Tecnólogo

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Em muitos países, os tecnologistas são cientistas ou engenheiros que se especializam em determinada tecnologia. Em outros, porém, existe distinção estabelecida através de leis e que tenham sido graduadas e/ou tenham trabalhado neste campo podem receber este título.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o tecnólogo é o profissional, de nível superior formado em um curso superior de tecnologia. Essa modalidade de graduação visa formar especialistas para atender campos específicos do mercado de trabalho. O curso superior de tecnologia é de foco acadêmico específico. Por essa razão, o campo de atuação do tecnólogo limita-se a especificidade de sua formação. Dentro de sua especialidade, porém, o tecnólogo é pleno. O curso superior de tecnologia possibilita aos egressos dar continuidade em seus estudos cursando a pós-graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) e Lato Sensu (Especialização). Além disso, podem se candidatar a cargos públicos e privados em que a exigência seja ter o nível superior completo. Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei, o PL 2245/2007, de autoria do deputado Reginaldo Lopes que regulamenta a profissão de tecnólogo e dá outras providências.

Projeto de lei (PL 2245/2007)[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o deputado federal Reginaldo Lopes propôs o PL 2245 que regulamenta a profissão de tecnólogo. O Projeto de Lei nº 2.245, de 2007, tem por objetivo regulamentar a profissão de Tecnólogo, nas modalidades relacionadas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia do Ministério da Educação – MEC. Em síntese, a proposição determina as atribuições dos Tecnólogos (art. 2º); a possibilidade de o profissional responsabilizar-se, tecnicamente, por pessoa jurídica (art. 3º); a reserva da denominação de Tecnólogo aos profissionais legalmente habilitados na forma da legislação vigente (art. 4º); a atribuição dos Conselhos Federais e Regionais de fiscalização do exercício profissional da respectiva área e a atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE – para efetivar o registro profissional dos Tecnólogos (arts. 5º e 6º, respectivamente).

Inserção do Tecnólogo na CBO - Classificação Brasileira de Ocupações[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o tecnólogo possui 100 títulos profissionais catalogados na Classificação Brasileira de Ocupações. A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, instituída por portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares. Os efeitos de uniformização pretendida pela Classificação Brasileira de Ocupações são de ordem administrativa e não se estendem as relações de trabalho. Já a regulamentação da profissão, diferentemente da CBO é realizada por meio de lei, cuja apreciação é feita pelo Congresso Nacional, por meio de seus Deputados e Senadores , e levada à sanção do Presidente da República.

Legislação[editar | editar código-fonte]

Embora já um decreto-lei de 1946 tenha regulamentado a profissão de técnico de grau superior, as primeiras experiências práticas de cursos superiores de tecnologia surgiram, no âmbito do Sistema Federal de Ensino e do setor privado e público, em São Paulo, no final dos anos 60 e início dos 70. O primeiro curso superior de tecnologia a funcionar no Brasil, em 1969, foi o de Construção Civil, nas modalidades: Edifícios, Obras Hidráulicas e Pavimentação da Fatec, em São Paulo, reconhecido pelo MEC em 1973. Atualmente o tecnólogo busca maior reconhecimento profissional e a transformação em lei do PL 2245/2007.

Histórico[editar | editar código-fonte]

As primeiras experiências de cursos superiores de tecnologia surgiram, no âmbito do sistema federal de ensino e do setor privado e público, em São Paulo, no final dos anos 60 e início dos anos 70. O primeiro curso superior de tecnologia a funcionar no Brasil, em 1969, foi o de Construção Civil, nas modalidades: Edifícios, Obras Hidráulicas e Pavimentação da Fatec em São Paulo, reconhecido pelo MEC em 1973. Os cursos de formação de tecnólogos passaram por uma fase de crescimento durante os anos 70. Em 1979, o MEC mudou sua política de estímulo à criação de cursos de formação de tecnólogos nas instituições públicas federais e a partir dos anos 80 esses cursos foram extintos. A partir de 1998 os cursos superiores de tecnologia ressurgiram, com nova legislação, como uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira[1] .

Cursos[editar | editar código-fonte]

Com o propósito de aprimorar e fortalecer os cursos superiores de tecnologia e em cumprimento ao Decreto n° 5.773/06, o Ministério da Educação elaborou o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia como um guia para referenciar estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral.

Os cursos abaixo relacionados estão divididos por área de concentração

Ambiente e Saúde:

  • Estética e Cosmética
  • Gestão Ambiental
  • Gestão Hospitalar
  • Oftálmica
  • Radiologia
  • Saneamento Ambiental
  • Sistemas Biomédicos

Apoio Escolar:

  • Processos Escolares

Controle e Processos Industriais:

  • Automação Industrial
  • Eletrônica Industrial
  • Eletrotécnica Industrial
  • Gestão da Produção Industrial
  • Manutenção de Aeronaves
  • Manutenção Industrial
  • Mecânica de Precisão
  • Mecatrônica Industrial
  • Processos Ambientais
  • Processos Metalúrgicos
  • Processos Químicos
  • Sistemas Elétricos

Gestão e Negócios:

  • Comércio Exterior
  • Gestão Comercial
  • Gestão Empresarial e Controladoria
  • Gestão da Qualidade
  • Gestão de Cooperativas
  • Gestão de Recursos Humanos
  • Gestão Financeira
  • Gestão Pública
  • Logística
  • Marketing
  • Negócios Imobiliários
  • Processos Gerenciais
  • Secretariado

Hospitalidade e Lazer:

  • Eventos
  • Gastronomia
  • Gestão Desportiva e de Lazer
  • Gestão de Turismo
  • Hotelaria

Informação e Comunicação:

  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas
  • Banco de Dados
  • Geoprocessamento
  • Gestão da Tecnologia da Informação
  • Gestão de Telecomunicações
  • Jogos Digitais
  • Redes de Computadores
  • Redes de Telecomunicações
  • Segurança da Informação
  • Sistemas de Telecomunicações
  • Sistemas para Internet
  • Telemática

Infraestrutura:

  • Agrimensura
  • Construção de Edifícios
  • Controle de Obras
  • Estradas
  • Gestão Portuária
  • Material de Construção
  • Obras Hidráulicas
  • Pilotagem Profissional de Aeronaves
  • Sistemas de Navegação Fluvial
  • Transporte Aéreo
  • Transporte Terrestre

Militar:

  • Comunicações Aeronáuticas
  • Fotointeligência
  • Gerenciamento de Tráfego Aéreo
  • Gestão e Manutenção Aeronáutica
  • Meteorologia Aeronáutica
  • Sistemas de Armas

Produção Alimentícia:

  • Agroindústria
  • Alimentos
  • Laticínios
  • Processamento de Carnes
  • Produção de Cachaça
  • Viticultura e Enologia

Produção Cultural e Design:

  • Comunicação Assistiva
  • Comunicação Institucional
  • Conservação e Restauro
  • Design de Interiores
  • Design de Moda
  • Design de Produto
  • Design Gráfico
  • Fotografia
  • Produção Audiovisual (Rádio e TV)
  • Produção Cênica
  • Produção Cultural
  • Produção Fonográfica
  • Produção Multimídia
  • Produção Publicitária

Produção Industrial:

  • Biocombustíveis
  • Construção Naval
  • Fabricação Mecânica
  • Papel e Celulose
  • Petróleo e Gás
  • Polímeros
  • Produção de Vestuário
  • Produção Gráfica
  • Produção Joalheira
  • Produção Moveleira
  • Produção Sucroalcooleira
  • Produção Têxtil

Recursos Naturais:

  • Agroecologia
  • Agronegócio
  • Aquicultura
  • Cafeicultura
  • Horticultura
  • Irrigação e Drenagem
  • Produção de Grãos
  • Produção Pesqueira
  • Rochas Ornamentais
  • Silvicultura

Segurança:

  • Gestão de Segurança Privada
  • Segurança no Trabalho
  • Segurança no Trânsito
  • Segurança Pública
  • Serviços Penais

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências