Mary Cassatt
Mary Cassat (Allegheny, 22 de Maio de 1843 — Château de Beaufresne (perto de Paris), 14 de Junho de 1926) foi uma pintora dos Estados Unidos. É considerada uma grande pintora impressionista. Está enterrada no jazigo da família, em Le Mesnil-Théribus.
Bibliografia [editar]
Filha de Robert Simpson Cassat (depois, Cassatt), um rico e influente homem de negócios em Pittsburgh, e Katherine Kelso Jhonson, ambos de ascendência francesa, e uma entre sete irmãos (dois morreram precocemente), Mary Cassatt passou a infância entre os Estados Unidos, França e Alemanha. Fascinada ,em tenra idade, pelas obras de arte européias, matricula-se, ainda adolescente, na Academia de Artes da Pensilvânia, na Filadélfia. Aos vinte e três anos, decide-se por seguir a carreira de pintora profissional e, indo contra a própria família conservadora provinciana, partiu com uma amiga para a Europa estudar em ateliers particulares de pintores como Charles Chaplin, Thomas Couture e Jean-Leon Gerome, entre outros. Da Itália, envia uma obra para o Salão de Paris pela primeira vez, no ano de 1868, e é aceita. Seu estilo tradicional em pinturas de médio porte retratando figuras de gênero e personagens da literatura lhe permite ser aceita com certa consecutividade até 1874, enquanto ela transita entre Holanda, Bélgica e Espanha, um tempo ao longo do qual ela não consegue o destaque desejado, apesar das aceitações.
Sua frustração será ainda maior a partir de 1874, quando resolve se mudar definitivamente para Paris e enfrentar cara-a-cara a então capital mundial das artes e o concorrido mundo dos pintores profissionais. É recusada no salão de 1875 e nos anos conseguintes, até que é apresentada, em 1878, a Degas, cujas obras lhe fascinaram alguns anos antes. Ele lhe convida para participar da próxima exposição dos Impressionistas, em 1879, a quarta do grupo. Alterando drasticamente seu estilo à nova estética dos "pintores radicais" aos quais se juntava, Cassatt expõe com o grupo até a oitava exposição, em 1886, com algumas interrupções, fixando-se como membro do grupo original, ao lado de Monet, Morisot, Renoir, Pissaro e o próprio Degas, entre outros. É nessa época que ela começa a estudar gravura em metal, ao lado de seu mentor Degas, e compromete-se de maneira mais dedicada à arte do desenho, que irá ajudá-la a dissociar-se dos Impressionistas e criar um estilo próprio. É nessa época também que começa a trabalhar com o tema que irá lhe garantir um maior reconhecimento e um lugar próprio entre os Impressionistas: a representação de mães e filhos. O ambiente feminimo burguês está sempre marcado na sua obra, e a sua descrição da figura humana em óleo, pastel e ponta-seca são de uma técnica precisa e realista, representando as tonalidades da carne e das expressões faciais com uma impecabilidade excepcional.
Ao longo de seu envolvimento com os Impressionistas, procurou expressar suas fortes opiniões sobre arte e seus preconceitos contra a tradição dos salões oficiais. Sendo uma dentre os poucos membros ricos do grupo, e com uma rede social invejável, ajudou a promover os trabalhos de seus colegas e até mesmo a comprá-los. A partir de então, recusou-se a receber prêmios e menções e a participar de mostras de artistas mulheres, não acreditando em tal separação ou exclusividade, dizendo que em arte não deve haver tal distinção.
Após a desintegração dos Impressionistas, Mary Cassatt continua fortemente ativa no mundo das artes, atuando como colaboradora na criação de coleções particulares de obras impressionistas, como a de seu casal de amigos, os Havemeyer, e na introdução do Impressionismo nos Estados Unidos, além de continuar seu trabalho como pintora e gravadora até 1914. Neste período, sua maior conquista será na criação de gravuras coloridas, com forte influência da estética japonesa, e suas técnicas próprias, complicadas e bem-elaboradas, terão grande destaque no campo das artes gráficas.
Sofre de diabetes e a partir de 1915 fica praticamente cega, sem poder trabalhar até sua morte em 1926, solteira e sem filhos, em seu château em Beaufresne. Foi o penúltimo membro do grupo original dos Impressionistas a falecer, poucos meses antes de Monet.
Obras [editar]
A seguir uma sequência de pinturas de sua autoria, com as respectivas datas. Em algumas delas constam sua medida oficial e o local onde encontram-se atualmente.
- Duas mulheres assentadas por um córrego da floresta - 1869 - colecção particular, Paris
- Em um balcão durante um carnaval - 1873 - óleo sobre tela, Museu de Arte da Filadélfia
- O toureador - 1873 - óleo sobre tela - Instituto de Arte de Chicago
- Menina pequena em uma poltrona azul - 1878 - óleo sobre tela, Galeria Nacional de Arte, Washington
- No teatro - 1879 - pastel no papel, Museu Nelson-Atkins de Arte, Kansas City, Missouri
- Leitura de mulher em um jardim - 1880 - Instituto de Arte de Chicago
- Femme cousant (Mulher nova que senta no jardim) 1880-1882 - óleo sobre tela, medidas 36 x 25 1/2, Museu d'Orsay, Paris
- Mulher no preto - 1882 - óleo sobre tela, medidas 100,6 x 74 cm (39 3/4 x 29), Museu d'Orsay, Paris
- A lâmpada - 1891 - aquarela no papel com técnicas, Instituto de Arte de Chicago
- La toilette - 1891 - óleo sobre tela, medidas 39 1/2 x 26 dentro, Instituto de Arte de Chicago
- O partido - 1893-1894 - óleo sobre tela, medidas 90,2 x 117,5 cm (35 1/2 x 46 1/4), Galeria Nacional de Arte, Washington
- Mãe e criança de encontro a um fundo verde (Maternidade) - 1897 - pastel no papel bege sobre tela, Musee d'Orsay, Paris
- Mãe e criança - 1888 - pastel no papel, Instituto de Arte de Chicago
- Mãe e criança (O espelho oval) - 1901 - Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque
- Margot no azul - 1902 - pastel no papel prensado com parte traseira clara da tela, The Walters Art Museum, Baltimore, Maryland
Ligações externas [editar]
- Mary Cassatt (em inglês)
- FemBio - Mary Cassatt (em inglês)
- Artcyclopedia - Mary Cassatt (em inglês)
- National Gallery of Art - Mary Cassatt (em inglês)
- The Artchive - Mary Cassatt (em inglês)