a Asdrúbal Hanão, o general cartaginês. Os soldados romanos estavam tão vivamente alarmados pelos elefantes do exército cartaginês, que os seus generais não ousavam a atacar o inimigo, mas permaneceram inativos durante muito tempo. Afinal, quando Fúrio Pacilo regressou à Itália com uma parte das forças, Asdrúbal aproveitou a oportunidade para atacar a Panormus, mas foi totalmente derrotado por Metelo, na Batalha de Palermo, onde matou um grande número das suas tropas, e capturou todos os seus elefantes, que depois exibiu no seu triunfo em Roma. Esta vitória estabeleceu a supremacia romana na Sicília, e pôde ter uma influência decisiva na sorte da guerra.[1]

Em 249 a.C., Quinto Cecílio Metelo foi nomeado mestre da cavalaria (magister equitum) do ditador Aulo Atílio Calatino, e em 247 a.C. cônsul pela segunda vez com Numério Fábio Buteu, mas nenhuma ação de importância foi efetuada durante este ano.

Quatro anos depois (243 a.C.) foi eleito pontífice máximo, e levou esta dignidade durante vinte e dois anos. Deveu, portanto, ter morto pouco antes do começo da Segunda Guerra Púnica, por volta de 221 a.C. Durante o seu sumo sacerdócio foi registrado um ato seu pelos historiadores: em 241 a.C. resgatou o Palácio quando o templo de Vesta estava em chamas, mas perdeu a vista como consequência desta ação; foi recompensado com uma estátua no Capitólio. Foi sucedido no pontificado por Lúcio Cornélio Lêntulo Caudino Foi designado ditador em 224 a.C., com o fim da celebração das eleições. Os seus méritos e distinções são registrados por Plínio, o Velho num trecho da oração fúnebre pronunciada pelo seu filho, Q. Metelo.[2]

Referências

  1. Políbio, Histórias i. 39, 40, Floro ii. 2. § 27; Eutrópio ii. 24; Orósio iv. 9; Frontino, Strateg. ii. 5. § 4; Cícero, de Republica i. 1; Lívio, Epítome 19, Plínio, História Natural vii. 43. s. 45; Dionísio de Halicarnasso ii. 66.
  2. Plínio, o Velho, Tito Lívio, Dionísio de Halicarnasso ch. cc.; Cícero, Catilinárias 9, Pro Scaur. 2; Valério Máximo I. 4. § 4; Ovídio, Fastos vi. 436.
Precedido por:
Caio Aurelio Cota e Públio Servílio Gémino
Cônsul da República Romana com Caio Fúrio Pacilo
251 a.C.
Sucedido por:
Caio Atílio Régulo e Lúcio Mânlio Vulso Longo
Precedido por:
Caio Aurélio Cota e Públio Servílio Gêmino
Cônsul da República Romana com Numério Fábio Buteu
247 a.C.
Sucedido por:
Mânio Otacílio Crasso e Marco Fábio Licínio
Precedido por:
Tibério Coruncânio
Pontífice máximo da República Romana

241 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Cornélio Lêntulo Caudino