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Muçum (Rio Grande do Sul)

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Muçum
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Muçum
Bandeira
Brasão de armas de Muçum
Brasão de armas
Hino
Gentílico muçunense
Localização
Localização de Muçum no Rio Grande do Sul
Localização de Muçum no Rio Grande do Sul
Localização de Muçum no Rio Grande do Sul
Muçum está localizado em: Brasil
Muçum
Localização de Muçum no Brasil
Mapa
Mapa de Muçum
Coordenadas 29° 09' 54" S 51° 52' 04" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Encantado, Roca Sales, Doutor Ricardo, Santa Tereza, Vespasiano Corrêa.

São Valentim do Sul

Distância até a capital 115 km
História
Fundação 31 de janeiro de 1959 (64 anos)
Administração
Prefeito(a) Mateus Giovanoni Trojan (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 111,247 km²
População total (2022) [2] 4 601 hab.
 • Posição RS: 269º BR: 4329º
Densidade 41,4 hab./km²
Clima Subtropical (Cfa)
Altitude 77 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 95970-000
Indicadores
IDH (2010) [3] 0,746 alto
 • Posição RS: 122º BR: 628º
PIB (2020) [4] R$ 284 633,96 mil
 • Posição RS: 188º BR: 2291º
PIB per capita (2020) R$ 57 374,31
Sítio https://mucum.rs.gov.br/ (Prefeitura)

Muçum é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Conhecido como Princesa das Pontes, pelo trecho da Ferrovia do Trigo que atravessa o rio Taquari e corta a cidade sobre um viaduto, marcando o visual da entrada da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento da região onde hoje se encontra o município de Muçum começou por volta do século XIX, com o estabelecimento dos primitivos colonizadores de origem lusa, italiana, alemã e polonesa, que compraram suas terras, através da Comissão de Terras e Colonização em Guaporé. O rio Taquari teve suma importância na migração dos primeiros colonizadores, já que era bastante navegável. Os imigrantes italianos, maioria na colonização, iam até Garibaldi e depois desciam para a região de Muçum e Encantado, comprando terras do governo e de alemães que haviam chegado antes mas não se adaptaram às areas.[5] A mais antiga comunidade é a de São Faustino e Juvita, criada por famílias portuguesas em 1873. Lá, uma capela de 150 foi reformada e reinaugurada em 2023.[5]

O nome do município tem sua origem de uma cachoeira conhecida dos navegadores que costumavam passar pelo rio Taquari. O nome "Mussum", ainda grafado com dois "SS", aparecia escrito em um relatório elaborado em 1862, pelo engenheiro militar Capitão Antônio Augusto Arruda, do Exército Nacional, ao efetuar um completo levantamento das cachoeiras existentes no rio Taquari, desde o porto de Estrela até o incipiente povoado de Santa Bárbara na foz do Rio Carreiro. A cachoeira recebeu o nome do peixe, presente ali, e deu nome ao porto que deu nome ao povoado.[5]

Oficialmente, porém, desde 1905 o nome era General Osório, passando a ser o 3º distrito de Guaporé, que havia sido criada dois anos antes. Os dois nomes, entretanto, eram usados tanto pelos moradores quanto em documentos oficiais.[5] Em 19 de novembro de 1938, enfim, alterava-se a denominação de distrito e vila de General Osório para "Mussum", ainda com grafia de dois "SS". Em dezembro de 1959 era solicitado à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul que fosse retificado o nome de Muçum, para a grafia com dois "SS", visto ser nome próprio, pois com "ç" é nome de peixe de origem da língua Tupi-Guarani. Esta solicitação da Câmara de Vereadores, não foi aceita.

Com a denominação de Muçum, o distrito é desmembrado de Guaporé e elevado à ca­tegoria de município pela Lei Estadual nº 3.729, de 18 de fevereiro de 1959. O município é instalado em 31 de maio daquele ano.

Em 4 de setembro de 2023, o município passou pela sua maior tragédia, sendo devastada por uma enchente que, em poucas horas, entre a tarde e o anoitecer, fez o Taquari transbordar e subir 28,9m acima do seu leito normal.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Cidades e Estados». IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023 
  2. «IBGE CIDADES». IBGE. 2022. Consultado em 6 de outubro de 2023 
  3. «Ranking». IBGE. 2010. Consultado em 12 de maio de 2023 
  4. «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 a 2020». IBGE. 2020. Consultado em 12 de maio de 2023 
  5. a b c d Staudt, Leandro (6 de outubro de 2023). «A história de Muçum, do antigo porto à devastação pelo Rio Taquari». GZH. Consultado em 6 de outubro de 2023 
  6. Schaffner, Fábio (6 de setembro de 2023). «O cenário desolador que se revela em Muçum após o recuo das águas do Rio Taquari». GZH. Consultado em 6 de outubro de 2023 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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