Flávia Máxima Constância

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Flávia Máxima Constância
Imperatriz-consorte romana do ocidente
Governo
Reinado 374-383
Consorte Graciano
Antecessor Justina (oriente)
Albia Dominica (ocidente)
Sucessor Élia Flacila (oriente)
Leta (ocidente)
Dinastia Constantiniana (nasc.)
Valentiniana (matr.)
Vida
Nome completo Flavia Maxima Constantia
Morte 383
Pai Constâncio II
Mãe Faustina

Flávia Máxima Constância foi uma imperatriz-consorte romana do ocidente, primeira esposa do imperador Graciano. De acordo com Amiano Marcelino, Constância seria uma filha póstuma de Constâncio II com sua terceira esposa, Faustina[1] . Seus avós paternos eram Constantino e Fausta.

Família[editar | editar código-fonte]

Entre os tios paternos de Constância estavam Crispo, Constantino II e Constante. Entre suas tias estavam Constantina, esposa primeiro de Hanibaliano e, depois, de Constâncio Galo, e Helena, esposa do imperador Juliano, o Apóstata.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Em 5 de outubro de 361, Constâncio II morreu de um febre em Mopsucrenae, perto de Tarso, na Cilícia. Ele esta marchando para oeste para enfrentar a revolta de Juliano, seu primo e cunhado. Numa suposta decisão no leito de morte, Constâncio o reconheceu oficialmente como herdeiro e sucessor[2] . Quando Constância nasceu, pouco tempo depois, Juliano já estava consolidado no poder.

Em 26 de junho de 363, ele foi fatalmente ferido na Batalha de Samarra, contra as forças de Sapor II do Império Sassânida. Juliano morreu horas depois do final da batalha[3] . Sua morte deixou Constância como a última descendente confirmada da Dinastia constantiniana.

Constância e sua mãe, Faustina, estavam presentes quando Procópio recebeu as insígnias dos ritos imperiais em Constantinopla. A presença de Faustina e de sua filha pequena sugere que Procópio era o herdeiro legítimo da Dinastia constantiniana, ainda muito reverenciada. Amiano Marcelino conta que Procópio "sempre trazia consigo numa liteira a filha de Constâncio e neta do grande Constantino, com sua mãe Faustina, tanto quando marchava quanto quando se preparava para a batalha, excitando assim os soldados a lutarem de forma obstinadamente pela família imperial com a qual, dizia, ele próprio estava ligado"[4] . Com quatro anos, Constância se tornou o motivo de outro conflito pelo trono romano[5] . Em 27 de maio de 366, Procópio foi executado[6] . Faustina desapareceu das fontes após a derrota de sua facção, mas Constância sobreviveu.

Imperatriz-consorte[editar | editar código-fonte]

Em 374, Constância teria por volta de doze anos de idade e estava quase chegando na idade de se casar (na época) quando foi enviada para o ocidente para encontrar seu novo marido, o filho mais velho e co-imperador de Valentiniano I. Ele tinha uns quatorze anos. Perto de Sírmio, Constância e sua escolta foram atacados por uma força de ataque que incluía membros dos quados e dos sármatas; ela escapou por pouco[7] . Em 27 de junho de 374, uma inscrição dedicatória num banho na Calábria menciona pela primeira vez Constância como imperatriz juntamente com sua madrasta (e sogra) Justina[8] .

No mesmo ano do casamento, Valentiniano mudou-se para Aquinco, na Panônia, para poder melhor administrar o conflito com os quados. Graciano e Constância foram encarregados de governar em Tréveris (Trier), implicando que Graciano já teria começado desde então a agir como co-imperador mais do que nominalmente[9] . Graciano logo se tornou o imperador sênior no ocidente, proclamando seu meio-irmão Valentiniano II como co-imperador[10] .

Em 380, João Crisóstomo menciona Constância como estando ainda viva. A menção seguinte a ela, no Chronicon Paschale, é da época da chegada de seus restos à capital imperial em 31 de agosto de 383. Portanto, ela deve ter morrido no início deste mesmo ano, mas a causa não se sabe, a imperatriz morreu com apenas vinte e um anos de idade. Graciano casou-se em seguida com Leta, mas acabou assassinado em 25 de agosto de 383. O Chronicon afirma que ela teria sido sepultada em 1 de dezembro de 383[11] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Flávia Máxima Constância
Nascimento:  ? Morte: 383
Títulos reais
Precedido por:
Justina
No Império Romano do Ocidente
Imperatriz-consorte romana do ocidente
374–383
com Justina (374–375)
Albia Dominica (374–378)
Élia Flacila (379–383)
Sucedido por:
Leta
No Império Romano do Ocidente
Precedido por:
Albia Dominica
No Império Romano do Oriente
Sucedido por:
Élia Flacila
No Império Romano do Oriente

Referências

  1. Prosopografia do Império Romano Tardio, vol. 1
  2. Michael DiMaio, Jr.. Constâncio II (337-361 A.D.) (em inglês) Roman Emperors. Visitado em 15/07/2013.
  3. Michael DiMaio, Jr. e Walter E. Roberts. Juliano, o Apóstata (360-363 A.D.) (em inglês) Roman Emperors. Visitado em 15/07/2013.
  4. Amiano Marcelino. História Romana (em inglês). London: Bohn, 1862. p. 405-434. vol. 26. Página visitada em 15/07/2013.
  5. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology
  6. Thomas M. Banchich. Procópio (365-366 A.D.) (em inglês) Roman Emperors. Visitado em 15/07/2013.
  7. David Stone Potter, The Roman Empire at Bay: AD 180-395 (2004), page 543
  8. Noel Emmanuel Lenski, Failure of Empire: Valens and the Roman State in the Fourth Century A.D. (2003), page 104-105
  9. Noel Emmanuel Lenski, Failure of Empire: Valens and the Roman State in the Fourth Century A.D. (2003), page 104-105
  10. David Stone Potter, The Roman Empire at Bay: AD 180-395 (2004), page 543
  11. Prosopografia do Império Romano Tardio , vol. 1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]