Jogos Paralímpicos de Inverno

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Os Jogos Paralímpicos de Inverno ou Jogos Paraolímpicos de Inverno são um evento multiesportivo internacional onde atletas com deficiência física competem. Isso inclui atletas com deficiência de mobilidade, amputações, cegueira e paralisia cerebral. Os Jogos Paralímpicos de Inverno são realizadas a cada quatro anos, logo após os Jogos Olímpicos de Inverno. Os Jogos Paralímpicos de Inverno também são hospedados pela cidade que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno. O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) é responsável por supervisionar a competição. Medalhas são atribuídas em cada evento: medalhas de ouro para o primeiro lugar, prata para o segundo e bronze para o terceiro, seguindo a tradição começada nos Jogos Olímpicos de Verão de 1904.

As Paraolimpíadas de Inverno começaram em 1976 em Örnsköldsvik, Suécia. Esses jogos foram os primeiros Jogos Paraolímpicos (de Verão ou Inverno) que contou com outros atletas fora cadeirantes. Os Jogos têm se expandido e crescido e são (juntamente com os Jogos de Verão) parte do maior evento esportivo internacional depois dos Jogos Olímpicos. Dada a sua expansão a necessidade de um sistema de classificação muito específica foi criada. Este sistema também deu origem a controvérsias e abriu a porta para trapaças. Atletas paraolímpicos de inverno também foram condenados por uso de esteroides e outras formas de trapaça única para atletas paraolímpicos, que mancharam a integridade dos Jogos.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

As origens dos Jogos Paralímpicos de Inverno são semelhantes aos Paralímpicos de Verão. Soldados feridos que retornaram da Segunda Guerra Mundial procuraram o esporte como um caminho para a reabilitação.[1] Organizado pelo doutor Ludwig Guttmann, competições esportivas entre os hospitais de convalescença britânicos começaram em 1948 e continuaram até 1960, quando uma Olimpíada paralela foi realizada em Roma após os Jogos Olímpicos de Verão daquele ano. Mais de 400 atletas em cadeira de rodas competiram nos Jogos Paralímpicos de Verão de 1960, que ficou conhecido como a primeira Paralimpíada.[1]

O esquiador austríaco Sepp Zwicknagl,que não tinha as duas pernas,é considerado o pioneiro do paraesqui ,isto porque praticou a modalidade usando próteses. Seu trabalho ajudou avanços tecnológicos pioneiros para pessoas com deficiência que desejavam participar em esportes de inverno.[2] Os avanços foram lentos, até que a primeira competição oficial de esqui mundial para atletas com deficiência física foi realizada em 1974, sendo disputadas as modalidades descida livre e esqui cross-country.[2] Os primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno realizaram-se em 1976 em Örnsköldsvik, Suécia, entre 21 e 28 de fevereiro. Esqui alpino e nórdico para amputados e atletas com deficiência visual foram os principais eventos, que contou ainda com a corrida em trenós como um evento de demonstração.[2] Havia 198 atletas participantes de 16 países,[3] sendo esta a primeira vez na qual atletas com outras deficiências (que não fossem cadeirantes) puderam competir no evento.[4]

Como consequência do sucesso dos primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno,uma segunda edição teve que ser realizada,o resort de Geilo,na Noruega,foi escolhido para sediar a segunda edição dos Jogos, em que houve um aumento de 40% no número de participantes. Todas as classes de atletas com deficiência física estavam aptos para participar do evento.[5] Em relação ao programa da edição anterior,um novo esporte foi adicionado:A corrida de trenó foi introduzida como um novo esporte, colocando três esportes no programa em Geilo. As mulheres competiram em distâncias de 100m, 500m e 800m, enquanto os homens competiam em distâncias de 100m, 500m e 1.500m. Além disso, um evento de esqui alpino para cadeirantes foi realizado.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Innsbruck 1984 e 1988[editar | editar código-fonte]

Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 1984 foram realizados em Innsbruck, na Áustria. Estes foram os primeiros Jogos de Inverno organizados pelo Comitê Internacional de Coordenação (ICC), que foi formado em 15 de março de 1982 (em Leysin, na Suíça). Um novo grupo de deficientes foi incluído, o dos paralisados cerebrais, e ao mesmo tempo uma aproximação entre o ICC e o Comitê Olímpico Internacional começava. Pela primeira vez, um evento de demonstração foi realizado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1984 em Sarajevo, na então Iugoslávia, no qual 30 esquiadores amputados participaram do slalom gigante.[6]

Quatro anos mais tarde, não foi possível realizar os Jogos Paralímpicos de Inverno no mesmo local que os Jogos Olímpicos de Inverno daquele ano, devido aos problemas financeiros e de gestão com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, na cidade canadense de Calgary. Assim, os Jogos Paralímpicos de Inverno de 1988 foram novamente realizados em Innsbruck, contando com 397 atletas de 22 países. A União Soviética competiu pela primeira vez em um evento paralímpico. O esqui sentado foi apresentado como evento no esqui alpino e do esqui nórdico. O biatlo passou a fazer parte do programa dos Jogos.[7]

Albertville 1992[editar | editar código-fonte]

A partir de 1988, os Jogos Paralímpicos de Verão foram realizados na mesma cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de Verão. Isto foi possível devido a um acordo alcançado entre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Internacional de Coordenação (ICC). Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 1992,realizados em Tignes,na França, foram os primeiros Jogos de Inverno a usar as mesmas instalações das Olimpíadas de Inverno.[4]

Devido a falta de interesse e também por problemas logísticos, já presentes durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 1992, dois esportes de gelo foram cancelados. Por esta razão, foram realizadas apenas as competições de esqui alpino e nórdico (cross-country e biatlo). Dentre os eventos de demonstração foram realizadas provas do esqui alpino e do cross-country para deficientes intelectuais, e as provas de biatlo para cegos.

Em uma edição esvaziada, os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro de medalhas pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos de Inverno, somando 21 medalhas de ouro (sendo 18 destas no esqui alpino). A Alemanha, competindo pela primeira vez como nação unificada, terminou em segundo. O Time Unificado, representando as repúblicas da antiga União Soviética (dissolvida no final de 1991) ficou em terceiro. As delegações de Áustria e Finlândia completaram o grupo dos cinco principais medalhistas destes Jogos.[8]

Lillehammer 1994[editar | editar código-fonte]

Em linha com a mudança do ciclo da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno (que até 1992 eram realizados no mesmo ano dos Jogos Olímpicos de Verão), os Jogos Paralímpicos de Inverno de 1994 foram celebrados em Lillehammer, na Noruega. Cerca de mil participantes foram alojados na mesma Vila Olímpica, que pela primeira vez na história era acessível. A montanha Hafjell, um dos cursos mais difíceis da história tanto para atletas paralímpicos e olímpicos, foi o cenário dos eventos rápidos do esqui alpino. O norueguês Cato Zahl Pedersen, que já havia acendido a pira paralímpica durante a cerimônia de abertura, ganhou a medalha de ouro no super G, superando o rival Gerd Schonfelder da Alemanha por apenas 0,76 segundos. Pedersen ganharia mais uma medalha de ouro e uma prata em outros eventos alpinos.

Esta edição dos Jogos marcou a estréia do hóquei sobre o gelo paralímpico, que rapidamente se tornou um dos principais eventos dos Jogos. A Suécia ganhou a medalha de ouro em um jogo dramático contra os donos da casa, ao marcar um gol durante a disputa da morte súbita na decisão.

Os eventos nórdicos se realizaram no estádio de esqui Birkebeineren, sendo estes dominados pelos noruegueses, que ganharam 17 das 48 provas disputadas. Ainda neste esporte, os Países Baixos conquistaram as suas primeiras medalhas na história do evento, junto de Cazaquistão, Eslováquia e Rússia. Estes Jogos marcaram a primeira participação das mulheres no biatlo, no qual a holandesa Majorie van de Bunt e a dinamarquesa Anne-Mette Bredahl-Christensen foram as primeiras campeãs paralímpicas.[9] O país anfitrião dominou a corrida de trenó.a versão paralímpica da patinação de velocidade. Brit Mjaasund Oyen ganhou o 100m e 500m das mulheres, enquanto Lars Andresen pegou o ouro nos 100m e 500m dos homens.

Noruega e Alemanha terminaram estes Jogos com o mesmo número de medalhas, no qual os noruegueses foram os honrosos campeões graças ao total de ouros conquistados (25 contra 21 dos alemães). Os Estados Unidos terminaram em terceiro lugar. A França melhorou a sua performance em relação a dois anos antes, ficando com a quarta colocação. Em sua primeira participação nas Paralimpíadas de Inverno, a Rússia ficou com o expressivo quinto lugar.[10]

Nagano 1998[editar | editar código-fonte]

Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 1998, celebrados na cidade japonesa de Nagano, foram os primeiros realizados fora da Europa na história, além de ser o segundo maior em número de para-atletas inscritos (total de 5718), sendo esta a última edição realizada no século passado. Estes Jogos foram destacados pelo foco na integração dos para-atletas na sociedade, além da consolidação deste evento no calendário internacional. Durante os dez dias de competição, realizaram-se 122 eventos em cinco esportes, sendo eles o esqui alpino, o biatlo, o hóquei em gelo, a corrida em trenó de gelo e o esqui nórdico. Cerca de 1.146 participantes, representando 32 países, estiveram nos Jogos de Nagano, incluindo 571 para-atletas e 575 delegados.[11]

Esta edição dos Jogos mostrou o crescente interesse global do público e da mídia no evento. Ao todo, 151.376 ingressos foram vendidos durante a sua realização, incluindo 15.634 para as cerimônias de abertura e encerramento .Um total de 1.468 representantes dos meios de comunicação (imprensa e organismos de radiodifusão do mundo inteiro) cobriram os Jogos. O site oficial deste evento registrou 7 milhões e 700 mil acessos durante o seu decorrer dos Jogos, sendo 1 milhão destes acessos nos dois primeiros dias. Do ponto de vista desportivo, pessoas com deficiência mental foram autorizadas a participar no esqui cross-country pela primeira vez.

A Noruega terminou os Jogos em primeiro lugar, com a marca de 18 medalhas de ouro (na somatória geral o país ficou em terceiro, com 40 pódios). A Alemanha ficou em segundo lugar com 14 medalhas de ouro (44 no total). Na sequência apareceram os Estados Unidos, com 13 de ouro. O Japão, que até então não havia conquistado nenhuma medalha de ouro na história destes Jogos, terminaram na quarta colocação com doze destas conquistas (sendo 41 medalhas no total, na soma com as 16 pratas e 13 bronzes). A delegação da Rússia completou o top 5 também com 12 ouros, mas 10 pratas e 9 bronzes.[12] A campanha da Espanha merece destaque, após ter finalizado estes Jogos de Nagano em sétimo com oito medalhas, todas elas de ouro.

Salt Lake City 2002[editar | editar código-fonte]

Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2002 foram os primeiros da história a serem disputados na América do Norte. Devido às altas demandas de ingressos para determinados eventos, o número total de ingressos disponíveis aumentou de 225 mil para 248 mil, o que forçou a mudança de diversos locais de competição. Quase 222 mil ingressos (85%) foram vendidos. O evento teve a cobertura de 836 jornalistas credenciados de 30 países. Pela primeira vez, a Paralimpíada de Inverno foi transmitida por televisão para fora do país organizador. A grande novidade esteve com a primeira participação de cinco Comitês Paralímpicos Nacionais, sendo eles de Andorra, Chile, Croácia, Grécia e da República Popular da China.[13]

Esportivamente, esta edição foi ofuscada pelo primeiro caso de doping na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O esquiador alemão Thomas Oelsner teve que devolver suas duas medalhas de ouro (uma do biatlo e outra do esqui cross-country). Como consequência da controversa participação do time espanhol que perdeu a sua medalha de ouro, após o caso de trapaça durante os Jogos Paralímpicos de Verão de 2000, as provas de esqui para deficientes intelectuais foram removidas do programa. Nesta edição, a reforma do programa paralímpico foi iniciada, na qual a corrida de trenó acabou também removida do programa. Ao todo, foram disputados 92 eventos em 4 esportes.

Em relação à edição anterior de 1998, poucas foram as mudanças registradas nos cinco primeiros colocados no quadro de medalhas em 2002. A Alemanha terminou na primeira colocação com 17 ouros (sendo 33 medalhas no total). Os norte-americanos terminaram em segundo lugar com 10 ouros (mas foram os líderes na somatória total, com 43). A Noruega obteve também 10 ouros, mas terminou no terceiro lugar (com 3 pratas e 6 bronzes). A Áustria terminou em quarto com 9 ouros (conquistando também 10 pratas e 10 bronzes), seguida pela Rússia na quinta colocação.[13]

Turim 2006[editar | editar código-fonte]

Nos meses que antecederam os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, o comitê organizador de Turim (na Itália) lutou com algumas escolhas difíceis, diante de uma queda de mais de US$ 95 milhões no orçamento (uma vez que os prejuízos aumentaram para US$ 167 milhões). Por pouco o Comitê Organizador não declarou falência, mas se viu forçado a cancelar alguns eventos relacionados aos Jogos, além de realocar alguns esportes. A prefeitura de Turim decidiu abrir mão da organização dos Jogos Paralímpicos, vendendo-os por US$40 milhões para uma parceria público-privada. Ainda assim, a cidade ainda estava com US$ 49 milhões em dívidas quando os Jogos terminaram.[14]

Dentro das mudanças iniciadas em 2000, foram disputados 58 eventos em 5 esportes (34 eventos a menos do que em 2002). Esta redução foi resultado de um sistema de fatoração, que diminuiu o número de classes em cada evento individual (cegos, em pé e sentados) dos eventos de esqui e biatlo. Ainda assim, o número de atletas inscritos subiu.

Pela primeira vez, os Jogos de Inverno foram descentralizados. Os desportos de gelo (hóquei sobre trenó e curling em cadeira de rodas) foram realizados em Turim, enquanto que os eventos de neve foram realizados nas montanhas dos alpes, forçando a operação de duas vilas paralímpicas (nas cidades de Turim e Sestriere). As delegações de México e Mongólia participaram pela primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. Esta edição apresentou a primeira participação da Itália nos eventos coletivos.[15]

Motivado pelo sucesso inesperado dos Jogos Olímpicos e também pelo resultado da Itália nos mesmos, o interesse do público cresceu. No total, 169.974 ingressos foram vendidos para os eventos destes Jogos. Os bilhetes para a Cerimônia de Abertura, juntamente com as disputas de hóquei sobre trenó e do estreante curling sobre cadeiras de rodas, se esgotaram. O número recorde de 1.037 representantes da mídia chegaram a Turim para cobrir os Jogos. A "host broadcaster" e a International Sports Broadcasting (ISB) forneceram mais de 130 horas de cobertura ao vivo. Faltando pouco tempo para a abertura, o IPC lançou o seu canal de televisão online nos Jogos (o Paralympic Sport.TV), com quase 40 mil pessoas de 105 países assistindo as transmissões pelo mesmo. A maioria dos seus telespectadores eram dos Estados Unidos, Itália, Canadá, Alemanha e Japão. Este canal atraiu um aumento de cinco por cento em novos espectadores todos os dias dos Jogos.[16]

O quadro final de medalhas apresentou uma grande mudança. A Rússia terminou em primeiro lugar com 13 ouros (com 33 medalhas no total). Na segunda colocação apareceu a Alemanha com 8 ouros. A grande novidade foi a aparição da Ucrânia, que ficou em terceiro com 7 ouros (e segundo no quadro total, com 25 medalhas). Os Estados Unidos terminaram na quarta colocação e a França em quinto. Também mereceram destaque as participações do Canadá (que ganhou as medalhas de ouro nos dois esportes coletivos, terminando os Jogos em sexto lugar com 5 ouros) e a Itália (que foi a nona colocada com dois ouros).[17]

Vancouver 2010[editar | editar código-fonte]

Os Jogos Paralímpicos retornavam ao Canadá, que já havia sediado os Jogos Paralímpicos de Verão de 1976, em Toronto. Esta foi a primeira edição de inverno em que o acordo de "uma cidade,dois eventos" prevaleceu. O Comitê Organizador desta edição cumpriu a sua promessa de tratar o evento da mesma forma que os Jogos Olímpicos, além de transformar os locais de competições em teatros para o público e aos atletas. Do ponto de vista organizacional e do interesse do público, esta edição foi considerada a melhor da história. Os locais para a realização dos eventos desta edição dos Jogos se espalharam por uma área de 120 quilômetros, do centro de Vancouver até o resort de Whistler ao norte da cidade. Enquanto que os desportos de gelo e a Cerimônia de Abertura foram realizados na cidade-sede, os eventos de neve e a Cerimônia de Encerramento foram celebrados em Whistler. Tal como ocorreu quatro anos antes em Turim, houve a operação de duas Vilas Paralímpicas e de mídia.[18]

Um total de 506 atletas de 39 Comitês Paralímpicos Nacionais enviaram atletas. Quatro destes participaram pela primeira vez, sendo eles as delegações de Argentina, Bósnia e Herzegovina, Romênia e Sérvia, que se fez presente pela primeira vez como uma república independente.[19][20]

Acompanhando o sucesso surpreendente registrado com os ingressos nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, foram vendidos mais de 230 mil ingressos para os Jogos Paralímpicos de Inverno, forçando todos os locais de competição a operarem em suas capacidades máximas. Esta marca era, até então, o recorde na vendagem de ingressos para uma edição dos Jogos de Inverno. Cerca de 1.200 representantes de mídia cobriram estes Jogos (aumento de 12% com relação a Turim em 2006). O Japão teve o maior público acumulado (com quase 538 milhões de telespectadores), seguido pela Alemanha (que registrou quase 400 milhões de telespectadores acumulados durante os 11 dias de competição).Dentre os esportes, o esqui alpino foi o mais popular, obtendo uma audiência acumulada de quase 700 milhões de telespectadores. O canal de televisão on-line do IPC, o Paralympic Sport.TV, registrou mais de 437 mil acessos durante os Jogos.[21]

Quanto ao programa desportivo, em Vancouver foram disputadas 64 finais em 5 esportes. As grandes novidades foram as adições das provas do super combinado (no esqui alpino) e a troca das provas de curta distância no esqui cross-country (pelas provas de sprint). Em relação às performances dos para-atletas, três representantes canadenses se destacaram. Um deles foi Brian McKeever, o primeiro para-atleta a ser convocado para os times olímpico e paralímpico de seu país no mesmo (Brian foi preterido por um outro atleta que tinha um tempo melhor na prova dos 50km e assim ele não competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010).[22][23][24] McKeever já tinha competido em Turim 2006 (no esqui cross-country e no biatlo).[22][23][24]

A também canadense Viviane Forest foi a primeira para-atleta a ser campeã na história, tanto nos Jogos Paralímpicos de Verão como nos Jogos Paralímpicos de Inverno, ao ganhar a prova do downhill para deficientes visuais. Ela fez parte do time canadense de golbol que foi campeão em Sydney 2000 e em Atenas 2004.[25][26][25][26] Outra canadense, Lauren Woolstencroft, ganhou todas as cinco provas do esqui alpino de sua categoria (em pé).[27] Cabe destacar a participação da alemã Verena Bentele, que também ganhou cinco medalhas de ouro (conquistadas no esqui cross-country e no biatlo).[27]

Sóchi 2014[editar | editar código-fonte]

O balneário russo de Sóchi usou a maioria dos locais de competição recém-construídos no Parque Olímpico de Sóchi e na Clareira Vermelha.[28] Durante o período prévio aos Jogos, o IPC demonstrou preocupação em relação a sua realização, declarando publicamente que "não existia condições de acessibilidade na Rússia" (esta frase foi derivada da infame declaração dada por oficiais soviéticos ao abrir mão de sediar os Jogos Paralímpicos de Verão de 1980, quando na época alegaram "que não existiam atletas com deficiência no país"). Motivados por esta situação ocorrida 34 anos antes, os organizadores construíram a infraestrutura seguindo fielmente as normas e especificações pedidas pelo IPC. Dois meses antes dos Jogos, uma inspeção geral foi realizada e alguns erros de acessibilidade foram corrigidos. Os organizadores, juntamente com a cúpula do IPC, esperavam que a realização deste evento no país fosse mudar ideia das autoridades russas em questão a acessibilidade, juntamente com a expectativa de que outras cidades russas seguissem este modelo. O então presidente do IPC Philip Craven declarou, em entrevista, que Sóchi era a primeira cidade completamente acessível da Rússia, comemorando o fato de que o país havia avançado com relação a 1980.[29][30]

Mesmo com estes avanços e a nova percepção do para-desporto no país (além das relações quanto a acessibilidade),o período prévio aos Jogos de 2014 foi extremamente tenso, uma vez que dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu a Intervenção militar da Rússia na Ucrânia, forçando o boicote de autoridades dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, chegando ao ponto da opinião pública britânica fosse favorável ao boicote do evento. Ao mesmo tempo, o IPC estava monitorando a situação, chegando a anunciar que esta ocorrência não iria afetar a participação dos para-atletas, muito embora o chefe de delegação ucraniana tenha ameaçado desistir dos Jogos (se a tensão aumentasse entre os dois lados). Ainda assim, os atletas ucranianos realizaram diversos protestos indiretos em suas provas, durante esta edição dos Jogos.

A Rússia terminou estes Jogos em primeiro lugar no quadro de medalhas, tanto nos ouros obtidos (que somaram 30) quanto no total de pódios conquistados (80), configurando o recorde no total de medalhas conquistadas na história deste evento. O esquiador russo Roman Petushkov ganhou todos os eventos de sua categoria no esqui cross-country e no biatlo, totalizando 6 medalhas de ouro e se tornando o maior medalhista individual em uma edição na história destes Jogos.[31][32] Entretanto, foi evidenciado o escândalo de doping institucional do governo do país, que levou a posterior suspensão do Comitê Paralímpico Russo (CPR) e a expulsão da Rússia dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016.[33][34][35]

Mesmo com as suspeitas quanto a participação de sua delegação, as autoridades russas acreditavam que essa edição seria um ponto sem volta na relação de sua população quanto aos atletas com deficiência, registrando um interesse sem precedente na história do evento. Praticamente todos os ingressos disponibilizados foram vendidos. Ao todo, 45 Comitês Paralímpicos Nacionais enviaram 550 para-atletas a Sóchi (somando um país e 46 para-atletas a mais do que na edição anterior). Três destes comitês competiram pela primeira vez nas Paralimpíadas de Inverno, sendo eles Brasil, Turquia e Uzbequistão. Foram disputadas 72 finais em 5 esportes. O formato da competição do biatlo foi reformado e seis novos eventos foram adicionados, juntamente com o reconhecimento do snowboarding adaptado como uma disciplina do esqui alpino, somando mais duas novas provas ao programa.

Os russos lideraram o quadro de medalhas, cujo top 5 foi estabelecido seguidamente pela Alemanha em segundo lugar com 9 ouros conquistados (sendo 15 medalhas no total). O Canadá terminou os Jogos na terceira posição, com 7 ouros. O quarto lugar pertenceu a Ucrânia com 5 ouros (que foi a segunda colocada na somatória geral, junto de 9 pratas e 11 bronzes, totalizando 24 medalhas). O quinto posto ficou com a França e seus cinco ouros conquistados (totalizando 12 medalhas no geral).

Dentre algumas performances individuais, cabe destacar a medalha de ouro da esquiadora britânica Kelly Gallagher, que foi a primeira campeã paralímpica de inverno do seu país ao ganhar a prova do super-G para cegas. O canadense Brian McKeever novamente fez história, ao se tornar tetracampeão paralímpico nas provas do esqui cross-country. A equipe do Canadá manteve o domínio no curling em cadeira de rodas, ao ganhar o tricampeonato paralímpico deste esporte.[36]

PyeongChang 2018[editar | editar código-fonte]

O pequeno condado sul-coreano de PyeongChang usou a maioria da infraestrutura existente no Resort de Alpensia, juntamente com os ginásios recém-construídos na cidade costeira de Gangnung, para realizar estes Jogos. Mesmo com um legado afetivo e esportivo muito grande,o período prévio aos Jogos foi preocupante. Ao contrário das sedes anteriores, a organização do evento para 2018 iniciou sua preparação faltando três anos para o mesmo iniciar.[37] A preparação da cidade acabou sendo acelerada com a divulgação do manual de acessibilidade dos Jogos Paralímpicos.[38]

Durante algum tempo, tanto o Comitê Paralímpico Internacional quanto os organizadores destes Jogos tiveram certo alívio. Como efeito paralelo, uma tímida promoção do evento começou pelos próximos dois anos e meio.[39] Durante uma reunião do Comitê Paralímpico Internacional, realizada em janeiro de 2016, acabou sendo deflagrada uma nova advertência aos sul-coreanos, graças a prioridade que os mesmos estavam dando apenas à promoção do evento.

Chefe da comissão de inspeção do IPC na ocasião, o espanhol Xavier Gonzalez ressaltou a necessidade de se fazer mais para aumentar a conscientização sobre a Paralímpiada, depois que algumas pesquisas realizadas no país evidenciaram o baixo interesse local quanto ao reconhecimento e investimento nos para-atletas.[40] Em fevereiro de 2016 foi inaugurado o Resort de Alpensia, sendo ele um centro de treinamento paralímpico.[41] Contudo, uma terceira advertência pública veio à público em dezembro de 2016, uma vez que o trabalho realizado desde a orientação anterior pouco refletiu na percepção da população local sobre o movimento paralímpico. Novamente, Xavier Gonzalez alertou sobre a situação quanto ao evento na Coreia do Sul, uma vez que o reconhecimento local ainda era baixo e lançavam-se dúvidas quanto ao que ocorreria sobre isto nos quinze meses seguintes.[42]

Edições futuras[editar | editar código-fonte]

Em 6 de julho de 2011,o Comitê Olímpico Internacional anunciou que o condado de PyeongChang,na Coreia do Sul,iria sediar os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2018.Os jogos serão realizados de 9 a 18 de março do mesmo ano.Esta será a segunda vez na história que os Jogos serão realizados no país.A edição de verão de 1988 foi realizada na capital do país Seul.[43]

A cidade-sede dos XIII Jogos Paralímpicos de Inverno, a serem celebrados em 2022, será Pequim. A capital chinesa foi eleita sede em julho de 2011, na capital malaia Kuala Lumpur. Pequim será a primeira cidade na história a sediar tanto os Jogos de Verão, como também os Jogos de Inverno.

Trapaças[editar | editar código-fonte]

É muito comum que alguns atletas mintam sobre a sua deficiência para obter uma vantagem competitiva e o também o uso de drogas que melhoram o desempenho.[44][45] O esquiador alemão Thomas Oelsner foi o primeiro paratleta a testar positivo em um exame antidoping em 2002,testando positivo para esteroides.Ele tinha ganhado duas medalhas de ouro,uma no esqui cross-country e outra no biatlo e foi desclassificado em ambas as provas[46] Uma preocupação agora enfrentada pelos funcionários paraolímpicos é a técnica de aumentar a pressão arterial, conhecida como disreflexia autonômica. O aumento da pressão arterial pode melhorar o desempenho de um atleta em 15% e é mais eficaz nos esportes de resistência, como o esqui cross-country. Para aumentar a pressão arterial, os atletas deliberadamente causam traumas aos membros abaixo de uma lesão na coluna. Este trauma pode incluir quebrar ossos, amarrar as extremidades de forma muito forte e usar meias de compressão de alta pressão. A lesão é indolor para o atleta, mas afeta o corpo e a sua pressão arteria, assim como um sobrecarregamento da bexiga.[47]

Em 2016, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) encontrou evidências de que um esquema de manipulação de resultados dos exames de doping foi executado por autoridades russas durante os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014, sediados em Sóchi.[48] Faltando exatamente um mês para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, o Quadro Executivo do IPC votou por unanimidade pela exclusão do time russo do evento, alegando que o seu Comitê Paralímpico não conseguiu executar com sucesso o Código Antidopagem da entidade e que nem mesmo respeitou as regras impostas pela WADA.[48] O então presidente do IPC, Sir Philip Craven, afirmou que o governo russo "falhou catastroficamente em proteger os seus para-atletas".[49] Então presidente da Comissão de Atletas da entidade, o ex-jogador de hóquei canadense Todd Nicholson disse que a Rússia manipulou seus atletas como "peões" para "demostrar proezas globais".[50]

Categorias de deficiência[editar | editar código-fonte]

O Comitê Paraolímpico Internacional estabeleceu seis categorias de deficiência aplicáveis tanto para Jogos Paralímpicos de Verão, quanto para os de Inverno. Atletas com uma dessas deficiências físicas são capazes de competir, embora nem todos os esportes permitem todas as categorias de deficiência.[51]

Edições[editar | editar código-fonte]

Jogos Paralímpicos de Inverno[52]
Ano Jogos Cidade-sede País
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1976 I Örnsköldsvik  Suécia
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1980 II Geilo  Noruega
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1984 III Innsbruck  Áustria
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1988 IV Innsbruck  Áustria
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1992 V TignesAlbertville  França
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1994 VI Lillehammer  Noruega
Jogos Paralímpicos de Inverno de 1998 VII Nagano  Japão
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2002 VIII Salt Lake City  Estados Unidos
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2006 IX Turim  Itália
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2010 X Vancouver  Canadá
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014 XI Sóchi  Rússia
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2018 XII Pyeongchang  Coreia do Sul
Jogos Paralímpicos de Inverno de 2022 XIII Pequim  China

Quadro de medalhas[editar | editar código-fonte]

De acordo com os documentos do Comitê Paralímpico Internacional, a lista abaixo registra os dez primeiros ranqueados pelo número de medalhas de ouro, seguido pelas medalhas de prata e finalizando com as de bronze.

Este quadro está registrado até o encerramento dos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014, realizados na cidade russa de Sóchi.

     País sede destacado.
 Ordem  País Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze Medals Paralympics.svg
1 NoruegaNOR Noruega 135 103 81 319
2 AlemanhaGER Alemanha 130 113 102 345
3 ÁustriaAUT Áustria 104 113 108 325
4 Estados UnidosUSA Estados Unidos 97 102 76 277
5 RússiaRUS Rússia 84 88 61 233
6 FinlândiaFIN Finlândia 76 48 59 182
7 FrançaFRA França 52 47 52 152
8 SuíçaSUI Suíça 50 55 48 153
9 CanadáCAN Canadá 43 43 49 135
10 SuéciaSWE Suécia 26 31 41 99

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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