Guapiara

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Guapiara
  Município do Brasil  
Guapiarajhonny.jpg
Símbolos
Brasão de armas de Guapiara
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital do pêssego"
Gentílico guapiense
Localização
Localização de Guapiara em São Paulo
Localização de Guapiara em São Paulo
Mapa de Guapiara
Coordenadas 24° 11' 06" S 48° 31' 58" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] Sorocaba
Região imediata[1] Itapeva
Municípios limítrofes Capão Bonito, Ribeirão Branco, Itapeva, Apiaí, Ribeirão Grande, Iporanga
Distância até a capital 230 km
História
Fundação 2 de maio de 1872 (148 anos)
Aniversário 2 de maio
Administração
Prefeito(a) Jusmara Rodolfo Passaro (Pixa) (PTB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 408,292 km²
População total (IBGE/2016[2]) 17 758 hab.
Densidade 43,5 hab./km²
Clima subtropical (Cfb)
Altitude 1036 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,675 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 207,960,185 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 12 514,35
Website www.guapiara.sp.gov.br (Prefeitura)

Guapiara é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 24º11'06" sul e a uma longitude 48º31'58" oeste, estando a uma altitude de 1030 metros. Sua população estimada em 1° de julho de 2016 era de 17 758 habitantes.[2] Possui uma área de pouco mais de 408 km². é conhecida como a Capital do Artesanato e do Pêssego.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Guapiara" é um termo derivado da língua tupi que significa "caminho para a enseada", através da junção dos termos kûá ("enseada")[5] e piara ("caminho para")[6]

Foi fundada em 2 de maio de 1872 pelo alferes João Paulo do Amaral, junto com a cidade vizinha de Buri foi ocupada por tropas, na Revolução Constitucionalista de 1932, sendo palco de grandes e violentas batalhas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Segundo a Lei Estadual 7 664, de 30 de dezembro de 1991, as divisas do município são: Começa na Serra de Paranapiacaba, onde esta entronca com o espigão que deixa, à esquerda, as águas do rio São José do Guapiara, e, à direita, as do rio das Almas; segue por este espigão até alcançar a cabeceira sul-oriental do ribeirão do Alegre, onde tiveram início estas divisas. Seu bioma é a Mata Atlântica, sendo uma das mais conservadas, e a cidade também contém muitas cavernas e cachoeiras, sendo um dos lugares com maior reserva de cavernas no estado de SP. O turismo na cidade é voltada pela presença de parques estaduais no município, como o Parque Estadual Intervales.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010 [7]

População total: 17 998

  • Urbana: 7 233
  • Rural: 10 765
  • Homens: 9 153
  • Mulheres: 8 845

Densidade demográfica (hab./km²): 44,08

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 26,70

Expectativa de vida (anos): 69,28

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,95

Taxa de alfabetização: 83,06%

IDH-M: 0,706 (alto)

  • IDH-M Renda: 0,679 (médio)
  • IDH-M Longevidade: 0,806 (muito alto)
  • IDH-M Educação: 0,700 (alto)

Fonte: PNUD [8]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da cidade é voltada na agricultura, agropecuária, comércio e turismo. Na cidade contém 2 empresas de calcário, a GMIC e a Horical, contem várias lojas de artesanatos e doces. Também há um parque estadual, o Parque Estadual Intervales. No dia 19 de março, é comemorado o dia de São José, onde faz-se uma tradicional festa com uma grande feira, para se vender roupas, bijuterias, brinquedos, comidas, movimentando a economia da cidade. Nessa festa a cidade recebe turistas de vários lugares do país, principalmente do Paraná. A cidade contém 3 agências bancárias, 1 agência da lotérica e 1 agência dos Correios.

A cidade possui um terminal rodoviário com ônibus partindo diariamente para municípios de Apiaí, Itapeva, Ribeirão Branco, Capão Bonito, Itapetininga, Sorocaba e São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Nas terras denominadas São José, pertencentes a Antônio Inácio da Cruz, seu filho Vicente Romualdo da Cruz, mandou construir uma pista destinada as corridas de cavalos. As margens da pista, Lourenço Albino de Macedo abriu uma pequena e rústica casa de comércio. Outros seguiram-lhe os passos e logo formou-se um aglomerado humano. Erigiu-se uma Capela em homenagem a São José.A pequena povoação foi elevada a categoria de Freguesia, mercê do seu desenvolvimento, recebendo a denominação de São José do Paranapanema.Vicente Romualdo da Cruz, e sua esposa, resolveram face do desenvolvimento da Freguesia e tendo em consideração a necessidade de alargar o patrimônio do Padroeiro de São José, para que particulares não fossem chamando para si os terrenos contíguos do lugar da povoação doar uma porção de suas terras escritura pública lavrada a 2 de março de 1.881, em Capão Bonito.Em 1.901, o Major Felício João da Silva, João Paulo, José Paulo do Amaral, pleiteavam elevar a Freguesia a categoria de Distrito de Paz. Conseguiram-no em 20 de outubro de 1.902, com a lei n.º 848, quando a Freguesia passou a denominar-se São José de Guapiara.A população em 1.916 abastecia-se com a água vinda do manancial do Ribeirão das Velhas e um chafariz na cidade era a fonte de distribuição.Com a abertura da rodovia São Paulo - Paraná, que cortava o território Municipal, Guapiara entrou em fase de progresso.Data de 1.938 a chegada dos primeiros lavradores japoneses. Foi notável a colaboração que estes imigrantes emprestaram à lavoura local, que entrou em fase de grande produção.Formado originariamente dos Distritos Policiais de São José do Paranapanema e da Capela da Boa Vista, no município de Capão Bonito.Esses distritos constituíram o Distrito de Paz de São José de Guapiara, com sede da povoação de São José do Paranapanema, pela lei n.º 848 de 20 de outubro de 1.902. A Lei n.º 975, de 20 de dezembro de 1.905, reduziu o nome para Guapiara.Foi elevado a Município pela Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1.948.Como Município, foi constituído com um só Distrito de Paz.[9]

Administração[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

  • Radio Alternativa FM - 87,9
  • Cristal FM - 93,5
  • Mix FM - 102,9

Televisão[editar | editar código-fonte]

Telefonia[editar | editar código-fonte]

Na telefonia fixa, a cidade era atendida pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP), que construiu em 1971 a central telefônica automáticai. Em 1975 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[10], até que em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica. Em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[11][12][13][14]. Na telefonia celular a cidade é atendida pelas operadoras Claro, Vivo, Tim e Oi.

Websites[editar | editar código-fonte]

Prefeitura Municipal

Câmara Municipal

Notícias de Guapiara

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c «Guapiara». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 22 de janeiro de 2017 
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. «São Paulo » Guapiara » índice de desenvolvimento humano municipal - idhm». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  6. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.395
  7. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_Pop_2010
  8. «PNUD_Ranking IDH-Brasil 2010» 
  9. «História Município». Câmara Municipal de Guapiara. 2015. Consultado em 24 de março de 2020 
  10. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  11. «Telesp vai servir mais 86 cidades do estado». Acervo Folha de São Paulo 
  12. «Patrimônio da COTESP incorporado pela TELESP» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  13. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  14. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]