Utopia (banda brasileira)

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Utopia
Informação geral
Origem Guarulhos, SP
País  Brasil
Gênero(s)
Rock alternativo
Pop rock
Funk rock
Período em atividade 19891994
Afiliação(ões) Mamonas Assassinas, Legião Urbana, Guns N' Roses, Ultraje a Rigor, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Rush
Integrantes Dinho
Bento Hinoto
Júlio Rasec
Samuel Reoli
Sérgio Reoli
Márcio Araújo[1]

Utopia foi uma banda brasileira de rock, criada em 1989 na cidade de Guarulhos, estado de São Paulo. Seus integrantes deram origem ao grupo Mamonas Assassinas.

História[editar | editar código-fonte]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

O Utopia surgiu em 1989, quando Alberto Hinoto (que mais tarde adotaria o nome artístico de Bento) e irmãos Samuel e Sérgio Reoli decidiram criar uma banda. Alberto seria guitarrista no conjunto, enquanto Sérgio tornou-se baterista e Samuel baixista. Durante show realizado em Julho de 1990 no Parque Cecap, um conjunto habitacional de Guarulhos, o público solicitou que o trio executasse a canção Sweet Child o' Mine, da banda norte-americana Guns N' Roses. Como desconheciam a letra, pediram a um dos espectadores que subisse ao palco para ajudá-los. Dinho ofereceu-se e sua performance escrachada garantiu-lhe o posto de vocalista do Utopia.

Em 1990, por intermédio de Sérgio, o tecladista Márcio Araújo é inserido no grupo. O último integrante a entrar para o Utopia foi Júlio Rasec. Júlio era amigo de Dinho e foi incorporado para auxiliá-lo nas músicas cover em inglês, além de atuar como percussionista e realizar consertos de fios e cabos dos equipamentos da banda, quando necessário.[1]

Em 1992, a banda conhece Rick Bonadio, e em seu estúdio produzem seu homônimo primeiro e único disco independente, com as músicas: Horizonte Infinito, Utopia 2, Inconsciência, O Outro Lado, Joelho e Sabedoria. Com tiragem de 1 mil cópias, o disco foi um grande fracasso comercial, vendendo pouco mais de 100 cópias.

Mudança para Mamonas Assassinas[editar | editar código-fonte]

O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo e com o lançamento do disco que vendeu menos de 100 cópias. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Começaram introduzindo algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público.

Através de um show na boate Lua Nua em Guarulhos, conheceram o produtor João Augusto, na época vice-presidente da EMI, cujo filho Rafael Ramos se tornou um grande fã da banda ao ouvir a demo inicialmente rejeitada pelo pai meses antes. Pouco antes, com a direção e produção de Bonadio, decidiram então mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, "Mamonas Assassinas do Espaço", criado por Samuel Reoli e reduzido para "Mamonas Assassinas", repertório e estilo, que se tornou mais cômico e escrachado. Com o novo nome, a banda teve uma carreira meteórica de sucesso absoluto, interrompida por um acidente aéreo em 2 de março de 1996.

Um ano após a morte dos Mamonas, é lançado de forma independente o CD A Fórmula do Fenômeno, sob coordenação de Mirella Zacanini (ex-namorada de Dinho), contendo todo o material de sessões de gravação realizadas em 1994 já no final do Utopia, com músicas novas que integrariam um futuro segundo disco e regravações de quase todas as músicas (exceto Sabedoria) do disco de 92, além de uma primeira versão de Pelados em Santos então intitulada Mina.

A canção "Joelho" chegou a ser regravada para o primeiro álbum de estúdio dos Mamonas, porém, foi excluída do álbum. Em 1998, dois anos depois da morte dos integrantes do grupo, a regravação foi lançada no álbum póstumo Atenção, Creuzebek: A Baixaria Continua.

Formação[editar | editar código-fonte]

A banda Utopia era formada pelos seguintes membros:

Alecsander Alves[editar | editar código-fonte]

Alecsander Alves era o vocalista e violonista da banda. Quando a banda mudou o nome para Mamonas Assassinas, Alecsander passou a adotar o nome artístico de Dinho.

Alberto Hinoto[editar | editar código-fonte]

Alberto Hinoto era o guitarrista e back vocal da banda. Quando a banda mudou o nome para Mamonas Assassinas, Alberto passou a adotar o nome artístico de Bento Hinoto. Morreu juntamente com os outros membros da banda (à exceção de Marcio Araujo) num trágico acidente de avião.

Samuel Reis de Oliveira[editar | editar código-fonte]

Samuel Reis de Oliveira era o baixista e back vocal da banda. Quando a banda mudou o nome para Mamonas Assassinas, Samuel passou a adotar o nome artístico de Samuel Reoli. Morreu juntamente com os outros membros da banda (à exceção de Marcio Araujo) num trágico acidente de avião.

Sérgio Reis de Oliveira[editar | editar código-fonte]

Sérgio Reis de Oliveira era o baterista e back vocal da banda. Quando a banda mudou o nome para Mamonas Assassinas, Sérgio passou a adotar o nome artístico de Sérgio Reoli. Morreu juntamente com os outros membros da banda (à exceção de Marcio Araujo) num trágico acidente de avião.

Márcio Araújo[editar | editar código-fonte]

Márcio Cardoso de Araújo, também chamado de "O Sexto Mamonas" era o tecladista da banda. Na época da banda Utopia, Márcio cursava engenharia civil na Universidade de Guarulhos, e a rotina de ensaios e viagens tornou-se um obstáculo para seus estudos e projetos profissionais. Por conta disso, ele passou a faltar nos ensaios de sábado quando havia aulas na faculdade e nas viagens em dias úteis. Pelo mesmo motivo, não chegou a gravar nenhuma das faixas do disco Utopia, embora apareça na fotografia da capa.[1][2]

Depois que saiu da Utopia, acompanhou uma cantora de música sertaneja, teve outras bandas de pop-rock, tocou em bares e em praças de alimentação de shoppings, fez festas e bailes de formatura e, mais recentemente, toca rock dos anos 60 e 70 em uma banda chamada Friends.[1]

Em 2009, Márcio foi procurado pelo cinegrafista Cláudio Kahns para gravar um depoimento para o documentário Mamonas, o Doc.[1]

Atualmente, além de alguns trabalhos esporádicos em bandas, Mário trabalha como gerente de orçamentos de uma das maiores incorporadoras do país.[1][2]

Júlio César[editar | editar código-fonte]

Júlio César era amigo do Alecsander e foi incorporado na banda para fazer vocais em inglês, auxiliar o titular do microfone na pronúncia americana, quebrar um galho como percussionista e colocar em prática sua experiência como técnico em eletrônica para consertar fios e cabos quando necessário.[2]

Após Márcio Araújo sair da banda, ele passou a ser o o tecladista e back vocal da banda.[1] Quando a banda mudou o nome para Mamonas Assassinas, Júlio César passou a adotar o nome artístico de Júlio Rasec. Morreu juntamente com os outros membros da banda (à exceção de Marcio Araujo) num trágico acidente de avião.

Discografia.[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Gravado em Lançado em Título Formato Info
1991 1992 Utopia (LP) Vinyl
1991-1992 1992 A Fórmula do Fenômeno CD Gravaram 1.000 cópias, e venderam apenas 100.
1992 1997 (postumamente) A Utopia dos Mamonas CD Edição histórica do álbum A Fórmula do Fenômeno

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A banda paulistana 365 compôs a música "Manhã de Domingo", presente no disco "Do Outro lado do Rio" (2005), em homenagem aos Mamonas. Vale lembrar que quando ainda se chamavam Utopia, os Mamonas abriram vários shows para o 365.
  • Em 2010, a Rede Record numa matéria de Arnaldo Duran para o Jornal da Record, foi mostrada a primeira apresentação do grupo em um programa de televisão. Foi no programa Sábado Show, no quadro "Oficina", aberto a bandas de garagem[3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g globo.com/ O dissidente dos Mamonas Assassinas (Pág 1), por Camilo Vannuchi
  2. a b c globo.com/ O dissidente dos Mamonas Assassinas (Pág 2), por Camilo Vannuchi
  3. noticias.r7.com/ Dinho, dos Mamonas, pela primeira vez na TV


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