Héctor Germán Oesterheld

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Héctor Germán Oesterheld

Héctor Germán Oesterheld (23 de julho de 1919-desaparecido em 1977) foi um escritor de quadrinhos argentino, filho do alemão Fernando Oesterheld e de Elvira Ana Puyol. Escreveu numerosos relatos breves de ficção científica e romances, e publicou em revistas como "Misterix", "Hora Cero" e "Frontera", sendo suss series mais conhecidas Sargento Kirk, Bull Rocket e O Eternauta, considerada sua obra-prima.[1]

As primeiras obras de Oesterheld, na década de 1950 e princípio dos anos 60, contém críticas sutis ao capitalismo, ao colonialismo e imperialismo. A medida que transcorre a década seu compromisso político aumenta e sua ideologia se torna mais definida: realiza junto a Alberto e Enrique Breccia uma biografia em quadrinhos de Che Guevara, Vida del Che, publicada em 1968 (três meses após seu assasinato); a qual foi apreendida e destruída pelos censores da ditadura civil-militar que governava à época​. Logo após completa uma nova versão mais politicamente carregada de O Eternauta em 1969, desenhada por Solano López.

Seu compromisso político aumenta ainda mais durante a década de 1970, o qual se refletia tanto em sua decisão de unir-se ao grupo guerrilheiro Montoneros como nos roteiros de suas últimas obras, destacando-se particularmente o caso de O Eternauta II (de novo ilustrada por Solano López),a qual devia finalizar enquanto se ocultava na clandestinidade. Em 1977 foi sequestrado pelas forças armadas durante a última ditadura civil-militar argentina e foi visto pela última vez em um centro clandestino de detenção. Desde então passou a formar parte da lista de detidos-desaparecidos vítimas do terrorismo de Estado na Argentina.[2]

O legado de Oesterheld é amplo: é um dos artistas de trajetória mais extensa das histórias em quadrinhos argentinos, sua influência se estende a artistas de novas gerações e diversos meios, e é considerado informalmente como um dos "pais" do quadrinho argentino moderno.

Referências

  1. TEMPO, O (26 de abril de 2013). «A saga de um herói coletivo». Magazine 
  2. «Nunca más». www.desaparecidos.org. Consultado em 4 de setembro de 2017 

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