Sasaki Kojirō

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Sasaki Kojirō (佐々木 小次郎? também conhecido como Ganryū Kojirō) (???1585 -- 13 de Abril de 1612), adotou este segundo nome como um nome de guerra (Ganryū - 巌流 ), e era o mesmo nome da escola de kenjutsu que ele havia fundado. É dito que Kojirō fora uma dos mais famosos e habilidosos espadachins de sua época e que estudara o estilo de espada Chūjō-ryu através de seu mestre Kanemaki Jisai ou Toda Seigen. Toda Seigen foi o mestre da kodachi. Se Kojirō realmente aprendeu a técnica de Seigen, ele teria sido seu "parceiro" e mestre. Devido a kodachi que seu mestre usava, Kojirō usava nodachi ou também chamada de katana longa na qual ele ganhou excelência. Foi depois de vencer o irmão mais novo de seu mestre que ele fundou Ganryū. Os primeiros registros confiáveis de sua vida afirmam que, em 1610, devido à fama da sua escola e seu sucesso somado a várias vitórias de diversos duelos (incluindo uma vez, quando ele lutou com três adversários com uma tessen), Kojirō foi homenageado pelo senhor feudal Hosokawa Tadaoki como o principal comandante das armas do feudo ao norte de Kyūshū. Sasaki mais tarde se aperfeiçoou nas habilidades com nōdachi, e utilizava uma que ele chamava de "A Varal" como sua arma principal, à qual ele carregava às costas para seu adestramento no caminho da espada. Sasaki Kojirō ainda desenvolveu um estilo próprio, o estilo Tsubame Gaeshi (Rasante da Andorinha), diz-se que seu estilo era capaz de "cortar" uma andorinha em pleno vôo.

Sasaki Kojiro preparando, o "Tsubame Gaeshi", sendo atingido pela bokken de Musashi.

A lenda do duelo[editar | editar código-fonte]

Kojiro Sasaki foi morto ao duelar na ilha de Ganryūjima contra outro samurai: simplesmente o ronin mais famoso da história do Japão, Musashi Miyamoto, que considerou Kojirõ o seu maior rival. Musashi sabia que Kojiro só poderia ser superado por um método que não se baseava exclusivamente nas habilidades com a espada. Conta a lenda, baseada nas próprias narrativas de Musashi, que este, entendendo que superar o estilo de Sasaki Kojiro seria muito difícil e arriscado, por causa da distância que a nodachi alcançava, e já tendo ele muita velocidade e força no seu estilo, e também, conhecendo o orgulho e tradicionalismo dele, se valeu de alguns truques psicológicos para desestabilizá-lo. Propositalmente se atrasou mais de 2 horas da hora marcada para chegar no local do duelo enquanto esculpia em um remo uma bokken (espada de madeira), um pouco maior que a nodachi de Kojiro. Kojiro o observava da praia enquanto fazia isso, irritando-se cada vez mais à medida que o tempo passava e Musashi, intencionalmente, não lhe dava a menor atenção. Ao desembarcar na praia, estava com vestes e cabelos visivelmente muito desarrumados, com a bokken recém esculpida em uma mão e um cobertor na outra. Kojiro tomou isso como mais um insulto pois, na cultura samurai, apresentar-se desalinhado para um duelo significa completa desconsideração por seu adversário, ainda mais sem portar a espada, usando a bokken de madeira em vez da mesma, que era algo de que apenas os aprendizes se valiam, não os verdadeiros samurais. Musahi, assim, lhe dizia indiretamente que não o considerava um verdadeiro samurai, não sendo, portanto, digno de fazê-lo desembainhar a sua espada. Além disso, Musashi também havia planejado descer na praia exatamente na direção oposta à do sol e esperou Kojiro correr para cima dele pela areia. Assim, segundo planejara, Kojiro, além de ter a visão ofuscada, também se cansaria mais rapidamente e se atrapalharia por causa do terreno mais difícil. Para a infelicidade de Kojiro, este caiu no jogo psicológico de Musashi, e, irritadíssimo com o menosprezo com que o adversário o tratava, correu exasperado em sua direção. Alguns historiadores afirmam que antes disso Kojiro proferiu vários e pesados insultos contra Musashi logo que este desceu do barco, aos quais seu rival teria respondido apenas com um sorriso irônico, o que teria terminado de enfurecê-lo. Kojiro, descontrolado pelas provocações do adversário, correu diretamente na direção de Musashi e jogou a bainha da sua espada no chão. Neste momento Musashi disse a ele, "acabou de perder a luta", pois em sua filosofia dizia que, quem jogava a bainha da espada no chão não estava disposto a colocá-la de volta (obviamente, em um duelo entre samurais, a lâmina só não volta para a bainha quando o combatente morre).A luta real durou apenas o lance do seu momento decisivo, embora Musashi tenha escrito que a luta começou no momento em que meditava e esculpia sua espada no barco e durou até aquele momento: quando Kojiro se aproximou dele após correr pela areia, Musashi saltou, já estando na direção do sol, ficou entre ele e os olhos de Kojiro, assim atrapalhando sua visão por causa da luz, Kojiro utilizou seu golpe supremo do "vôo rasante da andorinha" mas não acertou Musashi em cheio, somente cortando uma fita que estava amarrada em seu pescoço, passando apenas a poucos milímetros da sua jugular. Porém, nesse mesmo tempo, no meio do salto, Musashi acertou-lhe com a bokken, recém esculpida de um remo, bem em cima da sua cabeça, no crânio, o que fez com que Kojirō caísse tonto. Alguns dizem que, ao cair no chão, Kojiro ainda tentou acertar as pernas de Musashi com sua espada, porém, Musashi ainda o atingiu novamente nas costelas, e este foi o golpe fatal. Após isso, Musashi jogou a bokken para o alto e soltou um grito profundo, o povo disse ao ver isso que o espírito de Kojirō ainda estava lutando contra Musashi e ele teve que gritar para que o espírito de Kojirō se dissipasse. Após o duelo, Musashi se retirou para cavernas em uma montanha para escrever seus livros de iluminação chamado "os livros dos cinco anéis".

A lenda possui alguns enganos práticos e históricos, o que diminui sua credibilidade; porém Harada Mukashi e alguns outros estudiosos acreditam que realmente fora Musashi e seus alunos a assassinarem Kojirō Sasaki - o clã Sasaki ao que parece era um obstáculo político ao Senhor Hosokawa, e derrotando Kojirō seria um retrocesso político para o seu adversários políticos e religiosos.

Veja também[editar | editar código-fonte]

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