Ouro de Tolo

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"Ouro de Tolo"
Canção de Raul Seixas
do álbum Krig-ha, Bandolo!
Lançamento 1973
Gênero(s) Folk rock
Letrista(s) Raul Seixas
Composição Raul Seixas

Ouro de Tolo é uma canção de Raul Seixas presente no álbum Krig-ha, Bandolo! de 1973.[1] Em 2009, foi escolhida pela revista Rolling Stone a 16ª melhor na lista das 100 maiores músicas brasileiras.[2]

O nome é uma alusão às promessas de falsos alquimistas na Idade Média, às quais se dava o nome de ouro de tolo.[3] Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura ao transpor a ideia para a década de 1970: era um ouro de tolo a visão religiosa conformista e a euforia do cidadão respeitável gerada por estabilidade social. MUSICA para alegrar as pessoas

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Em 7 de junho de 1973, de acordo com uma estratégia de marketing proposta por Paulo Coelho, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição na Avenida Rio Branco, onde cantou a música Ouro de Tolo.[3] A cena foi exibida no horário nobre da TV, no Jornal Nacional.[3] A canção era um ataque no conformismo do país a respeito das ilusórias vantagens oferecidas pela ditadura.[3] Tornou-se sucesso instantâneo e foi gravado pela Philips com mais nove canções em Krig-ha, Bandolo!, o primeiro LP solo de Raul Seixas, ainda em 1973.[3]

Referências

  1. Arthur Dapieve. Brock: o rock brasileiro dos anos 80. [S.l.]: Editora 34, 1996. 19 pp. 9788573260083
  2. As 100 Maiores Músicas Brasileiras - "Ouro de Tolo" Rolling Stone Brasil. Spring (2009). Página visitada em 6 de janeiro de 2014.
  3. a b c d e Ouro de tolo Revista de História (9 de junho de 2008). Página visitada em 3 de fevereiro de 2012. "Uma inusitada estratégia de marketing proposta por Paulo Coelho levou as primeiras idéias da Sociedade Alternativa aos lares de todo o Brasil. No dia 7 de junho de 1973, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, violão em punho, cantando a música “Ouro de Tolo”. Deu certo: a cena foi exibida no “Jornal Nacional”, horário nobre da TV. A canção era uma bofetada no conformismo nacional diante das vantagens ilusórias oferecidas pela ditadura. [...] “Ouro de tolo” é o nome que se dava na Idade Média às promessas de falsos alquimistas. Transpondo a idéia para a década de 1970, Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura: a euforia regada pela estabilidade social do cidadão respeitável e por uma visão religiosa conformista era simplesmente um “ouro de tolo”. A música virou sucesso instantâneo. Contratado pela gravadora Philips, Raul Seixas juntou “Ouro de Tolo” a outras nove canções para lançar seu primeiro LP solo: “Krig-Ha, Bandolo!”, ainda em 1973."
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