Pedro Rolo Duarte

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Pedro Rolo Duarte
Nascimento 16 de maio de 1964
Lisboa, Portugal
Morte 24 de novembro de 2017 (53 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portuguesa
Ocupação Jornalista e editor

Pedro Manuel Madeira Rolo Duarte (Lisboa, 16 de maio de 1964 – Lisboa, 24 de novembro de 2017) foi um jornalista e editor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho dos jornalistas António Rolo Duarte e Maria João Duarte, e irmão do editor fonográfico António Manuel Rolo Duarte (26 de Abril de 1956 - 21 de Março de 2006) e da designer e escritora Fátima Rolo Duarte (13 de Outubro de 1958), foi casado com Cristina de Penha Coutinho (entre 1994 e 2001), de quem teve um filho, António Maria Rolo Duarte.[1]

Estudou no Liceu Camões, onde foi aluno de Mário Dionísio e Vergílio Ferreira.

Aos 17 anos, começou a enviar textos para o suplemento juvenil do diário Correio da Manhã, "Correio dos Jovens". Depressa se tornou colaborador regular do suplemento - e logo depois, do jornal de espectáculos Se7e e do vespertino nortenho Notícias da Tarde. No início, assinava apenas Pedro Duarte, tendo a morte do pai marcado a sua opção pelo apelido completo: Rolo Duarte.

Em 1984, a convite de Rui Pêgo e Henrique Mendes, estreia-se na Rádio Renascença com um programa diário em directo, "Sessão da Meia-Noite". Um ano depois transita para a Rádio Comercial, onde assina "Só Com gelo", coordenando uma equipa que integrava João Gobern e Maria Flor Pedroso. Entretanto, inicia uma colaboração regular com o Diário de Notícias (que terminaria em 2006).

Em 1987, e depois de algumas colaborações pontuais em programas de Jorge Pego e José Nuno Martins, estreia-se na RTP, primeiro com o magazine de espectáculos semanal "Programa das Festas", e depois com o talkshow diário "Tempos Modernos", acumulando aqui também a co-autoria e co-apresentando com Ana do Carmo.

Destacou-se nas décadas de 80, 90 e 2000 pelo papel que teve na fundação e direcção de marcantes projectos de imprensa, incluindo O Independente, a revista K, a revista Visão e o suplemento DNA do Diário de Notícias. Em rádio, apresentou programas de sucesso como "A Cidade Branca" e "Só com Gelo", na Rádio Comercial, e "Hotel Babilónia" (com João Gobern), na Antena 1. Manteve também presença frequente na televisão, em programas como "Canal Aberto" (RTP 1), "Falatório" (RTP 2) ou "Central Parque" (RTP 3).

Veio a falecer, vítima de cancro, a 24 de novembro de 2017 no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado na unidade de cuidados paliativos.[2] A morte foi atribuída a um cancro do estômago de que padecia após ter batalhado com um cancro do pulmão.[3] Foi homenageado com um voto de pesar na Assembleia da República, aprovado por unanimidade. No texto do voto destaca-se a sua "capacidade de inovação editorial e de escrita que fez escola na comunicação social portuguesa"[4]. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou que "Pedro Rolo Duarte foi, ao longo de décadas, um nome forte, que deixou marcas"[5]. O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamentou a morte de "um dos mais destacados jornalistas da sua geração."[6]

Trajectória profissional[editar | editar código-fonte]

Em meios escritos[editar | editar código-fonte]

Lançado nos três meios de comunicação social, o percurso foi então vasto e multifacetado. Em imprensa, foi colaborador e/ou colunista do jornal Diário Económico (2003-2004), revista Egoísta (2003), revista S.O.S Saúde (2001), revista Visão (1992-1999), revista Pousadas (1994), revista Elle (1993-1994), Revista Mais, revista Lux Woman (2006-2016), e plataforma SAPO 24 (2015-2017). Foi redactor de O Independente (1988-1989), Editor-adjunto de O Independente (1989), Director-adjunto do jornal Se7e (1989-1990), fundador e editor-geral da revista Capa (1991-1992), fundador e editor-geral da revista Visão (1992-1995), fundador, criador e director do suplemento DNA (Diário de Notícias, 1996-2006), e subdirector do jornal Diário de Notícias (2004-2005). Fundou e editou a primeira revista de fim-de-semana do jornal "i", o projecto "Nós", nos anos de 2009 e 2010.

Em meios de radiodifusão[editar | editar código-fonte]

Em rádio, foi autor do talkshow semanal da Antena 1 "Hotel Babilónia" (2009-2017), com João Gobern, e do programa "Mais Novos Que Nunca" (Antena 1 e Antena 3), depois de ter assinado durante 3 anos os programas "Pedro Rolo Duarte" e "Janela Indiscreta", todos na Antena 1.[7] Antes disso foi autor e/ou realizador do programa "Mundo de Aventuras" (Rádio Comercial, FM, 1993-1996) co-apresentador do programa "Desmancha-Prazeres" (com Rui Pêgo, Vasco Pulido Valente e Nuno Rogeiro, Rádio Comercial, FM, 1993-1995, Sete de Ouro de melhor programa do ano, 1994), autor e apresentador dos programas "Pedro Rolo Duarte" e "À Conversa" (Correio da Manhã Rádio, 1991-1992, Sete de Ouro de realização radiofónica 1992), "Jornal de Actualidades" (Rádio Comercial, FM, 1991), "A Cidade Branca" (Rádio Comercial, FM, 1989-1990), "Toque Suave" (Rádio Comercial, FM, 1986-1987), "Sete por Sete" (Rádio Comercial, FM, 1986), "Só com Gelo" (Rádio Comercial, FM, 1985-1986), "Sessão da Meia-noite" (Rádio Renascença, OM, 1984).

Em meios televisivos[8][editar | editar código-fonte]

Em televisão, apresentou o programa Central Parque (RTP1, 2015-2016), com Joana Stichini Vilela. Apresentou entre 2013 e o começo de 2015 o debate semanal "Treinadores de Bancada" no canal A Bola TV, e o talk-show da RTP2 "Tanto para Conversar". Apresentou até 2011 o programa semanal de debate "Fala Com Elas", na RTP-N. Colaborou nos programas "Sinais" (RTP1, 1984) e "VivaMúsica!" (RTP1, 1985-1987). Autor e apresentador do programa "Tempos Modernos" (RTP1, 1988-1989), apresentador e autor do texto do "Programa das Festas" (RTP1, 1987-1988, nomeado para melhor programa de TV Sete de Ouro 87).

Colaborou nos programas "Carlos Cruz 4ª Feira" (RTP2, 1991-1993) e "Noite de Reis" (RTP1, 1995). Apresentador do programa "Em Legítima Defesa" (TVI, 1998-1999), autor e apresentador do programa "Noites Brancas" (RTP2, 1997-1998), Autor e apresentador do programa "Falatório" (RTP2, 1996-1997, nomeado para melhor programa de televisão nos Globos de Ouro 97), autor e apresentador do programa "Canal Aberto" (RTP1, 1996, nomeado melhor programa de televisão e melhor apresentador Globos de Ouro 96). Foi ainda Autor/apresentador do programa "Encontro Marcado" (SIC Mulher, 2004-2006).

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

No âmbito da sua atividade enquanto jornalista foi ainda professor universitário convidado da Universidade Autónoma de Lisboa (2003-2005) e formador no instituto Restart (2013-2015).[9][10] No âmbito dos seus conhecimentos de comunicação, apoiava alguns projectos desenvolvidos pela empresa Shift Thinkers, nomeadamente o evento VoxMar (2013).[11]

Teve quatro livros publicados: "Fumo", edição Oficina do Livro, 2007, «Sozinho em Casa», edição Oficina do Livro, 2002 (3 edições), «Noites em Branco», edição Oficina do Livro, 1999 (4 edições) e «SOS – SMS», edição Oficina do Livro, 2003, (este último em co-autoria com Ana Mesquita).[12]

Do seu percurso fez ainda parte a direcção geral da empresa Pretexto - Imprensa Rádio e TV Produções (1987/1999), trabalhos de direcção e marketing em actividades culturais (1986-1989), criação a direcção do Jornal da Comercial (1994-1996), newsletter semanal da Rádio Comercial, direcção criativa e produção das campanhas de publicidade e marketing da revista Visão (1995-1997), concepção e direcção do Boletim Municipal e Agenda Cultural da Câmara Municipal de Sintra (1995), e a assessoria à Presidente da Câmara Municipal de Sintra (1995).[carece de fontes?]

Foi autor da letra do tema "Renascer", de Luís Represas. [13]

Editava um blogue: http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt.

Livro póstumo[editar | editar código-fonte]

Em Maio de 2018, a editora Manuscrito anunciou a publicação de "Não Respire", livro de memórias e reflexão que Pedro Rolo Duarte teria concluído dias antes da sua morte.[14]

Referências

  1. «Morreu Pedro Rolo Duarte». Visão. Consultado em 6 de fevereiro de 2018 
  2. Observador. «Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte». Observador. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  3. Diário de Notícias. «Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte». 24-11-2017. Consultado em 24 de novembro de 2017 
  4. «Voto de Pesar n.o 436/XIII» (PDF). Assembleia da República 
  5. «Presidente da República lamenta a morte de Pedro Rolo Duarte». Presidência da República Portuguesa 
  6. «Nota de pesar». República Portuguesa - Cultura 
  7. «Antena 1». Rádio e Televisão de Portugal. Consultado em 3 de novembro de 2008 
  8. «Gurus Agency». Gurusagency.com. Consultado em 3 de novembro de 2008 
  9. «Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte». Notícias ao Minuto. 24 de novembro de 2017 
  10. «Curso de Programação e Animação de Rádio - Coffeepaste». Coffeepaste 
  11. «Energia de Portugal na próxima conversa Voxmar». Jornal Expresso 
  12. «Obituário. Morreu Pedro Rolo Duarte, jornalista e cronista pop, mais do que um comunicador». PÚBLICO. 24 de novembro de 2017 
  13. «Luís Represas mostra novo videoclip 'Tomara'». Correio da Manhã. Consultado em 7 de fevereiro de 2018 
  14. Cipriano, Rita. «Editora Manuscrito lança autobiografia do jornalista Pedro Rolo Duarte». Observador. Consultado em 11 de maio de 2018