Projac

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Projac
Central Globo de Produção (CGP)
Entretenimento Globo
Estrada dos Bandeirantes, 6900 - Jacarepaguá, CEP: 22780-086
Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Inauguração 02 de outubro de 1995 (19 anos)
Período de construção 1980 - 1995
Uso Televisão e Produção cinematográfica
Área 400.000 m² (área construida)
Construção
Arquiteto Roberto Marinho
Paulo Damasceno
Proprietário Globo/Grupo Globo

Projac[1] (abreviatura de Projeto Jacarepaguá, conhecida como Central Globo de Produção (CGP) ou Entretenimento Globo, como é chamada nos créditos finais) é o centro de produção da Rede Globo, localizado entre os bairros de Jacarepaguá (lados oeste e norte da Estrada de Curicica) e de Curicica (lados leste e sul da Estrada de Curicica), na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Inaugurado em 1995, é considerado o segundo maior núcleo televisivo da América Latina, com área total de 400 mil metros quadrados de área construída e utilizada, mas a área total tem cerca de 1,6 milhão de m² (incluindo a Mata ao redor da área utilizada, que também pertence ao Projac) - perde apenas para os novos estúdios da mexicana TV Azteca (inaugurados a 24 de Junho de 2012)[2] . O Projac fica situado logo ao lado do Parque Estadual da Pedra Branca, onde está localizado o Maciço da Pedra Branca.

História[editar | editar código-fonte]

Reprodução do rio Ganges para a telenovela Caminho das Índias na cidade cenográfica do Projac.

Os antigos estúdios da Rede Globo, abertos em 1965, ficaram pequenos para as produções da emissora. Em 1980, constatou-se que as instalações da emissora tornariam-se impróprias em pouco tempo. Foi projetado então o Projac (na época, chamado de Projeto Jacarepaguá), para abrigar os estúdios, administração, produção, direção; e sair do Jardim Botânico. A grandiosidade do Projac, entre a concepção e a inauguração, constitui-se em uma empreitada de gerações, levando quase quinze anos para ficar pronto. No longo intervalo entre a saída da Globo de seus antigos estúdios e a entrada definitiva no Projac, a emissora alugou outros espaços, como a Atlântida Cinematográfica, os estúdios Tycoon, de Cyll Farney, e os estúdios da Herbert Richers, além de produzir alguns programas no Teatro Fênix.

Atualmente, o Projac abriga dezessete estúdios de gravação ordenados de A a J, cidades cenográficas, fábrica de cenários e a casa do Big Brother Brasil. É como uma pequena cidade, com três lanchonetes, um restaurante, bancos.

Em fevereiro de 2007 o diretor-geral da TV Globo, Otávio Florisbal, anunciou a ampliação do Projac em 30% até 2010. Segundo ele, serão construídos estúdios sendo um deles em formato de domo, para gravações em 360º, postos de apoio às cidades cinematográficas (que, atualmente, são contentores pré-fabricados), um teatro e um prédio administrativo (para áreas como vendas, recursos humanos e comunicação).

Na década de 1990, a SBT, sua principal concorrente, também construiu um gigantesco centro de televisão (231.000 m² sendo 85.000 m² de área construída), o CDT. Em março de 2005, a Rede Record, até então sua principal concorrente fez o mesmo: comprou os estúdios do humorista Renato Aragão e criou um núcleo também no Rio, chamado RecNov (Record Novelas), cuja área é de 280.000 m². Já a RedeTV! começou a construção do CTD em 2008, para abrigar as suas transmissões digitais, inaugurado em 2009.

Em 2011, o diretor de arte da Globo, Mário Monteiro anunciou: "Hoje, impressionamos os estrangeiros com a nossa qualidade. Para ultrapassarmos Hollywood só falta termos mais tempo para produção. Estamos perseguindo isso", e tivemos a certeza da ampliação dos estúdios globais. O projeto é a ampliação em mais quatro estúdios, que ocupariam 300 mil m², fazendo com que a área do Projac passe de 1,6 milhões de m² para 1,9 milhões de m², aproximando-se de 2 milhões de m². Ainda o diretor executivo de competência da Globo, Edson Pimentel, disse: "Não pensamos só em produtividade, somos uma indústria de sonhos. Trabalhamos com paixão".[3]

O Complexo[editar | editar código-fonte]

São dez estúdios de gravação, que ganharam letras de A a J. Seis deles têm mil metros quadrados cada um, e os outros quatro, 560 metros quadrados. Nos estúdios maiores são gravadas todas as novelas e os programas de auditório. À esquerda do complexo, estão os dois estúdios que são palco do Caldeirão do Huck (Estúdio E) e de programas afins. Ao lado deles, ficam os quatro estúdios das novelas. Mais à direita, encontram-se os estúdios menores, usados para seriados. Os módulos laterais são os camarins.

As cidades cenográficas ocupam uma área de 160 mil metros quadrados. Um amplo galpão abriga a fábrica de cenários. Lá confeccionam-se fachadas e interiores, desmontáveis, que estarão em cena. Há uma sala dedicada à pintura de painéis e objetos. O Palácio da Cenografia é vizinho da fábrica. Ali ficam os cenógrafos, cercados de desenhos e imagens de suas criações. Bem em frente, acha-se o restaurante maior. A praça de alimentação tem três lanchonetes e um restaurante. É comum ver famosos ali nos intervalos das gravações. A casa do Big Brother Brasil fica em um canto do terreno, isolada. A entrada no local é muito rígida, e apenas pessoas autorizadas podem entrar. Muitos fãs e curiosos costumam ir até a Portaria 3, por onde entram os artistas, para pedir autógrafos e tirar fotos. Pela Portaria 4, de Recursos Artísticos, normalmente entram os candidatos a fazer testes para a emissora, e os figurantes.

Estúdios do Projac[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://especial.projac.redeglobo.globo.com
  2. Globo e TV do México miram coprodução (em português) Folha de S. Paulo - Ilustrada. Visitado em 30 de junho de 2012.
  3. Lambertine, Davi (8 de junho de 2011). Globo e Record vão ampliar seus complexos de estúdios no RJ O Dia Portal Mídia. Visitado em 20 de outubro de 2012.