Lhasa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lassa (dialeto Lassa : /l̥ɛː˥˥.sa˥˥/; Tibetano Padrão: ལྷ་ས, lit. 'Lugar dos Deuses') é o centro urbano da cidade-prefeitura Lassa e a capital administrativa da Região Autônoma do Tibete na China.[1] A área urbana interna da cidade de Lassa é equivalente às fronteiras do Distrito de Chengguan , que é parte da grande cidade-prefeitura de Lassa .

Lassa é a segunda área urbana mais populosa do Planalto Tibetano depois de Xining e, com uma altitude de 3656 m, Lassa é uma das cidades mais altas no mundo. A cidade tem sido a capital religiosa e administrativa do Tibete desde meados do século XVII. Abriga muitos sítios de Budismo Tibetano como o Palácio de Potala, Templo Jokhang e os Palácios Norbulingka.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Lhasa se traduz literalmente para "lugar dos deuses" (ལྷ lha, deus; sa, lugar) na Língua Tibetana . Chengguan se traduz literalmente para "portal urbano" (Chinese: 城关; pinyin: Chéngguān) na língua chinesa. Documentos tibetanos antigos e inscrições demonstram que o lugar se chamava Rasa (ར་ས)[2] , que poderia significar lugar dos "bodes" , ou ,como uma contração de rawe sa, a "lugar cercado por uma muralha," ou 'cercado', sugerindo que o local era uma reserva de caça dentro da residência real no morro Marpori[3] Lassa é primeiramente registrada como um nome, referindo-se a área do templo de Jowo, em um tratado assinado entre China e Tibete em 822 AC.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Em meados do século 7, Songtsen Gampo virou o líder do Império Tibetano que ascendeu ao poder no vale do Rio Brahmaputra (conhecido localmente como o Rio Yarlung Tsangpo ) .[5] Depois de conquistar o reino de Zhangzhung no oeste, ele moveu a capital do castelo Chingwa Taktsé no condado de Chongye (pinyin: Qióngjié Xiàn), sudoeste de Yarlung, para Rasa (Lhasa) onde em 637 ele levantou as primeiras estruturas no local do que é agora o Palácio de Potala no Monte Marpori.[6] Em 639 e 641 D.C , Songtsen Gampo, que a essa altura tinha conquistado a região tibetana inteira ,dizem ter contratado dois casamentos de alianças, primeiramente com a Princesa Bhrikuti do Nepal,[7] e depois, dois anos mais tarde, com a Princesa Wencheng da corte imperial de Tang . Bhrikuti é apontada por te-lo convertido ao Budismo, que também é a fé atribuída a sua segunda esposa ,Wencheng. Em 641 ele construiu os templos de Jokhang (ou Rasa Trülnang Tsulagkhang) e Ramoche em Lassa a fim de abrigar duas estátuas de Buddha , o Akshobhya Vajra (representnado Buddha com 8 anos de idade) e o Jowo Sakyamuni (representando Buddha com 12 anos de idade), respectivamente trazidos para sua corte pelas princesas.[8][9] Lassa sofreu grandes danos sobre o reino de Langdarma no século 9, quando os locias sagrados foram destruídos ,profanados e o império fragmentado.[10]

Uma tradição tibetana menciona que depois da morte de Songtsen Gampo em 649 DC, tropas chinesas capturaram Lassa e queimaram o Palácio Vermelho.[11][12] Acadêmicos chineses e tibetanos notaram que o evento não é mencionado nem nos anais chineses nem nos manuscritos tibetanos de Dunhuang. Lǐ sugeriu que esta tradição deve derivar de uma inserção.[13] Tsepon W. D. Shakabpa acredita que "essas histórias relatando a chegada de tropas chinesas não estão corretas."

Da queda da monarquia no século 9 até a ascensão do 5º Dalai Lama, o centro do poder político na região tibetana não estava situada em Lassa. No entanto, a importância de Lassa como um local religioso cresceu significativamente com o passar dos séculos.[14] Era conhecido como o centro do Tibete onde Padmasambhava magicamente derrotou a demônio da terra e construiu a fundação do Templo Jokhang sobre o seu coração.[15] Islã esteve presente desde o século XI no que é considerado sempre ter sido uma cultura monolítica budista .[16] Duas comunidades muçulmanas tibetanas viveram em Lassa com lares , comida e vestimentas, língua, educação, comércio e medicina tradicional de ervas distintos.

No final do século XV a cidade de Lassa ascendeu a proeminência seguindo a fundação de três grandes monastérios Gelugpa por Je Tsongkhapa e seus discípulos. Os três monastérios são Ganden, Sera e Drepung que foram construídos como parte do renascimento budista puritano no Tibete.[17] As conquistas acadêmicas e o conhecimento político desta linhagem Gelugpa eventualmente empurraram Lassa mais uma vez ao palco principal.

O 5º Dalai Lama, Lobsang Gyatso (1617–1682), unificou o Tibete e moveu o centro da administração para Lassa em 1642 com a ajuda de Güshi Khan de Khoshut. Com Güshi Khan com um soberano sem grnade envolvimento, o 5º Dalai Lama e seus chegados estabeleceram uma administração civil que é referido pelos historiadores como o estado de Lhasa . A liderança central de seu governo também é referida como Ganden Phodrang, e Lhasa subsequentemente virou ao mesmo tempo a capital política e religiosa.[18] Em 1645,a reconstrução do Palácio de Potala começou no morro vermelho.[19] Em 1648, o Potrang Karpo (Palácio Branco) de Potala estava completo, e o Potala foi usado como um palácio de inverno pelo Dalai Lama dali em diante.[20] O Potrang Marpo (Palácio de Potala) foi acrescentado entre 1690 e 1694. O nome Potala é derivado do Monte Potalaka, a abódoba mítica do protótipo divino de Dalai Lama, o Bodhisattva Avalokiteśvara.[21] O templo Jokhang foi também amplamente expandido nessa época. Apesar de algumas esculturas de madeira e lintéis do templo Jokhang datarem do século 7, a mais antiga das construções existentes de Lassa , como as de dentro do Palácio Potala , do Jokhang e alguns dos monastérios e propriedades no antigo quarteirão datavam desse segundo florescimento na história de Lassa.

No final do século XVII a área de Barkhor de Lassa formou um movimentado mercado para bens estrangeiros. O missionário jesuíta Ippolito Desideri relatou em 1716 que cidade tinha uma comunidade cosmopolita de comerciantes mongóis, chineses, moscovitas, armênios, caxemirenses, nepaleses e do norte da India. Tibete estava exportando almíscar, ouro, plantas medicinais, pelo e rabos de iaque mercados distantes, em troca de açúcar, chá, açafrão, turquesa persa, âmbar europeu, e coral mediterrâneo.[22] O exército da dinastia Qing entrou em Lassa em 1720, e o governo Qing enviou residentes comissionados, chamados de Ambans, para Lassa. Em 11 de novembro de 1720 , o assassinato do regente pelos Ambans ocasionou uma revolta na cidade que deixou mais de cem pessoas mortas incluindo os Ambans. Depois de suprimir os rebeldes , o imperador Qing Qianlong reorganizou o governo tibetano e iniciou o conselho de governo chamado Kashag em Lassa em 1751.

Lassa (portal oeste)- os tibetanos chamavam isso de estupa, Pargo Kaling fotografou aqui na época da expedição britânica ao Tibete de 1904. Foi destruído pelo Exército de Libertação Popular Comunista Chinês depois da rebelião tibetana de 10 de Março e da fuga do 14º Dalai Lama.

Em janeiro de 1904, uma força expedicionária britânica invadiu e capturou Lassa durante a expedição britânica ao Tibete. O líder da expedição Sir Francis Younghusband negociou na Convenção entre o Reino Unido e o Tibete com os oficiais tibetanos restantes depois que Dalai Lama fugiu para o interior. O tratado foi posteriormente repudiado e foi substituído pelo tratado Anglo-Chinês de 1906. Todas as tropas Qing deixaram Lassa depois da reviravolta de Xinhai Lhasa em 1912.

No século XX, Lhasa, por muito tempo farol tanto para budistas tibetanos como estrangeiros, tinha numerosas comunidades distintas religiosa e etnicamente, entre eles os muçulmanos Kashmiri, comerciantes Ladakhi, sikhs convertidos ao Islão, e comerciantes e oficiais chineses. Os muçulmanos Kashmiri (Khache) traçaram sua chegada em Lassa do santuário islâmico de Patna, Khair ud-Din, contemporâneo do 5º Dalai Lama.[23] Muçulmanos chineses viviam em um quarteirão ao sul, e comerciantes Newar de Kathmandu ao norte do mercado de Barkhor. Residentes da vizinhança Lubu eram descendentes de fazendeiros chineses de legumes que ficaram depois de acompanhar um Amban de Sichuan no meio do século XIX; alguns mais tarde se casaram com mulheres tibetanas e falavam tibetano como sua primeira língua.[24] Os comerciantes da cidade agradavam a todos os tipos de gosto, importando até mesmo manteiga australiana e whisky escocês. Nos anos 1940, de acordo com Heinrich Harrer :

-'Não há nada que alguém não possa comprar, ou ao menos pedir. Alguém ainda encontra as especiarias de Elizabeth Arden , e há uma grande demanda por elas. Você pode pedir ,também, máquinas de costura , antenas de rádio e gramofones e caçar álbuns de Bing Crosby .'[25]

Depois do estabelecimento na China da Comunista República Popular da China, "(...) o exército de libertação popular (ELP) invadiu o país em 1950. Em março de 1959, uma rebelião centrada na capital, Lassa, propôs uma repressão massiva, durante o qual o Dalai Lama, Tenzin Gyatso (b. 1935), fugiu para o exílio."[26] Tais mercados e consumismo chegaram a um fim abrupto depois da chegada das tropas do governo chinês e quadros administrativos em 1950.[27] Rações de comida e lojas do governo deficientemente estocadas substituíram os velhos mercados, até os anos 90 quando o comércio de produtos internacionais voltou para Lassa mais uma vez,[28] e shoppings e galerias com abundancia de bens floresceu.[29]

Dos 22 parques (lingkas) que cercavam a cidade de Lassa, a maioria deles com mais de meia milha de comprimento, onde o povo de Lassa estava acostumado a fazer piqueniques, apenas três sobreviveram até os dias de hoje: o Norbulingka, Palácio de Verão de Dalai Lama, construído pelo 7º Dalai Lama;[17] uma pequena parte do Shugtri Lingka, e o Lukhang. Blocos de dormitórios, escritórios e quartéis do exército estão construídos no restante.[30]

Lassa de 1938 com o templo de Potala como é visto do telhado do Men-Tsee-Khang ou Faculdade Tibetana de Medicina fundada pelo 13º Dalai Lama

O Guāndì miào (關帝廟) ou templo de Gesar Lhakhang foi posto pelos Amban em 1792 no topo do monte Bamare 3 km (2 mi) a sul de Potala para celebrar a derrota do exército invasor Gurkha .[31]

O portal principal da cidade de Lassa costumava correr através da grande estupa Pargo Kalingand e continha réplicas sagradas do Buda Mindukpa.[32]

Entre 1987 e 1989, Lassa experimentou grandes manifestações , liderado por monges e discípulos contra o governo chinês. Depois do tour meridional de Deng Xiaoping em 1992, Lassa foi forçada pelo governo a passar por liberalização econômica. Todos os funcionários do governo, suas famílias e estudantes foram proibidos de praticar sua religião , enquanto monges e discípulos não foram permitidos de entrar em escritórios do governo e no campus da Universidade do Tibete . Subsequente às políticas de desenvolvimento econômico, o influxo de imigrantes alterou dramaticamente a mistura étnica da cidade em Lassa.[33]

Em 2000 a área urbana cobria 53 km2 (20 sq mi), com uma população ao redor de 170.000. Estatísticas oficiais da área metropolitana relatam que 70 por cento são Tibetanos, 34.3 são Han, e os restantes 2.7 Hui, apesar de observadores suspeitem que os não-Tibetanos componham entre 50–70 por cento. Entre os imigrantes Han , Lassa é conhecida como 'Pequena Sichuan'.[33]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Lassa se situa num vale plano do rio
Lassa do monastério de Pabonka . O Palácio de Potala fica encima da cidade antiga.
Mapa incluindo Lhasa (DMA, 1973)

Lassa tem uma elevação de cerca de 3.600 m (11.81 ft)[34] e fica no centro do platô tibetano com as montanhas circundantes alcançando 5.500 m (18.04 ft). O ar contem apenas 68 por cento de oxigênio comparado com o nível do mar.[35] O Rio Lhasa , também rio Kyi ou Kyi Chu, um tributário do rio Yarlung Zangbo (rio Brahmaputra ), corre pela parte sul da cidade. Esse rio conhecido pelos tibetanos locais como "alegres ondas azuis", flui através do picos nevados e vales das montanhas Yainqêntanglha , estendendo por 315 km (196 mi), e desaguando no rio Yarlung Zangbo no Qüxü, forma uma área de grande beleza cênica. The pântanos, majoritariamente desabitados, estão no norte.[36] Estradas de entrada e saída vão de leste a oeste, enquanto no norte, a infraestrutura de estradas é menos desenvolvida.

Administração[editar | editar código-fonte]

A área construída (rosa) dentro do distrito de Chengguan (amarelo)

O distrito de Chengguan está localizado nas proções médias do rio Lhasa , um tributário do rio Brahmaputra , com terras que vão de norte a sul do rio. Tem 28 km (17 mi) de leste a oeste e 31 km (19 mi) de norte a sul. O Distrito de Chengguan é limitado pelo distrito Doilungdêqên a oeste, Condado Dagzê a leste e o condado Lhünzhub ao norte. Condado de Gonggar da prefeitura de Lhoka (Shannan) se situa no sul. 

O distrito de Chengguan tem uma elevação de 3.650 m (11.98 ft) e cobre 525 km2 (203 sq mi). A área urbana construída cobre 60 km2 (23 sq mi). A temperatura média anual é de 8 °C (46 °F). A precipitação anual é de cerca de 500 mm (20 in), majoritariamente caindo entre julho e setembro. 

Vista sobre Lhasa. 1993

O termo " Distrito de Chengguan " é o termo administrativo do área urbana interna ou centro urbano dentro da prefeitura , nesse caso a cidade-prefeitura de Lassa. Fora da área urbana muito do distrito Chengguan é majoritariamente montanhoso com uma população rural quase inexistente .[37] O distrito de Chennguan está no mesmo nível administrativo que um condado.  O distrito Chengguan de Lassa foi estabelecido em 23 de abril de 1961. Atualmente tem 12 subdistritos completamente urbanizados.[38]

Nome Tibetano Tibetano Pinyin Chines Pinyin População (2010)[39]
Pargor Subdistrict བར་སྒོར་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Pargor Toinjoichu 八廓街道 Bākuò Jiēdào 92,107
Gyirai Subdistrict སྐྱིད་རས་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Gyirai Toinjoichu 吉日街道 Jírì Jiēdào 21,022
Jêbumgang Subdistrict རྗེ་འབུམ་སྒང་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Jêbumgang Toinjoichu 吉崩岗街道 Jíbēnggǎng Jiēdào 29,984
Chabxi Subdistrict གྲ་བཞི་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Chabxi Toinjoichu 扎细街道 Zāxì Jiēdào 30,820
Gündêling Subdistrict ཀུན་བདེ་གླིང་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Gündêling Toinjoichu 公德林街道 Gōngdélín Jiēdào 55,404
Garmagoinsar Subdistrict ཀརྨ་མ་ཀུན་བཟང་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Garmagoinsar Toinjoichu 嘎玛贡桑街道 Gámǎgòngsāng Jiēdào 19,472
Liangdao Subdistrict གླིང་ཕྲན་གཉིས་ཀྱི་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Lingchain Nyi'gyi Toinjoichu 两岛街道 Liǎngdǎo Jiēdào 14,055
Jinzhu West Road Subdistrict བཅིངས་འགྲོལ་ནུབ་ལམ་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Jingzhoi Nublam Toinjoichu 金珠西路街道 Jīnzhū Xīlù Jiēdào estabeleciso em 2013
Ngaqên Subdistrict སྣ་ཆེན་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Ngaqên Toinjoichu 纳金街道 Nàjīn Jiēdào 29,575
Togdê Subdistrict དོག་སྡེ་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Togdê Toinjoichu 夺底街道 Duóde Jiēdào 15,186
Caigungtang Subdistrict ཚལ་གུང་ཐང་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Caigungtang Toinjoichu 蔡公堂街道 Càigōngtáng Jiēdào 8,800
Nyangrain Subdistrict ཉང་བྲན་དོན་གཅོད་ཁྲུའུ་ Nyangrain Toinjoichu 娘热街道 Niángrè Jiēdào 26,354

Clima[editar | editar código-fonte]

 

Paisagem de Lassa
Vale de Lassa

Devido a sua alta elevação, Lassa tem um clima frio e semi-árido (Köppen: BSk) com invernos congelantes e verões amenos, ainda que a localização do vale proteja a cidade de calor e frio intensos ou ventos fortes. A probabilidade de luz solar mensal varia de 53 por cento em julho até 84 por cento em novembro, e a cidade recebe aproximadamente 3.000 horas de luz solar anualmente. É por causa disso algumas vezes chamada de "cidade iluminada " pelos Tibetanos. O mês mais frio é janeiro com uma temperatura média de -0.3°C   e o mais quente é junho com uma média de 16.7°C  ,apesar das noites serem geralmente mais quentes em julho.

A temperatura média anual é de 8,8°₢  , com temperatura extremas variando de -16.5°C até 30.8°C  . Lassa tem uma precipitação anual de 458mm   com chuva caindo principalmente em julho, agosto e setembro. O mês mais seco é dezembro com 0.3 mm   e o mês mais úmido é agosto com 133.5 mm  . Verão é amplamente considerada a melhor estação do ano já que a chuva vem majoritariamente a noite e Lassa ainda está ensolarada durante o dia.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Uma mulher tibetana idosa segurando uma roda de oração na rua no distrito de Chengguan , Lassa
Monge mendignate no Distrito de Chengguan , Lassa
Mulher com o filho se apresentando no distrito Chengguan , Lassa, 1993

Demografia no passado[editar | editar código-fonte]

A 11ª edição da Encyclopædia Britannica publicada entre 1910 e 1911 contou a população total de Lassa, incluindo as lhamas na cidade e prefeitura era de cerca de 30.000; um censo de 1854 fez a contagem de 42.000, mas se sabe ter decrescido grandemente desde então. Britannica indicou que dentro de Lassa, havia um total de aproximadamente 1.500 residentes homens tibetanos leigos e cerca de 5.500 mulheres. A população permanente também incluía famílias chinesas (cerca de 2.000). Os residentes da cidade incluíam comerciantes do Nepal e Ladak (cerca de 800), e uns poucos do Butão, Mongólia e outros lugares. A Britannica notou que os chineses tinham concorridos cemitérios em Lassa, tratados cuidadosamente pelos seus modos e que os nepaleses supriam mecânicas e trabalhadores de metal naquela época.

Na primeira metade do século 20 , vários exploradores ocidentais fizeram jornadas de celebração para a cidade, incluindo William Montgomery McGovern, Francis Younghusband, Alexandra David-Néel, e Heinrich Harrer. Lassa era o centro do budismo tibetano já que aproximadamente metade da população eram monges,[40] apesar dessa contagem poder incluir monges de monastérios nas redondezas que viajavam para Lassa para várias celebrações e não eram residentes fixos de lá.

A maioria da população chinesa pré-1950 de Lhasa eram comerciantes e oficiais. Na sessão Lubu de Lhasa, os habitantes eram descendentes de agricultores de legumes, alguns dos quais se casaram com esposas tibetanas . Eles foram para Lassa entre os anos 1840 e1860 depois que um oficial chinês foi nomeado para a posição de Amban.[41]

De acordo com um escritor, a população de cidade era de cerca de 10.000, com cerca de 10.000 monges nos mosteiros de Drepung e Sera em 1959.[42] Hugh Richardson, por outro lado, coloca a população de Lassa em 1952, ao redor de 25.000–30.000—cerca de 45.000–50.000 se a população dos mosteiros nos arredores fosse incluída."[43]

Demografia Contemporânea[editar | editar código-fonte]

A população total da cidade-prefeitura de Lassa é de 521.500 (incluindo população migrante conhecida mas excluindo as tropas militares). Desses, 257.400 estão na área urbana (incluindo uma população migrante de 100.700), enquanto 264.100 estão fora.[44] Aproximadamente metade da cidade-prefeitura de Lassa vive no distrito Chengguan, que é a divisão administrativa que contém a área urbana de Lassa (i.e. a cidade atual).

A área urbana é povoada pelas etnias Tibetanas, Han, Hui e outros grupos étnicos.  O censo oficial de 2000 deu em uma população total de 223.001, dos quais 171.719 viviam nas áreas administradas por escritórios de rua das cidades e comitês de vizinhança da cidade. 133.603 tinham registros urbanos e 86.395 tinham registros rurais, baseados no seu lugar de origem .[45] O censo foi feito em novembro, quando muitos trabalhadores da etnia Han em indústrias sazonais como construção estariam fora do Tibete, e não contou os militares .[45] Um livro de 2011 estimava que mais de dois terços dos residentes da cidade são não-tibetanos, apesar do governo afirmar que o distrito de Chengguan como um todo era etnicamente 63% tibetano.[46] A partir de 2014,metade da população Han do Tibete residia no distrito Chengguan de Lassa, onde o ensino bilíngue ou inteiramente em chinês era comum nas escolas.[47]

Economia[editar | editar código-fonte]

Indústria competitiva junto com aspectos econômicos tem papel central no desenvolvimento de Lassa . Com uma visão de manter um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e meio ambiente, turismo e a indústria de serviços são enfatizados como motores de crescimento para o futuro. Muitos dos residentes rurais de Lassa praticam agricultura e pecuária. Lassa é o centro tradicional da rede de comércio tibetana . Por muitos anos químicos e plantas de fabricação de carros operaram na área e isso resultou em poluição significativa, um fator que mudou nos anos recentes. Cobre. chumbo e zinco são minerados próximo e tem um experimento em andamento a respeito de novos métodos de mineração de minerais e extração de calor geotérmico.

Agricultura e pecuária em Lasa são consideradas de alto padrão. O povo planta majoritariamente cevada de altitude e trigo de inverno . Os recursos da conservação da água, calor geotérmico, energia solar e vários minérios são abundantes. Há eletricidade a vontade com usos tanto de maquinaria e métodos tradicionais na produção de coisas tais como tecidos, couro, plásticos, fósforos e bordado. A produção de artesanato tem feito grande progresso .

Com o crescimento dos setores de turismo e serviços, se espera que as indústrias do por do sol sumam na esperança de construir um sistema ecológico saudável . Problemas ambientais como erosão do solo, acidificação,e perda de vegetação estão sendo enfrentados. A indústria do turismo agora traz negócios significativos para a região, tendo por base a atratividade do Palácio de Potala , o Jokang, Palácio de Verão de Norbulingka e grandes mosteiros circundantes assim como a paisagem espetacular do Himalaia juntos com os muitos animais e plantas selvagens nativos das altas altitudes da Asia Central. Turismo para o Tibete diminuiu vertiginosamente seguindo a repressão nos protestos em 2008, mas já em 2009 a indústria estava se recuperando.[48] Autoridades chinesas planejam um ambicioso crescimento do turismo na região almejando 10 milhões de visitantes para 2020;esses visitantes se espera que sejam domésticos. Com renovações ao redor de locais históricos, como o Palácio de Potala, UNESCO tem expressado "preocupações com a deterioração da paisagem tradicional de Lassa"[49]

Hotel Banak Shöl

Lassa tem vários hotéis. Lhasa Hotel é um hotel quatro estrelas localizado a nordeste de Norbulingka nos subúrbios ocidentais da cidade. Concluído em setembro de 1985, é o carro-chefe das instalações dos CIT´S no Tibete. Acomoda cerca de 1000 hóspedes e visitantes em Lassa. Há mais de 450 quartos (suÍtes) no hotel, e todos estão ocupados com ar condicionado, frigobar e outras amenidades básicas. Alguns dos quartos são decorados em estilo tibetano tradicional .O hotel foi operado pela Holiday Inn de 1986 até 1997[50] e é tema de um livro, O Hotel no telhado do mundo. Outro hotel digno de nota é o histórico Hotel Banak Shöl , localizado no número 8 da estrada Beijing na cidade.[51] ´É conhecido por suas distintas varandas de madeiras .O restaurante Nam-tso está localizado na prefeitura do hotel e é frequentado especialmente por turistas chineses visitando Lassa.

Lassa tem vários comércios dignos de nota. A fábrica de Carpetes de Lassa, uma fábrica ao sul de Yanhe Dong Lu próxima da universidade do Tibete , produz tapetes tradicionais tibetanos que são exportados mundialmente. É uma fábrica moderna, a maior manufatureira de tapete através do Tibete, empregando cerca de 300 trabalhadores. Tradicionalmente as mulheres tibetanas eram as tecelãs, e os homens os fiandeiros, mas ambos trabalham nos tapetes hoje em dia.

A companhia cervejeira de Lassa foi criada em 1988 nos arredores setentrionais , ao sul de Mosteiro Sera e é a cervejaria comercial mais elevada no mundo com11.975 ft (3.650 m) e responde por 85 por cento da produção contemporânea de cerveja no Tibete.[52] A cervejaria , consistindo de cinco um prédio de cinco andares, custa aproximadamente US$20–25 milhões, e em 1994, produção alcançou 30.000 garrafas por dia empregando cerca de 200 trabalhadores nessa época.[53] Desde 2000, o grupo Carlsberg aumentou seu stronghold no mercado chinês e se tornou cada vez mais influente no país com investimento e expertise. Carlsberg investiu na cervejaria Lassa em anos recentes e tem melhorado drasticamente as instalações da cervejaria e as condições de trabalho, renovando e expandido a construção que agora cobre 62.240 metros quadrados(15.3 acres).[54][55]

Arquitetura e paisagem da cidade[editar | editar código-fonte]

O Palácio de Potala

Lassa tem muitos locais de interesse históricos, incluindo o Palácio Potala , Templo Jokhang , Mosteiro Sera e Norbulingka. O Palácio de Potala , o templo de Jokhang e o Norbulingka são locais históricos mundiais da UNESCO .[56] No entanto, muitos locais importantes foram danificados ou destruídos em maior parte mas não apenas, durante a Revolução Cultural Chinesa dos anos 60.[57][58][59] Muitos foram restaurados desde os anos 80.

O Palácio de Potala , nomeado por causa do monte Potala, a morada de Chenresig ou Avalokitesvara,[60] foi a principal residência do Dalai Lama. Depois que o 14º Dalai Lama fugiu para a Índia durante a revolta tibetana de 1959, o governo converteu o palácio em um museu. O local foi usado como um retiro de meditação pelo rei Songtsen Gampo, que em 637 construiu o primeiro palácio lá para saudar sua noiva Princesa Wen Cheng da Dinastia Tang da China. Lozang Gyatso, o grande quinto Dalai Lama, começou a construção do Palácio de Potala em 1645 depois de um de seus conselheiros espirituais, Konchog Chophel (d. 1646), apontou que o local era ideal para uma sede do governo, situado entre os mosteiros Drepung e Sera e a parte antiga de Lassa. O palácio passou por trabalhos de restauração entre 1989 e 1994, custando RMB55 milhões (US$6.875 milhões) e foi inscrito na Lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO em 1994.

O Palácio de Potala

O pilar de Lhasa Zhol , abaixo de Potala, datam tão antigo quanto cerca de 764 CE. e é inscrito com o que talvez seja o exemplo mais antigo de escrita tibetana.[61] O pilar tem dedicatórias ao general tibetano e presta contas dos seus serviços ao rei incluindo campanhas contra a China que culminou na breve captura da capital chinesa Chang'an (atual Xian) em 763 CE[62] durante o qual os tibetanos instalaram temporariamente um parente da princesa Jincheng Gongzhu (Kim-sheng Kong co), a esposa chinesa do pai deTrisong Detsen, Me Agtsom.[63][64]

Chokpori, significando 'Montanha de Metal', é um morro sagrado, localizado ao sul de Potala. É considerada uma das quatro montanhas sagradas do Tibete central e junto com outros dois morros representam em Lassa representam os "Três Protetores do Tibete.", Chokpori (Vajrapani), Pongwari (Manjushri), e Marpori (Chenresig or Avalokiteshvara). Foi o lOCAL da mais famosa escola médica do Tibete, conhecida como Mentsikhang, que foi fundada em 1413. Foi concEBIDA pelo Lobsang Gyatso,o grande 5º Dalai Lama, e completo pelo regente Sangye Gyatso (Sangs-rgyas rgya-mtsho)[65] logo após 1697.

Lingkhor é um caminho sagrado , mais comumente usado para nomear a estrada da peregrinação em Lhasa encontrando seu gêmeo interior, Barkhor. O Lingkhor em Lhasa tinha 8 km (5.0 mi) logicamente cercando a Lassa Antiga, o Potala e o morro Chokpori . Em tempos antigos ficava lotado com homens e mulheres cobrindo seu comprimento com prostações, menidacancia e peregrinações se aproximando da cidade pela primeira vez. A estrada passava por parques sombreados por salgueiros onde os tibetanos costumavam fazer piquenique no verão e assistiam às operas abertas em dias de festival. A nova Lassa obliterou a maior parte de Lingkhor, mas um trecho ainda permanece a oeste de Chokpori.

Praça Jokhang
Antiga rua de Barkhor , 1993

O palácio Norbulingka e o parque circundante estão situados na parte oeste de Lassa, uma curta distância a sudoeste do Palácio de Potala com uma área de cerca de 36 ha (89 acres), é considerado o maior jardim feito pelo homem no Tibete.[66][67] Foi construÍdo em 1755. e serviu como a residência de verão dos sucessivos Dalai Lamas até o exilio auto-imposto do 14º. Norbulingka foi declarada uma 'Unidade de Relíquia Cultural de Importância Nacional", em 1988 pelo conselho de estado. Em 2001, o comitê central do governo chinês na 4ª sessão do Tibete decidiu restaurar o complexo a sua glória original. O Festival Sho Dun (popularmente conhecido como "festival do iogurte") é um festival anual que ocorre em Norbulingka durante o sétimo mês tibetano nos primeiros sete dias do período de lua cheia ,que corresponde a datas em Julho/Agosto de acordo com o calendário gregoriano.

O Barkhor é uma área de ruas estreitas e uma praça pública na parte antiga da cidade localizada no templo Jokhang e foi a mais popular circumambulação devocional para peregrinos e locais .A caminhada tem cerca de um quilometro (1 km (0.6 mi)) de comprimento e circunda o Jokhang inteiro, a antiga sede do Oraculo do Estado em Lassa chamado Mosteiro Muru Nyingba , e um número de casas nobres incluindo Tromzikhang e Jamkhang. Há quatro grandes incineradores de incenso (sangkangs) nas quatro direções cardinais, com incenso queimando constantemente, para agradar os deuses protegendo Jokhang.[68] A maior parte das construções e ruas antigas foram demolidas nos anos recentes e substituídas com ruas mais largas e construções mais novas. Algumas construções no Barkhor foram danificadas na inquietação de 2008 .[69]

Templo Ramoche

O Jokhang está localizado na praça Barkhor Square na sessão da cidade antiga de Lassa. Para muitos tibetanos é o mais sagrado e importante templo no Tibete. É em alguns aspectos pan-sectário, mas é atualmente controlado pela escola Gelug . Junto com o Palácio de Potala, é provavelmente a atração turística mais popular em Lassa. É parte do Sitios de Patrimonios Culturais da UNESCO " Sincronização Histórica do Palácio de Potala," e um centro espiritual de Lassa. Esse templo permaneceu um ponto chave da peregrinação budista por séculos. A rota da circumambulação é conhecida como a "kora" em tibetano e é marcada por quatro grandes incineradores de incenso de pedra nos cantos . O templo Jokhang é uma construção de quatro andares, com telhados cobertos com azulejos de bronze banhados a ouro . O estilo arquitetônico é baseado no design indiano viara , e foi mais tarde ampliado resultando numa mistura dos estilos nepales e da dinastia Tang . Possui as estátuas de Chenresig, Padmasambhava e do rei Songtsan Gampo e suas duas noivas estrangeiras, Princesa Wen Cheng (sobrinha do Imperador Taizong of Tang) e Princesa Bhrikuti do nepal e outros itens importantes.

Templo Ramoche é considerado o templo mais importante em Lassa depois do templo Jokhang . Situado no noroeste da cidade, está a leste do Potala e norte de Jokhang,[70] cobrindo uma área total de 4,000 metros quadrados (quase um acre). O templo foi esvaziado e parcialmente destruido nos anos 60 e sua famosa estátua de bronze desapareceu. Em 1983 a parte inferior dela disseram ter encontrado em uma lixeira Lhasa , e a parte de cima em Beijing. Elas agora foram unidas e a estátua está abrigada no templo Ramoche , que foi parcialmente restaurado em 1986,[70] e ainda mostrava graves danos em 1993. Em seguida da grande restauração de 1986,a principal construção do templo agora tem três andares.

Museu do Tibete
Monumento da Libertação Pacifica do Tibete, Praça de Potala

O Museu do Tibete em Lassa é o museu oficial da Região Autônoma do Tibete e foi inaugurado em 5 de Outubro de 1999. É o primeiro museu largo e moderno na Região Autônoma do Tibete e tem uma coleção permanente de 1000 artefatos, de exemplos da arte tibetana a design arquitetônico através da história como portas tibetanas e vigas de construção.[71][72] Está localizado num prédio com formato de L a oeste do Palácio de Potala no canto da estrada Norbulingkha . O museu é organizado em três sessões principais: um hall de exibição principais, um jardim cultural folclórico e escritórios administrativos.

O Monumento para a liberação pacifica do Tibete foi inaugurado na praça do Potala para celebrar o 51º aniversário do Acordo de Dezessete Pontos para a Libertação Pacífica do Tibete, e o trabalho no desenvolvimento da região autônoma desde então. O monumento de concentro de 37 metros de altura tem o formato de um Monte Everest abstrato e seu nome está gravado com a caligrafia do antigo secretário geral do CCP e presidente do PRC Jiang Zemin, enquanto uma inscrição descreve o desenvolvimento socioeconômico experienciado no Tibete nos últimos 50 anos.[73]

Bar in Lassa com a imagem do Potala na parede; 1993

Cultura[editar | editar código-fonte]

Música e dança[editar | editar código-fonte]

Há alguns locais noturnos atos de cabaret nos quais artistas cantam em chinês, tibetano, e inglês. Dançarinos usam figurino tradicional tibetano com longo fluxo de tecidos saindo dos seus braços. Há inúmeros pequenos bares que apresentam música ao vivo, apesar de eles terem cardápio de bebidas limitados e atendem mais turistas estrangeiros.

Auditório da Universidade do Tibete(2007)

Educação[editar | editar código-fonte]

Universidade do Tibete[editar | editar código-fonte]

A Universidade do Tibete (Tibetan: བོད་ལྗོངས་སློབ་གྲྭ་ཆེན་མོ་) é a principal universidade da Região Atonoma do Tibete. Seu campus fica no distrito Chengguan , Lassa, leste do centro da cidade. Um precursor foi criado em 1952 e a universidade foi estabelecida oficialmente em 1985,fundada pelo governo chinês. Cerca de 8000 estudantes estão matriculados na universidade.

A universidade do Tibete é uma universidade inclusiva com o mais alto nível acadêmico na Região Autônoma do Tibete. É membro do prestigioso Projeto 211,e é patrocinada sobre a iniciativa Primeiras aulas das disciplinas duplas .[74]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Estação ferroviária de Lassa

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Lassa tem sido servida por trens desde 2006, quando a Ferrovia Qinghai–Tibet abriu para operações de passageiros. Alcançando uma elevação de 5,072 acima do nível do mar, a ferrovia de Qinghai-Tibet é a ferrovia mais alta do mundo pela elevação. Conecta Lassa com Xining a capital da Provincia Qinghai,com cerca de 2,000 km (1,200 mi) distante, e ultimamente liga Lassa com outras cidades maiores com a extensa rede de ferrovias da China.[75] Cinco trens chegam e partem da estação de trem da Lassa todo dia. O trem de número Z21 demora 40 horas e 53 minutos de Beijing Ocidental, chegando em Lassa as 13:03 todos os dias. O trem Z22 de Lassa para Beijing Ocidental parte as 15:30 e chega em Beijing as 08:20 no terceiro dia, levando 40 horas e 50 minutos. Trens também chegam em Lassa de Chengdu, Chongqing, Lanzhou, Xining, Guangzhou, Shanghai e outras cidades.[76] Para contornar os problemas das grandes altitudes dando aos passageiros mal da montanha, oxigênio extra é bombeado dentro do sistema de ventilação e disponível diretamente em cada beliche com controle aberto por uma aba próxima para conveniência do passageiro, e máscaras de oxigênio pessoal estão disponíveis mediante pedido.[77] Dentro das cabines leito-cama há 64 assentos por trem que tem uma tomada elétrica para eletrônicos.[78] Lassa também é conectada a segunda maior cidade no Tibete , Xigazê, por serviço de trem, desde 2014. Uma terceira ferrovia, a ferrovia Sichuan-tibete, que liga Lassa com o condado de Nyingchi C e dentro do interior ultimamente terminando em Chengdu, começou a construção em junho de 2015.[79]

Para viagens de trem adiante no Sul da Asia, a grande estação mais próxima na Índia é Nova Jalpaiguri, Siliguri in Bengala Ocidental. No entanto, a extensão do sistema de ferrovia indiano para Sikkim vai facilitar para conexões adiantes na rede de ferrovias do Sul da Ásia . Há planos preliminares de ligar Lassa por trilhos com Kathmandu.[80]

De acordo com um porta-voz chinês-tibetano, extensão dessa linha de trem para Kathmandu com um túnel debaixo do Monte Everest se esperava ser inaugurada em 2020.[81]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Aeroporto de Lassa Gonghar (IATA: LXA), construído em 1965, é o centro de aviação do Tibete. Está localizada ao sul da cidade propriamente dita. Leva cerca de meia hora para chegar lá de carro através da Via expressa do aeroporto de Lassa; antes da inauguração da via expressa em 2011, a viagem para o aeroporto levava mais de uma hora. A partir de 2014, há voos diários atendendo as maiores cidades chinesas incluindo Beijing, Chengdu, Guangzhou, e Shanghai, e há também serviços ocasionalmente programados para Kathmandu no Nepal. Aeroporto de Lassa é o centro da Tibet Airlines, que oferece serviços regionais para outros destinos no Tibete como Nyingchi, Prefeitura de Ngari , Shigatse, e Qamdo.

Rua Principal

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

A auto estrada Qinghai–Tibet (parte da G109) corre nordeste na direção de Xining e eventualmente a Beijing e é a rodovia mais utilizada no Tibete. A auto estrada Sichuan–Tibet (parte da G318) corre leste em direção a Chengdu e eventualmente para Shanghai. G318 também corre para Zhangmu na fronteira com o Nepal. A auto estrada Xinjiang-Tibet (G219) corre norte de Lassa para Yecheng, e depois para Xinjiang. Essa estrada é raramente usada devido a falta de amenidades e postos de gasolina. Uma nova auto estrada de quatro pistas de 37.68 km (23.41 mi), entre Lassa e o aeroporto de Gonghar foi construída pelo departamento de transportes do Tibete ao custo de 1.5 bilhões RMB . Essa rodovia é parte da Auto estrada nacional 318 e começa na estação ferroviária de Lassa, passa pela cidade de Caina no Condado Qushui , terminando na entrada norte do Túnel da Montanha Gala e a cabeça da ponte sul da ponte do rio Lassa, e na rota vai além da primeira passarela elevada de Lassa até a passarela de Liuwu .[82]

Marítimo[editar | editar código-fonte]

Os portos mais próximos são Kolkata e Haldia na Bengala Ocidental, India. O passe Nathu La oferece acesso ás companhias chinesas ao porto de Kolkata (Calcutta), situado cerca de 1,100 km (680 mi) de Lassa, para trans-embarcações de e para o Tibete.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O estádio de Lassa, que tem uma capacidade de 20.000, está localizado em Lassa. É usado principalmente para partidas de futebol.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

  • Lista de cidades gêmeas e irmãs na China
  • McLeod Ganj
  • Leh, India
  • Mustang, Nepal
  • Presídio Drapchi or Prisão de Lhasa Prison No.1

Referências[editar | editar código-fonte]

Citações[editar | editar código-fonte]

 

  1. «Illuminating China's Provinces, Municipalities and Autonomous Regions». China.org.cn. Consultado em 17 de maio de 2014 
  2. «Lhasa and the Soul of Tibet». www.stephenbatchelor.org (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2018 
  3. John Powers, Introduction to Tibetan Buddhism, Snow Lion Publications, 2007, p.144.
  4. Anne-Marie Blondeau and Yonten Gyatso, 'Lhasa, Legend and History,' pp.21–22.
  5. Stein, R. A. Tibetan Civilization 1962.
  6. Dorje (1999), p. 201.
  7. Snellgrove, David. 1987.
  8. Anne-Marie Blondeau, Yonten Gyatso, 'Lhasa, Legend and History,' in Françoise Pommaret(ed.
  9. Amund Sinding-Larsen, The Lhasa atlas: : traditional Tibetan architecture and townscape, Serindia Publications, Inc., 2001 p.14
  10. Dorje (1999), pp. 68–9.
  11. Bell, Charles (1924). Tibet Past and Present. [S.l.: s.n.] [2011-10-02 Cópia arquivada em https://www.webcitation.org/query?url=http%3A%2F%2Fwww.billboard.com%2F%23%2Fartist%2FRihanna%2Fchart-history%2F658897%3Ff%3D793%26g%3DSingles&date=2011-10-02] Verifique valor |arquivourl= (ajuda)  Verifique data em: |arquivodata= (ajuda)
  12. Shakabpa, W. D. (2010) [1976]. One hundred thousand moons, Volume 1. [S.l.]: BRILL. ISBN 978-90-04-17788-8. [2011-10-02 Cópia arquivada em https://www.webcitation.org/query?url=http%3A%2F%2Fwww.billboard.com%2F%23%2Fartist%2FRihanna%2Fchart-history%2F658897%3Ff%3D793%26g%3DSingles&date=2011-10-02] Verifique valor |arquivourl= (ajuda)  Verifique data em: |arquivodata= (ajuda)
  13. Li, Tiezheng (1956). The historical status of Tibet. [S.l.]: King's Crown Press, Columbia University 
  14. Bloudeau, Anne-Mari & Gyatso, Yonten.
  15. Bloudeau, Anne-Mari & Gyatso, Yonten.
  16. The Ornaments of Lhasa, Islam in Tibet, Produced by Gray Henry
  17. a b Dorje (1999), p. 69.
  18. Berzin, Alexander (1996). «The History of the Early Period of Buddhism and Bon in Tibet». The Historical Interaction between the Buddhist and Islamic Cultures before the Mongol Empire. Study Buddhism. Consultado em 20 de junho de 2016. With Tibet conceived as a demoness lying on her back and locations for the temples carefully selected according to the rules of Chinese acupuncture applied to the body of the demoness, Songtsen-gampo hoped to neutralize any opposition to his rule from local malevolent spirits. Of the thirteen Buddhist temples, the major one was constructed eighty miles from the imperial capital, at the site that later became known as "Lhasa" (Lha-sa, The Place of the Gods). At the time, it was called "Rasa" (Ra-sa, The Place of the Goats). Western scholars speculate that the Emperor was persuaded to avoid building the temple at the capital so as not to offend the traditional gods. 
  19. Laird, Thomas. (2006).
  20. Karmay, Samten C. (2005).
  21. Stein, R. A. Tibetan Civilization (1962).
  22. Emily T. Yeh,'Living Together in Lhasa: Ethnic Relations, Coercive Amity, and Subaltern Cosmopolitanism,' in Shail Mayaram (ed.
  23. John Bray, 'Trader, Middleman or Spy?
  24. Emily T. Yeh,'Living Together in Lhasa: Ethnic Relations, Coercive Amity, and Subaltern Cosmopolitanism,' pp.59-60.
  25. Heinrich Harrer, Seven Years in Tibet, Penguin 1997 p.140, cited in Peter Bishop, The myth of Shangri-La: Tibet, travel writing, and the western creation of sacred landscape, University of California Press, 1989 p.192.
  26. Powers, John (2017). The Buddha Party: How the People's Republic of China Works to Define and Control Tibetan Buddhism. New York: Oxford University Press. ISBN 9780199358151. OCLC 947145370. From birth they had been exposed to pro-China propaganda and denunciations of the Dalai Lama and the government he headed before troops from the People's Liberation Army (PLA) entered Tibet in 1950. In March 1959, an uprising centered on the capital, Lhasa, prompted a massive crackdown, during which the Dalai Lama, Tenzin Gyatso (b. 1935), fled into exile. The Tibetan Government, the Ganden Podrang, was dissolved, and a transitional administration under Chinese leadership was established. 
  27. Robert Barnett, Lhasa: Streets with Memories, Columbia University Press, 2010 p.65
  28. Emily T. Yeh,'Living Together in Lhasa: Ethnic Relations, Coercive Amity, and Subaltern Cosmopolitanism,' p.58.
  29. Robert Barnett, Lhasa: Streets with Memories, p.104.
  30. Robert Barnett, Lhasa: Streets with Memories, Columbia University Press, 2010 p.67: "Today, except for the Dalai Lama's Summer Palace, a small part of the Shugtri Lingka (now renamed the People's Park), and the Lukhang, those parks have disappeared."
  31. Emily T. Yeh,'Living Together in Lhasa: Ethnic Relations, Coercive Amity, and Subaltern Cosmopolitanism,' p.60; The monument however does not commemorate the Tibetan epic hero, but the Chinese figure.
  32. Tung (1980), p.21 and caption to plate 17, p. 42.
  33. a b Emily T. Yeh,'Living Together in Lhasa: Ethnic Relations, Coercive Amity, and Subaltern Cosmopolitanism,' p.70.
  34. National Geographic Atlas of China. (2008), p. 88.
  35. Dorje (1999), p. 68.
  36. Barnett, Robert (2006). Lhasa: streets with memories. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 0-231-13680-3 
  37. Subramanya 2004, p. 486.
  38. 2013年统计用区划代码和城乡划分代码:城关区. stats.gov.cn. National Bureau of Statistics of the People's Republic of China. Consultado em 6 de abril de 2015 
  39. Census Office of the State Council of the People's Republic of China; Population and Employment Statistics Division of the National Bureau of Statistics of the People's Republic of China=Tabulation on the 2010 population census of the people's republic of China by township / compiled by Population census office under the state (2012). 1 ed. Beijing: China Statistics Print. ISBN 978-7-5037-6660-2  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  40. Barnett, Robert (2013). Lhasa: Streets with Memories. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 9780231510110. population of Lhasa in 1904 was estimated by the British at 30,000 people, of whom 20,000 were said to be monks [...] in 1936 Spencer Chapman estimated the population at 50,000 to 60,000, consisting of 20,000 residents and 30,000 to 40,000 monks 
  41. Mayaram, Shail (2009). The other global city. [S.l.]: Taylor & Francis US. ISBN 978-0-415-99194-0. Consultado em 28 de junho de 2010 
  42. Dowman (1988), p. 39.
  43. Richardson (1984), p. 7.
  44. People's Government of Lhasa Official Website - "Administrative divisions" Arquivado agosto 13, 2006, no Wayback Machine
  45. a b Yeh & Henderson 2008, pp. 21–25.
  46. Johnson 2011, p. 81.
  47. Leibold & Chen 2014, p. 117.
  48. Xinhua, "Tibet tourism warms as spring comes" Arquivado 2012-11-07 no Wayback Machine, 2009-02-13.
  49. Miles, Paul (8 de abril de 2005). «Tourism drive 'is destroying Tibet'». London: Telegraph. Consultado em 20 de maio de 2009 
  50. «Lhasa Hotel in Lhasa, China - Lonely Planet». Hotels.lonelyplanet.com. Consultado em 26 de março de 2013. Cópia arquivada em 30 de julho de 2012 
  51. Lonely Planet Arquivado 2008-07-27 no Wayback Machine
  52. «Lhasa beer from Tibet makes US debut». Tibet Sun. 12 de agosto de 2009. Consultado em 27 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 17 de julho de 2011 
  53. Gluckman, Ron (1994). Brewing at the Top of the World. [S.l.]: Asia, Inc. 
  54. «Carlsberg China». Carlsberg Group. Consultado em 27 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 24 de março de 2009 
  55. «The Beer». Lhasa Beer USA. Consultado em 27 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 6 de julho de 2009 
  56. «Historic Ensemble of the Potala Palace, Lhasa». unesco. Consultado em 10 de fevereiro de 2008 
  57. Bradley Mayhew and Michael Kohn.
  58. Keith Dowman.
  59. Laird, Thomas. (2006).
  60. Stein, R. A. Tibetan Civilization (1962).
  61. Coulmas, Florian (1999). «Tibetan writing». Blackwell Reference Online. Consultado em 20 de outubro de 2009 
  62. Snellgrove and Richardson (1995), p. 91.
  63. Richardson (1984), p. 30.
  64. Beckwith (1987), p. 148.
  65. Dowman, Keith. (1988).
  66. «Norbulingka Palace». Tibet Tours. Consultado em 18 de maio de 2010 
  67. «Norbulingka». Cultural China. Consultado em 23 de maio de 2010. Cópia arquivada em 19 de julho de 2011 
  68. Dowman, Keith (1998).
  69. Philip, Bruno (19 de março de 2008). «Trashing the Beijing road». The Economist. Consultado em 3 de fevereiro de 2010 
  70. a b Dowman, Keith. 1988.
  71. «The Tibet Museum». China Tibet Information Center. Consultado em 18 de maio de 2010. Cópia arquivada em 26 de julho de 2011 
  72. «Tibet Museum». China Museums. Consultado em 18 de maio de 2010. Cópia arquivada em 4 de junho de 2010 
  73. «Monument to Tibet Peaceful Liberation Unveiled». China Tibet Tourism Bureau. Consultado em 26 de outubro de 2010. Arquivado do original em 7 de julho de 2011 
  74. «教育部 财政部 国家发展改革委 关于公布世界一流大学和一流学科建设高校及建设 学科名单的通知 (Notice from the Ministry of Education and other national governmental departments announcing the list of double first class universities and disciplines)» 
  75. World's highest railway Qinghai-Tibet Railway to be extended to Xigaze from Lhasa - Apple Travel
  76. "How to Get to Lhasa" ChinaTour.net Accessed 2015-3-23
  77. Cody, Edward (4 de julho de 2006). «Train 27, Now Arriving Tibet, in a 'Great Leap West'». The Washington Post. Consultado em 7 de maio de 2010 
  78. «The train to Lhasa, Tibet - What You Can Expect». 7 de junho de 2017 
  79. 拉林铁路预计2014年9月份动工 全线435.39千米. China Tibet News. 15 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 30 de julho de 2014 
  80. «Extend Tibet railway line to Kathmandu, Nepal tells China». The Indian Express. 12 de outubro de 2009 
  81. China may build rail tunnel under Mount Everest, state media reports
  82. «New highway linking Lhasa to Gonggar Airport to be built». Cópia arquivada em 21 de julho de 2011 

Fontes[editar | editar código-fonte]

Leitura Futura[editar | editar código-fonte]

Links Externos[editar | editar código-fonte]

Mapas e fotos aéreas[editar | editar código-fonte]