Massacre de Munique

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O Massacre de Munique teve lugar durante os Jogos Olímpicos de Verão de Munique em 1972, quando, a 5 de Setembro, 11 membros da equipe olímpica israelita foram tomados de reféns pelo grupo terrorista palestino denominado de Setembro Negro. O governo da RFA, República Federal da Alemanha, liderado pelo seu primeiro-ministro Willy Brandt recusou receber uma equipe militar israelita de operações especiais, que foi uma proposta do governo israelita de Golda Meir.

Índice

[editar] Vítimas

Os onze desportistas israelitas assassinados em vários momentos do mesmo seqüestro foram:

  • David Berger
  • Ze'ev Friedman
  • Joseph Gottfreund
  • Eliezer Halfin
  • Joseph Romano
  • Andrei Schpitzer
  • Amitsur Shapira
  • Kahat Shor
  • Mark Slavin
  • Yaakov Springer
  • Moshe Weinberg

[editar] Polícia da RFA

Como se viria depois a constatar, as forças policiais alemãs estavam muito mal preparadas e a situação fugiu do seu controle. Uma tentativa de libertação dos reféns levou à morte de todos os atletas, de mais cinco terroristas e um agente da polícia alemã.

Os três terroristas sobreviveram ao ataque e foram encarcerados. O governo alemão federal ficou altamente embaraçado pelo fracasso e pela demonstração de incompetência da sua polícia. A operação foi mal planejada e foi executada por agentes sem qualquer preparação especial.

[editar] Terroristas

A idéia da operação era eliminar os terroristas num aeroporto próximo de Munique, o Fürstenfeldbruck. No entanto, os poucos políciais colocados nas torres do aeroporto não tinham capacidade de fogo suficiente para executar a tarefa, não tinham comunicações de rádio entre si para coordenar os disparos e foram surpreendidos por um número de terroristas superior ao esperado.

[editar] Granada

Após um tiroteio que durou 45 minutos entre a polícia e os terroristas, um dos terroristas decidiu atirar uma granada contra o helicóptero em que se encontravam os reféns, matando os últimos sobreviventes. A divulgação dos pormenores perante um julgamento seguido atentamente pela comunidade noticiosa internacional causou um forte abalo na imagem da Alemanha Federal no exterior. Os três prisioneiros não chegaram a ser julgados.

[editar] Lufthansa

A 29 de Outubro de 1972 é desviado um avião da Lufthansa por um outro grupo terrorista e é exigida a libertação daqueles três terroristas aprisionados. Curiosamente, nos passageiros desse misterioso vôo da Lufthansa não se contava nenhuma mulher nem criança. Os reféns eram todos homens adultos. O governo alemão soltou os terroristas de Munique imediatamente, sem consultar o governo de Israel. Em troca, os reféns alemães (todos homens) foram libertados.

[editar] GSG 9

Pouco depois do massacre dos atletas israelitas, o governo alemão decidiu fundar uma unidade policial contra-terrorista, o GSG 9, para lidar melhor com situações semelhantes no futuro. Esta unidade se transformou num exemplo mundial no combate ao terrorismo.

[editar] Cólera de Deus

Os três terroristas sobreviventes passaram a ser perseguidos pela Mossad e crê-se que dois deles foram assassinados. Um deles permanece vivo. Esta operação comandada pelo Mossad chamou-se Cólera de Deus.

[editar] Ligações externas

[editar] Referências

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