Púrpura trombocitopênica idiopática

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Púrpura trombocitopênica idiopática
Classificação e recursos externos
CID-10 D69.3
CID-9 287.31
OMIM 188030
DiseasesDB 6673
eMedicine emerg/282 
MeSH D016553

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é uma doença sangüínea adquirida caracterizada pela trombocitopenia (diminuição do número das plaquetas no sangue). Como a maioria dos casos parece estar relacionada ao aparecimento de anticorpos contra as plaquetas, ela também é conhecida como púrpura trombocitopênica imunológica.

Embora muitos casos sejam assintomáticos, a baixa contagem de plaquetas pode causar o surgimento de púrpura, que é uma manifestação que envolve o aparecimento de petéquias, equimoses e outras manifestações hemorrágicas.

Índice

[editar] Sinais e sintomas

O quadro clínico, em geral, é de instalação abrupta, podendo ocorrer:

  • Sangramentos cutâneos: presença de petéquias e equimoses
  • Sangramentos mucosos: presença de epistaxe, gengivorragia, menorragia, hematúria ou sangramentos no trato gastrointestinal.

A esplenomegalia normalmente não faz parte do quadro de PTI. Na sua presença, recomenda-se investigação de outras causas que levem ao aumento esplênico.

[editar] Patogênese

Na PTI ocorre trombocitopenia imuno-mediada, ou seja, diminiuição da contagem plaquetária no sangue periférico pela produção de anticorpos antiplaquetários. Acredita-se que possa haver, ainda, inibição da liberação plaquetária dos megacariócitos na medula óssea. [1]

[editar] Diagnóstico

Após anamnese, o diagnóstico é realizado através de um hemograma. No hemograma é análisada acontagem de plaquetas. Na PTI, o paciente apresenta número de plaquetas diminuído mas isso só não indica que o paciente tenha PTI já que as plaquetas podem estar em número diminuído em várias outras doenças. Outras doenças devem ser investigadas por um hematologista.

Embora as plaquetas sejam destruídas pelo baço, ele normalmente não se apresenta aumentado (isto é esplenomegalia ausente). O aumento acelerado na produção de plaquetas pode fazer com que no hemograma sejam visualizados megaplaquetas.

Pacientes com PTI apresentam tempo de sangramento aumentado mas tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativada normais pois o problema se concentra nas plaquetas e não na cascata da coagulação.

[editar] Tratamento

Quando é possível identificar a causa da manifestação, o tratamento é feito com a eliminação do fator (por exemplo, do contato com a substância que o induziu).

Os hematomas podem ser controlados inicialmente com compressas frias após o trauma. Após formados, podem ser reduzidos com compressas quentes e pomadas anticoagulantes. No entanto, estes tratamentos só irão surtir efeito após a normalização dos níveis plaquetários.

O tratamento inicial da PTI é feito à base de corticóides (corticosteróides, antinflamatórios hormonais) sistêmicos, geralmente com prednisona, para controle da reação auto-imune. Quando não surte o efeito desejado, uma das alternativas é a realização de esplenectomia (remoção cirúrgica do baço).

Devido à presença de anticorpos antiplaquetários, transfusões sanguíneas não são o tratamento adequado para essa doença, já que os níveis plaquetários voltam a descrescer um certo tempo após a realização da transfusão.

[editar] Referências

  1. Gernsheimer T, Stratton J, Ballem PJ, Slichter SJ. Mechanisms of response to treatment in autoimmune thrombocytopenic purpura. N Engl J Med 1989;320:974-80.
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