Superjúpiter

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Concepção artística de HD 29587 B uma anã marrom que orbita a estrela HD 29587, estima-se que este objeto tenha uma massa 55 vezes maior do que Júpiter.

Um superjúpiter é um objeto astronômico muito mais massivo do que o planeta Júpiter. Por exemplo, subestrelas companheiras próximos do limite de anãs marrons foram qualificados como superjupíteres, como a que orbita Kappa Andromedae.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Os superjúpiter, ainda que possam ter várias vezes a massa de Júpiter, tem um raio muito semelhante (uma ou duas vezes o seu raio). Isto é porque quanto mais massivo é um objeto mais intensa a força de gravidade sobre si mesmo, que tende a reduzir seu raio.

A linha entre superplanetas e anãs marrons é um pouco difusa. De acordo com o União Astronômica Internacional (UAI), considera-se que um corpo celeste com mais de 13 massas de Júpiter (equivalente a 4133 vezes a massa da Terra)[n 1] é uma anã marrom, já que com esta massa é teoricamente possível consumir deutério por reações nucleares em seu interior. No entanto, em 2002 a equipe de astrônomos do Observatório de Genebra descobriu o que parecia ser um planeta muito massivo que orbita muito perto da estrela HD 202206. As evidências mostraram que o planeta tinha uma massa superior a 17 massas de Júpiter, de modo que, em teoria, deve ser classificado como uma anã marrom. No entanto, o objeto se comporta exatamente como um planeta; ainda tem uma sincronia 5:1 com o segundo planeta do sistema estelar.[2]

Em 2011 já existiam 180 objetos conhecidos classificadas como súperjupíteres, alguns quentes, e outros frios.[3] Embora o seu peso é maior que o de Júpiter, muitas continuam tendo o mesmo tamanho, mesmo aqueles que são 80 vezes mais massivo.[3] Isto significa que a sua gravidade superficial e densidade sobem proporcionalmente à sua massa.[3] O aumento da massa compacta o planeta devido à gravidade, assim, impedindo o mesmo de ser maior.[3] Os superjupíters podem ser até três vezes mais denso do que o elemento mais denso conhecido, o ósmio, cuja densidade e gravidade chega a ser uma centena de vezes mais forte do que a da Terra. Em comparação, os planetas um pouco mais leves o que Júpiter podem ser maiores, os chamados "planetas inchados" (gigantes gasosos com um grande diâmetro, mas de baixa densidade).[4] Um exemplo disto pode ser a exoplaneta HAT-P-1b com cerca da metade da massa de Júpiter, mas com um diâmetro com cerca de 1,38 vezes maior.[4]

COROT-3b, com uma massa de cerca de 22 Jupíteres,[5] tem uma densidade media estimada de 26,4 g/cm3, valor maior do que o ósmio (22,6 g/cm3), o elemento natural mais denso em condições padrão. A compressão extrema da matéria em seu interior faz com que a densidade aumenta, como é provavelmente constituído principalmente por hidrogênio.[6] A gravidade da superfície é também muito alta, mais de 50 vezes maior do que a Terra.[5]

Em 2012, o superjúpiter Kappa Andromedae b foi fotografado perto dela estrela Kappa Andromedae,[1] orbitando a 1,8 vezes a distância à qual orbita Netuno do Sol.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b «Astronomers Directly Image Massive Star's 'Super-Jupiter'». NASA. 19 de novembro de 2012. Consultado em 26 de junho de 2013. 
  2. R. Cowen (27 de novembro de 2004). «Extrasolar planet news: superplanet or brown dwarf?» (em inglês). Science News. Consultado em 9 de outubro de 2009. 
  3. a b c d Kitchin, Chris (2012). Exoplanets: Finding, Exploring, and Understanding Alien Worlds. [S.l.: s.n.] pp. 167–168. ISBN 9781461406440 
  4. a b Chang, Kenneth (11 de novembro de 2010). «Puzzling Puffy Planet, Less Dense Than Cork, Is Discovered». The New York Times 
  5. a b Deleuil, M.; Deeg, H. J.; Alonso, R.; Bouchy, F.; Rouan, D.; Auvergne, M.; Baglin, A.; Aigrain, S.; Almenara, J. M. (2008). «Transiting exoplanets from the CoRoT space mission. VI. CoRoT-Exo-3b: the first secure inhabitant of the brown-dwarf desert». Astronomy and Astrophysics. 491 (3): 889–897. Bibcode:2008A&A...491..889D. arXiv:0810.0919Acessível livremente. doi:10.1051/0004-6361:200810625 
  6. Baraffe, I.; Chabrier, G.; Barman, T. S.; Allard, F.; Hauschildt, P. H. (2003). «Evolutionary models for cool brown dwarfs and extrasolar giant planets. The case of HD 209458». Astronomy and Astrophysics. 402 (2): 701–712. Bibcode:2003A&A...402..701B. arXiv:astro-ph/0302293Acessível livremente. doi:10.1051/0004-6361:20030252 
  7. «Image of the "super-Jupiter" Kappa Andromedae b». NASA/JPL. 19 de novembro de 2012. Consultado em 26 de junho de 2013. 

Leituras externas[editar | editar código-fonte]