Tomada elétrica

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Plugues de dois e três pinos e tomada no padrão NBR 14136, utilizado no Brasil desde 2009.
Tipos de tomada comuns no Brasil, sem ligação de terra
Tomada com terminal de terra, uma das variações do padrão NEMA norte-americano
Plugue com haste terra conforme novo padrão brasileiro da NBR 14136:2002 baseada na norma internacional IEC 60906-1.

Uma tomada elétrica é o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal a um plugue (português brasileiro) ou ficha (português europeu) macho conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados em circuitos monofásicos ou bifásicos, um para a fase e outro para o neutro (no caso de monofásico) ou um para cada fase (no caso de bifásico), e algumas também têm um terceiro, denominado "ligação de terra" ou simplesmente "terra". Existem também outras tomadas com mais terminais, de 3 (corrente trifásica), 4 ou mais, normalmente para uso na indústria.[1]

Novo padrão de tomadas do Brasil[editar | editar código-fonte]

Desde o dia 1º de julho de 2011[2] , a NBR 14136 (baseada na norma internacional IEC 60906-1) é o padrão oficial de tomadas no Brasil. A venda de outros tipos de tomada é proibida pelo Inmetro desde esta data. O padrão foi escolhido por ser mais seguro e por contar com o condutor terra.[3] Há o modelo apropriado para aparelhos que necessitem de corrente até 10A e até 20A, funcionando no segundo modelo, ambos os tipos de aparelhos.[4] Os aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos produzidos atualmente e certificados pelos Inmetro devem sair de fábrica com o novo modelo de tomadas.

O novo padrão foi desenvolvido por um grupo coordenado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e integrado por fabricantes de aparelhos elétricos e de plugues e tomadas, sendo estes últimos os principais interessados na troca, já que ela deveria gerar um grande volume de vendas de adaptadores e de tomadas.[2]

O padrão não segue a norma IEC 60906-1 completamente, já que esta prega o uso da tomada com dois ou três pinos redondos e formato sextavado similar ao adotado no Brasil, porém apenas para redes de 220 ou 230 volts; nas redes de 110 ou 120 volts, a indicação utilizar a tomada de pinos chatos, como os empregados nos Estados Unidos e no Japão, para assim evitar o uso de aparelhos em tomadas com a tensão incorreta.[2] Outra diferença é que o padrão internacional indica pinos de 4,5 mm de diâmetro e corrente máxima de 16 amperes, enquanto o padrão brasileiro especifica dois diâmetros de pinos: 4 mm para aparelhos com corrente de até 10 amperes e 4,8 mm para aqueles que consomem entre 10 e 20 amperes. [2]

Ainda existe muita reclamação quanto à adaptação ao novo padrão de tomadas, por este ser mais caro e pela dificuldade de encontrar adaptadores para aparelhos no antigo padrão e importados no padrão NEMA norte-americano.

Pelo diagrama da figura ao lado, representando a tomada do ponto de vista do observador, o orifício da esquerda deve ser conectado à Fase; o da direita, ao Neutro; e o central, desalinhado para baixo, ao Terra. Muita atenção, pois se a tomada estiver na posição invertida ou sem referência, como no caso das tomadas verticais, há risco de conexão incorreta.

Observe-se que o novo padrão inverte a polaridade das tomadas tripolares anteriores, de dois pinos chatos e um redondo, que era Neutro-Fase-Terra, a partir da direita, o terra sendo o pino redondo, visto abaixo dos pinos chatos. Mantida a perspectiva do pino central para baixo, que segue sendo o Terra, Fase e Neutro trocaram de posições relativas, e são todos redondos. Isso gera problemas com adaptadores e tomadas polarizadas do padrão americano(aquelas onde um dos pinos chatos é mais largo que o outro), pois há inversão entre Fase e Neutro.

Nas aplicações não polarizadas (é o caso de carregadores para telefones móveis celulares e para aparelhos de baixo consumo), isso não acarreta problema algum. Porém, nas aplicações polarizadas — aquelas para as quais a sequência de polaridade é essencial — como estabilizadores de tensão e modernos eletrodomésticos em geral, que exigem aterramento e dispõem de terminal apropriado para esse fim, há risco de dano ao equipamento ou à segurança das pessoas. Nestes casos é melhor providenciar a substituição da tomada, ou do plugue, ou de ambos, conforme o caso. Nunca se devem utilizar adaptadores.

Segundo o Inmetro, desde 2006, todas as novas construções no Brasil só recebem o "Habite-se" se tiverem tomadas neste novo padrão.[2]

Referências

  1. http://eletro.g12.br/arquivos/materiais/eletronica3.pdf
  2. a b c d e GREGO, Mauricio (1). Nova tomada elétrica brasileira torna-se obrigatória hoje (em português) Exame.com. Visitado em 2 nov 2012.
  3. Inmetro. Plugues e Tomadas. Visitado em 2 de novembro de 2012.
  4. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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