Luísa Fernanda de Bourbon

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Luísa Fernanda
Infanta da Espanha
Marido Antônio, Duque de Montpensier
Descendência Maria Isabel de Orleães
Maria Cristina de Orleães
Maria das Mercedes de Orleães
Antônio, Duque de Galliera
Casa Bourbon (por nascimento)
Orleães (por casamento)
Nome completo
Maria Luísa Fernanda
Nascimento 30 de janeiro de 1832
  Palácio Real de Madrid, Madrid, Espanha
Morte 2 de fevereiro de 1897 (65 anos)
  Palácio de San Telmo, Sevilha, Espanha
Enterro Mosteiro e Sítio do Escorial, San Lorenzo de El Escorial, Espanha
2 de fevereiro de 1897
Pai Fernando VII da Espanha
Mãe Maria Cristina das Duas Sicílias
Assinatura Assinatura de Luísa Fernanda


Maria Luísa Fernanda de Bourbon (Madrid, 30 de janeiro de 1832Sevilha, 2 de fevereiro de 1897) foi uma infanta da Espanha por nascimento e duquesa de Montpensier por casamento. Era a filha mais nova do rei Fernando VII da Espanha e de sua quarta esposa, a rainha Maria Cristina das Duas Sicílias.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi herdeira presuntiva da coroa quando sua irmã mais velha, Isabel II da Espanha, ascendeu ao trono, entre 1833 e 1851, quando a filha sobrevivente mais velha de Isabel nasceu.

Isabel estava noiva de seu primo irmão Francisco da Espanha, conhecido por ser homossexual e supostamente impotente. Seu parente, o rei Luís Filipe I da França pensou que nenhum filho nasceria do casamento de Isabel e, na pretensão de que a coroa espanhola fosse herdada por netos seus, ajustou o casamento de Luísa Fernanda com seu filho mais novo, Antônio, duque de Montpensier, que também era primo irmão da mãe de Luísa Fernanda.

Luísa Fernanda, de quatorze anos de idade, e Antônio, de vinte e dois, celebraram suas núpcias em 10 de outubro de 1846, junto com as de Isabel e Francisco, e o jovem duque recebeu o título de infante da Espanha. O casal então se mudou para Paris e depois para Sevilha.

Luísa Fernanda em 1847.

Em 1848, o pai de Antônio foi deposto. No mesmo ano, Luísa Fernanda, então com dezesseis anos, deu à luz seu primeiro bebê. Quando o primeiro filho de sua irmã Isabel, nascido em 1850, logo faleceu, Luísa voltou a ser sua herdeira. Então, enfim, uma segunda criança, nascida em 1851, sobreviveu. Finalmente, a rainha Isabel foi sucedida por seu filho sobrevivente, Afonso XII.

Luísa Fernanda e Antônio tiveram nove filhos, mas apenas cinco atingiram a maturidade[1]. De todos os seus filhos, apenas Maria Isabel, condessa de Paris, e Antônio, duque de Galliera, deixaram filhos. Através de Antônio, a linha atualmente não-real de duques de Galliera continua. Os netos dele perderam perderam status real devido a casamentos não-dinásticos. O atual duque de Galliera é trineto de Antônio, D. Alfonso Francesco de Orléans-Bourbon y Ferrara-Pignatelli.

Através de Maria Isabel, Luísa Fernanda tornou-se bisavó do rei Manuel II de Portugal; dos duques Luís Filipe de Bragança, Amadeu II de Aosta e Aimone de Spoleto; das princesas Dolores Czartoryski e Esperança de Orléans e Bragança; da condessa Maria das Mercês de Barcelona (mãe do rei João Carlos) e do conde Henrique de Paris.

Depois que Isabel foi deposta, a família teve que se exilar. Luísa voltou para Sevilha anos depois, já viúva, onde veio a falecer.[1] Seu corpo foi sepultado no Mosteiro e Sítio do Escorial.

Candidata ao trono do Equador[editar | editar código-fonte]

Existem vários documentos, correspondência principalmente diplomática entre as embaixadas latino-americanos se estabeleceu em Londres, na qual a participação pessoal do rei Luís Filipe I presume-se nos planos para criar um Reino de Equador traçado pelo ex-presidente Juan José Flores, porque o francês governo negou oficialmente o apoio quando aqueles foram apresentados em Paris algumas semanas antes. Para isso, o Rei traga seu próprio dinheiro em troca de colocar um dos seus descendentes no trono do Equador.

Infanta Luísa Fernanda e seu marido, o duque de Montpensier.

De acordo com Francisco Michelena Rojas, embaixador do Equador em Londres, os planos para criar um Reino de Equador traçadas pelo ex-presidente do país sul-americano, o general Juan José Flores, teria sido ecoou nos principais tribunais europeus com interesses na América. Michelena principalmente acusou a França de agitação de maneiras diferentes para estabelecer a sua dominação, oferecendo seus príncipes sob alianças familiares, ou o seu protectorado, tentando influenciar os governos contra os interesses nacionais e humilhantes suas novas nacionalidades. Para isso, o dinheiro necessário para a expedição provavelmente vindo do rei Luís Filipe I.

Por outro lado Manuel Moreno, embaixador da Argentina em Londres, também suspeita a intervenção francesa no Equador, acreditando que a candidatura ao trono foi oferecida a Agustín Muñoz de Bourbon-Duas Sicílias, terceiro filho do segundo casamento da Rainha Maria Cristina das Duas Sicílias, era apenas aparente e provisória, e que basicamente tudo o que foi executado pelo monarca francês para acabar com a outra parte do Tratado de Utrecht, e trazer a Casa de Orléans para a América Latina. Moreno baseou sua hipótese sobre a união estratégica entre Antônio de Orléans, duque de Montpensier e a infanta espanhola Luisa Fernanda, em benefício de quem seria realmente o futuro monarquia sua pretensão de criar na América do Equador.

Descendência[editar | editar código-fonte]

A infanta Luisa Fernanda com o marido, o Duque de Montpensier e quatro de seus filhos.
Nome Nascimento Morte Observações
Maria Isabel 21 de setembro de 1848 23 de abril de 1919 Casou-se com Luís Filipe, Conde de Paris em 1864, com descendência.
Maria Amélia 28 de agosto de 1851 11 de novembro de 1870
Maria Cristina 29 de outubro de 1852 28 de abril de 1879
Maria da Regra 9 de outubro de 1856 25 de julho de 1861
Fernando 29 de maio de 1859 3 de dezembro de 1873
Maria das Mercedes 24 de junho de 1860 26 de junho de 1878 Casou-se com Afonso XII da Espanha em 1878, sem descendência.
Filipe 12 de maio de 1862 13 de fevereiro de 1864
Antônio, Duque de Galliera 23 de fevereiro de 1866 24 de dezembro de 1930 Casou-se com Eulália da Espanha em 1886, com descendência.
Luís 30 de abril de 1867 21 de maio de 1874

Títulos, estilos e armas[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 30 de janeiro de 1832 – 10 de outubro de 1846: "Sua Alteza Real, a infanta Luísa Fernanda"
  • 10 de outubro de 1846 – 4 de fevereiro de 1890: "Sua Alteza Real, a Duquesa de Montpensier"
  • 30 de maio de 1843 – 2 de fevereiro de 1897: "Sua Alteza Real, a Duquesa viúva de Montpensier"

Armas[editar | editar código-fonte]

Coat of Arms of Infanta Luisa Fernanda of Spain, Duchess of Montpensier.svg
Brasão de armas da Infanta Luísa Fernanda
Coat of Arms of Antoine and Luisa Fernanda of Spain, Duke and Duchess of Montpensier.svg
Brasão de armas da Infanta Luísa Fernanda e seu marido
Coat of arms of Isabella of Spain (1851–1931) as Infanta and widow.svg
Brasão de armas como Duquesa de Montpensier (viúva)

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Precedida por:
Isabel
Infanta de Espanha
Coat of arms of Isabella of Bourbon (1851–1931) as Infanta of Spain and widow.svg

30 de janeiro de 183210 de outubro de 1846
Sucedida por:
Isabel, Condessa Ignaz Gurowski
Precedida por:
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Duquesa de Montpensier
Coat of Arms of Infanta Luisa Fernanda of Spain, Duchess of Montpensier.svg

10 de outubro de 18464 de fevereiro de 1890
Sucedida por:
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Precedida por:
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Duquesa de Montpensier (viúva)
Coat of arms of Isabella of Spain (1851–1931) as Infanta and widow.svg

4 de fevereiro de 1890 - 2 de fevereiro de 1897
Sucedida por:
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