Itaú de Minas

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Município de Itaú de Minas
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 11 de setembro
Fundação 31 de dezembro de 1943 (72 anos)[1]
Emancipação 11 de setembro de 1987 (28 anos)
Gentílico itauense[2]
Padroeiro(a) Santa Terezinha do Menino Jesus[3]
CEP 37975-000
Prefeito(a) Norival Francisco de Lima[2] (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaú de Minas
Localização de Itaú de Minas em Minas Gerais
Itaú de Minas está localizado em: Brasil
Itaú de Minas
Localização de Itaú de Minas no Brasil
20° 44' 20" S 46° 45' 07" O20° 44' 20" S 46° 45' 07" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Unidade Territorial: 3110 - Sul/Sudoeste de Minas - MG IBGE/2015 [4]
Microrregião Unidade Territorial: 31047 - Passos - MG IBGE/2015 [5]
Municípios limítrofes Norte: Passos;
Leste: Passos;
Sul: Fortaleza de Minas;
Oeste: Cássia e Pratápolis.
Distância até a capital 363 km[6]
Características geográficas
Área 153,421 km² [2]
População 15 897 hab. (MG: 235º) –  Estimativa do IBGE/2015[2]
Densidade 103,62 hab./km²
Altitude 712 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,776 (MG: 10º) – alto PNUD/2010[7]
PIB R$ 602 154 mil IBGE/2013[8]
PIB per capita R$ 38 368,44 IBGE/2013 (BR: 364º) [8]
Página oficial
Prefeitura http://www.itaudeminas.mg.gov.br/
Câmara http://www.camaraitaudeminas.mg.gov.br/

Itaú de Minas é um município brasileiro situado no sudoeste do estado de Minas Gerais, inicialmente denominado Córrego do Ferro.[9] Sua população estimada pelo IBGE para 1º de julho de 2015 era de 15 897 habitantes.[2]

Possui uma área de 150,90 km² e situa-se a 20°45'22" de latitude sul e 46°45'33" de longitude oeste, tem sua altitude máxima, de 1 095 m, na cabeceira do Córrego Tebas e a mínima, de 712 m, na foz do Rio Santana. A cidade é cortada por duas rodovias estaduais, a MG-050 e a MG-344, que interligam a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao interior paulista. Está a 363 km da capital mineira,[10] a 375 km da cidade de São Paulo,[11] e a 145 km da cidade Ribeirão Preto (SP).[12]

Integra o Circuito Turístico Nascentes das Gerais, compreendendo a Serra da Canastra, região da nascente do Rio São Francisco, o Velho Chico. Situa-se a 50 km do Lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, em uma região do estado mineiro, com cachoeiras, cânions, montanhas, além da paisagem natural da própria represa.[13]

História[editar | editar código-fonte]

A origem[editar | editar código-fonte]

Conforme o Historiador Antônio Grillo, em meados do século XIX, Joaquim Gomes de Souza Lemos, realizou um dos primeiros levantamentos referentes às divisas do município de Passos, referindo-se ao povoado do “Córrego do Ferro”. Entretanto, inventários anteriores ao levantamento supracitado e catalogados nos arquivos cartoriais passenses revelam que atividades de mineração de ferro já ocorriam naquela localidade e mencionam caminhos que passam pelo “Morro do Ferro, pelo Córrego do Ferro, Rio São João, Rio Santana” e outros.

Ainda na primeira metade do século XIX, os arraiais dos “Sertões do Jacuí” se consolidaram, evidenciando-se os caminhos que os ligavam, eis a origem do “Córrego do Ferro”.

Naquela época, buscavam-se itinerários com destino à vila “Desemboque”, notadamente o “Caminho do Desemboque”, roteiro de caravanas, sertanistas ou aventureiros que, ainda no século XVIII, a partir do Rio Sapucaí dirigiam-se àquela vila – do porto do Rio Claro cortavam pelo Vale do Itapiché e vinham sair nas Serras de Ventania; daí costeando-a, iam em direção a Jacuí (pelo sul) ou ao Desemboque (pelo norte), passando pelo Bonsucesso, Barra do São João, Quartel do Aterrado, Serra das Sete Voltas e finalmente, Desemboque.

Havia também o caminho que deixando Jacuí, seguia o curso do Santana (ou do São João, mais a leste) até chegar ao caminho anterior, rumando para o Desemboque. O certo é que neste caminho, na região fechada pelos rios São João e Santana, assumiram importância os vales dos pequenos ribeirões, como o da Prata e o Córrego do Ferro. Exauridas as alternativas de mineração de ouro na região, as atenções se voltavam para a busca da prata e, na ausência desta, de outros minérios, como o ferro, por exemplo. Os primeiros assentamentos estão atrelados a estas experiências, suscitando os povoados futuros.

A poucos quilômetros de Itaú, a fazenda Santana é testemunho daqueles tempos: tanto a Capela consagrada a Nossa Senhora da Santana, como o Cemitério, vinculam-se ao Morro do Ferro, ou a tentativas de mineração desenvolvidas ainda na primeira metade do século XIX.

O Córrego do Ferro é o desdobramento de tais atividades e foi o ponto de convergência não só da presença humana por meio de muitos mineradores e garimpeiros anônimos, como também das primeiras afazendagens de porte, como a dos Amorim, cujo estabelecimento mais notório é o de Pedro Quita, como ficou conhecido.

A mineração de Ferro, em princípio, não foi bem sucedida, terminando desestimulada. Ao passo que, jazidas calcárias aí descobertas se tornaram a precípua atividade econômica, favorecendo a fixação dos homens.

Junto à colônia da fazenda surgiram os estabelecimentos rudimentares das caieiras e logo, uma venda. Daí a origem do povoado que em todos os documentos tem o nome de Córrego do Ferro.

Também ao pesquisar as terras do atual município, foram encontrados resquícios de antigas fazendas com, aproximadamente, 150 anos, como a Fazenda São João, conhecida popularmente por Fazenda da Leocádia, propriedade de Antônio Felício Cintra, descendente português.

Percebe-se que nessas terras havia grande circulação de pessoas, muitos boiadeiros e, certamente, também muito dinheiro. E pela inexistência de agências bancárias, todo capital era mantido em cofres nas próprias residências.

Destarte, as primeiras habitações humanas nesta localidade ocorreram antes de 1900 – ainda no século XIX - pelos latifundiários e mineradores que arroteavam a região, expandindo suas riquezas e promovendo o advento de mais pessoas, ainda que os aludidos fatos careçam de riqueza de detalhes, haja vista a falta de alguns documentos comprobatórios, ocasionando a inexatidão das datas, e consequentemente, impossibilitando o estudo aprofundado dos conhecimentos.

A história de Itaú de Minas é, portanto, resgatada graças às documentações das antigas fazendas, a saber, as escrituras, e, principalmente, pelos relatos dos descendentes de habitantes que viveram neste povoado no início do século XX.

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

1ª Legislatura 01/01/1989 a 31/12/1992 - Vereadores: Adalberto de Oliveira; Amilton Xavier; Antonio Augusto de Souza; Antonio Chaves de Oliveira; Antônio Nelson Correa; Deusdete Nazaré de Oliveira; José Daniel de Sousa; José Francisco Alves; Nélio dos Reis Amorim; Paulo Roberto de Oliveira; Rêmulo Dominiquini;

6ª Legislatura 01/01/2009 a 31/12/2012 - Vereadores: Antonio dos Reis Nunes (299 votos); Carlos Alberto de Souza (571 votos); Donizetti Antonio de Amorim (253 votos); Evandra Cintra Guiraldeli (321 votos); Francisco Rodrigues da Silva (256 votos); Geovan dos Santos (319 votos); Gilson Luiz da Silva (211 votos); Oberdan Faria (235 votos); Sandro Medice de Oliveira (253 votos);

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade sedia a fábrica de cimentos Itaú (CCPI - Companhia de Cimento Portland Itaú), a maior cimenteira do país, que hoje faz parte do grupo Votorantim.

A Unidade de Itaú de Minas é uma das maiores unidades fabris do grupo.

No que diz respeito a receitas e despesas orçamentárias, as receitas representam 53,4% dos valores e as despesas 46,6%.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Nº de pessoas Percentagem
Branca 11 409 76,34%
Parda 2 575 17,23%
Preta 876 5,86%
Amarela 79 0,53%
Indígena 5 0,03%

Fonte: IBGE – Censo 2010 [14]

Bioma[editar | editar código-fonte]

Cerrado e Mata Atlântica [1]

Administração[editar | editar código-fonte]

Depois de muitas controvérsias a presidente da Câmara Municipal de Itaú de Minas, Juliana Mattar (PTB) que tinha assumido durante sessão especial da casa, o cargo de prefeita da cidade acatando uma decisão da Justiça Eleitoral da Comarca de Pratápolis, deixa o cargo e através de liminar o cargo volta a Norival Francisco de Lima (DEM) .[carece de fontes?]

Referências

  1. «Histórico de Itaú de Minas». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 9 de março de 2016. 
  2. a b c d e «Informações completas sobre Itaú de Minas». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 9 de março de 2016. 
  3. «Itaú de Minas - História» (PDF). Prefeitura Municipal de Itaú de Minas. Consultado em 9 de março de 2016. 
  4. «Unidade Territorial: 3110 - Sul/Sudoeste de Minas - MG». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2015. Consultado em 9 de março de 2016. 
  5. «Unidade Territorial: 31047 - Passos - MG». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2015. Consultado em 9 de março de 2016. 
  6. «Distância entre Itaú de Minas e Belo Horizonte». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016. 
  7. «Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM». Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2010. Consultado em 8 de março de 2016. 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 9 de março de 2016. 
  9. «Moradores revivem história de Itaú de Minas em filme gravado na cidade». G1 - Globo. Consultado em 9 de março de 2016. 
  10. «Distância entre Itaú de Minas e Belo Horizonte». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016. 
  11. «Distância entre Itaú de Minas e a cidade de São Paulo». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016. 
  12. «Distância entre Itaú de Minas e Ribeirão Preto». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016. 
  13. «Distância entre Itaú de Minas e Usina Hidrelétrica de Furnas». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016. 
  14. «Tabela 136 - População residente, por cor ou raça». IBGE. Censo 2010. 
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