Alejandro Jodorowsky

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Alejandro Jodorowsky
Jodorowsky em 2008
Nome completo Alejandro Jodorowsky Prullansky
Outros nomes Alexandro, "Jodo"
Nascimento 17 de fevereiro de 1929 (88 anos)
TocopillaEscudo de Tocopilla.svg, AntofagastaBandera de Antofagasta.jpg
Nacionalidade chileno
Ocupação Diretor
Produtor
Roteirista
Ator
Poeta
Psicólogo
Atividade 1948-presente
Cônjuge Pascale Montandon (2010-presente)
Outros prêmios
Leopardo de Honra do Festival Internacional de Cinema de Locarno
2016
IMDb: (inglês)

Alejandro Jodorowsky Prullansky (Tocopilla, 17 de fevereiro de 1929) é um cineasta, ator, poeta, escritor (filmes e histórias em quadrinhos) e psicólogo ("psicomago", como se autodenomina) chileno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alejandro Jodorowsky nasceu em Tocopilla, Chile em 17 de Fevereiro de 1929. Em 1949, mudou-se para Santiago para estudar na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.

Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.

O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.

Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".

Alejandro Jodorowski em Sitges

Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H. R. Giger, Dan O'Bannon e Möebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos por David Lynch.

Entretanto, ainda inspirados pela história de Duna, Jodorowsky e Möebius criam a série de ficção científica em história em quadrinhos L'Incal (O Incal, no Brasil) em 1983. As HQs contam a história do detetive particular John Difool, que recebe o poderoso cristal, Incal Branco. O objeto em suas mãos é muito disputado pelas diversas facções desse universo: os alienígenas, o governo, os rebeldes e uma seita tecnológica que adora o Incal Escuro. Muito da storyboard de Duna é encontrada nessa saga de quadrinhos.

O filme seguinte de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.

No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.

Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Omar Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".

Alejandro Jodorowsky e o escritor espanhol Diego Moldes, Paris, 2008

É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Livros em espanhol[editar | editar código-fonte]

  • Cuentos pánicos (1963), ilustrado por Roland Topor
  • Teatro pánico (1965)
  • Juegos pánicos (1965)
  • El Topo, fábula pánica con imágenes (1970), guión original de la película El Topo
  • Fábulas pánicas (1977), reimpresiones de tiras publicadas en el periódico Heraldo de México
  • Las ansias carnívoras de la nada (1991) Novela.
  • La trampa sagrada: Conversaciones con Gilles Farcet (1991)
  • Donde mejor canta un pájaro (1994) Novela.
  • Psicomagia, una terapia pánica (1995)
  • Garra de Ángel (1996) ilustraciones de Moebius
  • Antología pánica (1996), recopilación de textos por Daniel González-Dueñas
  • Los Evangelios para sanar (1997) Ensayo.
  • La sabiduría de los chistes (1997), ilustraciones de George Bess Ensayo.
  • El niño del jueves negro (1999) Novela.
  • Albina y los hombres-perro (2000) Novela.
  • La trampa sagrada (2000) Libro de entrevistas.
  • No basta decir (2000) Poesía.
  • La danza de la realidad (2001) Memorias.
  • El loro de siete lenguas (2001) Novela.
  • El paso del ganso (2001) Relatos.
  • La sabiduría de los cuentos (2001) Ensayo.
  • Ópera pánica (2001) Obra de teatro.
  • El tesoro de la sombra (2003) Memorias.
  • Fábulas pánicas (2003), reimpresiones completas de la tira publicada por el Herlado de México
  • El dedo y la luna (2004) Ensayo.
  • Piedras del camino (2004) Poesía.
  • La vía del tarot (2004) Ensayo.
  • Yo, el tarot (2004) Ensayo y poesía.
  • El maestro y las magas (2006) Memorias.
  • Solo de amor (2006) Poesía.
  • Teatro sin fin (tragedias, comedias y mimodramas) (2007)
  • Correo terapéutico (2008) Ensayo.
  • Manual de Psicomagia (consejos para sanar tu vida) (2009)
  • Pasos en el vacío (2009) Poesía.
  • Tres cuentos mágicos (para niños mutantes) (2009) Cuentos.
  • Poesía sin fin (2009) Poesía completa.

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • El minotauroO Minotauro
  • Zaratustra
  • El juego que todos jugamosO Jogo que Todos Jogamos
  • El sueño sin finUm sonho sem fim
  • Opera pánica (1993) – Ópera Pânica
  • Escuela de ventrílocuosEscola de Ventrílocos. Farsa anárquica e conto filosófico escrito para atores, marionetes.
  • Las tres viejas (2003) – As Três Velhas. Melodrama grotesco

Alejandro Jodorowsky no Brasil[editar | editar código-fonte]

As Três Velhas foi apresentado no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, em 2008, como uma pró-estréia. Com direção de Maria Alice Vergueiro, tem em seu elenco, além da atriz, Luciano Chirolli, Henrique Stroeter, Willian Amaral. Conta a história de duas marquesas gêmeas, de 88 anos, que vivem recolhidas em sua mansão arruinada sob os cuidados da criada, de 100 anos. Assombradas pela imagem de um pai terrível e quase mortas de fome, revolvem a vida e fazem estranhas descobertas. Este espetáculo iconoclasta recebeu duas leituras críticas neste Festival, a primeira, de Alexandre Mate, que afirmava que o espetáculo fora uma surpreendente combinação do riso, do disforme e do poético em busca de um teatro tão intenso quanto efêmero e outra de Robson Camargo que destacava na montagem da diretora a "crítica cáustica à família" e o "bacanal de fraldas geriátricas".

Livros sobre Jodorowsky[editar | editar código-fonte]

  • COBB, Ben (2007). Anarchy and Alchemy: The Films of Alejandro Jodorowsky (Persistence of Vision 6), editado por Louise Brealey, prefacio de Alan Jones, intr. de Stephen Barber. London, 2007 / New York, agosto, 2007, Creation Books.
  • COILLARD, Jean-Paul (2009), De la cage au grand écran. Entretiens avec Alejandro Jodorowsky, Paris. K-Inite Editions.
  • CHIGNOLI, Andrea (2009), Zoom back, Camera! El cine de Alejandro Jodorowsky, Santiago de Chile, Uqbar Editores.
  • DOMÍNGUEZ ARAGONÉS, Edmundo (1980). Tres extraordinarios: Luis Spota, Alejandro Jodorowsky, Emilio “Indio” Fernández; Mexicali, México DF, Juan Pablos Editor. P. 109-146.
  • GONZÁLEZ, Házael (2011), Alejandro Jodorowsky: Danzando con la realidad, Palma de Mallorca, Dolmen Editorial.
  • LAROUCHE, Michel (1985). Alexandre Jodorowsky, cinéaste panique, Paris, ça cinéma, Albatros.
  • MOLDES, Diego (2012). Alejandro Jodorowsky, Col. Signo e Imagen / Cineastas, Ediciones Cátedra, Madrid. Ensaio monográfico com prólogo de A. Jodorowsky.1 ISBN 978-84-376-3041-0
  • MONTELEONE, Massimo (1993). La Talpa e la Fenice. Il cinema di Alejandro Jodorowsky, Bolonia, Granata Press.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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