Beilhique da Caramânia

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Karamanoğulları Beyliği
Beilhique da Caramânia
Blank.png
1250 – 1487 Fictitious Ottoman flag 2.svg

Bandeira de Caramânidas

Bandeira do Beilhique da Caramânia segundo o Atlas Catalão de 1375.

Localização de Caramânidas
Mapa político da Anatólia após a Batalha de Köse Dag (1243).
Caramânidas
Mapa político do Mediterrâneo oriental em 1450 mostrando o "Emirado da Caramânia".
Continente Ásia
Região Médio Oriente
País  Turquia
Capital Ereğli, Ermenek, Caramânia, Konya, Mut[1]
37° N 33° E
Língua oficial turco
Religião Islão
Governo Beilhique, Monarquia
Bei ou Emir
 • 1250?-1256 Caramane ibne Noradine
 • 1256-1261 Cerimedine Caramane
 • 1482-1487 Turgutoğlu Mahmud
Período histórico Baixa Idade Média
 • 1250 Fundação
 • 1487 Dissolução
Fortaleza de Silifke

O Beilhique de Caramânia[2][nt 1], também chamado de Emirado de Caramânia, ou Dinastia da Caramânia, em turco: Karamanoğulları Beyliği[nt 2] foi um estado (beilhique) governado por uma dinastia turcomena frequentemente designada como Caramânidas, que reinou no sul-sudeste da Anatólia, no que é hoje a Turquia, entre os séculos XIII e XV. Embora o território sob a sua posse tivesse variado ao longo do tempo, o núcleo central mais estável situava-se nas região montanhosa a sul de Konya, que atualmente corresponde à província de Caramânia. Foi o beilhique mais poderoso a seguir aos otomanos e existiu oficialmente entre 1250 e 1487, embora em 1475 tenha passado a ser vassalo do Império Otomano.

O beilhique, que começou por ser um estado vassalo Sultanato de Rum, tornou-se independente quando o Sultanato de Rum se desmoronou, tendo como primeiro líder o epónimo e fundador da dinastia Caramane ibne Noradine. O beilhique foi anexado pelo Império Otomano por Maomé I, o Amável, o conquistador de Constantinopla, tendo a família reinante passado a fazer parte da nobreza otomana, continuando a deter muito poder nos seus antigos territórios pelo menos até ao século XVIII.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Os Caramânidas eram uma tribo turca que chegou à Anatólia com os seljúcidas, ou talvez mais tarde, empurrados para ocidente pelas tropas de Gengis Cã, no início do século XIII. A tribo instalou-se na região de Ermenek e de Mut, a sudeste de Konya.[4]

Caramane ibne Noradine,[nt 3] era um sufi de famoso na região de Ermenek que astuciosamente conseguiu tomar a fortaleza de Silifke.[5] Casado com uma tia de Aladino Eretna, fundador do Beilhique de Eretna, Noradine instala-se em Ereğli. Teve sete filhos:[6][nt 4] }} Carimedine Caramane, Camaladino, Oğuz Han, Timur Han, Bunsuz, Cairaldino e Zainelaje (em turco: Zeynelhac em árabe: زين الحاجّ; transl.: Zayn al-Hâjj, ). Cairaldino morreu em combate em Konya em 1261,[6] o mesmo sucedendo a Zainelaje, embora algumas fontes refiram que este morreu no ano seguinte.[7]

Caramane (Carimedine Caramane)[editar | editar código-fonte]

Em 1256, Carimedine Caramane sucede ao pai. Era casado com uma filha do sultão seljúcida Quilije Arslam III.[6] Após a morte do sultão seljúcida Kaykaus II, Carimedine, juntamente com a maior parte dos turcomenos, toma o partido do filho mais velho Kaykaus II na disputa pela sucessão do sultanato contra os seus dois irmãos.[8]

O vizir Pervane Muinaldine Solimão, administrador da Anatólia por parte do sultão de Rum Quilije Arslam IV (Rükn el-Din Kılıç Arslan bin Keyhüsrev) e pelos mongóis tentou capturar Caramânia, mas fracassou, acabando por lhe atribuir a fortaleza de Silifke como feudo. Caramânia receberia ainda de Quilije Arslam IV o Beilhique de Ermenek e outras concessões territoriais na região,[4][5][7][9] O território da Caramânia compreendia então Ermenek, Mut, Ereğli, Gülnar, Silifke e Laranda, cujo nome mudaria para Caramânia, que ainda se mantem, em honra da dinastia. O irmão mais novo de Caramane, Bunsuz tornou-se djândâr (escudeiro)[nt 5] de Quilije Arslam IV.[7]

As boas relações com os seljúcidas terminaram cerca de 1261, em parte devido às intrigas do vizir Pervane. O sultão Kaykaus II é destituído por Pervane e refugia-se em território bizantino, onde é feito prisioneiro pelo imperador Miguel VIII Paleólogo. A pretexto de socorrer Kay Kâwus, Caramane faz uma aliança com os beilhiques de Eşref (capital: Beyşehir) e de Menteşe (região de Muğla) para combater os seljúcidas.[10] Acompanhado de dois dos seus irmão, Caramane marchou sobre Konya com um exército de 20 000 homens onde defrontou um exército seljúcida comandado por Pervane e apoiado pelos mongóis.[7] Caramane foi derrotado e os seus irmãos foram mortos no combate.[11] Para muitos historiadores, esta derrota marcou o fim do reinado de Caramane, mas outros defendem que isso teria acontecido em 1260,[12] 1262,[7] ou 1263. Segundo esta última tese, Caramane teria morrido em combate frente ao Reino Arménio da Cilícia.[4]

Caramane teve oito filhos: Xamceldine Maomé, Güneri, Badrudine Mamud, Cacim, Zeceria (Zekeriya), Tanu, Calil e Ali. Zeceria, Xamceldine e Tanu foram mortos em combate em 1277[13] ou 1278.[9]

Maomé I[editar | editar código-fonte]

Logo após suceder ao seu pai, Xamceldine[nt 6] Maomé I estabelece alianças com o propósito de constituir um exército para combater os seljúcidas. Em 1276, durante uma revolta contra o domínio mongol, ele derrota diversos exércitos mongóis aliados dos seljúcidas. Em 1277, a severa derrota dos seljúcidas na batalha de Göksu constitui um duro golpe no poder do sultanato. Maomé aproveita a confusão para conquistar Konya a 12 de maio de 1277 e colocar no trono seljúcida Aladino Siavus, alcunhado perjorativamente de Jimri (em turco: cimri, "o tacanho"), que pretensamente seria filho de Kaykaus II.

A 13 de maio de 1277 Maomé promulga um decreto (em turco: firman) em nome dos seljúcidas proibindo o uso de outra língua que não o turco nos negócios do estado, nos tekkes (conventos de dervixes) e reuniões públicas a partir daquela data. Apesar da interdição, o persa e o árabe continuaram a ser utilizados como línguas oficiais nos negócios do estado e o turco só se imporia verdadeiramente sob os otomanos, no século XVI. O dia 13 de maio é ainda celebrado em Caramânia como a "festa da língua (dil bayramı)".[6][nt 7]

Ainda na primavera de 1277, o sultão mameluco Baibars entra no sultanato seljúcida, possivelmente a pedido secreto de Pervane, que esperava poder desembaraçar-se da tutela mongol. Pervane, o grão-vizir seljúcida, tinha entretanto formado o seu próprio beilicado, Pervâneoğulları, em Sinope.[14] A 18 de abril, Baibars esmaga o exército mongol na Batalha de Elbistan. Pervane, que comandava o contigente seljúcida oficialmente aliado dos mongóis, pôs-se em fuga. Baibars entra triunfalmente em Kayseri a 23 de abril, após o que conquista a Síria. Ao saber da derrota, o cã mongol da Pérsia, Abaca, acorre à Anatólia em julho e, após um inquérito, manda executar Pervane a 2 de agosto de 1277.[15]

A ponte de Ala (em turco: Ala Köprü ou Görmel Köprüsü, construída pelos Caramânidas. Situa-se a 5 km da aldeia de Görmeli, na atual província da Caramânia

Facraldine Ali sucede a Pervane como grão-vizir do Sultanato de Rum e dirige uma campanha contra os Caramânidas com o apoio de tropas mongóis.[13] No decurso da guerra, Maomé, os seus irmãos e um dos seus primos são mortos por um destacamento mongol que o encontra quando ele fazia um reconhecimento perto da fortaleza de Kurbağa (Kurbağaköy, na província de Mersin). Esse evento, ocorrido em 1277,[13] 1278[9] ou 1283,[11] constitui um sucesso inesperado para o sultão seljúcida Kaykhusraw II, que nele viu uma oportunidade para se desembaraçar dos Caramânidas. Entretanto, apesar de ter conseguido reunir forças importantes, Jimri é derrotado por Kay Khusraw em maio de 1278,[13] numa batalha em que perecem os dois filhos de Sahip Ata.[16]

Güneri e Mahmud[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Maomé, os seus dois irmãos Güneri e Badrudine[nt 8] Mahmud governaram conjuntamente o beilhique até 1300, após o que Mahmud ocupou o trono sozinho. Güneri prosseguiu a guerra contra os turcos, tendo atacado Konya e Laranda (Caramânia).[13] Mahmud estabeleceu a sua capital em Ermenek, onde mandou construir uma mesquita em 1302.[5]

Durante este período o Sultanato de Rum continuava sob a tutela mongol numa situação interior muito confusa. Em 1278, o sultão Kaykaus II morre no exílio.[17] O seu filho Mesud II, exilado na Crimeia, autoproclama-se sultão.[12] Em 1281, após a morte de Abaca, inicia-se um período de instabilidade na Anatólia. Güneri entrega-se frequentemente a atos de pilhagem na região de Konya, enquanto o bei de Eşref, Ceifadim Solimão, faz incursões a Konya e a Akşehir desde a sua capital em Beyşehir. Encontrando-se desprotegido destes ataques turcomenos, o sultão seljúcida Kay Khusraw III apela ajuda a Amade Teküder, o sucessor de Abaca no Ilcanato, recentemente convertido ao Islão. Amade envia o seu irmão Konghurtay ao território caramânida, o qual pilha de forma nunca antes vista. Esta destruição do território caramânida provocam a piedade e cólera dos Mamelucos, que protestam junto de Amade, que reprime Konghurtay pela sua conduta e o executa.[13]

Em 1284, Amade Teküder reconhece Gaiasadino Mesud como sucessor do título de sultão de Rum. Pouco depois Teküder foi deposto por Arghun. Em junho de 1285, Arghun divide o sultanato em duas partes, uma para cada um dos dois filhos de Kay Khusraw III. O mais velho foi morto pelos mongóis a 1 de outubro de 1285 e o mais novo foi provavelmente assassinado em janeiro de 1286.[12] Com os seus rivais eliminados, Gaiasadino Mesud assegura o título de sultão. Em 1286 toma como sua capital Kayseri em vez de Konya.[18]

A partir de 1286, Mesud II envolve-se em diversas campanhas contras os principados turcomenos emergentes por toda a Anatólia, sempre com o apoio dos mongóis. Uma dessas campanhas teve como alvo os beilicados de Germiyan, Caramânia e Eşref.[carece de fontes?] Em 1293, Badrudine Mahmud conquista a cidade de Alaiye (atualmente Alanya) e funda o Beilhique de Alaiye (ou Alaya).[19] Em 1300, Mahmud passa a governar sozinho o Beilhique da Caramânia. Mahmud morreu em 1307, o mesmo ano que a morte de Mesud II, o último sultão seljúcida, marca o fim do Sultanato de Rum.

Yahşı Han[editar | editar código-fonte]

Yahşı (ou Yakhshî) Han, filho de Maomé I, sucede ao seu irmão em 1307,[nt 9] para reinar durante quatro anos.[6] Os Caramânidas vão aproveitar-se do desaparecimento do Sultanato de Rum e do enfraquecimento do poder mongol para fortalecer o seu domínio. Entretanto, não são completamente independentes, pois colocam-se sob a proteção dos Mamelucos do Egito, que os apoiam nos seus combates contra o Reino Arménio da Cilícia.[5]

Bediredine Ibraim e Aladino Mirza[editar | editar código-fonte]

Bediredine Ibraim era um dos filhos de Mahmud e sucede ao seu primo Yahşı Han em 1311. Reinou até 1333,[5] quando abdicou a favor do seu irmão Aladino Mirza.[nt 10] Aparentemente, em 1334-1335, Bediredine Ibraim residia em Laranda (ou Larende, atual Caramânia), o seu filho Faraldine Amade em Konya, o seu primo Yahşı Han em Ermenek, o seu irmão Aladino Calil Mirza em Beyşehir e o seu outro irmão Buranedine Muça em Meca,[20] o que lhe vale o cognome de Hacı Sufi.[nt 11]

Ibne Batuta conta que passou por Caramânia (Laranda ou Larandah no texto citado) em 1333, onde se encontra com Bediredine e confirma que Buranedine Muça é o seu irmão.[21]

O sultão desta cidade é o rei Bediredine, filho de Caramane, ela pertence ao seu meio-irmão Muça. Este cedeu-a a Malique Nácer, que lhe deu em troca um lugar equivalente.
 
Ibne Batuta. “Do sultão de Laranda”.

O Malique Nácer citado nesta passagem é Nácer Maomé, o sultão mameluco do Cairo, que era aliado dos Caramânidas. Esta passagem por Laranda levanta dúvidas pois ela representa um desvio de várias centenas de quilómetros em relação ao itinerário principal, pelo que o que é escrito foi provavelmente baseado no que ouviu dizer.[20]

Buranedine Muça regressou da sua peregrinação a Meca sob a proteção do sultão mameluco al-Nasir. Um dos partidários do rei da Arménia Menor tentou prendê-lo; como represália deste ato, os Mamelucos provocam tumultos na Cilícia.[20]

Bediredine Ibraim volta depois ao poder durante alguns meses em 1340.[22]

Faraldine Ahmed, Xamceldine, Buranedine Muça e Solimão[editar | editar código-fonte]

O filho primogénito de Bediredine Ibraim, Faraldine[nt 12] Amade sucede ao seu pai. Morreu em combate durante uma batalha com os Mongóis em 1349.[20] Sucede-lhe o seu irmão mais novo Xamceldine,[6] que terá sido preso pelos seus irmãos em 1352.[20]

Buranedine[nt 13] Musa, um filho de Mahmud, assume então o poder[nt 14] e instala a sua capital em Mut.[6] Foi ele que provavelmente mandou construir a madraça de Ermenek (Tol Medrese).[20]

Ceifadim[nt 15] Solimão era o filho mais novo de Ibraim. Foi governador da Caramânia durante o reinado de Buranedine Muça e teria sido o sucessor direto de Xamceldine. Foi feito prisioneiro pelos Eretnidas a 11 de janeiro de 1350 e substituído pelo seu irmão Aladino Ali.[6]

Aladino Ali I[editar | editar código-fonte]

Cacim, um dos membros da conspiração que derrubou Ceifadim Solimão, tomou o poder durante algum tempo, até ser morto por Aladino Ali, que sobe ao trono.[24] O reinado de Damade Aladino Ali foi longo. Foi contemporâneo dos sultões otomanos Murad I e Bajazeto I. Casou com Nefise Sultana, filha de Murad e irmã de Bajazeto, o que explica o curioso título persa de Damade (em persa: داماد; dāmād [noivo]) Antes de subir ao trono dos Caramânidas, foi governador de Konya.[6]

Aladino Ali rompeu a aliança com os Mamelucos dos seus antecessores. Apoiou a rebelião dos Ramadanidas contra o sultão mameluco Sayf ad-Din Barquq, ao mesmo tempo que continuou em guerra com os Otomanos.[24] Estendeu os domínios dos Caramânidas para ocidente até Akşehir e combateu contra o seu sogro Murad e depois contra o cunhado Bajazeto. Avançou em território otomano até Bursa, mas em 1385 foi derrotado por Murad em Konya.[25] Em 1398, Aladino Ali e os seus filhos são feitos prisioneiros por Bajazeto e Aladino é morto. O beilhique é anexado pelo Império Otomano.

Naceraldim Maomé II e Aladino Ali II[editar | editar código-fonte]

Entre 1398 e 1402, o beilhique caramânida foi abolido. O herdeiro, Sultan-zâde[nt 16] Naceraldim[nt 17] (ou Gaiasadino)[nt 18] Maomé, era filho de Aladino Ali. Passou três anos com o seu irmão Damade Bengi Aladino Ali em Bursa, sob a guarda do seu tio e carcereiro Bajazeto I. A derrota de Bajazeto frente a Tamerlão na Batalha de Ancara em 1402 e o subsequente enfraquecimento dos Otomanos vão permitir a reconstituição do beilhique caramânida, onde s dois irmãos Naceraldim e Bengi Aladino Ali alternam no poder até 1424.

Em 1406, Naceraldim Maomé é forçado a negociar com o sultão otomano Maomé I, o Amável e a ceder-lhe alguns territórios. No entanto, depois cerca Bursa a pretexto de vingar a morte do seu pai; depois de um cerco de 34 dias, a cidade é tomada e destruída por Naceraldim, que se retira em seguida. Dirige depois novas campanhas contra os Otomanos em 1414 e 1415.[25] Acaba por ser obrigado a entregar aos Otomanos as cidades de Beyşehir, Seydişehir e Akşehir. No ano seguinte, é preso com o seu filho, mas é libertado em troca dum juramento de fidelidade e a promessa de não voltar a quebrar a paz. O sultão mameluco exige aos Caramânidas que lhe entreguem Tarso. Julgando-se protegido contra um ataque, Naceraldim Maomé ignora essa exigência e oferece a sua filha em casamento ao ramadanida Ibraim para se proteger contra o sultão mameluco al-Muayyad Chaykh. Naceraldim Maomé dá-se conta do seu erro quando tem conhecimento que um exército mameluco se dirige à Anatólia. Refugia-se nas montanhas, entrega Kayseri aos Dulcadiridas e o território caramânida passa a estar sob autoridade do seu irmão Aladino Ali em 1419.[26]

Aladino Ali goza da proteção dos Mamelucos, mas não logra estabelecer a sua autoridade sobre todo o território. Não consegue tomar Konya nem rechaçar os ataques de Ibraim, um dos filhos de Naceraldim Maomé que é apoiado pelos Otomanos. Naceraldim Maomé é feito prisioneiro e levado para o Cairo. Durante o cativeiro do seu irmão, Damade Bengi Aladino Ali negocia com os Mamelucos uma aliança contra os Otomanos.[26]

Em 1421, Naceraldim Maomé é libertado pelos Mamelucos e retoma o trono com facilidade. O novo sultão otomano Murad II tem que combater contra o seu tio Mustafá, o Amável, cognominado Düzmece[nt 19] Mustafá. Este já tinha tentado destronar o seu irmão Maomé I mas acabou por ter que se refugiar junto dos imperadores bizantinos. O imperador bizantino tinha apoiado Maomé I mantendo Mustafá prisioneiro em Constantinopla, mas desta vez, encoraja Mustafá a envolver-se numa guerra civil contra o seu sobrinho. Com o objetivo de tirar partido desta situação, Naceraldim Maomé cerca Adália (Antália).[26] É morto pelos Otomanos durante este cerco em 1423.[25]

Aladino Ali retoma brevemente o poder mas não tem êxito na luta contra o sobrinho Ibraim, que beneficia do apoio do sultão otomano Murad II, com quem tem laços familiares. Aladino Ali retira-se para Niğde, onde morre, deixando o poder a Ibraim.[26]

Tajaldine Ibraim II[editar | editar código-fonte]

Tughra de Ibraim II

Sultan-zâde Taceddin[nt 20] Ibraim II é o segundo filho de Naceraldim Maomé, que sucede ao seu tio Damade Bengi Aladino Ali. O poderio do beilhique está no seu auge — o Beilhique de Germiam tinha desaparecido e os Caramânidas são os rivais mais poderosos dos Otomanos. Ibraim II era casado com a irmã do sultão otomano Murad II, o que não o impediu de por vezes ter entrado em guerra com os Otomanos. O facto de ser cunhado do sultão tirou-o de sérios apuros em diversas ocasiões. Fez também uma aliança com o imperador romano-germânico Sigismundo. Esta aliança com os "infiéis" é referida com reprovação nas crónicas otomanas.[25]

Murad II deseja acabar com os Caramânidas e para tal conclui uma aliança com os Dulcadiridas. Estes conquistam Kayseri e arredores em 1436-1437. Ibraim cede Akşehir e Beyşehir aos Otomanos. Após a morte de Murad II tenta recuperar estes territórios, mas sem sucesso. Ibraim tem mais êxito nas suas campanhas contra a Cilícia, nomeadamente conquistando a fortaleza de Corícia aos cipriotas. Antes de morrer, Ibraim II pretende fazer de Ixaque o seu sucessor designado, mas os outros seis irmãos de de Ixaque não aceitam que esse filho duma escrava seja preferido em vez deles, que são filhos da irmã do sultão Murad II, pelo que cercam Ibraim e Ixaque em Konya, forçando-os a fugir. Ibraim morre em 1463.[25]

Ixaque e Piramade[editar | editar código-fonte]

A Mesquita de Laal Paxá, em Mut, construída em 1444, durante o reinado de Tajaldine Ibraim II

As desordens provocadas pela querela da sucessão quase provocaram o desaparecimento do beilhique. Piramade, apoiado pelos Otomanos, vence o seu irmão Ixaque numa batalha travada em Ermenek. Ele considera-se vassalo de Murad II, mas depois entra em conflito com o seu suserano por causa de um tratado com Veneza.

O sultão otomano Maomé II, o Conquistador, sucessor de Murad, estava decidido a acabar com os Caramânidas.[27] Em 1467, os Otomanos ocupam Konya de forma permanente. Piramade torna Caramânia e Niğde os seus redutos, de onde lutou alternadamente contra o seu irmão ou contra os Otomanos.

Rum Maomé Paxá, de origem grega, é encarregado pelo sultão Maomé II da deportação da população de Caramânia e de Konya para repovoar Constantinopla. Para recompensar os seus serviços, Maomé II nomeia-o grão-vizir. Rum Mehmet Paxá conduz uma política repressiva contra os muçulmanos da Caramânia, e confisca as propriedades e os waqfs. Piramade e o seu irmão Cacim rebelam-se e retomam Caramânia. A contra-ofensiva de Mehmet Paxá é rápida: Caramânia e Ereğli são destruídas em 1469-1470; marcha depois sobre Alanya, mas não toma a fortaleza. Algumas fontes da época tentam explicar esta clemência pelo facto de Mehmet Paxá ser casado com a irmã de Quilije Arslam, o último bei de Alanya.[28]

Em 1471, Gedik Ahmed Paşa, à frente do exército otomano, derrota os Caramânidas. Os Otomanos tomam primeiro a Caramânia e depois Ermenek. Piramade, a sua família e os seus bens são tomados pelos Otomanos. Porém, Piramade não é morto e consegue evadir-se para Tarso, onde morre em 1474.[25]

Cacim e Turgutoğlu Mahmud[editar | editar código-fonte]

Cacim substitui o seu irmão Piramade, quando Caramânia já é um estado dependente do Império Otomano. Cacim passa a maior parte do tempo longe do seu reino, apresentando-se como um pretendente ao trono. Em 1464 refugia-se com o seu filho mais velho Ixaque junto de Uzun Hasan, o líder dos Turcomanos Aq Qoyunlu (Turcomanos da Ovelha Branca). Cacim participa com Uzun Hasan na guerra entre os Aq Qoyunlu e os Otomanos. O sultão otomano Maomé II obtém uma vitória importante nesta guerra na Batalha de Otlukbeli, travada em 11 de agosto de 1473.[29]

Cacim é substituído pelo seu genro Turgutoğlu Mahmud.[6] Governa a província de Içel do Império Otomano durante quatro anos, ao fim dos quais, não conseguindo manter o seu poder, procura refúgio junto dos Mamelucos, em Alepo, em 1487. Os Caramânidas desaparecem completamente durante os primeiros anos do reinado do sultão otomano Bajazeto II. A província da Caramânia passa a ser denominada "trono da Caramânia" (Taht-ı Karaman) e o seu titular é um dos mais eminentes príncipes otomanos.

Mustafá, um sobrinho de Cacim, volta do exílio no Irão e declara-se sucessor de Mahmud, mas não consegue derrotar os Otomanos e refugia-se junto dos Mamelucos. Morre no Cairo em 1513.[27]

Legado[editar | editar código-fonte]

Os Caramânidas devem a sua importância histórica à sua situação geográfica. Controlavam a passagem entre a Anatólia e a Síria e podiam refugiar-se nas montanhas em caso de ataque das potências inimigas. Esta posição assegurava-lhes importantes receitas sob a forma de taxas aduaneiras nos portos. As suas construções em Caramânia, Konya e Niğde são a prova dessa riqueza.[5]

Quadro cronológico da dinastia[editar | editar código-fonte]

Datas [nt 21] Nome Nome turco [34] Filho de Observações
1250?-1256 Noradine Sufi Nûre Sûfî   Capital: Ereğli
1256-1261 [nt 22] Carimeldine Caramane Kerîmeddin Karaman Noradine Fundador oficial e epónimo da dinastia. Capital: Ermenek
1261-1277 [nt 23] Xamceldine Maomé I Şemseddin Mehmed I Caramane  
1277-1300 Güneri Güneri Caramane Como suserano
Badrudine Mamud Bedreddin (Mecdeddin) Mahmud Caramane Como vassalo
1300-1307 [nt 24] Badrudine Mamud Bedreddin (Mecdeddin) Mahmud Caramane  
1307-1311 [nt 25] Yakhshî Yahşı Han Maomé Capital: Konya
1311-1333 [nt 26] Badrudine Ibraim Bedreddin İbrahim I Mahmud Vassalo dos Mamelucos (primeiro reinado)
1333-1348 [nt 27] Aladino Calil Alâeddin Mirza Halil Mahmud  
1348-1349 [nt 28] Badrudine Ibraim Bedreddin İbrahim I Mahmud (segundo reinado)
1349-1350 [nt 29] Facraldine Amade I Fahreddin Ahmed Ibraim  
1350-1352 Xamceldine I Şemseddin Ibraim  
1352-1356 Haji Buraldim Muça al-Sufi Hacı Sufi Buranedine Muça Mahmud Capital: Mut
1356-1361 Ceifadim Solimão Seyfeddin Süleyman Calil. filho de Mahmud  
1361-1398 [nt 30] Damade Aladino Ali Dâmâd Alâeddin Ali I Calil  
1398-1402 Anexação ao Império Otomano
1402-1419 [nt 31] Maomé II Sultan-zâde Nâsıreddin (Gıyâseddin) Mehmed II Aladino Primeiro reinado, prisioneiro dos Mamelucos
1419-1421 Damade Bengi Aladino Ali Dâmâd Bengi Alâeddin Ali II Aladino I Primeiro reinado
1421-1423 Maomé II Sultan-zâde Nâsıreddin (Gıyâseddin) Mehmed II Aladino I Segundo reinado
1423-1424 Aladino Ali Dâmâd Bengi Alâeddin Ali II Aladino I Segundo reinado
1424-1464 Tajaldine Ibraim II Dâmâd Taceddin İbrahim II Maomé II  
1464-1465 Ixaque Sultan-zâde İshak Ibraim II Conjuntamente
Piramade Sultan-zâde Pîr-Ahmed Ibraim II
1465-1475 Piramade Sultan-zâde Pîr-Ahmed Ibraim II  
1475 Anexação definitiva ao Império Otomano
1475-1482 Cacim Kasım Ibraim II Vassalo dos otomanos até à sua morte em 1483
1482-1487 Turgutoğlu Mahmud Turgutoğlu Mahmud   Vassalo dos otomanos

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Embora o termo turco beylik esteja dicionarizada em português como "beilhique",[3] é possível que existam "aportuguesamentos" derivados do francês e italiano "beilicado" ou "beilicato".
  2. Karamanoğulları: filhos de Caramane; por vezes também se usa o singular (Karamanoğlu).
  3. Noradine (em árabe: نور الدين; transl.: Nûr al-Dîn; em turco: Nûra Sûfî, Nûre Sûfî ou Nureddin) significa "luz da religião".
  4. Carimedine (em árabe: كريم الدين; em turco: Kerîmeddin) significa "nobreza da religião". Camaladino em árabe: كمال الدين; transl.: Kamâl al-Dîn; em turco: Kemâleddin) significa "perfeição da religião". Cairaldino (em árabe: خير الدين; transl.: Khayr al-Dîn ou Hayr al-Dîn; em turco: Hayreddin) significa "bem da religião". Aje (em árabe: زين; transl.: al-Hâjj) e seus derivados é um epíteto dado ao devoto que realizou ou está realizando uma peregrinação religiosa à Meca ou pode ser empregado para se referir as coisas que lhe dizem respeito.
  5. Djândâr, em persa: جان دار, transl.: Jân-dâr, em turco: candar, significa guarda-costas ou portador de uma espada.
  6. Xamceldine (em árabe: شمس الدين; em turco: Şemseddin) significa "sol da religião".
  7. Na generalidade da Turquia, a Türk dil bayramı (festa da língua turca) é celebrada a 26 de setembro, dia em que o governo turco, sob o impulso pessoal de Mustafa Kemal Atatürk, decretou a substituição do alfabeto árabe pelo alfabeto latino em 1928.
  8. Badrudine (em árabe: بدر الدين; em turco: Bedreddin) significa "lua cheia da religião". Majdadine (em árabe: مجد الدين; em turco: Mecdeddin') significa "glória da religião".
  9. Yahşı Han não é mencionado na obra "Karamanides, Qaramanides ou Qarâmânoğullari" de Janine et Dominique Sourdel.[9]
  10. Aladino (em árabe: علاء الدين; ʿalāʾ al-dīn; em turco: Alâeddin) significa "nobreza da religião"; Mirza em persa: مرزا; transl.: mirzā é um título persa que significa príncipe.
  11. Hacı Sufi (em árabe: حاجّي صوفي; Hâjjî Sûfî, ḥājjī ṣūfī) significa "sufi que fez a peregrinação a Meca.
  12. Faraldine em árabe: فخر الدين; em turco: Fahreddin) significa "glória da religião".
  13. Buranedine (em árabe: برهان الدين; Burhān al-dīn) significa "prova da religião"
  14. Buranedine Muça não figura na lista de sucessão de Clifford Edmund Bosworth.[23]
  15. Ceifadim (em árabe: سيف الدين; Sayf al-dīn) significa "espada da religião".
  16. Sultan-zâde é um título persa (سلطانزاده; sulṭān-zādeh) que significa "descendente do sultão".
  17. Naceraldim (em árabe: ناصر الدين; em turco: Nâsıreddin) significa "triunfo da religião".
  18. Gaiasadino (em árabe: غياث الدين; em turco: Gıyâseddin), "socorro da religião".
  19. Düzmece significa "falso" em turco.
  20. Tajaldine ((em árabe: تاج الدين); em turco: Taceddin ou Tajeddin) significa "coroa da religião".
  21. As datas apresentadas são aproximadas. As fontes usadas apresentam diversas incompatibilidades entre elas em relação a datas e ordem de sucessão.[9][30][31][32][33]
  22. 1255-1263 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  23. 1263-1279 ou 1280 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  24. 1300-1311 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  25. 1311-1312 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  26. 1318-1333 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  27. 1333-1340 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  28. Este retorno ao poder é mencionado em www.karamankultur.gov.tr; Ibraim teria morrido em 1340.[31]
  29. 1340-1350 segundo www.karamankultur.gov.tr.[31]
  30. 1357-1398 segundo www.karamankultur.gov.tr.[35]
  31. 1398-1423 segundo www.karamankultur.gov.tr.[35]

Referências

  1. «Karamanoğulları Beyliği». www.Temha.net (em turco). 18 de fevereiro de 2006. Consultado em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010 
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  3. Dicionário Houaiss, verbete beilhique.
  4. a b c Mantran 1997, p. 457-459.
  5. a b c d e f Houtsma 1913-1936, p. 748-752
  6. a b c d e f g h i j «Karamanogullari Principality». www.ozturkler.com (em inglês). Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade). 1 de junho de 2010. Arquivado do original em 18 de setembro de 2010 
  7. a b c d e Sümer 2000, p. 475 [em linha].
  8. Sümer 2000, p. 474 [em linha].
  9. a b c d e Sourdel, Janine & Dominique 2004, p. 459
  10. Köprülü & Leiser 1992, p. 36
  11. a b «Karamanogullari Principality». www.ozturkler.com (em inglês). Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade). 1 de junho de 2010. Arquivado do original em 18 de setembro de 2010 
  12. a b c Cawley, Charles (7 de outubro de 2007). «West Asia & North Africa (2)». Projeto "Medieval Lands" (em inglês). Foundation for Medieval Genealogy (fmg.ac). Consultado em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010 
  13. a b c d e f Sümer 2000, p. 477 [em linha].
  14. Holt et al. 1977, p. 248 [em linha].
  15. Grousset 1938, p. 466.
  16. Holt et al. 1977, p. 265 [em linha].
  17. Branning, Katharine. «History of the Anatolian Seljuks». www.turkishhan.org (em inglês). The Seljuk Han of Anatolia. Consultado em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2010 
  18. Encyclopædia Britannica 2007, “Anatolia”
  19. «Alâiye Beys». www.ozturkler.com (em inglês). Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade). 1 de junho de 2010. Arquivado do original em 16 de dezembro de 2008 
  20. a b c d e f Sümer 2000, p. 481 [em linha].
  21. Ibn Battuta p. 128, nota 227
  22. Houtsma 1913-1936, p. 750
  23. Bosworth & 2004 459.
  24. a b Sümer 2000, p. 482 [em linha].
  25. a b c d e f Houtsma 1913-1936, p. 751
  26. a b c d Sümer 2000, p. 484 [em linha].
  27. a b Sümer 2000, p. 486 [em linha].
  28. Pearson, Hilda & James 1989, p. 992
  29. «Ottoman History: 1453 - 1511». The Ottoman Khilafa (em inglês). The Naqshbandi-Haqqani Sufi Order of America (www.naqshbandi.org). Consultado em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013 
  30. «Karamanoğlu beylerinin listesi hakkında bilgi». ansiklopedi.turkcebilgi.com (em turco). Arquivado do original em 2010 
  31. a b c d e f g h i «Beylikler Döneminde Karaman». www.karamankultur.gov.tr (em turco). Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Karaman. Consultado em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013 
  32. «Karamanogullari Principality». www.sedatpeker.com (em inglês). Arquivado do original em 2010 
  33. Bosworth & 2004 232-233.
  34. «End of Karamanogullari Principality». www.ozturkler.com (em inglês). Arquivado do original em 2010 
  35. a b «Beylikler Döneminde Karaman». www.karamankultur.gov.tr (em turco). Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Karaman. Consultado em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cahen, Claude; Jones-Williams, J. (trad.) (1968), Pre-Ottoman Turkey: a general survey of the material and spiritual culture and history c. 1071-1330 (em inglês), Nova Iorque: Taplinger, p. 281-282 
  • Grousset, René (1938), «Règne d'Abaqa» (PDF) 4ª, 1965 ed. , Paris: Payot (publicado em 1965), L’empire des steppes, Attila, Gengis-Khan, Tamerlan (em francês), consultado em 17 de abril de 2013 
  • Pearson, Hilda; Pearson, James Douglas; Donzel, E. J. van (1989), «Rum Mehmet Paşa», ISBN 978-900408849-8, Brill, Encyclopédie de L'islam (em francês), VI, consultado em 17 de abril de 2013 
  • Sourdel, Janine; Sourdel, Dominique (2004), «Karamanides, Qaramanides ou Qarâmânoğullari», ISBN 978-2130-54536-1, Paris: Presses Universitaires de France, Dictionnaire historique de l'islam, Quadrige (em francês) 
  • Sümer, F. (2000), «Karaman-oghullari», ISBN 978-812610403-1, Anmol Publications, International encyclopaedia of islamic dynasties; a continuing series (em inglês), 4: 474-489, consultado em 18 de setembro de 2010 
  • «Anatolia», Chicago, Encyclopædia Britannica Ultimate Reference Suite (em inglês), 2007 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  • «Karamanoglu». www.turkeyodyssey.com (em inglês). Turkey Travel Guide. Consultado em 18 de setembro de 2010