Nova Bréscia

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Município de Nova Bréscia
Vista parcial da cidade

Vista parcial da cidade
Bandeira de Nova Bréscia
Brasão de Nova Bréscia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de abril
Fundação 28 de dezembro de 1964 (51 anos)
Gentílico bresciense
CEP 95950-000
Prefeito(a) Gilnei Agostini
(2013–2016)
Localização
Localização de Nova Bréscia
Localização de Nova Bréscia no Rio Grande do Sul
Nova Bréscia está localizado em: Brasil
Nova Bréscia
Localização de Nova Bréscia no Brasil
29° 12' 50" S 52° 01' 40" O29° 12' 50" S 52° 01' 40" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Oriental Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Lajeado-Estrela IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Encantado, Coqueiro Baixo, Travesseiro e Capitão
Distância até a capital 161 km
Características geográficas
Área 102,183 km² [2]
População 3 184 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 31,16 hab./km²
Altitude 322 m
Clima Subtropical:

Verão (quente) Inverno (frio e chuvoso)

Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,822 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 40 240,483 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 283,42 IBGE/2008[5]
Página oficial

Nova Bréscia é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, colonizado por imigrantes italianos. Localiza-se a uma latitude de 29º12'52" sul e a uma longitude de 52º01'39" oeste, estando a uma altitude de 322 metros. Sua população era de 3.184 pessoas segundo o censo de 2010 do IBGE.

Possui uma área de 102,183 km².

Nova Bréscia é conhecida como a capital da mentira, realizando a cada dois anos o Festival da Mentira, onde ganha a pessoa que contar a maior mentira, mas que consiga deixar os espectadores em dúvida da veracidade da mesma ou não. Também é conhecida por ser a capital dos churrasqueiros.

História[editar | editar código-fonte]

Município criado em 28 de dezembro de 1964, conforme Lei Estadual número 4.903. Em 11 de abril de 1965 é diplomado o primeiro prefeito, João Arlindo Deves, tendo como vice Alfredo Silvestre Macagnan. A primeira câmara de vereadores foi composta por João Sbardelotto, Benjamin Giongo, Guido Dalpian, Alcides Armando Laste, Isidoro Berti, Alcides Zambiasi, Maximiliano Salami e Arlindo Simonetti.

"Noi italiani lavoratori,/ Allegri andiamo in Brasile./ E voialtri d'Italia signori,/ Lavoratelo il vostro badile./ Se volete mangiare." Nós, trabalhadores italianos/ Vamos contentes para o Brasil./ E vocês, nobres da Itália,/ Peguem sua pá/ Se quiserem comer.

Este era o espírito, este era o canto dos imigrantes italianos em seus navios. Fugiam da Itália como de um cárcere. Havia tanta abundância de mão de obra na Europa, que fez com que mais de 10 milhões de italianos imigrassem para o Novo Mundo entre as décadas de 1810 e 1930. No Brasil, de 1875 a 1935, ingressaram 1,5 milhão, sendo que destes 100 mil vieram para o Rio Grande do Sul, com as mais diversas qualificações.

A imigração dos italianos está ligada ao processo de unificação da Itália e à vitória do capitalismo sobre os "pequenos reinos e sua estrutura agrária", atingindo profundamente as famílias que viviam da terra. De Brescia, situada na região da Lombardia, chegaram ao Rio Grande do Sul muitos italianos, dando a origem à cidade de Nova Bréscia.

Exatamente no ano de 1895, as famílias italianas de De Maman, Mezacasa, Casaril e Daroit, vindas dos municípios de Bento Gonçalves, Antonio Prado e Veranópolis, subiram por íngremes caminhos e se estabeleceram na localidade de Arroio das Pedras, onde hoje é a localidade de Linha Tigrinho Alto, marco inicial da colonização do município de Nova Bréscia, com suas atuais 33 comunidades.

Já a cidade de Nova Bréscia teve seu início por volta de 1902, quando os primeiros colonizadores, os italianos de nascimento Santo Titton e João Dalnora, mais os brasileiros Felisberto de Freitas e João Machado, ali chegaram.

Nestas paragens só existiam mata e piquetes. Não foi fácil para a jovem comunidade de colonos se estabelecer. Esses pioneiros chegaram trazendo suas famílias e suas mudanças em cima de cavalos. Sofreram muito para construir suas casas de madeira, pois as tábuas eram serradas a mão. Não havia tijolos nem material de construção. Para comprar mantimentos não produzidos no local, era necessário deslocar-se a cavalo, por uma estrada cheia de curvas e íngremes ladeiras, até Arroio Grande, atual Encantado.

Em 1906 chegavam mais colonizadores, entre eles Antonio Dall'Oglio, Batista Recco, João Magagnin e outros que se somavam aos que já estavam no local, com o fim de explorar a terra, através da agricultura. As culturas principais eram o trigo, o milho e o feijão. A comercialização dos produtos era realizada nas cidades vizinhas, transportadas em mulas que formavam longas fias nos caminhos por onde só passava um animal por vez. Posteriormente, quando as estradas foram alargadas e aplainadas, passaram a ser usadas carroças puxadas por bois ou cavalos. Só em 1914 foi aberta a atual estrada que liga Nova Bréscia a Encantado; antes, o trajeto era feito pela Linha Tigrinho.

A primeira igreja de Nova Bréscia foi construída em pedra basalto, mas teve de ser demolida poucos anos após sua construção, no início da década de 30. A atual igreja matriz, também construída em pedra, teve sua pedra fundamental colocada em 1936 e foi inaugurada no ano de 1952.

Em 1924 chegou o primeiro médico, Dr. José Lorenzin; no mesmo ano surgiu a primeira farmácia. Até então, quando necessário, os doentes que não podiam manter-se em cima de um cavalo eram carregados em padiolas até Encantado ou Arroio do Meio. Em 1938 foi fundado o Hospital Beneficente São João Batista, que funciona até os dias de hoje.

Os anos se passaram e a cidade cresceu. Em 1964 veio a emancipação: Nova Bréscia deixava de ser distrito do município de Arroio do Meio e ganhava sua condição de autonomia.

Pouco antes já havia começado uma nova história: a saga dos churrasqueiros.

Nova Bréscia é hoje nacionalmente conhecida como a terra dos melhores churrasqueiros do Brasil. Inúmeras são as casas especializadas em fazer churrasco espalhadas por este nosso Brasil; e há inúmeras em outros países, especialmente nos Estados Unidos.

Na década de 1960, o município tinha em torno de 11 mil habitantes. Hoje são pouco mais de 3 mil, devido ao êxodo de muitos moradores, mas devido sobretudo à emancipação de diversos distritos, que se constituíram em municípios autônomos.

Atualmente estima-se que mais de 10 mil brescienses estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo em diversas atividades. Destacam-se principalmente no ramo de churrascarias e restaurantes, que seguiram o exemplo de Albino Ongaratto, de Linha Alegre, que resolveu largar a enxada, a luta contra terrenos montanhosos, as picadas imprevisíveis nos meses de inverno e a força indomável da prodigiosa natureza, dando assim inicio a um maciço êxodo rural, que podemos chamar como a saga dos churrasqueiros.

Atualmente o município de Nova Bréscia se destaca pela sua qualidade de vida. Segundo dados recentes, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano da ONU) o município de Nova Bréscia está em 1º lugar no Vale do Taquari e entre os primeiros no estado.

Monumento ao churrasqueiro[editar | editar código-fonte]

Monumento ao churrasqueiro no centro de Nova Bréscia

Nova Bréscia é conhecida também por oferecer ao mundo os melhores churrasqueiros do Brasil. A fama dos bresciences é muito grande, rendendo até uma homenagem ao churrasqueiro no centro da cidade.

No monumento existe uma placa, onde se lê:

A ti churrasqueiro que representas tão bem a comunidade bresciense em todos os recantos do país, nosso reconhecimento e gratidão

Economia[editar | editar código-fonte]

O setor de serviços é a principal atividade econômica do município, correspondendo a 52,4% do PIB. Em segundo lugar, encontra-se o setor agropecuário, com 37,4% do PIB, com especial destaque para a avicultura, sendo Nova Bréscia o município com maior produção de aves no estado, com cerca de 40 milhões de aves por ano. Também vem se desenvolvendo nos últimos anos o setor industrial, representando cerca de 1% do PIB, com empresas nos ramos têxtil, moveleiro, madeireiro, metal-mecânico e alimentício.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Soberanas[editar | editar código-fonte]

O novo trio de soberanas do município foi eleito no dia 21 de dezembro de 2013[6], em baile realizado no Ginásio Municipal de Esportes, como programação das festividades natalinas. Dez meninas subiram à passarela, mas somente três caíram na graça dos jurados e foram coroadas. A rainha eleita é Sabrine Scartezini Bertol (17) e as princesas Luiza Dalmoro (16) e Tamires Cigolini Ferreira (19).

Fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/47499/?Sabrine-Luiza-e-Tamires-sao-as-novas-soberanas-de-Nova-Brescia.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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