Teletrabalho

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Teletrabalho, também dito trabalho remoto, significa, literalmente, trabalho à distância. Concretamente, trata-se de trabalho que é realizado quando se está a utilizar equipamentos que permitem que o trabalho efectivo tenha efeito num lugar diferente do que é ocupado pela pessoa que o está a realizar.

Existem diferentes concepções deste termo e termos similares como: trabalho à distancia como dito acima e Home Office. É uma área em rápido crescimento no início do terceiro milénio.

O teletrabalho pode ser considerado um dos assuntos que mais se aborda nos dias de hoje, levando em consideração as grandes e medias corporações. Muitas empresas adotam esse estilo de trabalho visando diminuir os custos fixos da mesma, como os de infraestrutura por exemplo. Mesmo sendo uma opção para solucionar problemas econômicos, é importante ressaltar que as empresas devem analisar bastante antes de tomar qualquer tipo de decisão, pelo fato de que muitas delas podem não conseguir adaptar seus funcionários para esse tipo de trabalho, e com isso todo o processo produtivo pode ser afetado negativamente.[1]

Teletrabalho não deve ser confundido como uma função específica nem uma atividade, mas como realizamos determinadas atividades remotamente. Você pode ser um Analista, um Engenheiro, um Prestador de Serviço exclusivo de uma organização, enfim, qualquer função, porém, faz uso de tecnologia e de comunicação para exercê-la em um local diferente da empresa, que pode ser sua casa, um centro compartilhado ou no próprio cliente.

O que faz esta relação ser Teletrabalho é a exclusividade do serviço, do comprometimento com a organização e/ou o contrato de trabalho estabelecido, isto é, há uma relação de trabalho entre a organização e o trabalhador, que através de mecanismos digitais (softwares), eletrônicos (computadores) e de comunicação (telefone, fax, até Skype...), faz existir este compromisso de ambas as partes. O diferencial da forma tradicional, é que o trabalhador não fica restrito ao espaço da empresa, obrigado a se deslocar para o trabalho diariamente para exercer sua atividade. Ele possui um acordo com a empresa prevendo outras possibilidades para este relacionamento fora do ambiente de trabalho.

Mas não é só dar um laptop para o funcionário. É preciso haver um projeto que compreenda um estudo dos processos da empresa identificando os "teletrabalháveis", uma seleção adequada do funcionário que se enquadre em determinadas condições para trabalhar fora da empresa, a adequação dos equipamentos e softwares a serem usados, o treinamento dos gerentes e demais funcionários, para que eles também possam lidar com as condições deste profissional que não estará presente fisicamente, mas estará trabalhando para a empresa onde estiver.

O teletrabalho é tratado por alguns autores como Morgan (2004) , um tipo de trabalho flexível por proporcionar um local, horário e contratos flexíveis. Outros autores como Martinez-Sanchez (2004),Tremblay (2012) e Costa (2004) e Wilks e Billsberry (2007) baseiam suas definições fazendo relações com o distanciamento e a realização de parte do trabalho fora das instalações fixas dos escritórios empresariais.[2]

Existem diversas empresas que adotam o Teletrabalho, porém, muitas delas não assumem como tal, uma vez que o conceito está difundido entre outras estratégias, como automação de forças de vendas e consultores (por exemplo). Muitas destas empresas são casos brasileiros de Teletrabalho, aplicado na Automação de Forças de Vendas, Consultores Externos, Gestores Regionais, enfim, em diversas posições dentro da organização.

Garret e Danziger (2007), apresentam três tipos diferentes de teletrabalhadores. O primeiro seria o que trabalha a maior parte em casa e é nomeado de fixed-site telework, o segundo estilo de trabalhador seria aquele que trabalha em multiversos, ou seja, em casa, no escritório e em trabalho de campo sendo nomeado flexiwork e por ultimo seria o telework que seria o trabalhador que realiza suas funções na maioria das vezes em trabalho de campo em locais variáveis. Já Campos (2004) ressalta que as denominações e atribuições aos teletrabalhadores não podem ficar presas apenas nas condições físicas e deve-se levar em conta o nível de tecnologia utilizado e a intensidade das atividades relacionadas ao contrato.[2]

Pode-se dizer que as principais áreas de atuação estão nas áreas de vendas, consultoria, engenharia e prestadores de serviços, principalmente na área de Tecnologia da Informação, executivos de grandes empresas e, mais recentemente, televendas/tele-atendimento (Call Centers).

Origens[editar | editar código-fonte]

A ficção científica, há muito, já previu o teletrabalho. Por exemplo, Monteiro Lobato, em O Presidente Negro, especulou que o teletrabalho chegaria por volta do ano 2200, conforme conversa de Miss Jane com Ayrton:

- (...) O que se dará é o seguinte: o radiotransporte tornará inútil o corre-corre atual. Em vez de ir todos os dias o empregado para o escritório e voltar pendurado num bonde que desliza sobre barulhentas rodas de aço, fará ele o seu serviço em casa e o radiará para o escritório, em suma: trabalhará à distância. (...)

Vantagens e Desvantagens[editar | editar código-fonte]

Mesmo com tantos estudos desenvolvidos ainda não se tem um consenso das vantagens/desvantagens do teletrabalho dentro de uma organização. Alguns pensadores como Tietze (2005) encontraram alguns efeitos negativos como maior controle exercido pelas organizações, menor criatividade nas atividades executadas e jornadas de trabalhos que tendem a se prolongar além dos horários tradicionais. Outro problema encontrado é a perda de identidade e a dificuldade de uma estabilidade na construção da carreira. Contudo autores como Dewett e Jones (2000) e Tombari e Spinks (1999) apontam vantagens ligadas principalmente ao uso de tecnologia que seriam melhor entendimento dos processos organizacionais, compartilhamento de informações, agilidade na realização dos trabalhos além de conciliação entre a vida profissional e pessoal. Já Papalexandris e Kramar (1997) acreditam que tal flexibilidade no trabalho pode influenciar no desenvolvimento da sociedade, no aumento da produtividade e redução no desemprego.[2]

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Os teletrabalhadores estão ligados ao seu escritório utilizando Software colaborativo, Virtual Private Networks e tecnologias similares para colaborar e interagir com os membros da equipa[3] . Como o preço dos routers com funcionalidades VPN, ligações de banda larga residenciais, e tecnologia VOIP tem baixado significativamente nos últimos anos, o custo de ligar um teletrabalhador à intranet da sua empresa e ao sistema de telecomunicações tornou-se desprezável quando comparado com o custo operacional de escritórios convencionais.

Referências

  1. Soares, Priscila (20 de Maio de 2011). Teletrabalho: Alternativa ou problema? abrhnacional. Visitado em 20/05/2015.
  2. a b c Barros, Alexandre Moço; José Roberto Gomes da Silva (Março 2010). Percepções dos indivíduos sobre as consequências do teletrabalho na configuração home-office: estudo de caso na Shell Brasil. Cadernos EBAPE. Visitado em 20/05/2015.
  3. Aplicações informáticas que podem auxiliar na actividade de trabalho à distância, website: Doutor PC. Acesso em 9 de Setembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]