Camille Paglia

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Camille Anna Paglia (Endicott, Nova Iorque, 2 de abril de 1947) é uma acadêmica, ensaísta, crítica de arte e crítica social americana.

Paglia é uma intelectual de contradições apenas aparentes: uma ateísta que respeita a religião [1] e uma classicista que defende tanto a arte elitista quanto a popular com uma visão de que o ser humano tem uma natureza irresistivelmente dionisíaca, em especial no aspecto mais selvagem e obscuro da sexualidade humana.[2]

A intelectual apresenta uma gama variada de assuntos sobre o qual escreve: religião comparada, história da arte e o cânon literário, além de uma grande ênfase no ensino da história. Paglia tornou-se célebre para o público mundial em 1990 ao publicar o primeiro livro Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson. O sucesso com este livro possibilitou a autoria de outros títulos sobre cultura popular e feminismo. Exibindo grande erudição, gerou muita polêmica ao desafiar o que ela própria denominou de "elite liberal", incluindo acadêmicos, grupos feministas tais como as National Organization for Women (NOW) e grupos ativistas na luta contra a AIDS, tais como o ACT UP.

Camille Paglia é Ph.D em língua inglesa pela Universidade de Yale. É considerada uma das principais críticas do feminismo, especialmente o "puritano e stalinista". É professora no Philadelphia College of the Performing Arts.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Glittering Images: A Journey Through Art from Egypt to Star Wars (2012). Em português, Imagens Cintilantes - Uma Viagem Através da Arte (Apicuri)
  • Break, Blow, Burn: Camille Paglia Reads Forty-three of the World's Best Poems (2005) ISBN 0-375-42084-3
  • Vamps and Tramps: New Essays (1994). Vampes e Vadias (Francisco Alves)
  • Sex, Art, and American Culture: Essays (1992). Em português, Sexo, Arte e Cultura Americana (Cia. das Letras)
  • Sexual Personae: Art & Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson (1990). Em português, Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertite a Emily Dickinson (Cia das Letras)
  • Sexual Personae: The Androgyne in Literature and Art (1974), tese de doutoramento.

Referências

  1. "That’s my New Age-y side. I really respect mysticism and the spiritual dimension, even though I don’t believe in God" ('Esse é o meu lado New Age. Eu realmente respeito o misticismo e a dimensão espiritual, apesar de não acreditar em Deus'). Entrevista com Camille Paglia. Por Robert Birnbaum. "The Morning News," 3 de agosto de 2005.
  2. Paglia, Camille (1990). Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson, p. 5-6: "The Dionysian is no picnic. It is the chthonian realities which Apollo evades, the blind grinding of subterranean force, the long slow suck, the murk and ooze" ('O dionisíaco não é nenhum piquenique. São as realidades ctônicas das quais Apolo foge - a opressão cega da força subterrânea, a longa e lenta sucção, a escuridão e o lodo').

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