Onda gravitacional

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Representação bidimensional de ondas gravitacionais geradas por duas estrelas de nêutrons orbitando entre si

Na física, as ondas gravitacionais são ondulações na curvatura do espaço-tempo que se propagam como ondas, viajando para o exterior a partir da fonte. Previstas em 1916[1] [2] por Albert Einstein com base em sua teoria da relatividade geral,[3] [4] e detectadas em 2015, as ondas gravitacionais transportam energia na forma de radiação gravitacional.

A existência de ondas gravitacionais é uma possível consequência da covariância de Lorentz da relatividade geral, uma vez que traz o conceito de uma velocidade finita de propagação de interações físicas consigo. Em contraste, as ondas gravitacionais não existiam na teoria newtoniana da gravitação, que postula que as interações físicas propagam-se em velocidade infinita.

Antes da detecção direta de ondas gravitacionais (ver abaixo), já havia evidências indiretas sobre a sua existência. Por exemplo, as medições do sistema binário Hulse-Taylor sugeriram que as ondas gravitacionais eram mais do que um conceito hipotético.

As fontes potenciais de ondas gravitacionais detectáveis ​​incluem sistemas estelares binários compostos por anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros. Vários observatórios de ondas gravitacionais (detectores) estão em construção ou em operação ao redor do mundo.[5]

Detecção direta[editar | editar código-fonte]

Detector do LIGO em Hanford Reservation, perto de Richland, Washington, Estados Unidos

Até 2015, nenhuma "radiação gravitacional" tinha sido satisfatoriamente observada. A teoria prevê que o pacote de onda da gravidade seria a partícula gráviton, que ainda também não foi observada. Existem diversos experimentos ao redor do mundo que buscam evidências de ondas gravitacionais.[6] Muitos se baseiam em tentar detectar alterações da energia interna de corpos maciços a baixíssimas temperaturas, confinados em sistemas amortecidos em laboratório. Essas alterações da energia interna seriam supostamente causadas por ondas gravitacionais oriundas de megaeventos no espaço, como o choque de estrelas. Na Universidade de São Paulo existe um detector de ondas gravitacionais, o Detector Mario Schenberg, que busca tais evidências.[7]

No final de 2015, pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) observaram "distorções no espaço e no tempo" causadas por um par de buracos negros com 30 massas solares em processo de fusão.[8] [9] [10] [11] Acerca da descoberta, anunciada ao público no dia 12 de fevereiro de 2016, David Reitze, diretor do projeto, em uma entrevista coletiva em Washington, disse: "Nós detectamos ondas gravitacionais. Nós conseguimos".[12] . Em junho de 2016, uma segunda explosão de ondas gravitacionais da fusão de buracos negros foi anunciada sugerindo que essas detecções em breve vai se tornar rotina e parte de um novo tipo de astronomia[13] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Einstein, A (Junho de 1916). «Näherungsweise Integration der Feldgleichungen der Gravitation». Sitzungsberichte der Königlich Preussischen Akademie der Wissenschaften Berlin [S.l.: s.n.] part 1: 688–696. 
  2. Einstein, A (1918). «Über Gravitationswellen». Sitzungsberichte der Königlich Preussischen Akademie der Wissenschaften Berlin [S.l.: s.n.] part 1: 154–167. 
  3. Finley, Dave. «Einstein's gravity theory passes toughest test yet: Bizarre binary star system pushes study of relativity to new limits.». Phys.Org. 
  4. The Detection of Gravitational Waves using LIGO, B. Barish
  5. «The Newest Search for Gravitational Waves has Begun». LIGO. 18 de setembro de 2015. Consultado em 29 de novembro de 2015.  |website= e |publisher= redundantes (Ajuda)
  6. «Gravitational Wave Observatories» (em inglês). Consultado em 05 de Junho de 2013. 
  7. MORAES, M.S. (6 a 12 de novembro de 2006). «Para comprovar as ideias de Einstein». Jornal da USP. Consultado em 19 de setembro de 2012. 
  8. Castelvecchi, Davide; Witze, Witze (11 de fevereiro de 2016). «Einstein's gravitational waves found at last». Nature News [S.l.: s.n.] doi:10.1038/nature.2016.19361. Consultado em 21 de fevereiro de 2016-02-1. 
  9. B. P. Abbott et al. (LIGO Scientific Collaboration and Virgo Collaboration) (2016). «Observation of Gravitational Waves from a Binary Black Hole Merger». Physical Review Letters [S.l.: s.n.] 116 (6). doi:10.1103/PhysRevLett.116.061102. 
  10. «Gravitational waves detected 100 years after Einstein's prediction | NSF - National Science Foundation». www.nsf.gov. Consultado em 2016-02-11. 
  11. Overbye, Dennis (11 February 2016). «Physicists Detect Gravitational Waves, Proving Einstein Right». New York Times [S.l.: s.n.] Consultado em 11 February 2016. 
  12. Experimento vê ondas gravitacionais, fenômeno previsto por Einstein. Globo.com. Rafael Garcia. 11 de fevereiro de 2016.
  13. Focus: LIGO Bags Another Black Hole Merger na revista "Physics" (no. 9, pg.68) publicado pela " American Physical Society" (2016)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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