Helena de Orleães

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Helena
Princesa de de Orleães
Duquesa de Aosta
Cônjuges Emanuel Felisberto, Duque de Aosta (1895–1931)
Coronel Otto Campini (1836–1951)
Descendência Amadeu, Duque de Aosta
Aimone, Duque de Aosta
Casa Orleães (por nascimento)
Saboia (por casamento)
Nome completo Helena Luísa Henriqueta
Nascimento 13 de junho de 1871
  York House, Twickenham, Inglaterra, Reino Unido
Morte 21 de janeiro de 1951 (79 anos)
  Castellammare di Stabia, Campânia, Itália
Enterro Basilica dell'Incoronata Madre del Buon Consiglio, Nápoles
Pai Luís Filipe, Conde de Paris
Mãe Maria Isabel de Orleães
Religião Catolicismo
Brasão

Helena Luísa Henriqueta de Orleães (York House, 13 de junho de 1871Castellammare di Stabia, 21 de janeiro de 1951), foi uma princesa francesa membro da Casa de Orleães. Era de Luís Filipe, Conde de Paris e de sua esposa Maria Isabel de Orleães.

Ela foi considerada uma das princesas mais belas da Europa. Seu futuro casamento foi assunto de grande especulação, tendo como pretendentes Alberto Vitor, Duque de Clarence e Avondale, o imperador Nicolau II da Rússia, o rei Vítor Emanuel III da Itália, Ernesto Gunter de Eslésvico-Holsácia e o arquiduque Francisco Fernando da Áustria-Hungria.[1][2]

Posteriormente Helena se casou com Emanuel Felisberto, Duque de Aosta, neto do rei Vítor Emanuel II da Itália, em 25 de junho de 1895 na Igreja de St. Raphael em Kingston upon Thames. Estavam presentes na cerimónia o rei Vítor Emanuel III da Itália, o Príncipe e a Princesa de Gales e outros membros da família real britânica.[3]

Helena e seu marido tiveram dois filhos, Amedeo e Aimone, que foram, respectivamente, o terceiro e quarto duques de Aosta. Aimone chegou a ser, brevemente, titulado rei da Croácia, com o nome de Tomislav II.

Família[editar | editar código-fonte]

Helena era a terceira de oito filhos do Príncipe Luís Filipe, Conde de Paris e da Infanta Maria Isabel da Espanha. Seu pai era neto de Luís Filipe I de França, e foi herdeiro aparente do trono desde 1842 até o exílio da dinastia em 1848. Assim como seus dois irmãos mais filhos, ela nasceu no exílio em York House (Twickenham), pouco antes da lei de banimento contra a dinastia ser revogada. Repatriada para a França no final de junho de 1871, a família passou a residir em Paris no Hotel Fould na Rue du Faubourg Saint-Honoré, como convidados de seu tio, Henrique, Duque de Aumale, cujas riquezas e propriedades na França não tinham sido confiscadas em 1852, ao contrário de outros príncipes Orleães. Em 21 de dezembro de 1872 a Assembleia Nacional promulgou uma lei de restituição, autorizando a restauração de aproximadamente 40 milhões dos oitenta milhões de francos no valor das propriedades que anteriormente pertenciam a Casa de Orleães, embora a real reaquisição desses bens levasse muitos anos.

Enquanto isso, uma amiga do Conde e da Condessa de Paris, Maria Brignole-Salei dei marchesi di Groppoli, Duquesa di Galliera, colocou a sua disposição o piso térreo e os jardins do Hôtel Matignon na rue de Varenne em Paris. Ao longo da adjacente rua de Babylone a Duquesa tinha uma casa de dois andares para acomodar os filhos dos Orleães, suas governantas e tutores, tendo servido de casa para Helene desde 1876 até que seu pai foi novamente exilado.

Em 1883 o último príncipe legítimo da linha masculina de Luís XV de França, Henrique, Conde de Chambord, morreu sem filhos, aos olhos dos monarquistas franceses com exceção dos legitimistas recalcitrantes, o Conde de Paris era o herdeiro da coroa Bourbon da frança. No entanto, as celebrações em Paris na primavera de 1886, antes do casamento em Lisboa da irmã mais velha de Helena, Amélia de Orleães, com Carlos I de Portugal, evocaram claras expressões de apoio a Casa de Orleães que em 22 de julho a República Francesa tomou precauções de banir os chefes das antigas dinastias dominantes da França, os Orleães e os Bonapartes, do país. Quase todos os Orleães deixaram a França prontamente, com Helena e seus pais visitando Tunbridge Wells na Inglaterra e viajando para a Escócia antes de fixarem residência em outubro na Sheen House em East Sheen, Inglaterra. Em 1890 eles mudaram-se para Stowe House em Buckingham, Inglaterra.

Potenciais relacionamentos[editar | editar código-fonte]

A maioria dos irmãos de Helena casaram-se bem, incluindo Amélia de Orleães, Luís Filipe, Duque de Orleães (que se casou com Maria Doroteia da Áustria) e Isabel de Orleães, e os pais de Helena tinham esperanças que ela se casasse com um herdeiro ao trono. Essas esperanças foram alimentadas pelo fato de que Helena era considerada uma das mulheres mais belas da época, e uma fonte contemporânea afirmou que ela era "a personificação da saúde e beleza feminina, distinguida como atleta graciosa e linguista encantadora".[4]

Relação com o Duque de Clarence[editar | editar código-fonte]

O Príncipe Alberto Vitor, Duque de Clarence e Avondale (Eddy) era o filho mais velho do futuro Eduardo VII do Reino Unido e neto de Vitória do Reino Unido. Durante a primavera e verão de 1890, Eddy e Helena puderam se conhecer na casa de sua irmã, Luísa, Princesa Real, em Sheen e na Escócia, e com o encorajamento de suas mães, Helena e Eddy se apaixonaram. Em 29 de agosto, a o Duque de Clarence obteve a permissão para se encontrar sozinho com sua avó no Castelo de Balmoral na Escócia, e trouxe Helena com ele. Casamentos com Católicos Romanos implicaria na perda dos direitos constitucionais de Eddy ao trono Britânico, de acordo com o Ato de Sucessão, mas Helena se ofereceu para se converter ao Anglicanismo. Quando a Rainha Vitória expressou surpresa com a oferta de Helena, esta chorou e insistiu que sua vontade de fazê-lo era por amor. Movida pelo desesperado pedido de ajuda do casal, a Rainha ofereceu seu apoio, mas alertou que achava que teria muitos obstáculos pelo frente. Isso incluía a expectativa de que o pai de Helena não consentiria que sua filha mudasse de fé.

Alberto Vitor ofereceu renunciar seus direitos de sucessão se necessário, escrevendo para seu irmão: "Você não tem ideia de como eu amo essa doce garota agora e sinto que nunca poderia ser feliz sem ela". Sua mãe concordou com sua decisão, assim como seu pai.

No entanto os medos da Rainha Vitória em relação a oposição se mostraram reais. Seu primeiro ministro, Robert Gascoyne-Cecil, 3.º Marquês de Salisbury expresso objeções para a aliança a Rainha por escrito em 9 de setembro. O pai de Helena se recusou a aceitar o casamento, estava convencido que ela não podia se converter e informou a Rainha de sua decisão. Ele concedeu a permissão, mas para Helen pedir pessoalmente ao Papa Leão XIII uma dispensa para o casamento com Alberto Vitor, mas o papa confirmou o veredito de seu pai e o namoro terminou.

Alberto Vitor nunca superou seus sentimentos por Helena e seu relacionamento é relembrado em seu túmulo no Castelo de Windsor por uma cora de miçangas com uma única palavra "HELENE" escrita nela. A Rainha Vitoria escreveu para seu neto recomendando outra de suas netas, Margarida da Prússia, como uma alternativa, mas nada acontece, e Alberto Vitor disse à sua avó que gostava de outra prima, Alice de Hesse e Reno (um desejo que a Rainha muito esperava), porém não foi correspondido. Mais tarde, acabou participando de um noivado arranjado com Maria de Teck, mas Alberto Vitor morreu antes que o casamento acontecesse.

Outros potenciais relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Embora reconheça em seus diários o desejo de seus pais por uma aliança francesa, o futuro Czar Nicolau II da Rússia (primo de Alberto Vítor, Duque de Clarence e Avondale) nunca seguiu sua escolha por Helena, já que ele estava apaixonado por Alice de Hesse e Reno e conseguiu sua permissão para seu casamento em 1894. Em 1892, enquanto viajava pelo Egito com seu irmão Luís Filipe, Duque de Orleães, Helena conheceu Ernesto Gunter de Eslésvico-Holsácia, que decidiu que se casaria com ela, para a fúria de sua irmã Augusta Vitória de Eslésvico-Holsácia. A pressão diplomática alemã pôs fim as esperanças de Ernesto Gunter, que provavelmente foram infrutíferas, pois Helena não demonstrou interesse em seus cortejos. Depois, os membros da família propuseram um casamento com Francisco Fernando da Áustria-Hungria. Embora Francisco José I da Áustria não tenha auxiliado disse que não se oporia, e o próprio Francisco Fernando não disse não, mas acabou adiando a decisão. Ele acabou conhecendo sua futura esposa e nunca mais pensou em Helena.

Casamentos e filhos[editar | editar código-fonte]

Em 25 de junho de 1895 na Igreja de St. Raphael em Kingston upon Thames, Helena casou-se com Emanuel Felisberto, Duque de Aosta. Ele era o segundo na linha de sucessão ao trono italiano. Ao casamento compareceu o futuro Vítor Emanuel III da Itália, o Príncipe e a Princesa de Gales e outros membros da Família Real Britância.

O casal teve dois filhos:

Ficou viúva em 1931, Helena casou-se pela segunda vez em 1936 com o Coronel Otto Campini.

Referências

  1. Paoli, Dominique (2006). Fortune et Infortune des Princes d'Orléans. France: Editions Artena. pp. 191, 207–208, 219, 248, 260, 271–273, 278, 297–299, 317–318. ISBN 2-35154-004-2 
  2. Hanson, The Wandering Princess, 77, 84.85, 88-89
  3. «Royal Houses United», The Washington Post, 26 de junho de 1895 
  4. The Washington Post. Duke D'Aosta's Bride. [S.l.: s.n.] 

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

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