Ranma ½

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Ranma ½
Ranma Nibun no Ichi
(Ranma metade-de-um, Ranma meio)
Gênero Seinen, Shonen, Ação, Comédia, Romance, Luta, Aventura e Ecchi
Mangá
Mangá
Autor Rumiko Takahashi
Editora(s) Japão Shogakukan
Editora(s)
lusófonas(s)
Brasil Animangá[1] [2] [3]
Brasil Editora JBC[4]
Revista Japão Shogakukan
Data de publicação 1987 – 1996
Volumes 38
Anime
Direção Tomomi Mochizuki (1ª fase)
Koji Sawai (2ª - 5ª fase)

Junji Nishihara
Tsutomu Shibiyama (1ª fase)

Estúdio Kitty Films, Studio DEEN
Exibição original 15 de abril de 1989 – 25 de setembro de 1992
Emissoras de TV Japão Fuji Television
Emissoras lusófonas Brasil Cartoon Network Brasil
Brasil PlayTV
Brasil MTV
BrasilPortugal Locomotion
Nº de episódios 161 (Lista de episódios)
OVA
Direção Junji Nishimura
Estúdio Studio DEEN
Nº de episódios 13
Duração 26 minutos
Filmes

  • A Grande Aventura na China!!
  • Nihao Minha Concubina
Projeto Animangá  · Portal Animangá

Ranma ½ (らんま½, Ranma Nibun-No-Ichi?, "Ranma Metade-de-Um"), leia-se "Ranma Meio", é uma comédia de anime e mangá de Rumiko Takahashi sobre um menino chamado Ranma Saotome, uma das obras mais conhecidas da autora. Comédia romântica, com muita ação, Ranma demorou quase nove anos para ser escrito, de 1987 a 1996, e rendeu 38 volumes de tankohon. Como quase toda história de Rumiko, o final de Ranma permite à imaginação do leitor prolongar um pouco mais a história. Ao todo Ranma ½ possui 161 episódios, divididos em sete temporadas, 13 OVAs e dois filmes produzidos pela Kitty Films, em conjunto com a Fuji TV.

O mangá foi publicado pela Shogakukan no Japão na revista Shonen Sunday entre setembro de 1987 e março de 1996. Takahashi indicou, em entrevistas, que quis produzir uma história popular entre as crianças e adolescentes. O principal público de Ranma eram, por conseguinte, meninos até a idade do ensino secundário. Entre os fãs ocidentais, o anime é criticado por algumas inconsistências em relação ao mangá. Outra forte queixa é a adição no anime de episódios cujo o roteiro não tinha origem na história original e por não ter sido interrompido antes de apresentar o final presente no mangá

Ranma era muito popular entre os otaku dos Estados Unidos durante os anos 90 e popularizou o visual dos animes. A série explora "As Fontes Amaldiçoadas de Jusenkyo" que dão origem à capacidade de alguns personagens de transformarem seus corpos em outros seres. De fato, as transformações dos personagens são bem exploradas pela criadora de Ranma, evitando justificativas complicadas que pudessem atrapalhar o tom de comédia da série.

Em novembro de 2006, o New York Comic Con anunciou que hospedará as concessões americanas first-ever de Anime. Os fãs de anime tiveram a possibilidade votar para seus favoritos em linha durante o mês de janeiro 2007. Somente os cinco indicados que recebem a maioria de votos foram anunciados em 5 de fevereiro para cada categoria. Entre as 12 categorias diferentes, o Ranma ½ de foi votado do na categoria de "Best Comedy Anime" ("Melhor Anime de Comédia”) e os OVAs de Ranma ½ foram votados na categoria de "Best Short Series" ("Melhor Série Curta”).[5]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Ranma Saotome foi treinado desde a infância até aos 16 anos. É estudante de artes marciais que, junto ao pai, Genma Saotome, fez uma jornada de treinamento nas Montanhas Bayankala (Bayan Har Shan) na Província de Qinghai, China. Ali há o campo de treinamento chamado Jusenkyo onde existem diversas fontes amaldiçoadas. Cada uma delas está associada à história de alguém que morreu afogado há centenas ou milhares de anos e quem cair em uma delas transforma-se no ser que morreu afogado nela, seja ele humano ou não.

No meio do treinamento, Ranma e seu pai caem, cada um em uma fonte diferente, e acabam amaldiçoados. Depois desse incidente, toda vez que Ranma se molha com água fria, transforma-se em uma bela garota, enquanto seu pai em um enorme panda. Somente o banho com água quente pode reverter os personagens à sua forma original (ainda que temporariamente).

No retorno para o Japão, Genma informa Ranma de que está prometido em casamento a uma garota que nunca viu, a filha de Soun Tendo, grande amigo de seu pai. Soun Tendo reúne suas três filhas para dizer que uma delas se casará com Ranma, que, aliás, era totalmente desconhecido para as filhas, no intuito de manter o dojo Tendo como seu legado.

Quando Ranma chega à casa da família Tendo, ele está na forma de garota. A confusão perdura até que Akane Tendo (a filha mais nova) vê Ranma, que tomava banho, na forma de garoto. A família Tendo descobre então, o segredo de Saotome e as duas irmãs mais velhas empurram o noivado com Ranma para Akane, uma vez que ela costuma esbravejar aos ventos que "odeia garotos" e da forma rude com que ela os trata na escola. Isso lhe dá a fama de "maria-rapaz". Ora, Ranma é, em virtude de sua maldição, meio menina.

O noivado arranjado, a vontade de livrar-se da maldição, a existência de outros pretendentes (garotas e garotos) tanto para Ranma quanto para Akane e personagens estranhos (alguns também amaldiçoados em Jusenkyo), fazem essa uma série de comédia-romântica caracterizada pelo amor e pelo ódio simultâneos no relacionamento de Ranma com Akane durante toda a história, bem como, pela dualidade da maioria dos personagens (algo inspirado no yin e yang do Taoísmo).

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Mangá[editar | editar código-fonte]

Publicação no Japão[editar | editar código-fonte]

Ranma ½ começou a ser publicado em setembro de 1987, aparecendo no volume 36 da Shonen Sunday 1987, seguindo o fim do trabalho precedente de Takahashi, Urusei Yatsura.

De setembro 1987 até março de 1996, Ranma ½ foi publicado com uma periodicidade semanal. Após quase uma década das histórias, o capítulo final do Ranma ½ foi publicado na Shonen Sunday 1996, volume 12.[6]

Depois da publicação na Shonen Sunday, a história foi agrupada e publicada como tankobon em 38 volumes. Em 2002, a Shogakukan optou republicá-la sob um novo formato, de shinsoban. Estes eram essencialmente o mesmo que tankoubons, exceto para uma capa diferente e a inclusão de páginas coloridas originais da Shonen Sunday.

Além da série regular, Ranma ½ teve diversos lançamentos especiais. Em primeiro lugar, o The Ranma ½ Memorial Book (Livro Memorial de Ranma ½) foi publicado apenas após o fim do mangá em 1996. Servindo como um capítulo final para a série, traz várias ilustrações da série, uma entrevista com Rumiko Takahashi,[7] e inclui detalhes sobre Ranma: sumários de suas batalhas, da programação diária, trívia e algumas ilustrações exclusivas. Em segundo, um filme e um OVA Visual Comic foram lançados para ilustrar os episódioss do OVA "The One to Carry On"("Aquela para continuar"), ambas as partes e o filme "Team Ranma vs. the Legendary Phoenix" ("Equipe Ranma contra a Lendária Fênix"). Ele incluia também informações sobre os seiyus, desenhos das personagens e detalhes sobre dojo Tendo. Por fim, livros guia foram lançados acompanhando os jogos de Ranma ½; eles incluíram mais do que apenas estratégias, incluindo também entrevistas.[8]

Publicação nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos a VIZ Media, editora pertencente a Shogakukan e Shueisha, publicada em língua inglesa a versão do mangá de Ranma ½. A VIZ Media começou a publicar Ranma ½ mensalmente em 1993, devido a necessidade de acumular material novo, os volumes subsequentes foram publicados de forma cada vez mais espaçada.

Cada volume tem aproximadamente a mesma quantidade de material que tankoubon originais, mas a VIZ Media incorporou pequenas diferenças na forma de agrupamento dos capítulos de modo que a versão em língua inglesa tem 36 volumes, menos que os 38 originais. O volume 36, o volume final, foi lançado nas lojas dos Estados Unidos no dia 14 de novembro de 2006[9] , tornando-o assim o mangá mais duradouro publicado pela Viz Media, 13 anos.

Em 18 de Março de 2004, a Viz Media anunciou a reimpressão de alguns volumes. Seria mais do que uma simples reimpressão, com um ligeiro rearranjo de cada título. O conteúdo permaneceu o mesmo, mas os volumes tornaram-se menores e ganharam capas diferentes. No caso de Ranma ½, as capas ganharam mais uniformidade. Além disso, o preço caiu.[10] Entretanto, o título manteria o formato "espelhado", com a leitura da esquerda para a direita, como na primeira publicação.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a primeira passagem do mangá de Ranma ½ não foi muito significativa. Foi publicado pela editora Animangá com tradução de Cristiane Akune Sato da ABRADEMI[11] , entre 1998 e 2004, ora mensalmente, ora bimestralmente, ora com periodicidade muito irregular, totalizando 6 volumes completos, de 38 originais. Foi publicado no formato animangá , com leitura ocidental, com uma média de 50 páginas em cada publicação, divididas entre 2 a 3 capítulos cada.

A partir de setembro de 2009, começou a ser publicado pela Editora JBC, onde será publicado em sua versão integral, em formatinho (13,5 x 20,5 cm)[12] com o mesmo número de páginas de um tankohon (formato do mangá japonês), com leitura japonesa[13] . A equipe da JBC já havia trabalhado na tradução e adaptação do anime[14] .

Anime[editar | editar código-fonte]

Após a falência da Rede Manchete, a distribuidora Tikara ofereceu o anime para a Rede Record e o SBT, que não ficaram interessados[14] . Em maio de 2000, a Band havia prometido exibir Ranma ½ na TV aberta[15] , o que não aconteceu. Em 2003, a Editora Abril lançou em VHS o filme "Chuugoku Nekonron Daikesson!!" como "A Grande Aventura na China!!" como brinde da revista Heróis da TV, entre 2001 e 2002, a revista já havia publicado filmes e OVAs de Dragon Balll[16] , a editora anunciou que publicaria o segundo filme[17] , o que não aconteceu[18] .

O anime só viria a ser exibido no Brasil pela Cartoon Network entre 3 de julho de 2006 até 24 de abril de 2007 no bloco Toonami (mas a partir do dia 26 de março de 2007, o bloco deixou de existir) apenas de segunda a quinta das 01h40min até 2h (alguns episódios chegaram terminar às 2h05min), em vários momentos foi exibido apenas de segunda a quarta, devido ao fato de serem transmitidos filmes de animes em algumas quintas. Mas o anime foi exibido no Cartoon Network primeiramente de forma censurada[19] apesar de passar na madrugada no bloco Toonami.[14] O anime foi exibido também pela PlayTV, no Otacraze junto a animes como Love Hina, Trigun e Samurai Champloo, inicialmente de segunda à sexta (que foi mudado para segundas, terças e quintas) às 23h30min até 0h e aos sábados das 23h às 23:30min. O anime recebeu a classificação etária indicativa de "16 anos", ou seja, podendo ser transmitido apenas após às 23 horas. Todos os horários citados são baseados no fuso (GMT-03:00) de Brasília. depois foi ao ar pela PlayTV canal 21 VHF.

Videogame[editar | editar código-fonte]

Vários videogames baseados na série foram lançados, a maioria sendo jogos de luta e de RPGs.

De todos, somente dois dos jogos de combate do Super Nintendo Entertainment System (SNES) foram trazidos para o Ocidente. O primeiro jogo, intitulado Ranma ½: Neighborhood Combat (Ranma ½: Chōnai Gekitōhen em japonês; Ranma ½: Combate na Vizinhança, em tradução livre para o português), submeteu-se à americanização para transformar-se em combate de rua, e substituíram-se todos os personagens e músicas do fundo por equivalentes americanos. Um exemplo é a característica de Ranma, que foi substituído por um homem louro com armas azuis brilhantes chamado Steven.

Ao todo, foram lançados quatorze jogos em diferentes consoles e gêneros[20]

Possíveis influências em outros meios[editar | editar código-fonte]

A comédia romântica de 2006, o Zerophilia (ou Zerofilia), caracteriza um lote que seja completamente similar àquele de Ranma ½. Os dois compartilham dos temas muito similares (aqueles da sexualidade e da amizade adolescência). Zerophilia parece ser mais da série de Futaba Kun do que Ranma.

Outra possível influência que podemos citar é a em Love Hina. Podemos perceber influências de três das principais obras de Rumiko Takahashi nesta série em particular (Urusei Yatsura, que contribuiu de uma forma mais genérica; Maison Ikkoku, que parece ter influenciado de maneira mais presente no molde "vestibulando vai morar numa pensão com moradores inusitados e se apaixona"; e Ranma ½, em diversos âmbitos também).[carece de fontes?] Podemos citar como exemplo a personagem Naru Narusegawa, que tem uma personalidade muito parecida com a de Akane Tendo, bem como inúmeras reações que tem quando provocada.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Provavelmente Ranma Saotome não foi o primeiro personagem de mangá que pode mudar de sexo. Em 1980 aparece Ranma Hinamatsuri, do mangá Cinderella Boy, de Monkey Punch, 7 anos antes de Rumiko Takahashi publicar o mangá.
  • Os personagens que aparecem no anime, principalmente as mulheres, vestem roupas de calças ou saias com cintura para cima, escondendo barriga e umbigo, para afinar a cintura. Naquela época, por volta da segunda metade da década de 90, era moda desde a infância aos idosos vestir a cintura, o que começou entre os adolescentes e depois nas crianças a baixar da cintura, mostrando umbigo, até por volta de 2000 termos a forma em que se conhece pelo mundo nos dias de hoje.
  • O gesto com as mãos que os personagens fazem quando levam uma pancada ou ficam surpresos (somente indicador, dedão e mindinho levantados) se chama oyakusoku pozu e é um gesto usado somente no Japão e significa literalmente "pose de promessa".
  • Apesar de ser um dos personagens centrais, pouca coisa sabe-se sobre o passado de Ryoga: apenas que sua casa era grande e que ficava perto do Monte Fuji (próximo a Tóquio), além de ser filho único de pais tão perdidos quanto ele (que sequer conseguem voltar para casa). Mesmo assim, não há citações de Ryoga do próprio passado. Ele tem uma cadelinha chamada Shirokuro (Checkers, na versão em inglês), que aparece bem pouco durante a história.
  • A Sra. Tendo, a qual aparece apenas na OVA 2 e tem seu nome citado em raras oportunidades, faleceu 12 anos antes do inicio da história. Na época, Kasumi, Nabiki e Akane ainda eram crianças.
  • Muitos locais presentes em Ranma ½ foram inspirados em áreas reais de Nerima (bairro de Tóquio), como a viela com grade lateral onde Ranma e Akane correm para ir a escola, o Shakuji Koen (parque Shakujii) e o Colégio Furinkan (escola em que Ranma freqüenta).
  • A área das Montanhas Bayankala (Bayan Har Shan) na Província de Qinghai, China, onde se situa o local fictício de Jusenkyo na história (onde vários personagens recebem suas maldições), realmente existe.[21]

Referências

  1. [1]
  2. Shoujo Café: Finalmente a JBC anuncia Ranma 1/2
  3. [2]
  4. DNA2 e Ranma ½: novos mangás da JBC
  5. "New York Comic Con AAA Finalists", American Anime Awards, retrieved May 19, 2007.
  6. "Ranma (mangá)", Anime News Network, Acessado em 25 de Abril de 2006.
  7. "Interview with Rumiko Takahashi from the Memorial Book", Ranma ½ FAQ, Acessado em 25 de Abril de 2006.
  8. "Manga Summaries", Ranma ½ Perfect Edition, Acessado em 25 de Abril de 2006.
  9. "Product page for volume 36", Viz Media, Acessado em 20 de Outubro de 2006.
  10. "2004 Press Releases", Viz Media, Acessado em 25 de Abril de 2006.
  11. Abrademi - 15 Anos. site ABRADEMI. português. Página visitada em 17/11/2009.
  12. Lançamentos de Novembro de 2009. Universo HQ.
  13. Guilherme Kroll Domingues. Ranma ½ #1. Universo HQ.
  14. a b c Henshin. (4 de Junho de 2006). Ranma 1/2. Acessado em 2 de Junho de 2007.
  15. Marcelo Del Greco. No Ar Sci Fi News Ano 3- #33. [S.l.]: Meia Sete Editora, Maio de 2000. 55 ISSN 1114-9168 p.
  16. Filmes de Dragon Ball nas bancas. Anime Pró (18/11/2002).
  17. ABRIL LANÇA OS DOIS FILMES DA SÉRIE RANMA 1/2. Anime Pró (13/03/2003).
  18. Danilo Saraiva (01/06/05). Ranma 1/2 - Depois de anos de espera, um dos animes mais famosos do Japão chega ao Brasil. UOL.
  19. Henhsin. (4 de Junho de 2006). Censurado Ranma 1/2 pelo Cartoon!. Acessado em 2 de Junho de 2007.
  20. "Ranma ½, Video Game", Ranma ½ Perfect Edition, Acessado em 21 de Julho de 2007.
  21. ""Ranma ½ Perfect Edition", Ranma ½ Perfect Edition, Acessado em 19 de Julho de 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]