Severiano de Almeida

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Município de Severiano de Almeida
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 26 de dezembro de 1963 (53 anos)
Gentílico severianense
Prefeito(a) Ademar José Basso (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Severiano de Almeida
Localização de Severiano de Almeida no Rio Grande do Sul
Severiano de Almeida está localizado em: Brasil
Severiano de Almeida
Localização de Severiano de Almeida no Brasil
27° 25' 58" S 52° 06' 57" O27° 25' 58" S 52° 06' 57" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Erechim IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Mariano Moro, Marcelino Ramos, Três Arroios e Viadutos
Distância até a capital 400 km
Características geográficas
Área 167,615 km² [2]
População 3 842 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 22,92 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,808 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 54 606,083 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 696,03 IBGE/2008[5]
Página oficial

Severiano de Almeida é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

O surgimento do povoado de Severiano de Almeida remonta à segunda década desse século, entre 1910 e 1920, quando adentraram muitos colonos nas matas do norte do Rio Grande do Sul. Anterior a isso, sabe-se que circulavam pela mata índios Kaingang e outros indivíduos (de procedência incerta) refugiados das revoluções Farroupilha e Federalista.Incentivados pela colonização pública promovida por Carlos Barbosa Gonçalves (então presidente do Estado) que, no dia 6 de Outubro de 1908 criou a Colônia Erechim, e pela colonização particular da Empresa “Luce-Rosa & Ltda”, fundada em 1915, começaram a chegar os primeiros imigrantes às novas terras.

Eram oriundos das colônias Silveira Martins, Caxias, Dona Isabel, Conde D`Eu e até da Itália.Um fator que contribui muito no deslocamento dos imigrantes para a região do Alto Uruguai foi a chamada “estrada de ferro”. Tendo chegado ao povoado de Paiol Grande em 1910 e, no ano seguinte, unindo o nosso Estado com Santa Catarina, Paraná e São Paulo, a ferrovia tornou-se um excelente meio de importação de bens de consumo e escoamento da produção.No final de 1916 conforme assegura a tradição oral – um grupo de nove colonos de origem italiana teria descido para a região onde se localizava hoje Severiano de Almeida a fim de ver as terras da Luce-Rosa. Feita a visita, haveriam batizado o lugar de “Nova Itália”, nome com o qual o povoado ficou sendo conhecido por longo tempo.Já no início de 1917 estabeleceu-se aí a família de Ferucio Marins Bisol e Rosa Magnabosco, provindos de Guaporé.

Ressentidos de recursos de primeira necessidade, mas ancorados pela esperança de prosperarem, foram chegando outros pioneiros. Pode-se mencionar a família de André e Sabina Zílio, Antônio e Luiza Bigaton, Vicente e Maria Burin, Domingos e Brígida Sponchiado, Pietro e Maria Carnieletto, Vicente e Catarina Sponchiado, Benjamim e Arcagela Dagios, José Maria Pedron, Fioravante e Helena Pedron, Felipe Maria Antoniazzi, Geremias e Ema Nespolo, Adolfo e Santa Nespolo, Pedro e Verônica Gênero, Angelo e Ana Luigia Gênero, Pimo Antônio e Maria Miotto, Santo e Santa Burin. Na sequência, fixaram-se os Vendruscolo, os Trentin, os Benincá e muitos outros.Preocupada com o desenvolvimento da Colônia, a empresa “Luce-Rosa & Ltda” incentivou a vinda dos padres franciscanos para a região, bem como favoreceu a sua instalação entre os colonos.

Além da assistência propriamente religiosa, os franciscanos exerceram grande influência cultural em Nova Itália, como de resto em diversos povoados circunvizinhos por eles atendidos. Quase simultaneamente chegaram as irmãs Fransciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora no vizinho povoado de Três Arroios. Em Nova Itália firmaram residência em março de 1956, sempre envidando esforços no atendimento religioso e no campo da educação. Criaram e mantiveram por muito tempo o Colégio Cristo Rei, que se notabilizou como o maior e melhor estabelecimento de ensino do distrito.

As irmãs e padres possibilitaram uma sólida formação cristã, responsável pelo florescimento de muitas vocações religiosas e sacerdotais.A religiosidade foi um elemento determinante e um fator de grande significado pessoal e social na vida do imigrantes. Possuíam fé inabalável no criador e devoções bem nutridas pela tradição que, a par das dificuldades de toda ordem, foram forjando de imediato a organização das comunidades. Por ali passavam as questões políticas, econômicas, culturais e religiosas. Nesses meio também perpassavam os projetos, as lembranças, a convivência e tudo o mais que lhes pudessem valer.

Acentuada dedicação e esmero ao trabalho. Assim eram os colonos que, manualmente, puseram abaixo a mata para construir uma economia de subsistência, baseada na policultura. Desde o princípio, cultivou-se em Nova Itália o trigo, o milho, o feijão, o fumo e a parreira. Produziram-se suínos, bovinos e outros animais. Houve extração de erva-mate, bem como de madeira, que era beneficiada pelos engenhos e mesmo exportada, quer pela ferrovia, quer pelo Rio Uruguai, através das “balsas”. No cenário econômico surgiram as casas de comércio.

Expressiva foi a iniciativa de um grupo de agricultores que, liderados por Mariano Moro, em 01-1940 transformaram a Cooperativa de Fumo Nova Itália em Cooperativa de produção e consumo “Nova Vitória”, Mariano Moro foi uma das personalidades marcantes da época. Sobressaía-se pela liderança e pelos ideais cooperativos. Tornou-se fundador ou co-responsável pela fundação de pelo menos 20 cooperativas agrícolas na região, dentre as quais a União Sul Brasileira de Cooperativas com sede em Porto Alegre.Administrativamente, Nova Itália passou à categoria de distrito no dia 15 de Abril de 1929, por um ato do então intendente municipal de Erechim, Attílano Machado. O novo distrito comportava uma área de 450 km e foi oficialmente instalado no dia 03-05 daquele ano, tendo como primeiro subintendente o Sr. João Moro. Entre as autoridades e populares estava o Sr. José que atuou em Nova Itália como juiz distrital, médico, subdelegado de polícia e subprefeito.

Em virtude de alguns contratempos de ordem eleitoral, o distrito de Nova Itália foi extinto em 5 de Maio de 1933. Todavia, em 05-1934 fora solenemente restaurado, devolvendo a alegria à produção e permitindo a retomada da caminhada político-administrativa. Em razão do movimento nacionalista da época da segunda guerra mundial, houve a alteração dos topônimos estrangeiros. Nova Itália passou a ser denominado Severiano de Almeida por decreto estadual de 29 de Novembro de 1938. A escolha do nome foi uma homenagem ao engenheiro, chefe da Comissão de Terras para demarcação da Colônia Erechim. O distrito recobrou seu antigo nome “Nova Itália” em 17 de Dezembro de 1956. Mas, com a emancipação ficou sendo conhecido definitivamente por Severiano de Almeida. As condições econômicas e sociais o permitiam dado que o interesse pela causa emancipacionista se firmou. Em reunião realizada no dia 20 de Janeiro de 1962 foram eleitos Dr. João Carlos Pezzi, Alberto Francisco Basso, Dionísio Zílio e Hary Magarinos para comporem a comissão responsável pelo processo de independência demonstrativa. Após ser analisado o processo de emancipação junto à Assembleia Legislativa do Estado e decorrida a consulta plebiscitária na área emancipanda, o governador Lido Meneghetti sancionou a criação do município de Severiano de Almeida. Isto se deu no dia 26 de Dezembro de 1963[6] O homenageado é Severiano de Souza e Almeida – Nascido na Bahia no ano de 1845. Casado com Eulália Bica de Almeida (2ª núpcias dela), com quem teve os filhos: Manoel, Clementino, Severiano e Eulália, e o enteado Antônio José de Oliveira Paredes (filho de Eulália e o poeta Juvêncio Paredes). Engenheiro, agrimensor e militar da Guarda Nacional onde galgou até o posto de Coronel. Em 1881 foi nomeado administrador da então nascente Colônia de Jaguari, também assumindo a chefia da Comissão de Terras para demarcação da Colônia, com a finalidade de ajudar no desenvolvimento do Município, com o cadastramento de imigrantes, construção de hospedagens e abertura de caminhos, fornecimento de alimentos, material agrícola, sementes, assistência médica e aferir dados demográficos e climáticos de produção e exportação, bem como promover a urbanização e locar a sede do futuro município. Na sua administração foram abertas as estradas em direção a Santiago e São Vicente do Sul, construídos moinhos, descascadores de arroz, serrarias, olarias, atafonas, alambiques, fábricas de cerveja e cigarros. Em 1893, retorna à colônia de Jaguari, período em que foi instalada a iluminação pública a querosene, instaladas uma escola para meninos e uma escola para meninas, duas bandas de música, iniciada a construção da Igreja Matriz, instalação do jornal “O Jaguari” e três lojas maçônicas, o sindicato agrícola, a construção da ponte metálica sobre o rio Jaguari, a construção da linha férrea entre Dilermando de Aguiar e Jaguari, sistema de navegação entre Jaguari e a foz do rio Ibicuí, além de ligação telefônica, sendo dispensado em 1895. Em 1884 foi designado para prestar serviços de agrimensura (medição de lotes) na colônia de Caxias do Sul. Em 1888, foi removido da colônia de Caxias para a colônia de Silveira Martins. Em 1891, foi promovido à chefe da comissão de implantação da colônia de Taquari. Em 1899, novamente dirige a Colônia de Jaguari. De 1901 a 1996, é designado pela Secretaria Estadual de Obras Públicas para serviços de agrimensura em Santiago, São Vicente do Sul, Santa Maria, Vila Rica (atual Júlio de Castilhos) e São Francisco de Assis. Findados os trabalhos em Jaguari, foi removido por Portaria de 27 Mar 1909 da extinta colônia Jaguari para a administração da nova colônia de Erechim, onde permanece até 1918. Em 1909 e 1910, coordena a construção da estrada geral entre São Martinho e Santa Maria. Pelo Decreto nº 2275, de 1º Jun 1917, é lhe concedida a aposentadoria por invalidez, após 32 anos de serviço público, deixando a colônia de Erechim e fixando residência em Santiago, na fazenda “Casa Branca”, onde vem a falecer em 3 Dez 1927. Em sua homenagem, o distrito de Nova Itália, se emancipa de Erechim e, por Decreto Estadual de 1938, passa-se a chamar Severiano de Almeida[7].

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

É um município que conta com as águas do rio Uruguai, agora represadas no lago artificial da Usina Hidrelétrica de Itá (UHI) e que através deste faz divisa fluvial com o estado de Santa Catarina. Também apresenta confrontações límitrofes com os municípios gaúchos de Mariano Moro, Três Arroios, Viadutos e Marcelino Ramos.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Colonização» 
  7. História dos logradouros públicos de Santiago. [S.l.: s.n.] 2015  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]


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