Rachel Corrie

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Rachel Corrie protesta, pouco antes de morrer...

Rachel Aliene Corrie (Olympia, 10 de abril de 1979 – Rafah, 16 de março de 2003) foi uma estudante e voluntária americana, membro do International Solidarity Movement [1] (ISM).

Aluna do Evergreen State College, ela decidira interromper seus estudos para passar um ano na Faixa de Gaza. Nesse período, juntou-se a outros ativistas americanos e europeus tentaram impedir as quase diárias demolições de casas de palestinos, pelas forças de ocupação israelenses. Durante a Intifada de Al-Aqsa, Rachel e seus companheiros tentavam impedir mais uma dessas demolições, na cidade de Rafah, perto da fronteira de Gaza com o Egito, quando Rachel acabou morrendo esmagada por uma escavadeira das Forças Armadas de Israel.

... esmagada pela escavadeira.

Dias antes de morrer, Rachel escrevera a um amigo: "Destroem as casas mesmo com gente dentro, não têm respeito por nada nem por ninguém."[2] [3]

O Tzahal alegou que a morte da jovem foi acidental, pois o condutor da máquina (uma Caterpillar D9) não poderia tê-la visto.[4] [5] Entretanto, outros ativistas contestam a versão oficial. "Nós gritamos e agitamos os braços para o condutor. Até tínhamos um megafone. Mas a escavadeira continuou em marcha até passar por cima dela", disse uma das testemunhas, o britânico Tom Dale. Nas semanas que se seguiram à morte de Rachel Corrie, as Forças de Defesa de Israel acusaram os integrantes do International Solidarity Movement de agir de maneira "ilegal, irresponsável e perigosa".[6]

Caterpillar D9R blindada, utilizada pelo Tzahal, semelhante à que causou a morte de Rachel Corrie.

O exército de Israel informou que a demolição tinha como objetivo encontrar túneis clandestinos que serviriam ao transporte de armas provenientes do Egito.[7] [8] .

A Anistia Internacional exigiu uma investigação independente sobre as circunstâncias da morte de Rachel Corrie, lembrando que "o exército israelense destruiu mais de 3.000 lares palestinos nos territórios ocupados, além de extensas áreas de plantações, propriedades públicas e privadas e infraestrutura de abastecimento de água e eletricidade em zonas urbanas e rurais. As motoniveladoras usadas para as demolições mataram civis palestinos, mas até agora nenhuma investigação cuidadosa foi feita".[9] Somente no mês de agosto de 2012, o estado de Israel promoveu a destruição de 12 comunidades palestinas, e 1.500 pessoas perderam suas casas.[2]

Em 28 de agosto de 2012, em Haifa, um tribunal israelense isentou o exército do país de qualquer responsabilidade na morte de Rachel. Seus pais, que moram no Estado de Washington, nos Estados Unidos, pretendem recorrer da decisão, segundo informações do seu advogado, Hussein Abu Hussein. Segundo ele, o veredito "legitima agressões a pessoas inocentes e violações de direitos humanos básicos em Israel." Apesar de a jovem ativista estar, no momento em que foi atropelada, sobre um monte de entulhos de outras casas e de terra, a Corte israelense considerou que "o campo de visão de uma escavadeira é limitado e o motorista não a viu", de modo que a morte da jovem foi classificada como um "acidente". Ademais, a Corte ponderou que o local é uma zona de conflito e, portanto, a morte da jovem teria sido o resultado de uma "ação em tempo de guerra." [2]

Em memória de Rachel, um dos barcos da coalizão de ONGs Free Gaza foi denominado MV Rachel Corrie.[10] Esse barco deveria ter liderado a Flotilha da Liberdade, interceptada pelas forças israelenses, em 31 de maio de 2010, mas atrasou-se por problemas técnicos.


Referências

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