MLS Cup de 1999

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MLS Cup '99
Data 21 de novembro de 1999
Local Foxboro Stadium, Foxborough
Melhor em campo Ben Olsen
(D.C. United)
Árbitro Tim Weyland
Público 44.910
Tempo Sol, 63 °F (17 °C)<

MLS Cup '99, foi a final da quarta edição da Major League Soccer, disputada entre Los Angeles Galaxy e D.C. United. O jogo foi disputado no Foxboro Stadium, em Foxborough, Massachusetts em 21 de novembro de 1999. D.C. United venceu o Los Angeles Galaxy por 2-0, vencendo a MLS Cup pela terceira vez em quatro anos. Ben Olsen foi nomeado o melhor jogador da partida.

Por terem sido os dois melhores times da competição, o D.C. United e o Los Angeles Galaxy ganharam uma vaga para a Copa dos Campeões da CONCACAF de 2000.

Caminho até a final[editar | editar código-fonte]

Los Angeles Galaxy Round D.C. United
Pos Clube J V VSH D GP GC SG Pts
1 Los Angeles Galaxy 32 17 3 12 49 29 +20 54
2 Dallas Burn 32 16 3 13 54 35 +19 51
3 Chicago Fire 32 15 3 14 51 36 +15 48
4 Colorado Rapids 32 14 6 12 38 39 -1 48
5 San Jose Clash 32 9 10 13 48 49 -1 37
6 Kansas City Wizards 32 6 2 24 33 53 -20 20
Temporada Regular
Pos Clube J V VSH D GP GC SG Pts
1 D.C. United 32 17 6 9 65 43 +22 57
2 Columbus Crew 32 13 6 13 48 39 +9 45
3 Tampa Bay Mutiny 32 9 5 18 51 50 +1 32
4 Miami Fusion 32 9 5 19 42 59 -17 29
5 New England Revolution 32 7 5 20 38 53 -15 26
6 New York/New Jersey MetroStars 32 4 3 25 32 64 -32 15
Adversário Resultado1 Série Playoffs Adversário Resultado1 Série
Colorado Rapids 2–0 Jogo 1: V 3–0 Jogo 2: V 2–0 Semi-Finais de Conferência Miami Fusion 2–0 Jogo 1: V 2–0 Jogo 2: V 0–0 (3-2)
Dallas Burn 2–1 Jogo 1: V 2–1 Jogo 2: D 2–2 (3-4) Jogo 3: V 3–1 Finais de Conferência Columbus Crew 2–1 Jogo 1: V 2–1 Jogo 2: D 5–1 Jogo 3: V 4–0

Partida[editar | editar código-fonte]

Após sete minutos do início da partida, o zagueiro do Los Angeles Galaxy Robin Fraser fraturou a cravícula esquerda. A lesão foi agravada quando Fraser disputou com Roy Lassiter uma bola na lateral do campo. Após o jogo Fraser argumentou que ele havia sido derrubado quando Lassiter o empurrou por trás, embora nenhuma falta foi marcada. Faser foi substituído por Steve Jolley, o que levou o Galaxy a mudar para uma linha defensiva de três homens com Paul Caligiuri posicionado como Líbero.[1]

Apesar de não ser amplamente divulgado na época, Fraser estava usando uma proteção durante toda a temporada devido a problemas no ombro. A proteção restringiu a movimentação de seu ombro e o impediu de responder rapidamente à colisão com Lassiter. Ao invés de se preparar para a queda com o braço, a maioria do impacto foi sustentado pelo seu ombro, o que levou à fratura da clavícula. O impacto da substituição no time do Galaxy ainda é discutido.[2]

Doze minutos depois de Fraser deixar o campo Jaime Moreno deu ao United a vantagem de 1-0.[3]

Durante os quatro minutos de acréscimo adicionado pelo árbitro Tim Weyland ao primeiro tempo, o D.C. United ampliou sua vantagem de 1-0 quando Ben Olsen "roubou" a bola e marcou. O goleiro do ano da MLS, Kevin Hartman não tinha conseguiu dar um passe para Steve Jolley. Embora Hartman tivesse conseguido escapar da pressão de Roy Lassiter, a pressão de Jaime Moreno forçu Hartman a tentar um passe para Paul Caligiuri, no lado esquerdo do campo. Hartman não atingiu a bola com a força necessária, que foi para Olsen. Com um único toque, Olsen chutou a de fora da área, marcando o segundo gol do United.[4]

O Galaxy não conseguiu ser eficiente no ataque. Isso foi parcialmente atribuído a Richie Williams, volante do United, que marcou o craque do Galaxy Mauricio Cienfuegos. Isto ficou refletido no fato de que o goleiro do United, Tom Presthus, foi forçado a fazer apenas uma defesa durante o jogo.[3]

Detalhes[editar | editar código-fonte]

21 de novembro Los Angeles Galaxy 0 – 2 D.C. United Foxboro Stadium, Foxborough
20:30
Report Gol marcado aos 19 minutos de jogo 19' Moreno
Gol marcado aos 45+ minutos de jogo 45+' Olsen
Público: 44 910
Árbitro: Tim Weyland
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Los Angeles Galaxy
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
D.C. United

LOS ANGELES GALAXY:
G 1 Estados Unidos Kevin Hartman
LE 2 São Vicente e Granadinas Ezra Hendrickson
Z 3 Estados Unidos Paul Caligiuri
Z 4 Jamaica Robin Fraser Substituído
LD 5 Estados Unidos Greg Vanney (c)
V 6 Estados Unidos Danny Pena Substituído
V 8 Estados Unidos Clint Mathis
MA 11 El Salvador Mauricio Cienfuegos
MA 10 Costa Rica Roy Myers
SA 7 Estados Unidos Cobi Jones
CA 9 México Carlos Hermosillo
Substitutos:
MC 17 Estados Unidos Steve Jolley Entrou em campo
MC 23 Estados Unidos Zak Ibsen Entrou em campo
Técnico:
AlemanhaEstados Unidos Siegfried Schmid

D.C. UNITED:
G 1 Estados Unidos Tom Presthus
LE 3 Estados Unidos Carey Talley
Z 23 Estados Unidos Eddie Pope
Z 18 Colômbia Carlos Llamosa Substituído
LD 12 Estados Unidos Jeff Agoos (c)
V 14 Estados Unidos Ben Olsen
V 16 Estados Unidos Richie Williams
MA 10 Bolívia Marco Etcheverry
MA 20 Estados Unidos John Maessner
AT 9 Bolívia Jaime Moreno
AT 15 Estados Unidos Roy Lassiter Substituído
Substitutos:
MC 4 Argentina Diego Soñora Entrou em campo
MC 5 Canadá Geoff Aunger Entrou em campo
Técnico:
Países Baixos Thomas Rongen

Melhor em Campo:
Ben Olsen[5] (D.C. United)

Pós-Jogo[editar | editar código-fonte]

Durante a cerimônia de premiação o palco quase caiu quando os jogadores do D.C. United subiram. Depois de saudar os torcedores, os jogadores do D.C. United comemoraram a vitória com charutos e champanhe no vestiário com amigos e familiares.[6]

Depois de participar de todas as quatro MLS Cup na história da liga, tendo uma única derrota em 1998 para o Chicago Fire, era de consenso que o D.C. United havia estabelecido uma dinastia. Após o jogo Cobi Jones afirmou que:

É, obviamente, uma dinastia. É decepcionante para nós, mas é ótimo para eles. Eles estão mostrando que eles são uma força dominante na MLS.[7]

Jornalistas questionaram o Comissário da MLS Don Garber para saber se o domínio do D.C. United estava prejudicando a liga. A questão foi notável desde o campeonato que foi projetado desde o seu início para criar a paridade entre as equipes através de um sistema em que os investidores pagariam uma participação no campeonato como um todo.[7] Garber respondeu declarando:

Eu acho que é ótimo ter uma equipe dominante. Haverá equipes tentando bate-los durante todo o ano.[3]

D.C. United foi homenageado pelo seu terceiro campeonato da MLS em 14 de dezembro com um desfile de 10 blocos pelo centro de Washington.[7] Após seu terceiro título da MLS Cup em quatro anos, o clube entrou em um pequeno declínio, não conseguindo se classificar para os playoffs durante as três temporadas seguintes. O United não se classificaram para os playoffs novamente até 2003, e só voltaria a ganhar em 2004.

Referências

  1. Top MLS defender spends game on sidelines. Sports Illustrated (19 December 1999). Página visitada em 3 June 2011.
  2. Top 50 MLS Cup Moments: #49 Broken Dreams. Major League Soccer (2 October 2011). Página visitada em 3 October 2011.
  3. a b c Alex Yannis. "It's No Contest in M.L.S. As United Takes 3rd Title", 22 November 1999. Página visitada em 5 October 2011.
  4. Jeff Green (19 December 1999). Goalkeeper's blunder puts MLS Cup out of reach. Sports Illustrated. Página visitada em 3 June 2011.
  5. MLS Cup 1999 – D.C. United 2, Los Angeles Galaxy 0. Major League Soccer (30 September 2011).
  6. Michael Lewis (19 December 1999). United celebrates victory with cigars. Sports Illustrated. Página visitada em 3 June 2011.
  7. a b c Rain doesn't dampen parade: Nation's capital honors MLS dynasty United. Sports Illustrated (19 December 1999). Página visitada em 10 July 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]