The God Delusion

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The God Delusion
A Desilusão de Deus (PT)
Deus, um Delírio (BR)
Autor (es) Richard Dawkins
País  Reino Unido
Assunto Crítica da religião
Editora Bantam Books
Lançamento 2 de outubro de 2006
ISBN 0-618-68000-4
Edição portuguesa
Tradução Lígia Rodrigues,
Maria João Camilo
Editora Casa das Letras
Lançamento 2007
Páginas 467
ISBN 978-972-46-1758-9
Edição brasileira
Tradução Fernanda Ravagnani
Arte de capa Fabio Uehara
Editora Companhia das Letras[1]
Lançamento 16 de agosto de 2007
Páginas 528
ISBN 9788535910704
Cronologia
Último
Último
The Ancestor's Tale
O Maior Espetáculo da Terra - As Evidências da Evolução
Próximo
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The God Delusion (em português: A Desilusão de Deus ou Deus, um Delírio) é um livro de não-ficção escrito pelo biólogo e divulgador da ciência Richard Dawkins. O livro aborda temas como o ateísmo e apresenta a opinião de Dawkins sobre a religião ter se tornado um dos males dos tempos modernos.

Além de apontar as inúmeras irracionalidades cometidas por várias religiões, dentre elas principalmente o cristianismo, judaísmo e islamismo, Dawkins defende a ideia que um Deus como é pregado pelas religiões não passa de histórias criativas para explicar tudo o que conhecemos, porém histórias irreais sem nenhuma veracidade racional ou lógica, muitas vezes se tornando inimigas da razão.

No livro, Dawkins defende a ideia de que um criador sobrenatural não passa de um delírio, que ele define como "uma falsa crendice mantida diante de fortes evidências contraditórias". Dawkins simpatiza com a observação de Robert Pirsig que diz "quando uma pessoa tem um delírio, chama-se a isso 'insanidade'; quando muitas pessoas sofrem de um delírio, chama-se a isso 'religião'".[2]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Dawkins argumentou contra todas as explicações criacionistas sobre a origem da vida em suas obras anteriores sobre a evolução. O tema de O Relojoeiro Cego, publicado em 1986, é o de que a evolução pode explicar o "aparente projeto" da natureza. Em Deus, um Delírio ele se foca em uma abrangência maior de argumentos utilizados a favor e contra a existência de Deus (ou deuses).

Dawkins há muito tempo queria escrever um livro para abertamente criticar as religiões, mas o seu editor aconselhou-o a não fazer. Por volta de 2006, o seu editor passou a simpatizar com a ideia. Dawkins atribui essa mudança de ideia a "quatro anos de Bush" ("four years of Bush").[3] Naquela época, uma certa quantidade de autores, incluindo Sam Harris e Christopher Hitchens, que juntamente com Dawkins foram rotulados de "The Unholy Trinity" ("A Trindade Profana") por Robert Weitzel, já haviam escrito livros abertamente criticando as religiões.

De acordo com o site da Amazon, o livro causou um crescimento de 50% nas vendas de livros sobre religião e espiritualidade (incluindo livros antirreligiosos como Deus, um Delírio e Deus Não É Grande) e um crescimento de 120% no número de vendas da Bíblia.[4]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O livro contém dez capítulos. Os primeiros expõem os argumentos propostos acerca da inexistência de Deus, enquanto que os outros discutem as relações entre religião e moralidade. Ao dedicar o livro ao seu amigo Douglas Adams,[5] Dawkins cita o livro de Adams O Guia do Mochileiro das Galáxias: "Não é suficiente ver que o jardim é belo sem ter que acreditar que há fadas morando nele também?" ("Isn't it enough to see that a garden is beautiful without having to believe that there are fairies at the bottom of it too?").

Dawkins escreve que Deus, um Delírio contém quatro mensagens para um aumento de "conscientização":

  1. Ateus podem ser felizes, ponderados, morais e intelectualmente realizados.
  2. A seleção natural e teorias científicas similares são superiores à "hipótese de Deus" e à ilusão do design inteligente em se tratando de explicar o mundo vivo e o cosmos.
  3. As crianças não deveriam ser rotuladas de acordo com a religião de seus pais. Termos como "criança católica" ou "criança muçulmana" deveriam fazer as pessoas sentirem-se constrangidas.
  4. Ateus deveriam ser orgulhosos, não apologéticos, pois o ateísmo é a prova de uma mente saudável e independente.[2]

A hipótese de Deus[editar | editar código-fonte]

Como existe um grande número de ideias teístas que buscam explicar a natureza de Deus(es), Dawkins define o conceito de Deus ao qual ele deseja direcionar-se no começo do livro. Ele cunha o termo "religião einsteiniana" ("Einsteinian religion"), referindo-se ao uso de Albert Einstein do termo "Deus", como uma metáfora para a natureza ou os mistérios do universo.[6] Ele faz uma distinção entre essa "religião einsteiniana" e a ideia teística geral de Deus como o criador do universo que deveria ser adorado.[7] Enquanto que Dawkins considera a "religião einsteiniana" uma hipótese respeitável, ele não pensa o mesmo sobre as religiões convencionais. Dawkins sustenta que para as religiões convencionais é dada uma imunidade privilegiada e não merecida contra críticas, citando Douglas Adams para ilustrar o seu argumento:

Religião … tem certas ideias centrais as quais nós chamamos de sagradas ou santas ou o que quer que seja. O que isso significa é, "Aqui está uma ideia ou noção sobre a qual você não está permitido a dizer qualquer coisa ruim, você simplesmente não pode. Por que não? – Porque você não pode. Se alguém vota para um partido com o qual você não concorda, você está livre para argumentar sobre isso o quanto você quiser; todos terão um argumento, mas ninguém fica agressivo com isso. … Mas, por outro lado, se alguém diz, "Eu não deveria acionar um interruptor de luz em um sábado", você diz "eu respeito isso."[8]

Dawkins passa a listar exemplos de atribuição de status privilegiados a religiões, tais como a facilidade de obter a condição de objetor de consciência, o uso de eufemismos para conflitos religiosos, imunidades tributárias, possibilidade de proselitismo em escolas, várias exceções ao cumprimento do Direito, e a polêmica das caricaturas da Jyllands-Posten sobre Maomé.

Voltando as suas atenções para a "religião einsteiniana", ele sustenta que essa ideia de Deus é uma hipótese válida, tendo efeitos no universo físico, e, como muitas outras hipóteses, pode ser testada e falsificada.[9] Isso se torna um tema importante no livro, o qual ele chama de "Hipótese de Deus" (God Hypothesis).[10]

Dawkins faz uma análise breve dos principais argumentos filosóficos a favor da existência de Deus. Das várias alegações filosóficas que ele discute, ele seleciona o argumento do design para uma consideração maior. Dawkins conclui que a evolução através da seleção natural pode explicar uma "aparente concepção" da natureza.[2]

Ele escreve que um dos grandes desafios ao intelecto humano tem sido explicar "Como surge a complexa, improvável concepção no universo" ("how the complex, improbable design in the universe arises"), e sugere que existem duas explicações que competem entre elas:

  1. Uma hipótese envolvendo um conceptor, isto é, um ser complexo para ser responsabilizado pela complexidade do que vemos.
  2. Uma hipótese, com teorias de apoio, que explica como, a partir de origens e princípios simples, algo mais complexo pode surgir.

Essa é a base de seu argumento contra a existência de Deus, o "Ultimate Boeing 747 gambit"[11] ("gambito último Boeing 747″), onde ele argumenta que a primeira tentativa é auto-refutável, e a segunda abordagem é um melhor caminho a seguir.[12]

Ao final do capítulo 4, "Por que quase com certeza Deus não existe", Dawkins resume o seu argumento e declara, sobre a teoria do Design Inteligente, que "a tentativa é falsa, porque a hipótese do conceptor (designer) imediatamente levanta um problema maior sobre quem concebeu (designed) o conceptor (designer). Todo o problema com o qual nós começamos era o problema de explicar a improbabilidade estatística. Obviamente, não é uma solução postular algo ainda mais improvável" ("The temptation is a false one, because the designer hypothesis immediately raises the larger problem of who designed the designer. The whole problem we started out with was the problem of explaining statistical improbability. It is obviously no solution to postulate something even more improbable").[13]

Dawkins não pretende dizer que Deus não existe com certeza absoluta (um Deus no sentido da "religião einsteiniana"). Em vez disso, ele sugere como um princípio geral que as explicações mais prováveis são preferíveis, em detrimento de explicações improváveis, como a de um Deus omnisciente e omnipotente. E, desse modo, ele argumenta que a teoria de um universo sem Deus é preferível a uma teoria de um universo com Deus.[14]

Religião e moralidade[editar | editar código-fonte]

A segunda metade do livro começa explorando as raízes da religião e buscando uma explicação para a sua presença nas culturas humanas. Dawkins advoga a "teoria da religião como um subproduto acidental – um "erro ao alvo" de algo útil" ("theory of religion as an accidental by-product – a misfiring of something useful"),[15] como, por exemplo, o emprego da mente na postura intencional ("intentional stance"). Dawkins sugere que a teoria dos memes, e a susceptibilidade humana a memes religiosas em específico, pode explicar como as religiões se espalharam como "viroses mentais" ("mind viruses") pelas sociedades.[16]

Ele então se volta para o assunto da moralidade, sustentando que nós não precisamos da religião para sermos bons. Em vez disso, a nossa moralidade tem uma explicação darwiniana: genes altruístas, selecionados através do processo da evolução, dão às pessoas empatia natural. Ele pergunta, "você cometeria assassinatos, estupros, ou roubos se soubesse que Deus não existe?" ("would you commit murder, rape or robbery if you knew that no God existed?"). Ele argumenta que poucas pessoas iriam responder "sim", fazendo assim uma objeção à alegação de que a religião é necessária para nós nos comportarmos moralmente. Quem diz isso são aqueles religiosos que provavelmente não iriam se comportar moralmente caso descobrissem que Deus não existe. Em apoio a sua visão, ele analisa a história da moralidade, argumentando que há um Zeitgeist moral que continuamente evolui na sociedade. Com o seu progresso, esse consenso moral influencia como os líderes religiosos interpretam as suas escrituras sagradas. Portanto, Dawkins declara, a moralidade não se origina da Bíblia, em vez disso o nosso progresso moral informa qual parte da Bíblia os cristãos aceitam e qual eles agora dispensam.[17]

Deus, um Delírio não é apenas uma defesa do ateísmo, mas é também uma crítica contra as religiões. Dawkins vê as religiões como subversoras da ciência, como fomentadoras do fanatismo, como encorajadoras da intolerância contra os homossexuais, e como influência negativa para nossa sociedade de diversas maneiras.[18] Ele fica ainda mais ultrajado pela doutrinação (lavagem cerebral) de crianças. Ele iguala a doutrinação religiosa de crianças em escolas confessionais por pais e professores a uma forma de abuso psicológico. Dawkins considera os rótulos "criança muçulmana" e "criança católica" tão mal aplicados quanto "criança marxista" ou "criança tory", tentando imaginar como uma jovem criança pode ser considerada madura o suficiente para ter tais visões sobre o cosmos e o lugar da humanidade nele.

O livro conclui com a questão sobre se a religião, apesar de seus alegados problemas, preenche um "vazio" ("gap"), dando consolo e inspiração para pessoas que dela necessitam. De acordo com Dawkins, essas necessidades são mais bem preenchidas por meios não-religiosos, tais como a filosofia, a psicologia, e a ciência. Ele sugere que uma visão de mundo (Weltanschauung) ateísta é uma afirmação da vida, de um modo que a religião, com as "respostas" insatisfatórias aos mistérios da vida, jamais poderia ser. Um apêndice dá direcionamentos àqueles "precisando de apoio para escapar da religião" ("needing support in escaping religion").[19] [20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] [27] [28] [29]

Críticas[editar | editar código-fonte]

O livro tem sido tanto apreciado quanto criticado por um grande número de pessoas de ambos os lados, tendo se manifestado tanto cientistas quanto filósofos, havendo tanto religiosos quanto seculars em ambos os lados.

Positivas[editar | editar código-fonte]

James D. Watson, cientista americano ganhador do prêmio Nobel e co-responsável pela descoberta da molécula do DNA, apreciou o trabalho de Dawkins, afirmando que ele "é um dos melhores escritores de livros de não-ficção vivos hoje".[30]

O britânico Sir Harry Kroto, também vencedor do prêmio Nobel, não mediu elogios ao trabalho, afirmando que trata-se de "Um livro maravilhoso - uma advocacia passional e vital, que também é alegre, elegante, justa, interessante, e por vezes muito engraçada".[30]

Joan Bakewell, escrevendo para o jornal inglês The Guardian, afirma que "Dawkins vai rugindo adiante, com o vigor total de seus argumentos poderosos, atingindo falácias e doutrinas falsas" e que "Dawkins está certo de estar não somente furioso, mas também alarmado.".[31]

Negativas[editar | editar código-fonte]

Terry Eagleton afirma que o que Dawkins ataca é meramente uma ideia caricatural e superficial da fé e da religião.[32]

O católico Michael Fitzpatrick postula, em "The Dawkins delusion" (Dawkins, um delírio), que a tentativa de Dawkins de explicar a religião com bases na evolução é tão inconvincente para ele quanto as cinco provas da existência de Deus de Aquino, apresentada a ele quando tinha 13 anos. Observa que a insistência de Dawkins em reduzir os conflitos em Israel ou Irlanda do Norte a questões religiosas revela apenas a "vacuidade de sua abordagem histórica". Além disso, declara também ter se sentido repelido pelos comentários preconceituosos de Dawkins.[33]

O filósofo calvinista Alvin Plantinga, no seu ensaio para o site cristão "Christianity Today", denominado "The Dawkins Confusion" (A Confusão de Dawkins) afirma que, embora Dawkins procure se valer de sua condição de cientista para sustentar seus argumentos, nenhum deles pode ser considerado científico na verdade.[34] Plantinga também mencionou seu desagrado pelas alegações ofensivas de Dawkins, muito embora tenha procurado analisar mais os seus argumentos.

No The Wall Street Journal, Sam Schulman também acusa Dawkins de usar uma análise simplória da religião, afirmando que é impossível ver ali algum traço das questões levantadas por homens, como Milton, Michelângelo, Newton, Espinoza, Kierkegaard, Aquino, ou mesmo Einstein. Schulman afirma ainda que o neo-ateísmo não acrescentou novos argumentos e destituiu o ateísmo do charme da época em que ateus como H. G. Wells, ou Bernard Shaw lisonjeavam a audiência com argumentos inteligentes.[35]

Alister e Joanna McGrath, que se diz ex-ateu e professor de teologia histórica na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e doutor em biofísica molecular e em teologia histórica, e sua esposa, professora de psicologia da religião na Universidade de Londres, escreveram um livro chamado "O Delírio de Dawkins" onde, em quatro capítulos, tentam refutar os argumentos de Dawkins bem como pensamentos que buscam invalidar os argumentos apresentados pelo biólogo.[36]

O filósofo brasileiro Luiz Felipe Poindé, em entrevista, criticou o neo-ateísmo como "auto-ajuda", usando-se do livro de Dawkins como referência.[37]

Keith Ward, um filósofo e teólogo britânico, criticou, em entrevista para a CPX Vodcast Travel Series, o livro de Dawkins dizendo, por exemplo, "... leia o Deus, um Delírio: poucos livros são tão irracionais quanto aquele, que foi escrito num tom de "vitoriosidade" e retórica, não razão...", criticando também que ele não lidava com os argumentos de forma séria. Ward também comentou que ele não foi aprovado por quase ninguém da comunidade filosófica profissional, mencionando inclusive que, ao questionar colegas filósofos sobre o porquê de eles não escreverem respostas ao material, estes teriam retrucado de que "não era merecedor".[38]

Repercussão em vendas[editar | editar código-fonte]

The God Delusion teve a segunda posição na lista de novembro de 2006 dos mais vendidos da Amazon.com.[39] [40] No início de dezembro de 2006, classificou-se #4 na lista New York Times Hardcover Nonfiction Best Seller depois de nove semanas na lista.[41] Em 22 de abril de 2007, classificou-se #10, depois de 29 semanas na lista.[42]

Repercussão jurídica mundial[editar | editar código-fonte]

Na Turquia, onde o livro vendeu pelo menos 6000 cópias,[43] um promotor iniciou uma investigação para saber se Deus, um Delírio é um "ataque a valores sagrados" ("an attack on holy values") seguida de uma queixa em novembro de 2007. Caso condenado, o editor e tradutor turco, Erol Karaaslan, seria encarcerado por incitar aversão religiosa e insultar valores religiosos.[44]

Em abril de 2008, o tribunal absolveu o réu. Ao decidir sobre a necessidade de confiscar cópias do livro, o juiz relator declarou que bani-lo "iria limitar fundamentalmente a liberdade de consciência".[45] Apesar disso, a perseguição religiosa mostrou a sua face quando o site de Dawkins foi banido da Turquia naquele mesmo ano, após queixas do criacionista Adnan Oktar.[46]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Companhia das Letras. DEUS UM DELÍRIO - Richard Dawkins. Página visitada em 6 de novembro de 2012.
  2. a b c Dawkins, Richard. Preface The God Delusion.
  3. Dawkins, Richard. Richard Dawkins explains his latest book RichardDawkins.net.. Página visitada em 2007-09-14.
  4. Smith, David. "Believe it or not: the sceptics beat God in bestseller battle", The Observer. Página visitada em 5 de outubro de 2007.
  5. "Douglas, eu sinto falta de você. Você é o meu mais inteligente, engraçado, mente-aberta, brilhante, alto e possivelmente único convertido. Eu espero que este livro pudesse ter feito você rir – embora não tanto quanto você me fez" ("Douglas, I miss you. You are my cleverest, funniest, most open-minded, wittiest, tallest and possibly only convert. I hope this book might have made you laugh - though not as much as you made me"). (The God Delusion, p. 117)
  6. Randerson, James. "Childish superstition: Einstein's letter makes view of religion relatively clear", The Guardian, 13 de maio de 2008. Página visitada em 14 de maio de 2008. (em inglês) “Na carta, ele declara: "A palavra deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia uma coleção de honoráveis, mas ainda assim primitivas lendas as quais são, não obstante, bem infantis. Nenhuma interpretação, não importa o quanto arguta, pode mudar isso. ("The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can change this").”
  7. The God Delusion, page 13
  8. ADAMS, Douglas. Is there an Artificial God? In: Digital Biota 2 Cambridge U.K., setembro de 1998. Acesso em 26 de novembro de 2006. Disponível em: http://www.biota.org/people/douglasadams/ Citação original: "Religion … has certain ideas at the heart of it which we call sacred or holy or whatever. What it means is, 'Here is an idea or a notion that you're not allowed to say anything bad about; you're just not. Why not? – because you're not. If someone votes for a party that you don't agree with, you're free to argue about it as much as you like; everybody will have an argument but nobody feels aggrieved by it. … But on the other hand, if somebody says 'I mustn't move a light switch on a Saturday', you say 'I respect that.'"
  9. The God Delusion, page 50.
  10. The God Delusion, page 31
  11. The God Delusion, page 114
  12. Essa interpretação do argumento está baseada em resenhas de Daniel Dennett e PZ Myers.
  13. The God Delusion, page 158
  14. The God Delusion, page 147-150
  15. "A teoria da religião como um subproduto acidental – um "erro ao alvo" de algo útil – é a que eu desejo advogar" ("The general theory of religion as an accidental by-product – a misfiring of something useful – is the one I wish to advocate"). The God Delusion, p. 188
  16. "o propósito desta seção é perguntar se a teoria do meme poderia funcionar para o caso especial da religião" ("the purpose of this section is to ask whether meme theory might work for the special case of religion") (itálico no original, referindo-se a uma das cinco seções do capítulo 5), The God Delusion, p. 191
  17. Após dar alguns exemplos da moralidade bestial do Antigo Testamento, ele escreve que "com certeza, teólogos irritados irão protestar que nós não tomamos mais o livro do Gênesis literalmente. Mas esse é exatamente o meu argumento! Nós pegamos e escolhemos quais pedaços da escritura nós acreditamos, e quais pedaços cancelamos como símbolos e alegorias" ("Of course, irritated theologians will protest that we don't take the book of Genesis literally any more. But that is my whole point! We pick and choose which bits of scripture to believe, which bits to write off as symbols and allegories"). The God Delusion, p. 238.
  18. Ele cita exemplos de casos onde leis de blasfêmia têm sido utilizadas para sentenciar pessoas à morte, e de funerais de gays ou de simpatizantes que tem sofrido piquetes. Dawkins declara que pregadores do sul dos Estados Unidos utilizavam a Bíblia para justificar a escravidão alegando que os africanos eram descendentes do filho pecador de Noé, Cam. Durante as Cruzadas, pagãos e hereges que não se convertessem ao catolicismo eram assassinados. Em um exemplo extremo da época contemporânea, ele cita o caso de Paul Jennings Hill, que, enquanto aguardava a sua execução por assassinar um médico que realizava abortos na Florida, EUA, declarou o seguinte: "Eu espero uma grande recompensa no céu… Eu estou aguardando pela glória" ("I expect a great reward in heaven… I am looking forward to glory").
  19. Description of The God Delusion no site oficial da Richard Dawkins Foundation
  20. Newsnight Book Club trechos de The God Delusion (em inglês)
  21. "The flying spaghetti monster", entrevista com Steve Paulson, Salon.com, October 13, 2006
  22. Video: Leitura de Dawkins de The God Delusion no Randolph-Macon Woman's College; incluindo a seção de perguntas posterior. Oct. 23, 2006
  23. "God vs. Science", discussão com Francis Collins, Time, November 13, 2006
  24. Richard Dawkins entrevistado por Laurie Taylor na revista New Humanist 2007-01-01
  25. "The God Delusion", entrevista com George Stroumboulopoulos, The Hour, May 5, 2007
  26. Audio: Richard Dawkins entrevistado por Brian Lehrer , April 23, 2007
  27. "God… in other words", entrevista com Ruth Gledhill, The Times, May 10, 2007
  28. Debate Dawkins x Lennox (10/03/2007)
  29. "Richard Dawkins: An Argument for Atheism", entrevista com Terry Gross, Fresh Air, March 7, 2008
  30. a b http://richarddawkins.net/godDelusionReviews
  31. [1]
  32. London Review of Books Lunging, Flailing, Mispunching por Terry Eagleton
  33. Spiked online "The Dawkins delusion", Michael Fitzpatrick
  34. The Dawkins Confusion Alvin Plantinga
  35. Modern atheists have no new arguments, and they lack their forebears' charm. Sam Schulman, The Wall Street Journal
  36. Comentários sobre o livro escrito pelo casal.
  37. lucianohenrique. Luiz Felipe Pondé: "ateísmo militante é auto-ajuda para ateus inseguros" (em português) Luciano Ayan. Página visitada em 10 de fevereiro de 2011.
  38. A entrevista onde estes comentários estão presentes pode ser vista no site YouTube através do código Md5OFdpHhT4.
  39. Jamie Doward. "Atheists top book charts by deconstructing God", The Observer, 2006-10-29. Página visitada em 2006-11-25.
  40. Ruth Gledhill. "What I want for Christmas is…an anti-religion rant", The Times, 2006-10-14. Página visitada em 2006-11-26.
  41. Hardcover Nonfiction - New York Times. Página visitada em 2-12-2006.
  42. Hardcover Nonfiction - New York Times. Página visitada em 2007-04-18.
  43. Tiryaki, Sylvia. "The God Delusion in Turkey", Turkish Daily News, 3 de dezembro de 2007. Página visitada em 18 de fevereiro de 2008.
  44. "Turkey probes atheist's 'God' book", AP, CNN, 28 November 2007. Página visitada em 2007-11-28.
  45. "'Tanrı Yanılgısı' kitabı beraat etti", AA, 2 April 2008. Página visitada em 2008-04-02. (em Turkish)
  46. Turkey bans biologist Richard Dawkins' website - Monsters and Critics. Página visitada em 2009-10-27.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Resenhas[editar | editar código-fonte]