Tangara cyanocephala
| Tangara cyanocephala | |
|---|---|
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Família: | Thraupidae |
| Gênero: | Tangara |
| Espécies: | T. cyanocephala
|
| Nome binomial | |
| Tangara cyanocephala (Müller, PLS, 1776)
| |
Tangara cyanocephala (nomeada, em inglês, red-necked tanager; em castelhano, tangará verde y roja (Arg.);[2] em português e na língua indígena, denominada pelo povo: saíra-militar, saí-militar, saí-de-bando, saíra-de-lenço, saíra-lenço, saíra-de-coleira-vermelha, saíra-de-pescoço-vermelho, saíra-de-cabeça-azul, saíra-de-gola, gaturamo, gaturamo-fim-fim, fim-fim, soldadinho e verdelim)[3][4][1] é uma espécie de ave da família Thraupidae (na taxonomia de Sibley-Ahlquist colocada entre os Fringillidae); um pássaro endêmico de florestas de Mata Atlântica, restingas e capoeiras da região oriental do Brasil, do estado do Ceará até o Rio Grande do Sul e em Misiones, na Argentina, ao Paraguai; mais frequente em áreas costeiras arborizadas até altitudes de 1.000 metros, em associação com a saíra-sete-cores, a saíra-dourada e outros pássaros.[3][5][6] Foi classificada em 1776, por Philipp Ludwig Statius Müller;[3][4] considerada a ave símbolo das cidades de Brusque, em Santa Catarina, no ano de 2009,[7] e de Morretes, no Paraná, no ano de 2021;[8] também listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como espécie pouco preocupante.[1] Ela mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 21 gramas. Sua denominação binomial, Tangara cyanocephala, significa "dançarino com cabeça azul-escura".[3]
Descrição
[editar | editar código]Este pássaro apresenta leve dimorfismo sexual. No macho ocorre a predominância de penas de cor negra no dorso, sendo inconfundível pela área em vermelho nas laterais da cabeça e nuca. Apresenta uma pequena faixa amarelada nas asas e regiões de um verde-brilhante nas asas, ventre e retrizes. Olhos com bordas e faixa anterior de um azul mais claro que o presente no restante de sua fronte e garganta.[5][6][9]
Na fêmea ocorre a predominância de penas estriadas de verde no dorso e com a faixa vermelha mais apagada, tendendo à tonalidade da canela.[3][2][6][10]
Vocalização
[editar | editar código]Sua vocalização de chamada é constituída por sons como um fino "bst", ou um agudo "zit-zit-zit" e um chilrear rápido.[6]
Nidificação e reprodução
[editar | editar código]Macho e fêmea cuidam dos filhotes em um ninho em formato de taça, composto por fibras de bromélias e outras epífitas, com 3 a 4 ovos.[3]
Alimentação
[editar | editar código]Nos bosques tropicais onde habita, a saíra-militar se alimenta de frutos, insetos e suas larvas, néctar ou pólen das flores; frequentando pomares ou comedouros e também vistas se alimentando em pequenos arbustos e até mesmo sobre a vegetação rente ao solo.[3][5]
Subespécies
[editar | editar código]T. cyanocephala possui três subespécies:
- Tangara cyanocephala cyanocephala (Statius Muller, 1776) - ocorrendo desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, o Paraguai e o norte da Argentina.[3]
- Tangara cyanocephala corallina (Berlepsch, 1903)[3] / saíra-militar-da-Bahia[4] - ocorrendo do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo; distinguindo-se da subespécie nominal por ser, em média, um pouco menor, com a faixa no pescoço de um vermelho um pouco mais pálido, com a barra amarela na asa mais estreita e partes ventrais mais amareladas.[3]
- Tangara cyanocephala cearensis (Cory, 1916)[3] / saíra-militar-do-Ceará[4] - ocorrendo na serra de Baturité, no Ceará, e criticamente ameaçada neste habitat; distinguindo-se da subespécie nominal e de corallina por ter sua coroa frontal de um azul-arroxeado, penas negras no alto da garganta, entre a faixa vermelha e o azul do final da garganta e, principalmente, por possuir penas de cor azul celeste na superfície das retrizes, em sua cauda.[3]
Referências
- ↑ a b c BirdLife International (2016). «Tangara cyanocephala». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T22722830A94787225. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22722830A94787225.en
. Consultado em 12 de novembro de 2021
- ↑ a b FRISCH, Johan Dalgas (1981). Aves Brasileiras. Volume 1. 2ª ed. São Paulo, Brasil: Dalgas - Ecoltec Ecologia Técnica e Comércio Ltda. p. 252. 354 páginas. ISBN 85-85015-02-0
- ↑ a b c d e f g h i j k l «Saíra-militar». WikiAves - A Enciclopédia das Aves do Brasil. 1 páginas. Consultado em 29 de abril de 2019
- ↑ a b c d ANDRADE, Gabriel Augusto de (1985). Nomes Populares das Aves do Brasil. Belo Horizonte: Editerra Editorial. p. 211. 258 páginas
- ↑ a b c RIDGELY, Robert S.; GWYNNE, John A.; TUDOR, Guy; ARGEL, Martha (2015). Aves do Brasil. Mata Atlântica do Sudeste 1ª ed. São Paulo: Editora Horizonte. p. 350-351. 418 páginas
- ↑ a b c d SICK, Helmut (1997). Ornitologia Brasileira 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. p. 747. 912 páginas
- ↑ «Município recebe quadro da Saíra-militar, ave símbolo da cidade». Prefeitura de Brusque. 1 páginas. Consultado em 29 de abril de 2019
- ↑ Valêncio, Brayan (1 de setembro de 2021). «Ave-símbolo de Morretes é escolhida». JB Litoral. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2021
- ↑ Lameiras, Marcus Vinicius (6 de julho de 2013). «Saíra-militar (Tangara cyanocephala) - Red-necked Tanager - macho». Flickr. 1 páginas. Consultado em 29 de abril de 2019.
Jardim Botanico, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
- ↑ Parigini, Javier (5 de junho de 2016). «Saíra de Lenço ou Saíra-militar (Tangara cyanocephala) - fêmea». Flickr. 1 páginas. Consultado em 29 de abril de 2019.
Ubatuba, São Paulo, Brasil.