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Ernaldo Pinto de Medeiros, vulgo , (12 de fevereiro de 196911 de setembro de 2002), foi um conhecido traficante de drogas do Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Uê sempre teve personalidade de criminoso, desde sua infância. Sua entrada no tráfico deveu-se em parte a seu pai. Ele guardava as armas dos criminosos do morro e por isso era estimado entre os bandidos. Uê ajudava como olheiro do tráfico, fugindo das aulas para esse intento, e posteriormente abandonou a escola para trabalhar na contenção sem conhecimento de seu pai, junto ao seu irmão. Quando seu pai morreu e o bandido amigo de seu pai foi preso, o comando passou as suas mãos devido a sua valentia nos confrontos com a polícia. Quando o amigo traficante saiu da cadeia, Uê fez um churrasco para comemorar sua volta, mas era uma cilada, já que não queria devolver a liderança do morro. Assassinou durante a suposta comemoração o bandido e seus fiéis e reafirmou a sua posição de líder do morro.

Uê fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho (CV), da qual foi expulso por tramar a morte do então líder Orlando Jogador, para lhe tomar o poder. Fundou então a facção criminosa Terceiro Comando (TC), que passou a disputar com o CV o domínio do tráfico de drogas nas favelas cariocas. Uê possuía três aviões na fronteira do Brasil com a Bolívia, conforme relatado pela deputada Marina Maggessi, que coordenou por muitos anos a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) no Rio de Janeiro. Também possuía vários negócios na cidade de Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul.

Já preso, foi morto a mando do atual líder do CV, Fernandinho Beira-Mar, durante uma rebelião no presídio de Bangu 1[1] . Outros traficantes também foram executados na mesma ocasião, entre eles, o cunhado de Uê, Robertinho do Adeus, chefe do tráfico no morro do Adeus, em Bonsucesso, no subúrbio carioca.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências