Stevens Rehen

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Stevens Kastrup Rehen
Nascimento 1971
Rio de Janeiro (cidade)
Nacionalidade  Brasil
Instituições UFRJ
Campo(s) Neurociência, biologia celular

Stevens Kastrup Rehen (Rio de Janeiro, 1971) é um cientista brasileiro.

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Primeiro de quatro filhos de pai bancário e mãe dona de casa cresceu entre os bairros do Andaraí e Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994). No mesmo ano recebeu o Prêmio Roberto Alcântara Gomes de Melhor Trabalho em Biofísica pela Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE). O mestrado, sob orientação de Rafael Linden, foi defendido em 1996 no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho. Foi agraciado com o Prêmio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) pelo Melhor Trabalho Nível Mestrado da Área de Ciências Biológicas do Brasil daquele ano. Sua tese de doutorado (2000), sob orientação novamente de Rafael Linden, descreveu novas formas de controle da degeneração celular na retina em desenvolvimento.

Durante a década de 90, Bitty (apelido pelo qual Stevens é conhecido entre os colegas) integrou a irreverente banda A Mula Rouca, chegando a gravar um CD independente em 1999[1].

Entre 2000 e 2005 viveu nos Estados Unidos. Trabalhou no laboratório de Jerold Chun na Universidade da Califórnia, em San Diego (2000-2003). Entre 2003 e 2005 foi pesquisador do Instituto de Pesquisas Scripps, da Califórnia. Descreveu a existência de aneuploidia no cérebro de camundongos e seres humanos saudáveis.

Em 2005 retornou ao Brasil com o intuito de contribuir para o desenvolvimento das pesquisas sobre células-tronco embrionárias.

É membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC) desde 2007, membro afiliado da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS) desde 2009 e da Fellow da Pew Latin American Program in the the Biomedical Sciences dos Estados Unidos desde 2000.

De 2005 a 2008, Rehen foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Criou a Medalha Neurociências Brasil para homenagear neurocientistas pioneiros no país: Carlos Eduardo Rocha-Miranda (2006), Iván Antonio Izquierdo (2007), Frederico Guilherme Graeff (2008) e Eduardo Oswaldo-Cruz (2009). Na Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) discutiu a burocracia que dificulta a importação de insumos necessários ao progresso da pesquisa científica no país.

Em 2007, foi convidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a participar da primeira audiência pública da história do Brasil, apresentando posição favorável ao estudo de células-tronco embrionárias. No mesmo ano foi indicado para a “Classe 2007” do Fórum Mundial de Ciências da Vida realizado em Lyon, França. Distinção aos 100 cientistas mais promissores do mundo com menos de 40 anos, selecionados por academias de ciências dos quatro continentes.

Pioneiro no estudo de células-tronco embrionárias humanas no país, criou células-tronco de pluripotência induzida (iPS) a partir de células da pele. Coordena projetos de pesquisa sobre células-tronco com apoio do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Ao lado da jogadora Marta, de Gilson Schwartz, Nicola Bernardo, Gil Castello Branco, Ângela Gutierrez, Titi Freak e do pianista João Carlos Martins foi indicado em reportagem especial da revista Fora de Série (outubro 2009, jornal Brasil Econômico) como um dos "8 brasileiros que estão moldando positivamente o futuro do país"[2].

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[3].

É coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) do DECIT/Ministério da Saúde-BNDES no Rio de Janeiro. Laboratório especializado na produção de células-tronco embrionárias e células-tronco de pluripotência induzida (iPS) associado à Rede Nacional de Terapia Celular.

O cientista publicou mais de 30 artigos nas principais revistas científicas internacionais, além de 9 capítulos de livro, um livro de divulgação científica sobre células-tronco (Células-tronco: O que são? Para que servem?, pela Editora Vieira & Lent) e dezenas de textos sobre ciência em revistas e jornais de grande circulação.

Ministrou dezenas de palestras sobre o tema células-tronco no Brasil e exterior, inclusive na Bienal do Livro do Rio de Janeiro[4].

Atualmente Stevens Rehen é professor titular e diretor adjunto de pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 2011, Stevens Rehen foi novamente considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes país[5].

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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